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İnsan Kaynakları Açısından Küçülmenin Sonuçları

BİR KRİZDEN KORUNMA VEYA KRİZLERİN ETKİLERİNİ AZALTMA STRATEJİSİ OLARAK KÜÇÜLME

2.2 Etkin Bir Küçülme Programının Oluşturulması

2.2.5 Küçülmenin Sonuçları

2.2.5.2 İnsan Kaynakları Açısından Küçülmenin Sonuçları

Esquematicamente é possível resumir o movimento de localização do co- mércio e dos serviços no interior da cidade ao longo do tempo e do espaço o que, de certo modo, nos mostra os deslocamentos da centralidade no interior da estrutura- ção urbana de São Paulo. Assim temos que de 1850 a 1911 se formou o Centro; de 1911 a 1950 assistimos a bifurcação do Centro que, do outro lado do Vale do A- nhangabaú passa a ser o Centro Novo; de 1960 a 1970, nova área adquire status de

centro, é o Novo Centro, na Avenida Paulista e imediações; e a partir de 1970 se consolida o Centro Expandido, no quadrante sudoeste da cidade. A Figura 2 eviden- cia o movimento descrito pela centralidade no espaço e no tempo em São Paulo.

Especificamente com relação ao Centro pode-se apontar que já por volta de 1850, as rua Quinze de Novembro (então Rua da Imperatriz) e a de São Bento eram as principais ruas comerciais existentes. As duas artérias seguiam até formarem a confluência com a Praça Antônio Prado (naquela época, Largo do Rosário). A partir daí é que se descia até o Vale do Anhangabaú que era transposto pela ponte do A- çu. Este segmento é hoje o início da Avenida São João. A Rua Quinze de Novembro como divisor de águas entre os vales do Anhangabaú e do Tamandauteí represen- tava a espinha dorsal da cidade, era uma rua de cumeeira na topografia urbana. Se- gundo Vilaça60 a rua Quinze de Novembro tornou-se a primeira manifestação do centro comercial da cidade de São Paulo, justamente por atrair os estabelecimentos que disputavam as posições de melhor acesso às camadas de mais alta renda que, a esta época, estavam espalhadas na Glória, no Carmo, na Liberdade, na Luz e em Santa Ifigênia, antes de se segregarem nos Campos Elíseos.61

60 VILAÇA, F. Espaço intra-urbano..., passim. 61 Ibidem, p. 262.

Ainda de acordo com Vilaça o que se depreende do relato da maioria dos cronistas 0é que as ruas Quinze de Novembro e São Bento eram as principais ruas comerciais de São Paulo no final do século XIX, e que a rua Direita, a terceira a compor o "triângulo" do centro, já começa a se desenvolver, embora só fosse adqui- rir importância maior do que as outras duas após a inauguração do viaduto do Chá, em 1891. Isto porque a partir do final do século XIX as camadas de alta renda inicia- ram um processo de segregação em bairros exclusivos enquanto o centro se expan- dia e camadas de renda mais baixa ocupavam locais como Glória, Carmo e Liberda- de. As camadas de alta renda localizadas em Campos Elíseos, Vila Buarque e Santa Cecília se dirigiram em direção à avenida Paulista e a vinculação do centro com es- tas camadas provocava um novo direcionamento nas localizações dos negócios no centro. A transposição do vale do Anhangabaú a partir da rua Direita e, do outro lado do vale as rua Barão de Itapetininga e do Arouche passaram a constituir o eixo de ligação do centro com os novos bairros formados na encosta do espigão da Paulista. Na verdade os fluxos de tráfego provinham da Paulista pelas ruas do Arouche e Ba- rão de Itapetininga para transporem o vale e adentrarem ao "triângulo" comercial pela rua Direita. Assim a rua Direita passou a ser a principal rua de comércio e de serviços das burguesias, sendo o local preferido para a localização das principais lojas, confeitarias e cafés.62

A transposição do vale do Anhangabaú desencadeou o processo de biparti- ção do centro. As lojas, os profissionais liberais e toda a espécie de serviço passa- ram a ter uma nova localização preferencial, se direcionando para o sudoeste, já do outro lado do vale, seguindo a direção do deslocamento das camadas de alta renda. É assim que surge o "Centro Novo" da cidade, no prolongamento da rua Direita, se- cionado pelo viaduto do Chá mas que prossegue pela rua Barão de Itapetininga. A área do "triângulo" resta, aos poucos,, abandonada pelas camadas de mais alta ren- da ao mesmo tempo em que vai sendo apropriado pelas camadas populares.

Pode-se apontar a primazia da rua Direita até as três primeiras décadas do século XX, mas a rua Barão de Itapetininga é que desponta a partir dos anos 40. E no final dos anos 50 o processo de bipartição do centro já está claramente delinea- do. A tal ponto que se torna facilmente reconhecível a distinção entre as duas por- ções f0ormadas. De um lado do vale o antigo centro tornou-se o "Centro velho", vo l-

tado para as camadas mais populares, paulatinamente abandonado pelas lojas de comércio mais refinado e também pelos melhores serviços pessoais e de diversão. Do outro do Anhangabaú, voltado para o eixo sudoeste, o "Centro novo", das elites, do comércio elegante, dos escritórios mais refinados e dos melhores consultórios, restaurantes e cinemas da cidade.

Mas esta situação não permaneceu definitivamente uma vez que na década de 60 n0ova transformação na natureza e na estruturação do centro provoca o a- bandono também do Centro novo, fazendo com que este também se tornasse deca- dente, juntando-se ao antigo para formar um único Centro velho. Agora a região da avenida Paulista e rua Augusta era apontada como o "Novo Centro" de São Paulo. O processo continuava seu curso, enquanto as elites se movimentavam seguindo um imaginário eixo em direção ao sudoeste arrastavam consigo a centralidade da cida- de, seja por seu vínculo com o consumo seja pela valorização imobiliária que provo- cam com sua presença. Uma diferença, entretanto, é fundamentalmente estabeleci- da neste processo: a nova centralidade não é mais compacta como a anterior, está dispersa em diversas áreas especializadas, não reproduzindo mais exatamente o centro, é fragmentado.