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KÖYDES Projesinin Kırsal Ve Toplumsal Kalkınma Unsurları Açısından Değerlendirilmes

KIRSAL VE TOPLUMSAL KALKINMA STRATEJİLERİNDE KÖYDES PROJESİ

B- KÖYDES PROJESİ KAPSAMINDA KÖY İÇME SULARI SEKTÖRÜNDE YAPILAN ÇALIŞMALAR:

3.3. ALAN ARAŞTIRMASININ AMACI, KAPSAMI VE YÖNTEMİ

3.3.5. KÖYDES Projesinin Kırsal Ve Toplumsal Kalkınma Unsurları Açısından Değerlendirilmes

Diversos softwares têm se apresentado como recursos didáticos de extrema versatilidade e eficiência pedagógica. Um, dentre eles, é o software Google Earth™97, que tem se mostrado importante ferramenta na análise espacial. As aulas de geografia e ainda outras disciplinas poderiam e deveriam utilizar-se mais desse precioso recurso.

O Google Earth™ acaba por se constituir atualmente, na opinião do presente autor, no globo terrestre virtual. Trata-se de um globo terrestre virtual planificável, assumindo a mesma importância, se não maior, daquela defendida por Schäffer (2003), com relação ao globo terrestre tradicional:

O globo terrestre é um recurso indispensável para promover aprendizagens tanto em geografia quanto em outras componentes curriculares. Globos e mapas deveriam acompanhar rotineiramente as atividades na sala de aula, na biblioteca, em outros ambientes.

No entanto, em que pese sua importância como recurso pedagógico, o globo terrestre parece ser pouco explorado nas situações de aprendizagem nas escolas. Enquanto os alunos têm certo fascínio por ele, movimentando-o procurando informações, muitos professores o desconhecem. (p. 12)

A respeito do tipo de “mapa” que é Google Earth™, Lévy (1993), já previa algo semelhante no século passado, quando escreveu que:

Algumas pesquisas contemporâneas parecem mostrar que representações de conexões em três dimensões seriam menos embaraçadas e mais fáceis de consultar, dada uma mesma quantidade, que as representações planas. O usuário teria a impressão de entrar em uma estrutura espacial, e nela deslocar-se como dentro de um volume. (p. 38)

Como se pôde perceber o supramencionado filósofo estava afinado com os estudos que culminariam em softwares como o Google Earth™. Ao se manejar esse programa, nota- se que algo semelhante ao previsto por Lévy (1993) acontece. A pessoa tem a impressão de que está sobrevoando o planeta Terra, sendo que, em algumas regiões o nível de detalhes do relevo é tamanho, que se tem a sensação de deslocar-se dentro do próprio sítio em questão. É

97

O software Google Earth™ pode ser adquirido gratuitamente pelo endereço eletrônico: http://earth.google. com/.

importante, neste ponto, que sejam feitas algumas notas a respeito da interface do referido programa. Vide ilustração abaixo (figura 17):

Na ilustração acima (figura 17) são visualizadas apenas as construções e se pode perceber, ao centro uma região “vazia”, onde no século passado erguiam-se as Twin Towers. Como mencionado por Lévy (1993), as informações não são confusas ou embaraçadas. Porém, neste mesmo software, é possível se acrescentar muitas informações a mais, ao bel prazer do usuário que o manipula. Vide ilustração abaixo (figura 18):

Figura 17 – Imagem de satélite da Ilha de Manhattan, tendo ao centro o local das antigas Twin Towers (“Torres Gêmeas”)

Na imagem de satélite acima (figura 18) se podem ver informações selecionadas segundo critérios arbitrados pelo usuário, sejam eles, principais avenidas e pontos que proporcionam belas panorâmicas para fotografar, por exemplo. Da mesma forma muitas mais informações poderiam ser acrescentadas à imagem, bastando que para isso o usuário as selecionasse. Muitos outros aspectos escritos por Lévy (1993), e que não eram possíveis no século passado, hoje já existem, manifestando-se em avançados softwares. Lévy (1993) ainda previa que:

É como se explorássemos um grande mapa sem nunca podermos desdobrá-lo, sempre através de pedaços minúsculos. Será preciso então que cada pequena fração de superfície trouxesse consigo suas coordenadas bem como um mapa em miniatura com uma zona acinzentada indicando a localização desta fração (“Você está aqui”). [...]

É possível ainda focalizar detalhadamente a informação mais importante em determinado momento representando em pontilhado ou em escala menor a informação marginal. Trabalharíamos então com lupas, sistemas de zoom, e escalas graduadas sobre uma representação diagramática ou esquemática do hipertexto. (p. 37-38)

Figura 18 – Imagem de satélite da Ilha de Manhattan, tendo ao centro o local das antigas Twin Towers (“Torres Gêmeas”). Aqui se vê, em amarelo, as principais avenidas da ilha e os pontos em azul indicam lugares que proporcionam belos panoramas da metrópole.

Ressalta-se, novamente, que o filósofo francês escreveu seu texto ainda no século passado quando o Google Earth™ era uma impossibilidade tecnológica. Na década de então, quando este tipo de interface era projetada, muitos eram os receios e os projetistas gastaram boa parte de seu tempo pensando em uma maneira adequada de trabalhar com os vários tipos de informações atreladas ao espaço, como se pode ver no questionamento levantado por Lévy (1993):

“Um mapa global não estaria arriscado a tornar-se ilegível a partir de uma certa quantidade de conexões, a tela cobrindo-se de linhas entrecruzadas, em meio as quais não seria possível distinguir mais nada?” (p.38).

Com relação ao nível de informação, hoje, possível de se trabalhar, é interessante observar a ilustração abaixo (figura 19):

Como se pode verificar na imagem acima (figura 19), a quantidade de informações é tão grande que a região que está sendo focalizada quase não pode ser vista. Tratam-se de

Figura 19 – Imagem de satélite da Ilha de Manhattan, tendo ao centro o local das antigas Twin Towers (“Torres Gêmeas”). Aqui se vê um emaranhado de informações que foram selecionadas e plotadas sobre o espaço em questão.

todas as informações que o software oferece. Um verdadeiro hipertexto, conforme Lévy (1993). É curioso informar que o referido software permite que o usuário enriqueça ainda mais o hipertexto, acrescentando informações das mais diversas, através de um sistema de

entrada de dados totalmente acessível ao usuário. Dessa forma um usuário pode localizar sua

casa, sua escola, ou ainda outro ponto, e nele colocar uma legenda indicativa que, por sua vez, pode conter muitas informações, tais como, endereço, número de telefone, altitude, enfim, uma ampla possibilidade de informações que podem ser inseridas conforme o critério e a necessidade do usuário. Cumpre ressaltar que, a partir do momento em que essas informações foram inseridas, o usuário pode acessá-las novamente através de simples “cliques” num

prompt de comando oferecido pelo programa.

Como visto o software Google Earth™ pode ser perfeitamente usado para estudos espaciais, bastando-se que, para isso, o professor saiba como utilizá-lo:

[...] trabalhar as relações do sensoriamento remoto com a prática pedagógica [...] requer trabalho ativo-reflexivo com a informação, por parte do aluno orientado pelo docente, que levará a utilizá-la como instrumento de leitura, decodificação e compreensão da realidade imediata em que está inserido e de outras realidades semelhantes a esta. (SANTOS, V., 2002, p. 47-48)

O educador deve, então, buscar usar o software conscientemente e de forma crítica, para que seja de real proveito educacional. Podem-se explorar as imagens oferecidas pelo

software à vontade, porém, deve-se tomar o cuidado para que isso não seja demasiado virtual,

daí a necessidade de se ter em mente uma educação espacial, uma educação que prive por estudar o lugar do aluno que é repleto de significados, e, que, dessa forma, não pode ser demasiadamente virtualizado ou “esvaziado”. Conforme Lajus (1999), por mais multimídia que seja uma aula que se utiliza de tecnologia, não deve, nunca, formar uma tela entre o educando e o mundo.

Teóricos com Lajus (1999) alertam para que não se permita a demasiada virtualização do processo educativo, porque sabem da facilidade que há em isso acontecer, e dos perigos que isso pode acarretar. Em virtude disso, o professor deve buscar uma forma que possibilite uma (re)construção das questões estudas. O presente autor acredita que essa forma de (re)construção seja a escrita.