Há quem pense que racismo diz respeito somente a ofensas, injúrias e não percebem o quanto vai muito mais além: se trata de um sistema de opressão que privilegia um grupo racial em detrimento de outro. No Brasil, foram 354 anos de escravidão, população negra escravizada trabalhando para enriquecer a branca. [...] Se hoje a maioria da população negra é pobre é por conta dessa herança escravocrata e por falta da criação desses mecanismos. É necessário conhecer a história deste País para entender porque certas medidas, como ações afirmativas, são justas e necessárias. Elas precisam existir justamente porque a sociedade é excludente e injusta para com a população negra.175
O trecho acima traz de forma objetiva os problemas que as cotas raciais implementadas pela Universidade de Brasília buscam resolver. Em quase todas as Rationes
Decidendi dos votos que foram explicitados pelos Ministros do Supremo, buscou-se
demonstrar que o racismo é algo inerente à cultura brasileira e, portanto, políticas universais não são suficientes para medicar tamanha doença social. Assim, a desigualdade de oportunidades entre negros e brancos foi a clara herança deixada pela época da escravidão e por isso cabe ao Estado adotar medidas positivas para oferecer aos negros espaços nunca antes alcançados, isto é, universidades e agora, os concursos públicos. Para resumir o que foi apresentado até então, pode-se fazer jus à fala do juiz federal William Douglas, ao dizer que na sociedade brasileira “ser pobre é um problema, ser pobre e negro é um problema maior ainda”176.
O problema que será desenvolvido neste momento é que agora a discussão será acerca de um concurso para o ingresso na administração pública e não mais para ingresso na universidade. Em que medida as rationes decidendis desenvolvidas nos votos da ADPF nº 186/DF dependem de se estar lidando com a universidade e não com o concurso público? Por este motivo, a seguir, serão listados ao longo dos parágrafos os principais elementos constantes da decisão do Supremo Tribunal, ou seja, serão observados os principais argumentos trazidos e haverá uma comparação objetiva para notar se o mesmo entendimento se aplicaria aos concursos.
175 RIBEIRO, Djamila. Ser contra cotas raciais é concordar com a perpetuação do racismo. Carta Capital, 15
jul. 2015. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ser-contra-cotas-raciais-e-concordar-com- a-perpetuacao-do-racismo-1359.html>. Acesso em: 03 mai. 2016.
176 DOUGLAS, William. As cotas para negros: por que mudei de opinião por William Douglas, juiz federal (RJ). Geledés, Instituto da Mulher Negra, 06 dez. 2011. Disponível em: <http://www.geledes.org.br/>. Acesso em: 03 mai. 2016.
É de suma importância ressaltar que em junho de 2015 o Conselho Nacional de Justiça aprovou a Resolução nº 203/2015, que dispõe de 20% de cotas para negros para vagas oferecidas nos concursos públicos no âmbito do poder judiciário177. Dessa maneira, a
magistratura foi a primeira carreira a adotar uma ação afirmativa baseada num critério étnico capaz de separa vagas para afrodescendentes. Tal Resolução, leva em consideração a autonomia de cada Tribunal para adotar outros critérios de políticas afirmativas e sociais dentro das características de cada região em que as cotas forem instituídas.178
Veja alguns trechos escritos pelo próprio CNJ acerca do tema:
“Estamos diante de um momento importante, pois é primeira vez que um dos poderes da República reservará uma cota para cidadãos oriundos de mais de 50% da população que não têm acesso aos cargos de poder nesse país”, disse o presidente Ricardo Lewandowski, referindo-se a pesquisa recente que indicou que apenas 18% dos cargos mais importantes no Brasil são ocupados por negros. “Esse é um passo histórico muito relevante, pois estamos contribuindo para a pacificação e a integração deste país, e de certa forma reparamos um erro histórico em relação aos afrodescendentes”. [...]
Isso é a recuperação da história e de conquista que se estabeleceu em razão de um regime em que os negros nunca tiveram acesso ao mínimo de educação e saúde, e hoje o País passa por uma política de valorização desses segmentos e de reconquista desse espaço na sociedade.179
Com base nisso, a primeira observação trazida pela lei que claramente está de acordo com o posicionamento da grande maioria dos Ministros na ADPF nº 186/DF é o fato da necessidade de que a as cotas raciais tenha uma limitação ao longo do tempo. De acordo com o art. 6º da Lei nº 12.990/2014 a obrigatoriedade das cotas em concursos públicos se dará num prazo máximo de 10 anos. Isso é confirmado para Lewandowski pois, explica que, “políticas de ação afirmativa fundadas na discriminação reversa apenas são legítimas se a sua manutenção estiver condicionada à persistência, no tempo, do quadro de exclusão social que lhes deu origem”180. O mesmo é entendido por Gilmar mendes ao dizer que “há certo
consenso quanto à necessidade de que os programas de ações afirmativas sejam limitados no tempo”.181
177 CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CNJ. Resolução nº 203, de 23 de junho de 2015. Dispõe sobre a
reserva aos negros, no âmbito do Poder Judiciário, de 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura. Disponível em <http://www.cnj.jus.br/>. Acesso em: 03 abr. 2016.
178 CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CNJ. Plenário do CNJ aprova cotas de acesso a negros para cargos
no Judiciário. Notícias do CNJ, 09 jun. 2015. Disponível em <http://www.cnj.jus.br/>. Acesso em: 03 abr. 2016.
179 Ibidem.
180 STF, 2012a, p. 90. 181 Ibidem, p. 192.
O art. 1º reserva uma porcentagem de 20% quando lido conjuntamente com o art. 4º traz o critério da proporcionalidade. Este critério foi observado como de suma importância pelos Ministros, tendo em vista que, pelo fato do sistema de cotas da Universidade de Brasília separar esta mesma porcentagem para os afrodescendentes e, também, ser limitada em seu tempo, seria uma medida proporcional à luz da Constituição Federal. Neste aspecto, a lei de cotas para concurso também seria vista como constitucional pelos menos Ministros que julgaram a ADPF. Assim, Marco Aurélio se manifestou pela cota como “harmônica com a Carta Federal, com os direitos fundamentais nela previstos, a adoção, temporária e proporcional às necessidades, do sistema de quotas para ingresso em universidades públicas”182.
Conforme previsto no art. 2º o critério de aferição para saber quem seriam os negros e pardos considerados cotistas o critério seriam o da autodeclaração de acordo com os conceitos do IBGE. Assim, conforme o próprio Relator da ação do controle concentrado tanto o critério da autodeclaração como o da heteroidentificação desde que “jamais deixem de respeitar a dignidade pessoal dos candidatos, são, a meu ver, plenamente aceitáveis do ponto de vista constitucional”. Por mais este motivo, é razoável entender que as medidas adotadas pela Lei nº 12.990/2014, para ingresso em concursos públicos, são constitucionais.
Vale ressaltar que os Ministros Ricardo Lewandowski e Luiz Fux trouxeram o argumento de que as cotas seriam benéficas tanto para os negros que ingressarem nas universidades por meio delas, como para os brancos que estudam com eles. Segundo eles as cotas gerariam um intercâmbio e diversidade cultural no ambiente estudantil. Neste aspecto, não se pode vislumbrar os mesmos pontos no âmbito dos concursos, tendo em vista que, não há o que se falar nisso, pois, ao contrário das universidades que são para que se ingresse no mercado de trabalho, os concursos lidam com pessoas que já estão inseridas neste.
Por fim, cabe ressaltar que as cotas são dirigidas as pessoas que forem consideradas negras e pardas para concursos da área federal do Brasil. E neste aspecto da referida Lei também se iguala ao que foi discutido pelo STF, tendo em vista que, as cotas da Universidade de Brasília também se direcionavam para este mesmo grupo, que sofre preconceitos por uma razão que advém de um fenótipo específico, isto é, serem negros. Isso se daria pelo fato desta minoria a ser considerada marginalizado ao longo de grande parte da história brasileira, e por este motivo os negros devem ter a oportunidade de ascenderem socialmente pelas ações afirmativas. As falas do Ministro Luiz Fux são:
A discriminação e o preconceito existentes na sociedade não têm origem em supostas diferenças no genótipo humano. Baseiam-se, ao revés, em elementos fenotípicos de indivíduos e grupos sociais. São esses traços objetivamente identificáveis que informam e alimentam as práticas insidiosas de hierarquização racial ainda existentes no Brasil. Nesse cenário, o critério adotado pela UnB busca simplesmente incluir aqueles que, pelo seu fenótipo, acabam marginalizados. Diante disso, não vislumbro qualquer inconstitucionalidade na utilização de caracteres físicos e visíveis para definição dos indivíduos afrodescendentes.183
Em virtude das observações acima mencionados não resta dúvidas de que se os mesmos Ministros do Supremo Tribunal Federal estivessem hoje diante de uma nova ADPF para julgar a constitucionalidade das cotas raciais em concursos de acordo com a Lei de cotas, julgariam a mesma constitucional.
Pode-se dizer, portanto, que, as Rationes Decidendi usadas pelos juízes em 2012 serviriam como uma precedente horizontal - uma stare decisis - vinculante para um novo julgamento no ano de 2016. Isso ocorreria pelo fato de que quase todos entenderem, que o fenótipo da cor negra é o gera as desigualdades sociais e para isso as cotas teriam grande relevância social para mudar os rumos deste país.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho acadêmico teve como objetivo avaliar o processo decisório do Supremo Tribunal Federal constante da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 186 do Distrito Federal, julgada no ano de 2012. O tema desenvolvido ao longo da decisão foi a constitucionalidade de um sistema de cotas baseado num critério meramente étnico para o vestibular da Universidade de Brasília. Neste sentido, buscou-se elucidar a ratio decidendi desenvolvida por cada um dos nove Ministros votantes e com isso chegou-se na seguinte visão: mesmo que tenha havido a identificação de um mesmo problema por todos os magistrados, não se pode dizer que houve uma única ratione na Suprema Corte brasileira.
Ao longo do trabalho, observou-se a situação inferiorizada da minoria negra na população brasileira que se iniciou na época da escravidão e se perpetua até os dias atuais. Por este motivo, como observaram diversos ministros do STF na ADPF nº 186, medidas meramente universalistas não são suficientes, pois, em casos como estes é necessário que o Estado tenha uma atitude positiva. Isso viria por meio das ações afirmativas, que são medidas que podem dar eficácia ao princípio da igualdade material previsto na Constituição Federal.
Neste contexto, buscou-se aplicar as rationes achadas nos votos da ADPF para analisar a constitucionalidade das cotas raciais no âmbito de ingresso em concursos públicos. Assim sendo, considerando as linhas argumentativas trazidas, pode-se evidenciar que caso as cotas baseadas num critério meramente racial chegassem as mãos do Supremo, se fossem usadas as mesmas ratios decidendis, certamente tal medida seria considerada constitucional, eis que os seus argumentos também se aplicam na área da administração pública. Todavia, quanto ao “experimentalismo institucionalizado” trazido por Gilmar Mendes, não é possível saber qual seria a sua conclusão acerca das cotas nos concursos, pois tal Ministro não entende que essas sejam as melhores medidas para se promover a diminuição da desigualdade racial brasileira.
Assim, o presente feito responde a quase todas as perguntas que foram expostas, pois em se tratando de um processo decisório desenvolvido na Suprema Corte brasileira não se pode dar certezas quanto aos rumos de uma decisão que nem foi colocada em pauta, como no caso das cotas nos concursos.
Ademais, isso só ocorre pelo fato de que o a STF não possui uma cultura de obediência estrita à precedentes184 e, portanto, as cotas em concursos públicos poderiam vir a
ser consideradas inconstitucionais, caso entendam que nesta situação outras ratios deveriam ser desenvolvidas, de acordo com as peculiaridades deste ambiente que em nada tem a ver com o de um Universidade pública. Mas esta é uma questão que no momento não faz parte deste trabalho responder.
Para finalizar, deixa-se registrado a excelente explanação do Dr. William Douglas sobre o deferimento de cotas para negros:
Se você é contra as cotas para negros, eu o respeito. Aliás, também fui contra pôr muito tempo. Mas peço uma reflexão nessa semana: na escola, no bairro, no restaurante, nos lugares que frequenta, repare quantos negros existem ao seu lado, em condições de igualdade (não vale porteiro, motorista, servente ou coisa parecida). Se há poucos negros ao seu redor, me perdoe, mas você precisa “passar um dia na cadeia” antes de firmar uma posição coerente não com as teorias (elas servem para tudo), mas com a realidade desse país. Com nossa realidade urgente. Nada me convenceu, amigos, senão a realidade, senão os meninos e meninas querendo estudar ao invés de qualquer outra coisa, querendo vencer, querendo uma chance.185
184 VOJVODIC, op. cit., p. 27. 185 DOUGLAS, op. cit.
REFERÊNCIAS
ANNONI, Danielle; LIMA, Fernanda da Silva. As políticas de ações afirmativas para a
efetivação de direitos da minoria negra no Brasil. Rio Grande do Sul: UNISC, 2009.
Disponível em: <https://online.unisc.br/seer/index.php/direito/article/viewFile/1181/874>. Acesso em: 30 mar. 2016.
BARROSO, Luís Roberto. Temas de direito constitucional. 2. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2016.
_______. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de 5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de julho de 1985, e 10.778, de 24 de novembro de 2003. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2016.
_______. Lei nº 12.990, de 9 de junho de 2014. Reserva aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2016.
_______. Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999a. Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2016.
_______. Lei nº 9.882, de 03 de dezembro de 1999b. Dispõe sobre o processo e julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental, nos termos do § 1o do art. 102 da Constituição Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2016.
CHARÃO, Cristina. O longo combate às desigualdades raciais. IPEA, 2012. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/igualdaderacial/index.php?option=com_content&view=article&id=7 11>. Acesso em: 01 mai. 2016.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CNJ. Resolução nº 203, de 23 de junho de 2015. Dispõe sobre a reserva aos negros, no âmbito do Poder Judiciário, de 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura. Disponível em <http://www.cnj.jus.br/>. Acesso em: 03 abr. 2016.
_______. Plenário do CNJ aprova cotas de acesso a negros para cargos no Judiciário. Notícias
COSTA, Aldo de Campos. A toda prova – ADPF pode evitar ou reparar o dano a preceito fundamental. Revista Consultor Jurídico, 27 mar. 2013. Disponível em <http://www.conjur.com.br/>. Acesso em: 03 abr. 2016.
DA COSTA SILVA, R. M. A Constituição de 1988 e a discriminação racial e de gênero no mercado de trabalho no Brasil. International Law, Revista Colombiana de Derecho
Internacional, n. 23, 2013, p. 244-247.
DIAS, Paula Regina Pereira dos Santos Marques Dias; SOARES, Zilmar Timoteo. O sistema especial de proteção dos direitos humanos: busca pela igualdade e o respeito à diferença.
Iniciação Científica CESUMAR, v. 16, n. 1, 2014.
DIFERENÇA cai em 2015, mas negro ganha cerca de 59% do salário do branco. In: UOL
Economia. Empregos e Carreiras, publicado em 28 fev. 2016. Disponível em:
<http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/01/28/diferenca-cai- em-2015-mas-negro-ganha-cerca-de-59-do-salario-do-branco.htm>. Acesso em: 29 mar. 2016.
DIODATO, Camila. Cotas raciais: lei ainda gera polêmica nos concursos. In: UOL Notícias.
Concurso, publicado em 03 ago. 2015. Disponível em:
<http://jcconcursos.uol.com.br/portal/noticia/concursos/lei-cotas-raciais-negros-pardos- 61228.html>. Acesso em: 02 mai. 2016.
DOUGLAS, William. As cotas para negros: por que mudei de opinião por William Douglas, juiz federal (RJ). Geledés, Instituto da Mulher Negra, 06 dez. 2011. Disponível em: <http://www.geledes.org.br/>. Acesso em: 03 mai. 2016.
GOMES, Joaquim Barbosa. Ação afirmativa e princípio constitucional da igualdade. Rio de Janeiro: Renovar, 2001.
GORCZEVCKI, Clovis; TERRA, Rosane Beatriz Mariano da Rocha Barcelos. O princípio da igualdade na Constituição Brasileira e sua aplicabilidade nas ações afirmativas referentes ao ingresso no ensino superior. Revista Direito e Justiça, reflexões sociojurídicas, ano VI, n. 9, nov. 2006, p. 121-122.
HERINGER, Rosana. Desigualdades raciais no Brasil: síntese de indicadores e desafios no campo das políticas públicas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, n. 18 (suplemento), p. 57- 65, 2002.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE. Indicadores de cor
ou raça, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, março de 2009. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/marco 2009.pdf>. Acesso em: 01 mai. 2016.
LEGAL DICTIONARY. The Free Dictionary. Ratio decidendi. Disponível em: <http://legal- dictionary.thefreedictionary.com/ratio+decidendi>. Acesso em: 25 mai. 2016.
MENDES, Gilmar Ferreira. Os direitos fundamentais e seus múltiplos significados na ordem constitucional. Revista Jurídica Virtual, n. 14, jul. 2002.
MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 28. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NEGROS representam 54% da população do país, mas são só 17% dos mais ricos. In: UOL
Economia. Disponível em: <http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/12/04/negros-
representam-54-da-populacao-do-pais-mas-sao-so-17-dos-mais-ricos.htm>. Acesso em: 29 mar. 2016.
OLIVEIRA, Edmundo Alves. Políticas públicas sociais: ações afirmativas como instrumento jurídico para a concretização da igualdade e o acesso à educação. Nucleus, v. 11, n. 1, abr. 2014, p. 223.
PASCHE, Cristiane; SPAREMBERGUER, Raquel Fabiana Lopes. Um olhar para a inclusão: as cotas raciais nas universidades brasileiras e o princípio da isonomia. Novos Estudos
Jurídicos, v. 11, n. 2, jul./dez. 2006, p. 241.
PIOVESAN, Flávia. Ações afirmativas: a questão das cotas. In: FERREIRA, Renato (cood.).
Ações afirmativas no Brasil: desafios e perspectivas. Niterói: Impetus, 2011. p. 118-119
_______. A proteção dos direitos humanos no sistema constitucional brasileiro. Revista de Direito Constitucional e Internacional, RDCI 45/216, 2003. In: CLÈVE, Clèmerson Merlin; BARROSO, Luís Roberto. Direito constitucional: teoria geral da Constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
RIBEIRO, Djamila. Ser contra cotas raciais é concordar com a perpetuação do racismo.
Carta Capital, 15 jul. 2015. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ser-
contra-cotas-raciais-e-concordar-com-a-perpetuacao-do-racismo-1359.html>. Acesso em: 03 mai. 2016.
ROTHENBURG, Walter Claudius. Igualdade material e a discriminação positiva: o princípio da isonomia. Novos Estudos Jurídicos, Itajaí, Univali, v. 13, n. 2, 2008.
ROVER, Tadeu. Juiz da Paraíba considera inconstitucional cota para negros em concurso público. Revista Consultor Jurídico, 20 jan. 2016. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2016-jan-20/juiz-considera-inconstitucional-cota-negros-
concurso-publico>. Acesso em: 03 mai. 2016.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitanismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
SHAUER, Frederick. Thinking like a lawyer: a new introduction to legal reasoning. Harvard
University Press, Cambridge Massachusetts, London, England, 2009.
SILVA, Marcos Luiz da. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental e o conceito de “preceito fundamental”. Biblioteca Digital Jurídica, Supremo Tribunal de
Justiça, Brasília, 2011. Disponível em:
<http://bdjur.stj.jus.br/jspui/bitstream/2011/63409/arguicao_descumprimento_preceito_silva.p df>. Acesso em: 04 abr. 2016
SOUZA, Beatriz. 8 dados que mostram o abismo social entre negros e brancos. In: Revista