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İtikadî ve Amelî Açıdan İslamî Geleneğe Verdiği Zararlar

FETÖ VE İSLAMA İNDİRİLEN DARBE

D. İtikadî ve Amelî Açıdan İslamî Geleneğe Verdiği Zararlar

Esta pesquisa se propôs buscar compreender como se deu a implementação do programa Política de Cotas na UFT, mais especificamente, no Campus universitário de Miracema, estudando os processos de elaboração, implantação e desenvolvimento das ações que viabilizaram o acesso, ingresso e permanência do estudante indígena no ensino superior do Tocantins no âmbito da UFT/Campus Miracema, conhecendo qual é a política inclusiva que promove acolhimento, acompanhamento e proporciona a permanência com qualidade desse estudantes até o término do seu curso.

A pesquisa pretendeu conhecer ainda, as ações desenvolvidas no Campus e a sua eficácia, no sentido de “incluir” o estudante indígena no contexto universitário, de maneira a abordar problemas e benefícios da implantação do sistema de cotas, fornecendo uma visão crítica voltada para a necessidade de se pensar políticas públicas para segmentos sociais em suas especificidades étnicas.

Para tanto, o espaço selecionado para a pesquisa foi a UFT, estudando um caso específico no universo multicampi da instituição, o Campus universitário de Miracema, com o objetivo de perceber se as políticas aí implementadas destinadas aos indígenas oferecem real possibilidade de acesso, ingresso e permanência de forma diferenciada e se viabilizam a permanência desse alunado nos cursos regulares oferecidos pelo Campus até a sua conclusão com qualidade.

Resolvemos fases, porém, uma síntese, enfocando os dados de acesso à formatura de acadêmicos indígenas que ingressaram nos cursos de Pedagogia e Serviço Social do referido

Campus, considerando os vestibulares realizados nos cinco últimos anos. Dessa forma, eis os

resultados alcançados no Campus.

* O Campus em seu primeiro processo seletivo - 2005, ofereceu 80 vagas, sendo 76 pelo sistema universal e quatro vagas pelo sistema de cotas, se inscrevendo no referido certame sete indígenas, resultando em um indígena aprovado – “Antonio Samuru Xerente”, o que revela um déficit de ingresso correspondente a, 85,71% do total de inscrições registradas. O indígena aprovado até o momento da pesquisa se encontrava regularmente matriculado, no

9º período de Pedagogia, turno noturno, o que caracteriza a sua permanência. Não consta em registro da Secretaria acadêmica para o referido ano nenhuma formatura de indígena.

* Com relação a 2006, quantidade de vagas oferecidas pela UFT no referido Campus, pôde-se verificar que, das 80 vagas disponibilizadas, quatro delas foram para cotas, no entanto, constatou-se o ingresso de apenas uma indígena, matriculado no segundo semestre – Pedro Xerente”, e se inscreveram para o curso de Pedagogia no referido certame seis indígenas.

Percebemos um decréscimo no número de inscritos no Campus, passando de sete em 2005 para seis em 2006, o que pode significar um certo desinteresse por parte dos indígenas em relação ao curso de Pedagogia, único do Campus, até então. Para este vestibular, no

Campus, o déficit de ingresso em relação ao número de inscritos correspondeu a 83,33% do

total de inscrições registradas. O indígena aprovado é aluno regular, cursa o 9º período de Pedagogia. Não consta em registro da Secretaria acadêmica para o referido ano nenhuma formatura de indígena.

Um dado instigante é que o número de indígenas inscritos em 2006 em todos os

campi da UFT é menor do que os candidatos de 2005, ou seja 117 em 2005, contra 60 em

2006. A universidade como um todo contabilizou 16 indígenas aprovados nos dois últimos anos. Dessa forma, o número de inscritos de 2005 para 2006 caiu consideravelmente cerca de 51,28% em toda a universidade.

* Com relação a 2007, no que se refere ao número de inscritos no vestibular, verificou-se que 121 indígenas concorreram a 108 vagas da universidade. Em Miracema, foram disponibilizadas seis vagas, e foi o certame que apresentou o maior número de inscrições de candidatos indígenas, 19 indígenas ao todo, para os dois cursos do Campus. Foi em 2007 que o curso de Serviço Social foi implantado. Nele foram aprovados seis indígenas, sendo: Pedagogia – “Domingos Waikrurê Xerente, Fernando Kbasdimêkwa Brito de Souza, Sílvia Letícia Gomes da Silva Xerente e Lenivaldo Srãpte Xerente”. Serviço Social –“Carlos Augusto Wahenne Xerente e Vilmar da Mata de Brito Xerente”.

Embora tenha sido 2007 o vestibular que mais aprovou, dos quatro alunos matriculados em Pedagogia, no momento da pesquisa em 2009/1, verificamos a desistência de dois estudantes – Domingos Waikrurê Xerente e Fernando Kbasdimêkwa Brito de Souza. Os demais alunos permanecem matriculados, conforme relatório de matrícula da Secretaria acadêmica do Campus. Ainda de acordo com o relatório, não houve formando de indígena para o ano de 2007.

Na universidade como um todo, o crescimento no número de inscritos vem variando ao longo dos anos, cabendo destacar o ano de 2006, quando ocorreu uma queda vertiginosa – 60 inscritos em toda a UFT; em 2005, foram registradas 117 inscrições contra 121 em 2007.

Ressaltamos que esse número de inscrições registrado no último ano pode ser pequeno, se considerado o total de cursos existentes em 2005 para os criados em 2007, passando respectivamente de 25 para 29, dentre eles o curso de Serviço Social no Campus de Miracema.

* Quanto ao número de admitidos em 2008, pôde-se verificar que se inscreveram no referido certame 97 candidatos em toda a UFT. No Campus de Miracema foi registrado 16 inscrições, destes foram aprovados quatro indígenas, quais sejam: Serviço Social – “Alexandre Chapazane Xerentee, Valteir Tpêkru Xerente, em Pedagogia: Kleber Wairurã Barbosa Lima Xerente”.

Para este vestibular, no Campus, o deficit de ingresso em relação ao número de vagas correspondeu a 33,33% do total de vagas preenchidas. Em 2009, no momento da pesquisa, verificamos a desistência do estudante Valteir Tpêkru Xerente. Os demais alunos permanecem matriculados conforme relatório de matrícula da Secretaria acadêmica do

Campus. Ainda de acordo com o relatório, não houve formando de indígena para o ano de

2008.

* Já em 2009, 78 vagas foram ofertadas pela UFT nos sete campi, a maior oferta até então. Verificamos, no entanto, que 105 indígenas se inscreveram no referido vestibular, dos quais 13 se inscreveram para concorrer a quatro vagas nos cursos de Pedagogia e Serviço Social no Campus de Miracema, sendo aprovados, respectivamente, “Elizângela Smikadi P. Brito Xerente e para o último, Kleber Wairurã Barbosa Lima Xerente e Valdete Brupahi Xerente”.

Nesse certame, considerando os dados do Campus de Miracema, o deficit de ingresso foi de 25% em relação ao número de vagas. Os indígenas aprovados, até o momento da pesquisa, se encontravam regularmente matriculados, no entanto não constava registrado na Secretaria do Campus para este ano, indígena em fase de conclusão de curso.

Um dado a ser destacado refere-se à desistência do acadêmico Kleber Wairurã Barbosa Lima Xerente do curso de Pedagogia, no primeiro semestre de 2009, sendo aprovado no vestibular do mesmo ano para o curso de Serviço Social, iniciando as suas atividades logo no inicio do semestre seguinte. Não consta em registro da Secretaria acadêmica para o referido ano nenhuma formatura de indígena.

Considerando os dados quantitativos de acesso, ingresso e permanência dos indígenas matriculados no Campus de Miracema no período de 2005 a 2009, notamos um aumento no número de vagas correspondente a 33,33% passando de quatro vagas em 2005 para seis vagas em 2009. Já no número de ingresso em relação às vagas, o aumento variou negativamente em torno de 25%, ou seja, em 2005 das quatro vagas disponíveis apenas uma foi preenchida; considerando 2009 das quatro vagas ofertadas somente três foram preenchidas. O número de indígenas inscritos de 2005 a 2009 passou respectivamente de sete para 13, um aumento de aproximadamente 90%, considerando que em 2005 e 2009 foram ofertadas quatro vagas no referido Campus.

Por meio dessas análises, é possível concluir que a UFT ampliou o acesso ao ensino superior no sentido em que permitiu que um maior número de estudantes pudesse ingressar e cursar o ensino superior. Podemos verificar que, embora os números de vagas e de inscritos viessem aumentando ao longo dos anos, o número de ingressos, mesmo assim, ainda não preenchia as vagas ofertadas. Desse modo, dos 14 indígenas que ingressaram no Campus de Miracema no período de 2005 a 2009, três desistiram por motivos desconhecidos e um deles mudou de Pedagogia para Serviço Social, por não se identificar com o referido curso. Observamos, ainda, que, no Campus, não há o registro de nenhum indígena formado admitido pelo sistema de cotas. Presume-se, então, que o número de reprovações, conforme dados apresentados anteriormente, possa ter contribuído para este resultado. Propomos, no entanto, uma política efetiva de permanência que possa assegurar aos estudantes da UFT/Campus de Miracema o acesso, ingresso e conclusão de curso, por meio de ações como: construção de uma casa de apoio ao indígena, restaurante universitário, disponibilização de recursos para locomoção dos estudantes da aldeia à universidade, parceria com as escolas de educação básica, promovendo cursos de capacitação para professores indígenas, capacitação para professores universitários relacionados às questões indígenas, revisão de currículo, dentre outros. É partindo dessas questões e inquietações que apresentamos a pertinência e a relevância da pesquisa proposta.

4.11 Distintas percepções dos estudantes, gestores e professores do acesso, ingresso e a

Benzer Belgeler