BÖLÜM 2: İSRAİL’İN ARAP BAHARINA BAKIŞ AÇISI VE İÇERDEKİ
2.1. İsrail için; Arap Baharını Anlama ve Anlamlandırma Dönemi (Ekonomi ve
Para REBELO (2004, p. 71) não existe uma integração estadual em termos econômicos, a unidade existente é apenas territorial e administrativa. Mesmo esta se encontra comprometida pela fragmentação, visto o surgimento de tentativas de separação de regiões do estado, ora para se vincularem a outras unidades estaduais, como São Paulo - em entrevista, o ex-governador Ney Braga afirmou que havia, por ocasião de sua campanha eleitoral para governo do estado, no Norte do Paraná, um memorial com dezenas de milhares assinaturas, querendo formar um chamado Estado do Paranapanema, ora para formarem uma nova divisão, um novo Estado – é o caso do Estado de Iguaçu. É interessante observar que os movimentos separatistas tiveram origem nas regiões de povoamento recente, indicando a desagregação, de
fato presente, no estado. A propósito do separatismo político do Norte do estado, encontrou-se a seguinte fala do ex-deputado estadual Dalcanalle (PTB):
"Cansada por uma nítida insuficiência de recursos para desenvolvimento, tanto públicos como privados, e realçada por um conflito entre os de ordem cultural entre os paulistas, progressistas e agressivos, e os nativos do Velho Paraná, caracterizados por uma atitude mais serena e tradicional, a longa negligência de Curitiba, no tocante às necessidades de transporte e outras exigências e infra-estrutura da região provocou um forte espírito de separatismo político". 20
Quanto à outra manifestação:
“(...) é preciso que esta Casa (Assembléia Legislativa do Paraná) dê o seu voto de repúdio às pretensões de líderes que vêm buscando interesses pessoais, que vêm buscando alcançar posições que jamais ocuparam e tiveram, que vêm agora apregoando no sudoeste e oeste do Paraná um movimento de desmembramento do território do Paraná em dois Estados, para que o antigo território federal do Iguaçu seja convertido no Estado do Iguaçu abrangendo ainda área de Santa Catarina". 21
Qualquer dos estudos realizados sobre o Paraná - tenham caráter pragmático ou analítico partem da afirmação do ex-governador Ney Braga:
"Havia em seu território três sub-temas econômicos diferentes e que praticamente não mantinham relação entre si. O Norte do Estado, qual prolongamento da economia paulista, a ela se vinculava quase totalmente. A região Sudoeste, ocupada em conseqüência de problemas que atingiram o Rio Grande do Sul, com este Estado mantinha seus vínculos. Quanto ao chamado 'Paraná Velho', cuja formação datava de época bem mais antiga, era a única parte do Estado que podia ser considerada 'paranaense”. Quando assumi o governo (1961) (...) o Paraná precisava ser integrado: em praticamente dividido em Paraná do Norte e do Sul. Não havia nem mesmo ligação política, social ou cultural (em termos regionais) entre os dois. Não havendo isso, toda a riqueza daquela faixa economicamente mais poderosa (o Norte), seu intercâmbio fazia-se com São Paulo". 22
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(20) Palavras do ex-deputado Dalcanalle, do extinto PTB, Anais da Assembléia/1962 (21) Ibidem. (17)
A criação de uma nova economia, a do Norte do Estado que estava vinculada à economia paulista somente no cômputo da estatística figurava como paranaense, considerando o capital que se dirigiu para aquela região o caso do Paraná pode ser conceituado como uma expansão do capital em direção a atividades agrícolas em terras boas, que em condições propícias de mercado interno e externo oferecem rentabilidade favorável em comparação, por exemplo, com a agricultura paulista ou sulina ; quanto no que respeita à mão- de-obra utilizada, que proveio em boa parte de São Paulo e de outros estados do Sul a experiência do Paraná, em certa medida, continuava a experiência de São Paulo em décadas anteriores, pelo desenvolvimento agrícola.
O que se está querendo mostrar é que a integração do estado do Paraná na economia nacional, que se dá basicamente através do café, indica não uma situação periférica do estado mas, pelo contrário, aponta para uma expansão do pólo dinâmico capitalista. A idéia de periferia atribuída ao Paraná prende-se, para momentos diferentes, a situações diversas.
Num primeiro momento o Paraná é periférico por não estar integrado na economia nacional: de certa forma, por permanecer "à margem" do processo em que se centralizava a economia, e por seus vínculos, dada a "independência" que caracterizava os estados na formação federada, estabelecerem-se, de fato, com o exterior. Pode-se falar assim, periferia aqui diz respeito a "estar fora de" no que toca à economia nacional e ser dependente (diretamente) do mercado internacional.
O "projeto desenvolvimentista" indica a negação da maneira como se opera a expansão capitalista, ou seja, somente para o setor industrial.23 Na realidade, não se trata de uma negação na acepção precisa do termo. A tentativa, na verdade, contém a pretensão de mantidos os parâmetros em que se enquadram as relações agricultura-indústria, recomporem no plano estadual essas mesmas relações - que a cafeicultura e a produção agrícola em geral, como fonte de acumulação, cumpram esse papel, mas no âmbito interno do estado (PR). Isso se afigurava possível a partir de uma ação do aparelho (repressivo) estatal que, ao mesmo tempo proporcionasse as "condições para a industrialização" através do estabelecimento da "infra- estrutura" necessária - basicamente estradas e energia elétrica. configurando-se bastante importante a "integração" das três regiões que compunham o estado - e subsidiando a indústria com empréstimo de recursos, a baixas taxas de juros.
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É importante ressaltar, também, que parece ter se verificado uma coincidência no estado, entre a emergência do projeto e a recomposição do bloco no poder, em termos de dominação política. Porém, confirmar ou negar essa hipótese teria exigido uma pesquisa paralela que ultrapassa os limites deste trabalho. Assim a observação se restringe às modificações impressas à cena partidária onde de alguma forma tal recomposição se manifesta.
No período em análise, pode-se perceber a vinculação existente entre classes e frações de classes e os diversos partidos políticos presentes no estado. A substituição que se realiza nos postos governamentais vem acompanhada por uma "nova visão" do papel que o estado deve desempenhar na orientação da economia, Parece ter havido um confronto entre "atuações tradicionais" e "atuações modernizantes", com o prevalecimento das últimas.
Esses "novos homens" e as "novas concepções" reproduzem basicamente a ideologia cepalina, pois nos cursos da CEPAL formou-se grande parte da equipe organizada pelo novo governo. Como se pode depreender da Mensagem que propôs a criação da CODEPAR, esta poderia contribuir para o aceleramento da racionalização e modernização do aparelho administrativo estadual:
2.3. CODEPAR: Companhia de Desenvolvimento Econômico do Paraná e seu Projeto