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B. Din Sosyolojisinin Doğuşu

2. İSMAİL HAKKI BALTACIOĞLU

Na perspectiva de compreender como o telejornal JPB1 reestrutura seus processos de identidade face à evasão dos telespectadores para a navegação na internet e constituição de audiência para os telejornais policiais locais, definimos agora os corpus da investigação.

Em que pese Gomes (2007) propor não isolar os operadores analíticos, como dissemos anteriormente, quisemos dar destaque a cada um deles em suas especificidades e repercussões na problemática de estudo. Nesse sentido, tivemos que definir o corpus de acordo com as necessidades apontadas por cada um deles por ocasião da investigação.

Tomamos como central o recorte empírico das edições do JPB1 entre os dias 10 e 15 de novembro de 2014. Além do material em audiovisual de todo o telejornal nos dias selecionados, entendidos como fontes primárias da pesquisa, também nos utilizamos dos espelhos de todas as edições, que tivemos livre acesso enquanto repórter da emissora pesquisada. Além disto, como fonte secundária, entrevistamos alguns profissionais ligados diretamente à feitura do telejornal. Assim sendo, durante a investigação, tivemos a oportunidade de entrevistar o apresentador do programa, Bruno Sakaue, a chefe de redação da TV Cabo Branco, Giulliana Costa e a editora-chefe das TVs Cabo Branco e Paraíba, Tatiana Ramos. Aplicamos entrevistas semi-estruradas (com base em roteiros flexíveis), dialogadas, para entendermos melhor os processos do estudo das edições. Essas entrevistas facilitaram a compreensão da problemática investigada. Inclusive, em alguns momentos da análise, elas são visibilizadas, isto porque entendemos que elas se prestavam a balizar certos posicionamentos do telejornal. Tiveram, portanto, uma função explicativa e ilustrativa.

Contexto comunicativo e organização temática – Esses dois operadores foram investigados juntos no capítulo de análise. Inicialmente, fizemos uma observação da semana em novembro de 2014, que foi tomada como corpus central da investigação. Achamos, contudo, que precisaríamos ampliar o corpus para termos mais segurança quanto aos modos que o telejornal organiza suas temáticas. Dessa forma, entendemos que poderíamos obter dados mais confiáveis sobre o critério de noticiabilidade e suas repercussões nos modos de identificação do telejornal. Assim, além dessa semana, tomamos em conta mais quatro semanas, de agosto a dezembro de 2014. Três semanas que antecediam a semana central do estudo e uma posterior.

Para podermos visualizar com mais clareza esse critério, sua organização temática, nos utilizamos de técnicas da Análise de Conteúdo, proposta por Bardin (1977). Assim, categorizamos as temáticas e procuramos quantificá-las para perceber a ordem de relevância nos modos de organização do JPB1.

Para Bardin (1977), a análise de conteúdo contém um conjunto de técnicas que visa obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos a descrição do conteúdo das mensagens. Uma delas é a divisão do conteúdo em categorias. “A categorização é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero com os critérios previamente definidos”. (BARDIN, 1977, p.119). Por categorias tomamos os temas que fazem parte do cotidiano do JPB1. Assim, categorizamos as noticias por temática, seja no formato de reportagens, entrevistas em estúdio, participações ao vivo dos repórteres, notas cobertas ou peladas. Definimos as noticias pelas temáticas:

 POLICIAL: Assuntos relacionados aos acontecimentos factuais que dizem respeito a tragédias, violência, etc.

 COMUNIDADE E SERVIÇO: Nesta categoria estão incluídos os assuntos que versam sobre o que é de interesse das comunidades, a exemplo de questões comportamentais, de prestação de serviço, problemas de infraestrutura nos bairros, etc.

 ECONOMIA: Relacionada com os assuntos que dizem respeito ao comércio, à produção e ao consumo, investimentos financeiros, etc.

 EDUCAÇÃO: Assuntos relacionados a escolas, atividades escolares, problemas envolvendo a educação de um modo geral.

 POLÍTICA: Informações sobre os poderes legislativo e executivo ou relacionados a projetos, leis de relevância local, etc.

 SAÚDE: Assuntos relacionados à saúde como campanhas de vacinação, doenças, hospitais, etc.

 CULTURA: Eventos artísticos, espetáculos, exposições, assuntos diversos relacionados ao campo da arte.

A definição dessas categorias serviu para organizar as notícias e buscar uma representação simplificada sobre quais são os assuntos mais recorrentes e como o JPB1 constrói sua identidade também a partir dessa organização temática.

Pacto sobre o papel do jornalismo – Para observar de que forma o JPB1 constrói seus pactos telejornalísticos com o público tomamos como base os Princípios Editoriais da Rede Globo, visto que a TV Cabo Branco é uma emissora afiliada. Assim, procuramos entender com a análise sistêmica do nosso recorte, entre 10 e 15 de novembro de 2014, de que forma esta atualiza os valores indicados por aquela, a exemplo da objetividade, correção, ética e imparcialidade. Além disso, a observação desse operador nos possibilitou enxergar como o JPB1 tenta, em contraste com o que diz sua organização temática, criar um modo de endereçamento que seja voltado para as comunidades e a prestação de serviços.

Mediador – Dada a relevância do apresentador para a análise de um telejornal, procuramos nos deter com mais afinco nos seus modos de endereçamento, suas estratégias de comunicabilidade, suas articulações com a os internautas no próprio telejornal e, posteriormente, retomamos com o mediador na análise dos processos de circulação. Procuramos dentro do nosso recorte principal, compreender quais são as estratégias que este mediador tem se utilizado na apresentação para estreitar as relações com os telespectadores/internautas. Para isso, buscamos um pouco da história dele no telejornal e como este se posiciona no estúdio, as expressões, seu estilo, sua linguagem, sua participação como condutor do JPB1. Desta forma, entendemos que analisar a performance e o discurso de Bruno Sakaue à frente do JPB1 nos permitiu perceber como o telejornal tem se reformulado para tentar criar uma identidade mais próxima dos telespectadores, face à evasão destes para a internet e os telejornais concorrentes.

Circulação – Para analisarmos as interações entre produtores e telespectadores e/ou internautas nos espaços circulatórios da web, observamos as Redes Sociais Facebook e

Instagram da TV Cabo Branco e do apresentador. Observamos as páginas da TV Cabo

Branco porque o JPB1 não tem específicas. Mas, nelas recortamos o que fazia referência ao telejornal.

Em razão da relevância do mediador nos processos produção de sentidos de identidade no telejornal, fizemos análise dos perfis pessoais do apresentador nas mesmas Redes Sociais,

Facebook e Instagram. Fato que favoreceu perceber as relações entre o público e o privado

que o mediador desenvolve estrategicamente com os internautas e/ou telespectadores como forma de construir seus modos de mediação.

Na semana corpus de nossa pesquisa, não encontramos nas Redes Sociais, dados suficientes para nossa análise, pois havia poucas postagens sobre o telejornal nos perfis institucionais e poucas interações por parte dos internautas. Como constatamos que a partir do mês de dezembro de 2014, as postagens e consequentemente, as interações começaram a acontecer de forma mais significativa, tanto nos perfis institucionais quanto do mediador, observamos os meses de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015.

Inicialmente, realizamos um estudo quantitativo das modalidades de participação dos interagentes nas redes sociais de ambos os perfis. Isto com o propósito de obtermos uma visão mais ampla dos resultados. Em seguida, como forma de refinar os resultados, selecionamos momentos de interação de ambos os perfis tanto institucional como do apresentador para uma análise dos processos de interação e consequentemente de construção de identidade.