3.3. SSCB’nin Dağılmasından Sonra Orta Asya ve Kafkasya’da Yeni Kurulan
3.3.2. İran’ın Orta Asya ve Kafkasya ülkeleri ile ilişkileri
3.3.2.1. İran Azerbaycan İlişkileri
Todo o Ensino Fundamental da EJA é oferecido em um tempo de 2.625 horas, mas não há obrigatoriedade do cumprimento integral desse tempo para que o aluno seja certificado. A duração mínima do curso é de 500 horas presenciais, tempo que foi avaliado pelas professoras como o mínimo necessário para que a vivência escolar do aluno possibilite que elas conheçam suas potencialidades e para que haja o desenvolvimento de processos escolares de aprendizagem e avaliação. Uma vez atendido esse primeiro “Critério de Terminalidade”, o aluno pode requerer sua “Certificação” a qualquer época do ano, passando por um “Processo Avaliativo Especial”.
Desse processo participam todas as professoras, e o educando é avaliado no seu nível de participação e no seu desempenho, mediante variados critérios que recorrem às suas vivências de socialização, aprendizagem e avaliação no período em que freqüentou a escola. Ao final de todo ano, geralmente acontecem algumas (ou muitas) certificações. Os alunos se candidatam, preenchendo um “Requerimento de Pedido de Certificação”, no qual escrevem um texto argumentando em favor de sua certificação. Em seguida, eles passam por uma entrevista que também culmina na produção de um texto baseado em algumas questões. Esse texto produzido pelo aluno é levado ao Conselho de Classe das professoras e é tomado como um dos parâmetros do processo avaliativo para certificação. Quando o aluno não é certificado, ele é convocado para uma conversa com a coordenação pedagógica, em que lhe são apresentadas as justificativas do indeferimento de seu pedido.
A avaliação dos alunos é feita de maneira processual, contínua e diagnóstica. Não há pontuação ou conceitos. Desde o momento da matrícula, cada aluno passa a ter um
envelope onde são colocadas suas produções (textos, atividades, relatórios, etc.) ao longo de toda a sua trajetória na escola. Ao final de cada Projeto de Trabalho, as professoras produzem relatórios sobre cada aluno, os quais também são colocados nesse envelope. Todo esse material constitui referência importante para o diagnóstico e o acompanhamento dos alunos e para o processo avaliativo da certificação.
A presença dos alunos é registrada diariamente pelas professoras. A apuração da freqüência não é feita em caráter punitivo, mas é um instrumento importante para a avaliação do fluxo de alunos na escola e do trabalho ali desenvolvido, e para o acompanhamento do aluno em relação às suas possibilidades, problemas e demandas do cotidiano.
A escola oferece ao todo 210 vagas para a EJA. Novas matrículas de candidatos que tenham idade mínima de 15 anos são aceitas a qualquer momento do ano letivo, à medida que vagas vão sendo liberadas em função de desistências, as quais são apuradas pela secretaria e pela coordenação pedagógica. O candidato é informado sobre as diretrizes que organizam o trabalho da EJA na escola e entrevistado sobre a sua vida, suas expectativas em relação ao curso, sua trajetória escolar, etc. No período do Trabalho de Campo, a secretaria estava elaborando um formulário próprio para registrar esses dados.
A organização das turmas é feita tendo em vista os Projetos de Trabalho. Não há regime de seriação, mas um único ciclo. Os alunos são enturmados em agrupamentos temporários, de acordo com os objetivos e as demandas dos projetos, segundo critérios variados e flexíveis (interesses, gênero, experiência profissional, necessidades específicas, habilidades, etc), sendo respeitados nas suas especificidades, ou seja, eles não são obrigados a permanecer nos agrupamentos determinados pelas professoras, caso haja algum prejuízo à sua formação e ao seu bem-estar.
O início e a conclusão do Projeto de Trabalho correspondem, respectivamente, ao início e ao término do agrupamento. Também as professoras se reorganizam a cada novo projeto, podendo trabalhar individualmente ou em dupla, revezando-se com grupos diferentes de alunos. Essa organização também é flexível e atende a diferentes critérios, podendo acontecer por sorteio, por afinidade com o grupo de alunos ou com a parceira de trabalho, por seus interesses ou suas habilidades relacionadas ao trabalho a ser realizado, etc. Durante o Trabalho de Campo, observei que o revezamento de professoras em diferentes grupos de alunos é considerado algo importante, não somente para ampliar as possibilidades de seu crescimento profissional e potencializar os processos de aprendizagem dos educandos, como
também para que as decisões tomadas no processo de certificação sejam efetivamente coletivas.
A cada Projeto de Trabalho corresponde um agrupamento, ou seja, há uma distribuição de alunos em turmas que freqüentam as aulas juntos durante a maior parte do tempo destinado ao seu desenvolvimento. Porém, no seu decorrer, podem ser feitos outros agrupamentos, organizados a partir de demandas ou objetivos específicos. Observa-se que, no dia-a-dia do trabalho pedagógico, o termo agrupamento é utilizado pelas professoras de maneira indiscriminada, ora em substituição à expressão “Projeto de Trabalho” ou ao termo “projeto”, ora para se referirem ao “tema” em questão, ou às diferentes “turmas” de alunos, ou aos “momentos coletivos” que ocorrem ao longo do ano. Por exemplo: os momentos de palestras e debates que reuniam todos os alunos eram, por vezes, chamados de agrupamentos pontuais. Além disso, os alunos de algumas turmas de um determinado nível de habilidades são redistribuídos em novas turmas para um trabalho específico. A esse processo, dá-se o nome de reagrupamento.
Neste trabalho, o termo agrupamento será usado, na medida do possível, com os sentidos que lhes eram atribuídos pelas professoras. Sua substituição pelos outros termos ou expressões destacadas será feita quando a julgarmos necessária para a compreensão do leitor. No período de fevereiro a meados de setembro de 2006, ocorreram basicamente três grandes agrupamentos: na primeira semana de aula, ocorreu o Agrupamento Socialização, em que os alunos foram enturmados aleatoriamente. O primeiro Projeto de Trabalho do ano, com duração de três meses, envolveu o tema “Saúde”, tendo sido denominado Agrupamento Saúde. O segundo Projeto de Trabalho, denominado Agrupamento “Outros Povos... Outras Culturas”, envolveu o tema “Diversidade Cultural” e teve a duração de pouco mais de três meses. Esses agrupamentos serão descritos posteriormente.
O trabalho pedagógico na escola se concretiza por meio de uma intensa atividade coletiva das professoras. Nas noites de sexta-feira, ocorrem as reuniões pedagógicas, que são dedicadas à formação continuada e ao planejamento das atividades a serem desenvolvidas e contam com a presença maciça delas (incluindo as professoras que são responsáveis pela coordenação pedagógica e aquelas que dão aulas nas duas turmas anexas). Muitas dessas reuniões contam com a participação da direção e de profissionais da SMED que acompanham escolas vinculadas à Secretaria Regional Oeste, sendo algumas vezes dedicadas, parcialmente ou integralmente, à discussão de temas ou questões trazidas por esses profissionais. No primeiro semestre de 2006, a coordenação, conduzida sempre de maneira democrática, foi
compartilhada por duas professoras, uma no cargo de coordenadora pedagógica, a outra no cargo de auxiliar de coordenação. No segundo semestre, a coordenadora que esteve de licença médica retomou paulatinamente suas atividades de coordenação.
Nessas reuniões pedagógicas, os debates em torno das temáticas e dos processos pedagógicos ocorrem com muita freqüência e naturalidade. Depois de escolhido o tema, são definidas e discutidas coletivamente as metas do projeto, os processos pedagógicos que viabilizarão a sua execução e os critérios de formação das turmas. Elabora-se um cronograma de atividades, que é ampliado e/ou alterado semanalmente. Para cada meta, é planejada uma série de atividades, por vezes denominadas Atividades Coletivas Estruturantes, que serão realizadas em sala de aula e em outros espaços da escola e fora dela. Essas atividades podem ser adequadas a cada turma definida pelo agrupamento, sendo modificadas ou até mesmo desconsideradas conforme a avaliação da(s) professora(s) responsável(is) por cada turma. Embora a maior parte das decisões sejam tomadas coletivamente, as professoras têm liberdade para encaminharem processos pedagógicos e/ou adotarem determinados enfoques do tema em questão de acordo com o perfil e as demandas de sua(s) turma(s). De todo modo, elas procuram explicitar para todo o grupo a maneira como estão desenvolvendo o estudo do tema nos diferentes agrupamentos de alunos.
As professoras recorrem a diversas fontes (livros, jornais, revistas, vídeos, etc) para estudo do tema e para o planejamento e a execução de suas atividades. Por diversas vezes, outros profissionais são chamados para as orientarem ou para ministrarem palestras e/ou promoverem oficinas e debates entre os alunos. Também são buscadas parcerias com órgãos ou entidades cujo trabalho esteja relacionado à temática em questão.
As reuniões são, algumas vezes, subdivididas em etapas: numa primeira etapa, reúnem-se todas as professoras; na seguinte, algumas professoras se agrupam para planejarem atividades e ações coletivas de reagrupamento dos alunos ao longo da semana posterior, e outras trabalham individualmente na elaboração de atividades específicas para sua(s) turma(s).
Observamos – e aqui queremos ressaltar – que as reuniões pedagógicas constituíam um importante espaço de formação em serviço, planejamento e avaliação de todo o trabalho que era desenvolvido pelo corpo docente. Todo o trabalho educativo que temos tentado descrever não se desenrolava de maneira rígida, linear, previsível. À medida que os projetos se desenvolviam, novas idéias iam surgindo, novas decisões eram tomadas, num movimento feito de “idas e vindas”, inerente à atividade docente e a uma proposta coletiva e
de natureza inovadora, e que, por isso mesmo, é permeada por conflitos e incertezas. Ademais, em cada um dos agrupamentos que acompanhamos, a própria organização do trabalho pedagógico assumia contornos diferenciados, dado o intenso processo de avaliação do, e reflexão sobre, o próprio trabalho, aliado a uma flexibilidade que professoras, coordenação pedagógica e direção faziam questão de fomentar. Nesse processo dinâmico, os registros feitos pelas professoras e pela coordenação parecem assumir grande relevância, sendo importantes não só para a memória do desenvolvimento dos projetos como para nortear a ação pedagógica.
A seguir, passamos a descrever o “noite-a-noite” da escola, buscando caracterizar também a presença dos educandos jovens e adultos no desenvolvimento de toda a proposta educativa aqui apresentada.