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5.2)İNTERNET TOPLU KULLANIM SAĞLAYICILAR

quantitativamente. Nessa análise, são construídos tipos de resposta que poderão ser enquadrados em um modo de falar que caracteriza uma zona do perfil conceitual. Nesse caso, também podemos estabelecer relações entre os sujeitos quando, por exemplo, examinamos as respostas de diferentes pontos de vista para o conceito.

É importante que tenhamos uma diversidade de questões de modo a permitir o aparecimento das diferentes zonas. Uma mesma questão pode favorecer o aparecimento de diversas zonas, embora a maioria delas aponte preferencialmente para uma delas. As entrevistas são realizadas com o objetivo de aferir o uso das zonas do perfil e a sua tomada de consciência pelo sujeito. (MORTIMER et al., 2012).

As entrevistas e os manuais dos técnicos serão analisados qualitativamente. Esse conjunto de dados será utilizado para construir as narrativas para

apresentação dos dados que caracterizam os modos de falar e os perfis conceituais dessa comunidade. As entrevistas foram transcritas na íntegra para análise.

As aulas e visitas técnicas serviram tanto para imersão no campo, para conhecer modos de falar e temas abordados pelas comunidades, como para explorar problemas práticos tratados em cada uma delas. As aulas e visitas foram presenciais e alguns trechos foram selecionados para transcrição.

2.5.1 A análise dos questionários

O primeiro procedimento para a análise dos questionários consistiu na leitura de todos eles, em cada comunidade, separados por questão. A partir da leitura crítica das respostas fornecidas pelos sujeitos, foram propostas categorias de análise, em um processo iterativo com os dados e dialogando com as zonas do perfil conceitual de calor, como proposto na literatura.

Após a determinação das categorias, as questões foram tabuladas e foram determinadas as frequências de respostas e os relativos percentuais. Os índices totais ultrapassaram 100%, pois alguns alunos utilizaram mais de uma categoria em suas respostas. Nas questões que tiveram abstenções, excluímos as respostas em branco do percentual total das respostas válidas.

A categoria “outras respostas” foi criada como uma opção para categorizar respostas que não se adequavam às demais categorias propostas.

Os questionários foram identificados por números, que indicam os alunos, e letras, que indicam as turmas. As turmas A, B, C e D pertencem ao TCR, e as turmas X e Y pertencem ao CFO.

Os questionários foram elaborados com algumas questões comuns para as duas comunidades e outras diferentes. Para as comuns, procuramos manter as mesmas categorias, para estabelecer um diálogo sobre os modos de falar compartilhados pelas duas comunidades, e propusemos novas categorias, de acordo com as especificidades de cada comunidade, para discutir sobre as diferenças nos modos de falar e utilizar o conceito.

Os resultados obtidos na análise dos questionários serão apresentados no capítulo 3.

2.5.2 A análise das transcrições

Nas transcrições, procuramos manter fidelidade ao que foi efetivamente dito. Para isso, transcrevemos alguns termos da forma como foram ditos, corrigindo apenas concordâncias verbais e nominais para efeito de clareza. Empenhamo-nos, ainda, em manter uma sequência com início e fim bem delimitados, possibilitando compreender o que foi enunciado. Buscamos situar também o contexto em que se situa a sequência, a fim de facilitar a compreensão.

Para tornar a transcrição simples e facilitar a compreensão do leitor, adotamos um código simplificado para registrar uma pontuação à língua oral. (BUTY; MORTIMER, 2008). Para indicar uma mudança no tom indicativo de uma pergunta, foi mantido o ponto de interrogação (?), sempre que a entonação da fala assim o indicava. A barra, /, indica uma pausa de pouca duração. Quando as pausas duraram mais de um segundo, indicamos a duração entre parêntesis. O colchete, [ ] indica comentários inseridos durante a análise, para fornecer o contexto ou palavras que não foram ditas. O sinal (( )) indica uma fala da pesquisadora permeando o discurso do entrevistado.

Transcrevemos na íntegra todas as entrevistas realizadas e alguns trechos das aulas e das visitas técnicas, que foram selecionados para análise.

Utilizamos as transcrições para realizar uma análise qualitativa dos discursos utilizados nessas comunidades. Procuramos identificar neles modos de falar e formas de pensar que caracterizam as diferentes zonas do perfil conceitual de calor. A partir da utilização desses dados, em conjunto com outros, procuramos construir narrativas que expressam os modos de falar que caracterizam o uso que cada uma das comunidades faz dessas zonas do perfil.

2.5.3 A construção das narrativas

A construção das narrativas foi um recurso utilizado para mostrar como as diferentes zonas do perfil conceitual de calor se manifestaram no discurso dos sujeitos da pesquisa, a partir dos dados obtidos nas entrevistas, nas aula e nas visitas técnicas. Toda vez que o sujeito usava o conceito de calor ou de frio, buscávamos verificar quais compromissos epistemológicos e ontológicos eram

utilizados, de forma a chegar nas zonas do perfil conceitual de calor. Esses resultados, depois de obtidos por zonas do perfil, foram apresentados e organizados buscando valorizar as narrativas construídas pelos sujeitos da pesquisa.

A justificativa da utilização das narrativas dos sujeitos para a construção dos dados é que, apesar de elas tratarem dos detalhes, de algo particular, do subjetivo, elas são interpretadas como casos gerais. Essas histórias, geralmente, remetem o ouvinte a outras histórias semelhantes à que está sendo contada, o que dá um caráter quase que universal às narrativas. (BRUNER, 2001).

A apresentação de nossos dados valorizando as construções narrativas consiste em fazer um apanhado de modos de falar de diferentes indivíduos, nas duas comunidades investigadas, a fim de construir um escopo de dados que caracterizam as zonas do perfil conceitual de calor. Tal como defende Bruner (2001), consideramos a narrativa como um modo de pensamento, como uma estrutura para a organização do conhecimento e como veículo no processo de educação.

Os resultados obtidos na análise das aulas serão apresentados no capítulo 4 e os resultados das entrevistas, no capítulo 5. Os manuais foram utilizados para sustentar a análise apresentada nos capítulos 4 e 5.

3 ALGUNS CONCEITOS SOBRE CALOR E FRIO UTILIZADOS NOS