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İnternet aracılığı ile öğrenciler ödevlerini ya da yaptıkları çalışmayı

BULGULAR VE YORUM

10. İnternet aracılığı ile öğrenciler ödevlerini ya da yaptıkları çalışmayı

O Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica integra um conjunto de ações voltadas à formação de gestores escolares. São elas:

1) Curso Piloto48 em Gestão Escolar (100h), implementado pelo INEP/MEC, em 2005, com a parceria da PUC/SP e das Secretarias Estaduais de Educação.

2) Curso de Atualização em Gestão Escolar (180h), a ser implementado em 2008 pela SEB/MEC, em parceria com as Instituições Federais de Ensino Superior – IFES, Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.

3) Curso de Pós Graduação (lato senso) em Gestão Escolar (400h), a partir de 2006/2007, oferecido pela SEB/MEC, em parceria com as Instituições Federais de Ensino Superior – IFES, Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.

Em âmbito nacional, o Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica mantém parceria com diferentes entidades, dentre as quais: ANPED, ANDIFES, ANPAE, FORUMDIR, CONSED, UNDIME.

48 Os Estados, que participaram do Projeto-Piloto, são: Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Rio

O curso de especialização em Gestão Escolar, organizado na modalidade Educação a Distância - EAD, com alguns momentos presenciais, tem como objetivo democratizar ainda mais o acesso a novos espaços e ações, com vistas ao fortalecimento da escola pública como direito social inalienável. O curso pretende ainda possibilitar: maior flexibilidade na organização e desenvolvimento dos estudos; fortalecimento da autonomia intelectual no processo formativo; acesso às novas tecnologias da informação e comunicação; interiorização dos processos formativos, garantindo o acesso daqueles que atuam em escolas distantes dos grandes centros urbanos; redução dos custos de formação a médio e longo prazo; a interatividade entre os formandos, facilitando o trabalho coletivo; fortalecimento de infra- estrutura adequada nas universidades públicas, estimulando a formação de grupos de produção científica na área de gestão escolar, e de formação de quadros para atuarem com EAD e sua institucionalização no tocante à formação continuada.

Um ponto que merece destaque no curso é a opção em manter a figura do professor, e não do tutor, como na maioria dos cursos na modalidade EAD, valorizando o seu papel no acompanhamento e avaliação das ações formativas presenciais e a distância. Dessa forma, entende o ensino à distância sob uma outra ótica, que não prescinde do acompanhamento docente efetivo e de momentos presenciais de aprendizagem coletiva, necessário para uma maior qualidade nas ações dessa modalidade de ensino. Parte do pressuposto que a gestão democrática das unidades escolares constitui uma das dimensões que pode contribuir significativamente para viabilizar o direito à educação como um direito universal. O curso foi estruturado em torno de três eixos: a) o direito à educação e a função social da escola básica; b)políticas de educação e a gestão democrática da escola; c) Projeto Político-Pedagógico e Práticas Democráticas na Gestão Escolar.

O perfil esperado do gestor escolar participante do curso é bastante otimista e complexo, como podemos constatar a seguir:

O professor-gestor, em processo de formação no Curso de Especialização em Gestão Escolar deverá ampliar suas capacidades no sentido de ser capaz de:

- Aprofundar a compreensão da educação escolar como direito social básico e como instrumento de emancipação humana, no contexto de uma sociedade com justiça social;

- Atuar na gestão da educação e da escola, visando com efetivação ao direito à educação básica com qualidade social, por meio de práticas caracterizadas pela transparência, pelo trabalho coletivo, pela participação da comunidade nas decisões e pela postura ética, crítica e criativa;

- Realizar e fortalecer a gestão democrática do ensino fundamental, como princípio legal e formativo, sustentada em práticas e processos que conduzam ao trabalho coletivo e à participação nos processos decisórios da educação e da escola;

- Dominar e implementar mecanismos e estratégias, que favoreçam a realização da gestão democrática, em especial dos órgãos colegiados, dentre eles, o Conselho Escolar, em função do Projeto Político-Pedagógico e a escolha do dirigente escolar, com a participação da comunidade escolar pó meio de processo eletivo;

- Participar ativamente nos processos de elaboração e implementação do Projeto Político-Pedagógico da escola, num trabalho que assegure a participação efetiva de toda comunidade escolar e a ação coletiva e colegiada;

- Desenvolver, incentivar e consolidar, no âmbito da educação e da escola, processos de trabalho e relações socioeducativas, que favoreçam o trabalho coletivo, o partilhamento do poder, o exercício da pedagogia do diálogo, o respeito à diversidade e às diferenças, a liberdade de expressão, a construção de projetos educativos e a melhoria dos níveis de aprendizagem nos processos de ensino;

- Apreender a realidade educacional e a gestão da educação e da escola como dimensão dos processos socioculturais, políticos e econômicos que engendram a educação brasileira.

- Atuar de forma consciente, com vistas ao fortalecimento dos processos de descentralização na educação e na escola, da autonomia da escola e do financiamento público da educação;

- Intervir na formulação e implementação de políticas no campo educacional, de modo a consolidar a realização do direito à Educação Básica, à gestão democrática do ensino, à autonomia da escola e ao trabalho coletivo e participativo;

- Compreender a educação em todas suas dimensões e formas de manifestações humanas e que se desenvolvem a partir de ações educativas que visam à formação de sujeitos éticos, participativos, críticos e criativos; - Dominar e utilizar ferramentas tecnológicas no campo da organização dos processos de trabalho nos sistemas e unidades de ensino, tomando-as como importantes instrumentos para realização da gestão democrática da educação (BRASIL, 2006a, p. 16-17)

No Estado de São Paulo foram oferecidos em vários pólos o Curso de especialização lato sensu, com participação de diretores de escola da rede estadual e municipal. O depoimento de uma diretora que acabou de concluir o curso nos dá a dimensão do que ele representou na sua formação:

Foi uma oportunidade muito boa eu ter participado do curso. No começo quase desisti, pois é muito difícil conciliar todas as atividades do cotidiano que a direção da escola exige com as horas necessárias para o estudo. Mas valeu à pena, pois pude aprender mais, manter contato com outros colegas diretores com experiências e vivências diversas. Também me sinto mais segura para poder discutir melhor alguns pontos importantes do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) da minha escola. É claro que nenhum curso dá conta de resolver todos os problemas que enfrentamos, mas ajuda a pensar um pouco melhor sobre determinados problemas. (DIRETORA nº 10)

Cabe ressaltar ainda o cuidado para que a prática da gestão participativa e democrática na escola não seja implantada apenas como modismo ou porque faz parte de programas oficiais do governo, caracterizando-se não como uma conquista, mas como uma concessão. Se assim ocorrer, ela poderá tornar-se instrumento de dominação e de manutenção da ordem conservadora e autoritária, pois foi decidido por alguém superior na escala hierárquica que seria a melhor forma de “conduzir” a escola. Nesse sentido é que Demo (1999, p. 18) nos alerta para o fato de que a

[...] participação não pode ser entendida como dádiva, como concessão, como algo já pré existente. Não pode ser entendida como dádiva, porque não seria produto de conquista, nem realizaria o fenômeno fundamental da autopromoção; seria de todos os modos uma participação tutelada e vigente na medida das boas graças do doador, que delimita o espaço permitido. Não pode ser entendida como concessão, porque não é fenômeno residual ou secundário da política social, mas um dos seus eixos fundamentais; seria apenas um expediente para obnubilar o caráter de conquista, ou de esconder, no lado dos dominantes, a necessidade de ceder. Não pode ser entendida como algo preexistente, porque o espaço de participação não cai por descuido, nem é o passo primeiro.

Constatou-se ainda, durante o curso, todo um trabalho de convencimento dos diretores de escola sobre a prioridade do PDE - Plano de Desenvolvimento Escolar em detrimento do Projeto Pedagógico, que acaba perdendo um espaço significativo no planejamento da ação educativa da escola. Para Melo (2006, p. 247) o PDE nada mais é do que “um plano de metas, calcado no pragmatismo dos resultados estatísticos e na paranóia da otimização e da eficiência a qualquer custo”. Na verdade, podemos afirmar que o PDE atende muito mais aos interesses da reforma implantada do que às necessidades da escola.