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8) Coğrafya dersi ile ilgili olarak en yakın arkadaşınıza ya da ailenize neler anlattınız? Ya da anlatırsınız?
O curso de especialização, lato senso, em Gestão Educacional com ênfase em liderança comunitária e empreendedorismo social da UNICAMP/SEE, foi oferecido aos gestores escolares da Rede Estadual de São Paulo, entre 2005-2006. A UNICAMP aceitou o
desafio de oferecer as 6 mil vagas para o curso por acreditarem ser uma oportunidade ímpar para compartilhar não apenas seus saberes e resultados de pesquisa, aos saberes e experiências dos gestores envolvidos, mas, sobretudo, compartilhar dúvidas, apreensões e incertezas. Também afirmou que não ofereceria propostas mágicas, para solução de problemas que ultrapassassem em muito o universo da escola, mas, apenas que elaboraram um curso de pós- graduação, cuja perspectiva estava assentada no estudo, na prática do pensamento, na reflexão conjunta e no diálogo com autores de diversas linhas e pensamento e de áreas correlatas à educação. O curso Gestão Educacional foi criado em parceria com a Faculdade de Educação da Unicamp e a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo e teve como objetivos:
• Pensar sobre as múltiplas dimensões das ações que os gestores realizam em suas escolas, considerando serem elas atravessadas por inúmeras demandas institucionais, por inúmeros engajamentos pessoais, sem esquecer que essas ações voltam-se à construção de uma escola singular e das pessoas que no interior dela atuam.
• Refletir sobre as possibilidades encontradas pelas pessoas que estão na função de gestores ao lidar cotidianamente com seus sonhos, suas limitações, seus constrangimentos e desassossegos, seus afetos e desafetos com as demais personagens que agem na escola, tendo de fazer e refazer-se constantemente, ao mesmo tempo em que faz e refaz a escola que dele espera alguma liderança.
• Ampliar os conhecimentos dos gestores das unidades escolares, no que se refere aos múltiplos aspectos envolvidos no planejamento e gestão, como processo de construção coletiva, estimulando a realização e o aprofundamento de estudos na perspectiva de uma formação continuada.
• Valorizar a prática profissional concreta dos gestores de unidades escolares e incrementar o intercâmbio de experiências sobre a gestão de projetos sociais, as de âmbito curricular e as relacionadas ao Projeto Político Pedagógico da escola.
Foi oferecido na forma semipresencial, com 180 horas ministradas presencialmente e 180 horas à distância, através de videoaulas, videoconferências e outros recursos tecnológicos, além de 30 horas dedicadas ao Trabalho de Conclusão de Curso. O curso Gestão Educacional, diferentemente do Progestão não foi obrigatório e a SEE ofereceu seis mil vagas, deixando para os gestores decidirem. No entanto a demanda excedeu ao número de vagas e muitos ficaram de fora.
O depoimento a seguir de uma diretora de escola que concluiu o curso mostra que o curso foi realizado numa perspectiva diferente do Progestão:
Fiz os dois cursos o Progestão e o Gestão Escolar na UNICAMP. Mas, com certeza o Gestão Escolar exigiu muito mais estudo do que o Progestão. Os professores eram muito competentes e os textos para leitura eram bastante complexos. Foram tratados vários temas, de forma crítica, como Política Educacional, Organização Escolar, Currículo, Projeto Pedagógico, etc. (DIRETOR DE ESCOLA, nº 7).
Apesar da grande demanda, o índice de desistência no decorrer do curso merece atenção, de acordo com entrevista dada por uma das coordenadoras do curso, Profa. Agueda Bernardete Bittencourt,
[...] ‘o índice de aprovação (66%) ficou abaixo do desejado, mas muito acima dos alcançados em cursos parcialmente a distância. Por outro lado, por tratar-se de um curso de pós-graduação, o grau de exigência foi mantido nos níveis praticados pela Unicamp’. Cabe observar, conforme a docente, que grande parcela dos gestores realizou enormes esforços para acompanhar as atividades propostas, uma vez que a cultura acadêmica está baseada no estudo, no pensamento e na criação, enquanto a cultura das
escolas públicas de São Paulo tem se pautado pela ação e pela busca de soluções imediatas. “Um bom exemplo de como está sendo visto o curso aparece do depoimento de uma das alunas, que está há 15 anos na rede estadual. Ela afirmou recentemente, durante um congresso internacional sobre gestão educacional, realizado em Rio Claro, que foi neste curso da Unicamp que pela primeira vez ela percebeu ter sido chamada para estudar. Normalmente, segundo ela, os gestores só são chamados para aprender rotinas de trabalho”, relata a professora Agueda (UNICAMP, 2007).
Não obstante a todo o interesse demonstrado, os diretores de escola questionavam o fato de a SEE oferecer dois cursos de peso, de forma concomitante: o “Progestão” e o “Gestão Educacional”, como exemplifica o depoimento abaixo:
O curso ‘Gestão educacional com ênfase em liderança comunitária e empreendedorismo social é muito bom e é importante para nós diretores. Incentiva-nos a estudar e a ler mais sobre as questões que interferem na educação. Mas, como conciliar dois cursos ao mesmo tempo? Acaba sendo uma avalanche de projetos que não damos conta e não há um bom aproveitamento de nenhum deles” (DIRETOR DE ESCOLA n º 08).
O depoimento a seguir é mais um desabafo de um diretor de escola diante das dificuldades enfrentadas para conciliar o tempo gasto com o curso e com os afazeres que o cargo exige. Demonstra também a importância de ouvi-los, de saber quais os problemas que vivenciam no cotidiano escolar e buscar soluções mais efetivas, que realmente caminham ao encontro das reais necessidades de alunos e professores. O que ocorre é que diretores de escola, professores e educadores em geral sentem-se completamente excluídos de todo processo de planejamento e elaboração das políticas na área da educação. A eles cabe apenas acatar e colocar em prática.
O curso é bom mas os problemas da gestão de uma escola são muitos, além das excessivas teleconferências e videoconferências, junta-se as constantes alterações no quadro de profissionais que impossibilitam a escola de construir uma identidade própria. Quando o grupo começa a
integrar-se, muda-se o coordenador pedagógico, o vice, os professores e isto contribui para a fragmentação e descontinuidade do trabalho coletivo. A escola é dinâmica, mas o processo de integração do grupo é lento, por isso é importante a continuidade dos profissionais em uma única escola, mas isso ainda não acontece na rede estadual paulista. O gestor de escola possui pouca autonomia, não pode convocar o professor para uma reunião pedagógica que não esteja prevista no calendário escolar, não pode contratar funcionários para desenvolver algum projeto. É um educador sem tempo para o pedagógico, pois o trabalho burocrático absorve boa parte de seu dia. Não sobra tempo para estudar, para ler, para refletir sobre o pedagógico. E isso acontece com a maioria dos meus colegas. Poucos são os que conseguem ler todos os textos que o curso solicita. Não adianta também esperar mudanças mais consistentes se os problemas reais não são atacados e se as necessidades da escola não forem atendidas. (DIRETOR DE ESCOLA nº 09).
Ficou óbvio para os gestores a falta de planejamento dos órgãos centrais quanto aos cursos de formação continuada, pois eles ocorrem de forma concomitante, especialmente após da implantação da Rede do Saber47, que tem como objetivo fornecer capacitação a distância por meio de teleconferências e videoconferências a toda a rede pública.
Outro ponto que merece destaque são as condições objetivas de trabalho que não favorecem um projeto de formação continuada. A descentralização de verbas para material de consumo e OSE (Outros Serviços Educacionais) representou um ganho para as escolas da Rede Estadual de São Paulo, mas acabou sobrecarregando o diretor com mais uma atribuição: a prestação de contas. Os diretores de escola e coordenadores pedagógicos
47 Rede do Saber, consiste em uma estrutura com cerca de dois mil computadores interligados em uma rede
interativa instalada em cem salas de vídeoconferências, com capacidade para quarenta pessoas em cada ambiente, cem laboratórios, instalados em 89 localidades espalhadas, de modo estratégico pelo Estado, totalmente integrados em uma rede interativa. A Rede do Saber, parte da IntraGov - rede de comunicação local que opera sob as mesmas normas e oferece os mesmos serviços da Internet - concebida para enfrentar o gigantismo da rede pública de escolas estaduais. A despeito de toda essa amplitude, o uso da Rede do Saber possibilitou expandir e acelerar as atividades de formação em serviço de todos os quadros da SEE, garantindo o acompanhamento da execução com um custo significativamente menor. Somada às ações locais e descentralizadas já existentes, a Rede do Saber permitiu difundir em larga escala as ações de formação continuada da SEE, viabilizando o trabalho de acompanhamento das ações descentralizadas, favorecendo a integração entre diferentes instâncias e construção de um sistema compartilhado pelo conjunto da rede pública estadual de educação. A Rede do Saber tem a finalidade também de oferecer suporte ao Programa de Formação Continuada Teia do Saber, seu objetivo é levar os programas de capacitação para o maior número de pessoas. Os ambientes de aprendizagem da Rede do Saber são:Salas de videoconferência;-Salas de informática e Salas de estudos (www.educacao.sp.gov.br).
queixam-se muito das cobranças de ordem burocráticas que acabam preenchendo boa parte do tempo disponível. Há algo de errado com essas cobranças e precisam ser repensadas. O burocrático só faz sentido se ajudar na organização e numa melhor qualidade dos serviços prestados pela escola, ou seja, numa melhor qualidade do ensino.