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O Restaurante Q’Sabor está instalado no imóvel da esquina das Ruas Almirante Tamandaré e João Pessoa há mais de nove anos. O estabelecimento, no entanto, em seus 20 anos de existência, já funcionou em um imóvel próximo, situado na Rua Bento Martins. A construção do atual lugar é datada de 1891 conforme a inscrição da fachada que ainda conta com alguns elementos arquitetônicos aparentemente originais. É um prédio modesto: quando foi alugado pela proprietária necessitou da construção de um banheiro e da parede que divide a cozinha do salão. Por se tratar de uma construção antiga, é possível perceber que passou por algumas reformas. Apesar disso, possui problemas estruturais no telhado. Com a chuva, há a necessidade de realocar as mesas para escapar de alguns vazamentos. Como pode ser observado no croqui71 da Figura 8, o espaço que ocupa o estabelecimento é dividido em três partes: o salão onde ficam as mesas, a cozinha e um pequeno banheiro que é repartido do salão principal por uma parede que não vai até o teto.



70 Cabe uma referência ao trabalho de Ondina Maria Fachel Leal (1983), A Leitura Social da Novela das Oito,

do campo da antropologia social. Fachel inclui em sua etnografia uma observação da casa dos informantes que considera a posição do televisor e sua relação com outros objetos na sala e em outros cômodos.

71 Um croqui, segundo o website Colégio de Arquitetos, é um esboço que “não exige grande precisão”, em

termos de escalas e medidas, e, portanto adequado ao presente propósito. A definição está disponível em http://goo.gl/iACizO. Acesso em 6/8/2014.

Figura 8 - Croqui do interior do Restaurante Q’Sabor com a posição do televisor

Fonte: produzido pelo autor com auxílio de programa gráfico

O salão tem capacidade aproximada de 18 frequentadores acomodados em 7 mesas. No horário de almoço, especialmente na faixa de horário das 11 horas e 30 minutos às 12 horas e 30 minutos, o estabelecimento quase sempre opera na capacidade máxima sendo necessária uma pequena espera pelas mesas aos clientes que chegarem neste período. A disposição das mesas é feita de forma a facilitar o fluxo dos clientes e funcionários com um corredor aberto no meio e as mesas próximas as paredes. As mesas são, todas, de tamanhos semelhantes e em formato quadrado, mas não há um padrão em sua constituição. O mobiliário próximo à janela da Rua João Pessoa é formado por mesas e cadeiras dobráveis de aço e os demais móveis do salão, mais novos, são constituídos de PVC branco. Todo os tipos de móveis são bastante recorrentes em bares e lanchonetes da cidade, sobretudo nos trailers de lanche que ocupavam72, até pouco tempo, as vias do espaço urbano e eram bastante comuns em Pelotas. Apenas uma mesa, no canto, próximo à janela da cozinha, parece ser oriunda de mobiliário doméstico, de madeira. Além das mesas e cadeiras, há uma geladeira doméstica utilizada para a venda de bebidas e para o suco que acompanha o prato feito e um freezer horizontal para estocagem de alimentos e venda de sorvetes durante o verão. Além da televisão, um pequeno rádio e dois ventiladores completam os eletrodomésticos que estão no salão.



72 A partir de uma ação motivada por fiscalização do Ministério Público, a Prefeitura de Pelotas definiu em

março de 2014 um prazo para a remoção dos trailers irregulares que ocupavam o espaço público das vias. Na data de 18 de março, de fato, todos os trailers de lanche que eram instalados de forma fixa foram removidos.

O freezer horizontal fechado é utilizado como mesa para cobrança dos clientes e para a exposição de pequenas sobremesas à venda. Essas sobremesas são, em sua maioria, industrializadas e adquiridas, periodicamente, em supermercados atacadistas de Pelotas. Apesar de balas, chicletes e dropes aparecerem com certa frequência, os doces mais consumidos pelos frequentadores são os feitos com batata doce e abóbora que não têm embalagens individuais e são servidos em um guardanapo de papel. Nem sempre as sobremesas estão disponíveis aos frequentadores: dependem da periodicidade de ida ao atacado para compra de mantimentos para o Restaurante. Todas as refeições são acompanhadas por uma jarra de suco artificial com açúcar. No entanto, os frequentadores podem adquirir refrigerantes e cervejas no Restaurante, se desejarem. Pelo que pudemos observar, o consumo dessas bebidas não é muito recorrente, a maioria dos frequentadores almoça com o acompanhamento da jarra de suco que sempre está gelado, mesmo nos meses de maior calor. A venda de refrigerantes e cervejas foi algo criado com o tempo pela proprietária durante o período de observação. No ano de 2012, percebemos alguns momentos em que, quando o frequentador pedia, os funcionários precisavam adquirir as bebidas de terceiros, em um armazém na mesma quadra. As bebidas à venda ficam sempre expostas em cima do refrigerador com os preços informados em etiquetas.

Não há qualquer tipo de objeto decorativo nas mesas que são revestidas com uma toalha plástica resistente com estampas. No ambiente do Restaurante, existem plantas naturais em pequenos vasos que fazem a decoração próximas às janelas, ao banheiro e a televisão. O único quadro na parede é uma pequena aquarela que foi presenteada por uma frequentadora à proprietária. Na janela da cozinha para o salão, há uma cortina de tecido laranja. Na parte externa, além da placa do estabelecimento, próximo ao horário de almoço é colocada uma tabuleta com o cardápio do dia escrito a giz. Dentro do estabelecimento é comum a utilização de cartazes impressos ou escritos à mão para informar aos frequentadores das alterações de preço do prato feito73 e de outras informações e serviços e há também um relógio de parede novo e em funcionamento. Existe pouca circulação de materiais impressos, como jornais e revistas, no estabelecimento. O veículo de informação impresso mais recorrente que é, por vezes, visto pelos proprietários e funcionários é o Jornal Folha Universal, publicação semanal da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Além do informativo, algumas vezes os eventos da IURD são divulgados através de cartazes no interior do estabelecimento. Também 

73 Durante o período de observação, de 2012 até 2014, observamos duas mudanças de preços das refeições. Logo

no início de R$ 5,00 para R$ 6,00 e durante o ano de 2013 de R$ 6,00 para R$ 7,00 considerando o prato completo. Há a opção do “meio” com a redução do arroz e do feijão com o desconto de R$ 1,00 sobre o valor do completo.

observamos a presença discreta de dois adesivos, um na janela e outro na parede, ambos com alguma relação com mensagens bíblicas.

O ambiente é sempre muito limpo e há uma preocupação da proprietária no cumprimento das normas da vigilância sanitária que exerce uma fiscalização frequente nos estabelecimentos da área de alimentação na cidade. O cuidado torna-se evidente na utilização de uniformes por praticamente todas as funcionárias do Restaurante que, além de outros cuidados, conforme a legislação vigente74, enquadram-se como “manipuladores” dos alimentos e precisam trabalhar com os cabelos presos e protegidos por redes ou toucas. Além disso devem ter unhas curtas e sem esmalte e adornos pessoais ou maquiagem. Há um padrão cromático para o Restaurante, a cor verde, que está presente nos uniformes dos proprietários e funcionários, nos talheres, nos galheteiros das mesas e nas jarras de suco.

A dinâmica de trabalho do Q’Sabor ocorre, quase sempre, de uma maneira semelhante. Os frequentadores chegam ao Restaurante, sentam nos lugares e são servidos pelos funcionários sem a necessidade de fazer pedido, o que apenas acontece quando algum novo cliente aparece. Em geral, a maior parte dos frequentadores é assídua e almoça todos os dias, ou periodicamente, e já conhece a dinâmica do lugar. O público de frequentadores eventuais geralmente é formado por trabalhadores em serviço nas redondezas, como equipes de vendas de porta em porta, distribuidores de folhetos, dentre outros. Pelo que pudemos observar como frequentadores, todos os componentes das refeições, obrigatoriamente arroz e feijão, uma carne e outro acompanhamento, são feitos diariamente. Por conta disso, há um horário médio de término das refeições próximo às 12 horas e 45 minutos, pois a proprietária estipula um número médio de refeições e não prepara alimentos para além desta quantidade. É grande a probabilidade dos frequentadores que chegam após este horário ficarem sem almoço. A experiência do Restaurante é de proximidade com um almoço doméstico, não apenas pela forma de preparo dos alimentos, mas também pelo fato de que os frequentadores precisam se adaptar, também, com a rotina do estabelecimento. O horário de almoço das metalúrgicas, que representam o maior público do Restaurante, é congruente com a faixa de horário do almoço do Q’Sabor. O pagamento ocorre após a refeição, em dinheiro, ou existe também a possibilidade de anotar as refeições para um pagamento único que pode ser 

74 A legislação, neste caso, é Resolução n° 216, de 15 de setembro de 2004 da Agência Nacional de Vigilância

Sanitária. Especialmente o item 4.6.6: “Os manipuladores devem usar cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba. As unhas devem estar curtas e sem esmalte ou base. Durante a manipulação, devem ser retirados todos os objetos de adorno pessoal e a maquiagem”. Disponível no website da vigilância sanitária de Pelotas em http://goo.gl/ecqt7V. Acesso em 4/3/2014.

quinzenal ou mensal. Uma das empresas metalúrgicas tem acordo com o estabelecimento para pagamento das refeições dos funcionários. O controle é feito a partir de um registro semanal, escrito em um caderno e com uma ficha fornecida pela empresa. O Restaurante é um negócio familiar e todos os funcionários e proprietários, conforme observamos na introdução, têm laços familiares entre eles. Na hierarquia, apenas uma das funcionárias recebe os pagamentos, faz o troco aos clientes e realiza o controle financeiro das refeições anotadas.

Os únicos funcionários homens são um jovem com idade de 16 anos e um homem de 47 anos, ambos com a função de realizar as entregas das refeições que são pedidas por telefone. As entregas são feitas com bicicleta e apenas nas redondezas do Restaurante. As refeições, durante o horário de atendimento, são servidas rapidamente, no tempo médio de 5 a 10 minutos desde a chegada e por isso, mesmo que o Restaurante tenha um salão pequeno, é possível aguardar pelas mesas.

Figura 9 - Interior do Restaurante Q’Sabor com a posição do televisor

Fonte: fotografia feita pelo autor em julho de 2012

Como podemos observar na Figura 9, o televisor, um aparelho relativamente novo com tubo de imagem de 20 polegadas, fica suspenso na parede, na altura acima da janela da Rua João Pessoa. O sinal é recebido por uma pequena antena interna presa na parede. Alguns lugares do salão do Restaurante oferecem alguma dificuldade para assistir a televisão, como é o caso da mesa abaixo do televisor, na Figura 9, e os que ficam nas mesas encostadas na

parede contígua ao banheiro. Próximo ao televisor, em cima da parede do banheiro, ficam algumas plantas decorativas do Restaurante. Quando o recinto está com a lotação máxima, os frequentadores que sentam na mesa abaixo da TV, algumas vezes, esbarram no cabo de alimentação que tem mau contato e desligam acidentalmente o aparelho. A janela da cozinha para o salão do Restaurante permite que todos os funcionários possam ver a televisão, em meio as rotinas de trabalho.

4.2.2 O Bar Liberdade como lugar

Como o Restaurante Q’Sabor, o Bar Liberdade funciona em um imóvel alugado, há 12 anos, pelo proprietário e situado na Rua Marechal Deodoro. O estabelecimento foi fundado no ano de 1974 e completou 40 anos no mês de julho de 2014. Antes da atual localização, o Bar funcionou em outros quatro endereços, quase todos na Rua Marechal Deodoro, a mesma da atual localização. O primeiro e o segundo endereço eram localizados na Rua atual, o terceiro endereço era situado na Rua General Neto com equina para a Marechal Deodoro. Apenas a quarta localização funcionou na Rua Barão de Santa Tecla, uma quadra abaixo, em um espaço não muito adequado, por um período de apenas um ano. Segundo o proprietário, esse deslocamento ocorreu apenas “para não morrer a chama” e para que houvesse tempo até a reforma do atual espaço.

O Bar, que sempre teve o mesmo nome, iniciou com dois sócios nos dois primeiros anos. Após, passou a pertencer apenas ao atual proprietário. A compra da parte na sociedade marcou o momento em que o imóvel do Bar, além do próprio estabelecimento, passou a abrigar também a residência da família proprietária. O atual imóvel é tombado, tem mais de 100 anos, e possui elementos como frisos e uma platibanda75 ornamentada na fachada. O espaço ocupado pelo Bar enquanto estabelecimento está dividido em seis cômodos: o salão onde ficam as mesas para servir os frequentadores, uma cozinha dividida em duas peças ao fundo, dois banheiros contíguos ao salão e uma peça com telhado translúcido, como uma espécie de claraboia. O único contato da cozinha para o salão é uma janela para a claraboia que sempre está aberta e, desta forma, é possível aos frequentadores enxergar uma parte do local de preparo dos alimentos. Apesar de ser uma construção antiga, o prédio está em boas 

75 Segundo o dicionário de arquitetura do website Colégio de Arquitetos, uma platibanda “designa uma faixa

horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado”. Disponível em: http://goo.gl/yhL7ui. Acesso em 5/3/2014. É possível observar que a platibanda do prédio do Bar Liberdade apresenta alguns poucos ornamentos característicos da arquitetura eclética, presente em muitos prédios de Pelotas.

condições e possui um amplo salão que serve para todas as atividades que envolvem o funcionamento como restaurante, durante o período do meio-dia, da dinâmica do transporte público para a zona rural, mais concentrada no período da tarde até o início da noite e, finalmente, às sextas e sábados à noite, a atividade como reduto do choro em Pelotas.

Figura 10 - Croqui do interior do Bar Liberdade com a posição do televisor

Fonte: produzido pelo autor com auxílio de programa gráfico

Como é possível observar no croqui da Figura 10, o salão do Bar possui nove mesas do mesmo tamanho e duas auxiliares ao lado do balcão que comportam em média 38 frequentadores. No conjunto de mesas e cadeiras existem tipos diferentes de mobiliário. As mobílias próximas à parede da direita, de quem entra no estabelecimento, aparentam ser mais novas e têm a constituição de madeira. Já o restante das mesas e cadeiras aparentam ter, ao menos, 20 anos76 pois são feitas com uma combinação de assentos ergonômicos de plástico na cor vermelha e ferro tubular e apresentam marcas de uso. O Bar é composto por um conjunto de mobiliários de diferentes épocas, mas a maioria dos móveis aparenta ser da década de 1980 pelos materiais e também pelas cores. Além das mesas e cadeiras, há um imenso balcão refrigerado da cor azul77 com vidro que é utilizado, em uma metade, para a exposição de bebidas e em outra, sem refrigeração, para os alimentos industrializados vendidos no Bar, como biscoitos e chocolates. Ao redor deste balcão, existe mais um refrigerado, de encosto, onde é colocado um caixa para a guarda do dinheiro. Em cima do balcão refrigerado, há um baleiro de vidro e a exposição de mais produtos industrializados e salgados produzidos pelo Bar para venda. Os equipamentos mais novos são quatro refrigeradores e freezers cedidos por 

76 Em uma breve pesquisa em catálogos de mobiliários para bar não foram encontradas cadeiras deste tipo novas

para a venda. Apenas conjuntos de cadeiras usadas.

77 O azul do balcão é característico de vários produtos lançados na primeira metade da década de 1980, como

fornecedores de refrigerantes e sorvetes e também um aparelho de buffet pequeno, utilizado diariamente no horário de almoço. Dentro do Bar há uma churrasqueira utilizada para o churrasco que é vendido no buffet por quilo.

A configuração das mesas e cadeiras apenas muda quando o Bar funciona com música ao vivo durante dois dias da semana. Nestas ocasiões o buffet é retirado para que sejam acrescidas mais duas mesas ao fundo do salão e retiradas as mesas da área onde ficam os músicos78. Os equipamentos de som da música ao vivo, um conjunto de quatro caixas acústicas, fica permanentemente instalado e é possível, às vezes, observar alguns instrumentos de percussão e pedestais para microfone que ficam em um canto onde o conjunto musical, chamado Regional Avendano Júnior79, faz as apresentações. Como pode ser observado na Figura 11, o chão do salão merece destaque na descrição porque apresenta um desgaste desproporcional80 em uma determinada área onde, à noite, os casais dançavam81.

Figura 11 - Detalhe do chão do salão do Bar Liberdade próximo a porta.

Fonte: fotografia feita pelo autor em fevereiro de 2014

A decoração do Bar é composta por elementos claramente expostos como de grande importância simbólica para o proprietário e todos eles se referem a existência do Bar como em sua especificidade de cultivo à musica popular em Pelotas. Para destacar os mais importantes, há um certificado concedido pela Câmara de Vereadores de Pelotas de homenagem de instituição emérita ao Bar, o pôster do documentário O Liberdade82, uma foto com a equipe de realização do filme e um pôster de um projeto de pesquisa etnográfica 

78 A área dos músicos aparece demarcada com pontilhado na Figura 10.

79 O nome é uma homenagem a um dos principais músicos do conjunto, Avendano Júnior, que faleceu no ano de

2013.

80 Este aspecto do lugar foi também evidenciado no documentário O Liberdade que mencionamos em nota na

introdução.

81 Apesar da atividade noturna do Bar ter retornado no início de 2014, as autoridades não permitem mais a dança

dos frequentadores, pois enquadraria o estabelecimento como casa noturna alterando as exigências legais.

82 Conforme apresentado em nota na introdução. O documentário foi produzido e lançado em Pelotas durante o

ano de 2011 com uma grande mobilização da comunidade local. Durante o ano de 2012, as cópias estavam à venda para os frequentadores no balcão, junto com os demais produtos.

realizada com o Bar por uma estudante e um docente da UFPEL83. Ao lado dos banheiros, no fluxo do salão para a cozinha do estabelecimento, há um espaço destinado a guarda de bagagens dos frequentadores da zona rural que esperam o ônibus no Bar.

A opção para almoço mais solicitada pelos frequentadores é o buffet por quilo que conta diariamente com arroz, feijão, um tipo de massa, carnes, acompanhamentos e uma variedade de saladas. Também os frequentadores dispõem do churrasco que é assado pelo próprio proprietário. São comercializados, também, diversos produtos industrializados como salgadinhos, biscoitos, balas e assemelhados e opções de doces de fornecedores locais como rapaduras e balas caseiras, todos dispostos em cima do balcão. Alguns produtos industrializados, como biscoitos do tipo água e sal, são vendidos em embalagens grandes, encontradas em supermercados e mercearias. Dos itens produzidos pelo Bar chamam a atenção os ovos em conserva e pedaços de carne fria que são vendidos no mesmo expositor dos demais salgados. Os ovos em conserva, dispostos em um grande vidro, são produzidos quase diariamente e consumidos como aperitivo durante a tarde, sendo bastante solicitados pelos frequentadores.

São utilizados diversos cartazes para informação dos preços dos lanches e das opções de almoço, alguns feitos à mão, mas a maioria impressa digitalmente. Os cartazes são colocados em cima do buffet, em 2013 apresentavam uma versão mais simplificada em preto e branco, apenas com as opções e os preços. A partir de 2014 foram impressos em cores, com as fotos dos pratos. Em um período anterior à pesquisa eram feitos à mão84. Os demais bares e restaurantes no perímetro da Rua Marechal Deodoro se utilizam de uma programação estética semelhante para anúncio das opções de refeição que sempre são acompanhadas da fotografia dos pratos em tamanhos grandes.

O buffet por quilo funciona apenas de segunda a sexta-feira. No sábado o Bar abre

com pratos simples, como o prato feito e a la minuta, que também estão disponíveis durante os dias da semana. Os lanches, como torradas e baurus, são produzidos apenas no período da

Benzer Belgeler