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İnatçı ve Değişime Kapalı Olmama

BÖLÜM 3: ÖĞRENCİNİN NİTELİKLERİ AÇISINDAN SÛRENİN TAHLİLİ 52

3.7. İnatçı ve Değişime Kapalı Olmama

Um modelo de forte penetração no meio empresarial é o de Adizes (2004), original de 1988, dada sua atividade de consultoria. O autor também participa do meio acadêmico. Sua contribuição trata do “ciclo de vida das corporações” e se propõe a desvendar “como e por que as empresas crescem e morrem”, e sendo consultor oferece prescritivamente “o que fazer a respeito”. A prescrição é tão pragmática que na página principal do SITE do Institute Adizes é possível fazer um diagnóstico customizado do estágio em que a empresa se encontra preenchendo um questionário que dura apenas dez minutos (ADIZES, 2006). Traçada uma curva na forma de sino, descrevendo a ascensão e a queda das empresas, o ponto de inflexão é denominado de estabilidade. Adizes (2004, p.4) define como “propósito da gerência promover o crescimento equilibrado [na ascensão] ou o rejuvenescer [revertendo a queda por envelhecimento], levando a organização à plenitude, mantendo-a lá”. A figura 26 ilustra os estágios do ciclo e o quadro 7 apresenta as características principais de cada estágio.

Figura 26 - Estágios do ciclo de vida das empresas Fonte: Adizes, 2004, p.97

1) “No estágio do Namoro, a organização ainda não nasceu, ela existe apenas como idéia. As ações do fundador devem decorrer de ele ter percebido uma necessidade efetiva de mercado. A meta que motiva o fundador deve ser a satisfação de uma necessidade do mercado e não o lucro. O Namoro poderá ser um simples caso, por isso o empreendedor deverá colocar a idéia à prova quando algum risco é assumido, por exemplo, deixar um emprego” (p.11-21);

2) No estágio de Recém-Nascido ou organização Nenê10, a idéia dá lugar aos

resultados; a existência do risco exige vendas, pois é preciso dinheiro para pagar as contas. Há uma tendência em subestimar o problema de capital de giro para financiar a formação de estoques ou o aumento de contas a receber. E quanto mais as vendas acontecerem, maior o problema de subcapitalização. Marcante neste estágio é a orientação para a ação e a falta de planejamento e sistemas, em conseqüência não há delegação e a tomada de decisão é centralizada (p.21-35);

3) A organização Criança Agitada11 tende a se envolver em muitos negócios, pois toda

oportunidade é vista como prioridade, tornando-se dispersa demais e cometendo o erro de entrar em negócio de que nada entende. As vendas aumentam rapidamente sem grandes esforços, e os bons resultados negligenciam o planejamento e o descuido dos investimentos. Vender torna-se equivalente a ter sucesso, de modo que explorar as oportunidades existentes tem prioridade sobre elaborar planos para criar novas oportunidades. Portanto, a organização reage ao ambiente, em vez de antecipar-se à mudança do ambiente. A empresa apóia-se em pessoas disponíveis e não em competências desejáveis (p.35-47);

4) No estágio da Adolescência a empresa renasce sem a liderança de seu fundador com a contratação de um administrador profissional. Será institucionalizado um conjunto de regras e diretrizes. O fundador mantém ainda os “velhos” com suas lealdades e o administrador cerca-se dos “novos” com suas habilidades profissionais. Forma-se uma guerra entre “nós e eles”. Os sistemas são necessários, mas a perda do espírito

10 A edição brasileira traduz por estágio Infância e organização Criança para o original “Infant”. Por parecer o desejo de significar criança nos primeiros anos de vida, aqui foi preferido o uso de estágio Recém-Nascido e organização Nenê.

11 A edição brasileira traduz estágio ou organização “Go-Go” por “Toca-Toca”; aqui foi preferido estágio Infância Agitada e organização Criança Agitada.

empreendedor poderá trazer um envelhecimento prematuro da organização (p.47- 61);

5) Plenitude é o estágio mais favorável na curva do ciclo de vida, quando a organização atinge um equilíbrio de autocontrole e de flexibilidade. Este estágio, um pouco antes do ponto máximo da curva, retrata a vitalidade da organização, isto é, sua capacidade de atingir resultados eficientes e eficazes a curto e a longo prazo. A vitalidade continua aumentando mesmo depois que organização deixa a Plenitude. Portanto, o grande desafio é permanecer na Plenitude (p.61-65);

6) O estágio de Estabilidade é o primeiro de envelhecimento do Ciclo de Vida organizacional e principiaa perder o espírito de criatividade, inovação e incentivos a mudanças que o levou à Plenitude. Há mudança no orçamento, as verbas para pesquisa são reduzidas em favor dos gastos com o aperfeiçoamento de produtos já existentes. O pessoal de finanças ganha poder (p.67-70);

7) Na Aristocracia o que conta não é o que alguém fez, mas como o fez. Assim, é estabelecido um código de conduta no vestir, a sala de reuniões tem decoração formal e luxuosa, as pessoas se tratam formalmente. O mais grave é que para sustentar toda essa aparência, aumenta os preços ao invés de reduzir os custos e acelera seu envelhecimento (p.70-83);

8) No estágio da Burocracia Incipiente, tem início a caça às bruxas, isto é, pessoas são postas na rua como se elas fossem as causas dos problemas. Os gerentes lutam entre si, passando a maior parte do tempo voltados para questões internas e formando panelinhas para se defenderem dos ataques (p.84-87);

9) Na organização Burocrática muito pouco do que é efetivamente significativo acaba sendo realizado. Os gerentes não pensam em resultados, não têm a menor propensão para mudanças e nunca trabalham em equipe. Só há sistemas, estruturas, normas e procedimentos. Essas organizações podem continuar vivendo a despeito de um prolongado estado de coma. (p.87-93)”.

Adizes ataca os mitos existentes em Administração produzidos por muitos gurus. Ele explica que “não levam em conta o ciclo de vida das empresas. Uma coisa boa para determinada etapa pode ser um erro em uma etapa diferente. A flexibilidade esteve em moda nos anos 90, os gurus recomendavam deixar de lado as estruturas e as hierarquias. Isso pode ser bom para empresas maduras, geralmente caracterizadas por um controle

excessivo. Em compensação, nas empresas adolescentes deve haver controle sobre suas finanças e operações” (ADIZES, 1998, p.67-8).

Quadro 8 - Características principais dos estágios Fonte: Adizes, 2004, p.20-87 ESTÁGIO/ ORGANIZAÇÃO CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS ESTÁGIO DE NAMORO E ORGANIZAÇÃO NÃO EXISTE

• Empolgação, mas enfrenta o teste da realidade; • Compromisso realista do fundador;

• Fundador voltado para o produto, comprometido com seu valor adicionado;

• Compromisso é proporcional aos riscos; • Fundador mantém controle.

ESTÁGIO DE RECÉM- NASCIDO E ORGANIZAÇÃO NENÊ

• Voltada para a ação e impulsionada pelas oportunidades; • Poucos sistemas, normas ou diretrizes;

• Desempenho inconstante (baixo, alto);

• Vulnerabilidade, pois um problema pode tornar-se uma crise sem aviso prévio;

• Gerencia-se através das crises; • Há pouca delegação;

• O compromisso do fundador é constantemente posto à prova, e é crucial para a sobrevivência.

ESTÁGIO DE INFÂNCIA AGITADA E ORGANIZAÇÃO CRIANÇA AGITADA

• Praticamente toda oportunidade é vista como uma prioridade; • As vendas como orientação preponderante;

• Crescimento rápido;

• Falta de consistência e foco nas atividades; • A empresa está organizada em torno das pessoas; • Descentralização quando se desejava delegar; • Desejo de delegar e desejo de controlar.

ESTÁGIO DE ADOLESCÊNCIA

E

ORGANIZAÇÃO ADOLESCENTE

• Conflito entre sócios ou tomadores de decisão, entre administradores e empreendedores;

• Perda temporária de visão;

• Fundador aceita soberania organizacional;

• Sistemas de incentivos recompensam atitudes erradas; • Delegação de autoridade num sistema dá e tira; • Diretrizes são formuladas mas não seguidas;

• Conselho de diretores impõe novos controles à gerência.

ESTÁGIO DE JUVENTUDE

E

ORGANIZAÇÃO

• Sistema e estrutura organizacional funcionais; • Visão e criatividade institucionalizadas;

• Orientação para resultados, isto é, a organização satisfaz as necessidades dos clientes;

JOVEM 12 • A organização planeja e segue seus planos;

• A organização supera suas expectativas de desempenho, previsivelmente;

• A organização é capaz simultaneamente de manter o crescimento das vendas e o aumento da lucratividade; • A organização passa a gerar novas “organizações criança” (fase infância). ESTÁGIO DE ESTABILIDADE E ORGANIZAÇÃO ESTÁVEL

• Expectativas menores de crescimento;

• Menor expectativa de conquistar novos mercados, tecnologias e regiões inexploradas;

• Começa a se concentrar nas realizações do passado ao invés de visualizar o futuro;

• Desconfia das mudanças;

• Recompensa aqueles que fazem o que lhes é mandado; • Mais interessada nas relações interpessoais do que em riscos.

ESTÁGIO DE ARISTOCRACIA

E

ORGANIZAÇÃO ARISTOCRATA

• Aplica-se dinheiro em sistemas de controle, benefícios e instalações;

• Enfatiza-se como as coisas são feitas, não o que é ou por que é feito;

• Há grande formalidade e tradição no vestir e no falar;

• As pessoas, individualmente, preocupam-se com a vitalidade da empresa;

• Há baixo nível de inovação interna;

• A organização tem dinheiro em abundância, tornando-se alvo de manobras de aquisição. ESTÁGIO DE BUROCRACIA INCIPIENTE E ORGANIZAÇÃO BUROCRÁTICA INCIPIENTE

• Destaca-se quem causou um problema, e não o que fazer a respeito;

• Há muito conflito, muitas facadas pelas costas, muitas brigas internas;

• A paranóia paralisa a organização;

• O importante passa a ser as guerras territoriais internas, sendo o cliente externo um aborrecimento.

ESTÁGIO DE BUROCRACIA E ORGANIZAÇÃO BUROCRÁTICA E MORTE

• Sistemas numerosos, mas pouco voltados para aspectos funcionais;

• Está dissociada do seu ambiente, concentrando-se basicamente em si mesma;

• Não há qualquer senso de controle;

• Para conseguirem algo da organização, os clientes precisam fazer grande esforço.

Adizes (2004, p.2-3) não concorda em estabelecer um Ciclo de Vida das empresas fundado nas categorias tempo e tamanho. Para ele, “tamanho e tempo não são causas de crescimento e envelhecimento [...] “jovem” significa que a organização é

capaz de mudar com relativa facilidade. Uma organização “velha” significa que seu comportamento é controlável, mas ela é inflexível, com pouca propensão à mudança”.

Benzer Belgeler