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O ATI é de uma forma genérica constituído por uma ou duas caixas e pelos dispositivos ativos e passivos, responsáveis pela interligação entre a rede coletiva e a rede individual de cabos.

O ATI é o responsável pela rede individual de tubagens, preferencialmente constituído por um armário bastidor, é o responsável também no caso das moradias unifamiliares por efetuar a interligação dos cabos provenientes da Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar (CEMU) à rede individual no interior da moradia.

O ATI, como elemento de centralização e flexibilização de toda a estrutura de telecomunicações, ao nível do fogo individual deve ser concebido de modo a receber do exterior as tecnologias de comunicação disponíveis, nomeadamente as em pares de cobre, cabo coaxial e fibra ótica. Para além de criar as condições físicas de transmissão e flexibilização, poderá permitir complementa-las com equipamentos que possibilitem a codificação/descodificação e gestão de sinalização de suporte a serviços, distribuindo-os por diferentes áreas, sendo este um conceito, há muito aplicado em bastidores de cablagem estruturada, fazendo coexistir de forma associada equipamentos ativos, como conversores eletro-óticos, routers, comutadores (switchs), Posto Privado de Comutação Automática (PPCA), entre outros.

A existência de ATI para os espaços destinados a serviços coletivos comuns a um edifício, nomeadamente nas salas destinadas a vigilantes, ginásios, piscinas, bares, etc., considera-se possível visto que, irá facilitar a existência de sistemas de telecomunicações, nesses espaços, e a respetiva interligação ao ATE.

O ATI para além da sua constituição genérica poderá ser constituído por uma ou mais caixas, bastidor ou armário, responsáveis por albergar os equipamentos de receção das três

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tecnologias (tecnologia em PC, CC e FO.), provenientes da rede coletiva ou CEMU, bem como os RC que permitem a distribuição dos sinais pelas TT.

O ATI deve ter espaço para alojar no seu interior no mínimo 2 equipamentos ativos, podendo esse espaço fazer parte integrante do corpo do ATI, ou ser independente.

No caso de ser independente, deve prever-se a existência da designada caixa de apoio ao ATI (CATI), para colocação dos equipamentos ativos, interligada com a primeira. A CATI será colocada na zona que o projetista considerar mais favorável, preferencialmente na zona lateral ou na zona superior do ATI, com configuração similar a este, de forma a minimizar o impacto visual.

O ATI deve estar equipado, no mínimo, com uma tomada elétrica com terra e um barramento de ligações de terra, e ser de fácil acesso, recomendando-se que seja instalado a uma altura nunca inferior a 1,5 m a contar da sua base em relação ao pavimento.

Uma vez que, dada a existência de equipamentos ativos os quais originam dissipação de calor, deve ser assegurado ventilação adequada para o ATI, ventilação essa por convecção e de caráter obrigatório. (ANACOM, 2010)

O ATI contém 3 repartidores, os denominados repartidores de cliente (RC), nomeadamente: RC-PC (Repartidor de Cliente de Par de Cobre), RC-CC (Repartidor de Cliente de Cabo Coaxial) e o RC-FO (Repartidor de Cliente de Fibra Ótica).

3.2.5.2.1. RC – PC – Repartidor de Cliente de Par de Cobre

O RC-PC é constituído por dois painéis de ligação: o Primário, onde termina o cabo que chega de montante, e o Secundário, onde terminam os cabos provenientes das tomadas de telecomunicações (TT) em pares de cobre.

Requisitos funcionais num cenário multi-operador (VOZ ou VOZ/DSL):

 Possibilitar a distribuição do serviço telefónico fixo de, pelo menos, 2 operadores;  Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos ativos

(modem DSL, Router, Hub/Switch).

Requisitos funcionais num cenário de operador (ETHERNET):

 Possibilitar o estabelecimento de um canal de comunicação, em classe E, desde o

secundário do RG-PC até à tomada TT de ETHERNET, localizada na ZAP, no caso dos fogos residenciais;

 No caso da moradia unifamiliar, este mesmo canal, sempre que tecnicamente possível,

Gil Ferreira Lopes 61

 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos ativos

(Router, Hub/Switch). (ANACOM, 2010)

3.2.5.2.2. RC – CC – Repartidor de Cliente de Cabo Coaxial

O RC-CC é construído com base em dois repartidores: um para CATV e outro para

MATV/SMATV.

Requisitos Funcionais:

 Possibilitar a distribuição dos sinais de CATV e MATV, por todas as TT;

 Prever a ligação a uma tomada SAT, localizada na ZAP. Note-se, dado que todas as

tomadas têm de funcionar até aos 2150MHz é obrigatório dispor de saída de satélite;

 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos ativos

(modem cabo, Router, Hub/Switch). (ANACOM, 2010)

3.2.5.2.3. RC – FO – Repartidor de Cliente de Fibra Ótica

O RC-FO é constituído pelo: Primário, o qual será constituído por dois adaptadores SC/APC, que terminam as duas fibras, provenientes do RG-FO ou do exterior, no caso da moradia unifamiliar, uma delas designada de entrada 1 e a outra designada de entrada 2, e pelo

Secundário, que será constituído, no mínimo, por 2 adaptadores, os quais terminarão os dois

cordões que ligam às duas tomadas óticas, localizadas na ZAP. Requisitos funcionais do ATI:

 Possibilitar dois canais de comunicação desde o secundário do RG-FO até às 2

tomadas de FO (localizadas na ZAP). No caso da moradia unifamiliar, estes canais estão garantidos entre o secundário do RC-FO e as 2 tomadas de FO da ZAP.

 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos ativos

(ONT (Terminação ótica de rede), Router, Hub/Switch).

Quanto ao espaço reservado para os equipamentos ativos no ATI e na CATI, pode ser considerado a existência dos seguintes equipamentos, nomeadamente: Tecnologia PC: Modem DSL, Router, HUB/switch; Tecnologia CC: Modem cabo, Router, HUB/switch;

Tecnologia FO: ONT, Router, HUB/switch. (ANACOM, 2010)