A. Kullanılış Şekilleri +ø (eksiz)
II. İLGİ DURUMU
3. İlgi Durumu Fonksiyonunda Kullanılan Diğer İsim Durum Ekleri
A posição dos interruptores nos ambientes também é um fator importante para o maior ou menor uso do sistema de iluminação artificial, segundo a pesquisa de Crisp (1978) que examinou o comportamento dos ocupantes de escolas comuns e escolas de planta aberta no Reino Unido em relação ao uso dos sistemas de iluminação. O objetivo do seu estudo era coletar informações sobre o uso da iluminação artificial e relacioná-las com a disponibilidade de luz natural e a ocupação para verificar de que forma seria possível economizar energia com a iluminação.
Após analisar o uso do sistema de iluminação em escolas, o autor observou que existem quatro picos de acendimento das luzes: no início das aulas da manhã, após o primeiro intervalo, no início das aulas da tarde e no horário da limpeza. Os desligamentos da luz, por sua vez, eram feitos antes do primeiro intervalo, após o término das aulas da manhã, após o término das aulas da tarde e ao fim do período de limpeza das salas. (CRISP, 1978).
Para os escritórios e as escolas de planta aberta, que tendiam a ter ocupantes durante todo o tempo, as luzes eram acesas, majoritariamente, no início do expediente e apagadas ao término do mesmo. (CRISP, 1978).
Segundo o autor, o motivo para apagar as luzes é econômico e para escolas e escritórios, ao contrário de ambientes domésticos, essa economia é muito indireta. Consequentemente, para ambientes de uso contínuo, as luzes tendem a permanecer acesas durante todo o dia ou apagadas durante todo o dia (quando não são acesas no início do expediente). (CRISP, 1978). Crisp (1978) verificou ainda que a posição dos controles tem relação direta com seu uso ou não. Para um dos escritórios observados, em que todos os controles estavam localizados no mesmo interruptor, foi maior o número de acendimentos das luminárias cujos controles estavam posicionados juntos e mais acima em relação aos demais, sem que houvesse
nenhuma relação entre disponibilidade de luz natural ou ocupação da sala para que estas luminárias fossem acesas e não as demais. Em um segundo escritório, cujos interruptores estavam posicionados próximos às luminárias que eles acendiam isso levou a um uso mais diversificado das luminárias. Por sua vez, a complexidade dos interruptores nas escolas de planta aberta, com mais de 18 controles sem nenhuma identificação no mesmo interruptor e para luminárias de diferentes tipos e propósitos levou a um uso completamente indiscriminado das luminárias.
Outro aspecto abordado pelo autor é o uso de controles em locais específicos. Ele menciona um estudo em que foi monitorado o uso do sistema de iluminação de um escritório particular, com duas luminárias, divididas em dois circuitos durante doze meses. Nos seis primeiros meses as luminárias só possuíam uma opção de acionamento – ao lado da porta de entrada da sala – e elas foram usadas durante uma média de 150 horas/cada. Na segunda fase das observações foi acrescentado um interruptor sobre a mesa do funcionário do escritório. O funcionário manteve uma das luminárias acesas durante as mesmas 150 horas, no entanto, a outra foi apagada durante 50 horas. Embora não seja possível fazer generalizações a partir deste estudo, ele reforça a hipótese de que o uso de controles em posições mais flexíveis é importante na conservação de energia. O autor concluiu desse modo que, sistemas de iluminação mais flexíveis, com interruptores identificados e agrupados em relação às luminárias controladas; interruptores localizados de acordo com a conveniência dos usuários; possibilidade de acender grupos de luminárias em função da disponibilidade de luz natural são aspectos que devem ser considerados para a execução de um projeto luminotécnico.
Por sua vez, Reinhart e Voss (2003) desenvolveram uma pesquisa em dez escritórios, nos quais trabalhavam uma ou duas pessoas, no edifício comercial Lamparter na Alemanha (Figura 4). Eles investigaram o uso dos interruptores manuais de luz artificial em conjunto com sistemas de venezianas automáticas com possibilidade de controle manual. Para essa investigação os autores utilizaram, entre outros instrumentos, uma câmera de vídeo para filmar o comportamento das venezianas, o programa de simulação Daysim para simular a iluminância nos diferentes pontos dos escritórios e sensores de presença para verificar a permanência dos usuários na sala. O objetivo era tentar entender a lógica de uso desses sistemas e verificar a relação entre o uso da iluminação e das persianas. Mais de 80% das vezes em que as lâmpadas foram acesas isso ocorreu durante a chegada dos usuários no ambiente de trabalho. Na pesquisa com as persianas, a maior parte das alterações foi feita automaticamente ou foram correções do usuário após a modificação automática. Nesse caso,
preferencialmente o usuário reabriu as persianas após o sistema fechá-las automaticamente. Concluiu-se que grupos de indivíduos seguem um padrão de comportamento muito parecido, enquanto indivíduos isolados seguem padrões bem menos “lógicos”. Outro dado importante dessa pesquisa é que, embora em outros estudos analisados pelos autores7 a maioria dos ocupantes dos prédios acendia/apagava as luzes independentemente do nível de luz natural, todos os ocupantes do Lamparter consideraram a luz natural ao acionar o sistema de iluminação artificial. De acordo com os autores, este dado pode ser uma indicação das diferenças culturais entre os grupos pesquisados (norte-americanos e europeus) ou até mesmo uma confirmação de um dos objetos da presente pesquisa, que é a influencia da arquitetura e da concepção do sistema de iluminação utilizados no prédio para o comportamento diferenciado dos usuários.
Figura 4 – Edifício Lamparter, na Alemanha
Fonte: Reinhart e Voss (2003)
Lindelof e Morel (2006), por sua vez, descreveram os resultados de uma análise realizada na Suíça em que foram coletados dados sobre o uso dos interruptores pelos trabalhadores de diferentes escritórios, localizados no mesmo edifício. Verificou-se, nesta pesquisa que 75% das ações de mudança de iluminação ocorreram até cinco minutos depois que a pessoa entrou no escritório ou antes dela sair e que raramente os funcionários utilizaram os dimerizadores disponíveis, utilizando apenas o comando ligar/desligar. Os autores acreditam que esse comportamento tenha sido uma consequência direta da posição dos interruptores, mais próximos à porta de entrada dos escritórios do que às mesas de trabalho dos funcionários. Passado o período de chegada, o interruptor só era acionado novamente em casos de extremo desconforto.
Existe uma tendência marcante em todos os escritórios do usuário preferir acender as luzes a apaga-las, o que é coerente com nossa experiência pessoal. As pessoas, em geral, estão mais preocupadas com o conforto delas do que com gastos desnecessários de energia (Lindelof e Morel, 2006, p. 8).