• Sonuç bulunamadı

de feitiços, de seres sobrenaturais etc. Quando não buscam tais aventuras de bom grado,

acabam sendo submetidos a elas por vontade de um deus ou de alguém que lhes é superior:

um rei, por exemplo. Perseu, já adulto, foi mandado por Polidectes à caça da Medusa,

monstro que transformava em pedra tudo o que para ela olhasse. Com a ajuda de Minerva e de

Mercúrio

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, Perseu conseguiu matar esse monstro e dar fim ao sofrimento do povo daquela

região. Em seguida, utilizando os sapatos alados de Mercúrio, Perseu, que voava pela Etiópia,

salvou Andrômeda, filha da rainha Cassiopéia, de um monstro marinho. Antes disso,

enfrentou Atlas, o gigante, e transformou-o numa grande montanha, com a ajuda da cabeça da

Medusa que havia cortado e que levava consigo. Eis as passagens retiradas de Metamorfoses,

de Ovídio, que mostram as aventuras de Perseu:

Fugiu sorrateiramente, passando por países longínquos, Florestas densas e rochosas, até chegar à casa do Gorgone. Por todos os lados, no campo, ao longo das estradas,

Viu formas de homens e animais transformados em estátuas de pedra, Apenas por terem olhado para o rosto da Medusa. Ele também Tinha visto aquele rosto, mas só como reflexo

No escudo de bronze que brandia na sua mão esquerda; e atacou Enquanto as serpentes e o Gorgone estavam dormindo.

Atingiu-lhes a cabeça, e daquele sangramento materno Nasceram os dois seres alados, Pégaso e seu irmão.

(OVÍDIO, 2003, pp. 92-93)

Perseu saudou Atlas: “Se a glória

Do nascimento divino tem algum significado para você, Eu sou o filho de Júpiter, e, se você prefere

Se espantar com grandes façanhas, descobrirá que as minhas

São maravilhosas”. Mas Atlas, desconfiado,

Pensou numa antiga profecia de Têmis:

“Atlas, chegará o tempo em que sua árvore perderá

Seu ouro, e o saqueador será o filho de Júpiter.” Temeroso disso, Atlas emparedou sua orquídea, Dando-a para ser guardada por um monstruoso dragão,

E manteve todos os estranhos dela afastados. Dirigindo-se a Perseu, disse:

“Saia daqui, seu mentiroso! Nem Júpiter

Nem sua glória vão lhe assegurar sua entrada aqui”. E deu-lhe

Um forte empurrão, mas Perseu resistiu,

Argumentou, e tentou apaziguá-lo. Mas, por fim, Inferior em termos de força (quem poderia igualar-se À força de Atlas?), disse ao gigante:

“Bem, já que você não vai me dar nada,

Eu tenho algo aqui para você!” Virou-se de costas,

E segurou, com sua mão esquerda escondida atrás do corpo, A cabeça da terrível Medusa. E, já grande como era,

Atlas cresceu mais. Era quase como uma montanha: sua barba E cabelo, as florestas, braços e ombros,

Escarpas, sua cabeça, o pico da montanha, e seus ossos, rochas. E à medida que crescia, porque assim era a vontade dos deuses, Sua grande carga chegou até o céu estrelado (ibidem, p. 90). E Perseu a viu de lá do céu, Andrômeda,

Com os braços amarrados, persa a um rochedo; seus cabelos Flutuavam, tocados por uma leve brisa, e lágrimas quentes escorrendo pelo rosto

[...]

Desceu até ela

Dizendo: “Minha querida, as correntes que deveriam prendê-la

São apenas amarras amorosas em vez de grilhões. Posso lhe perguntar

Qual é o seu nome, seu paìs, a razão dessa sua situação?”

[...]

Ela disse seu nome, seu país, acrescentando, em seguida, A história de como sua mãe tinha-se jactado tanto de sua beleza. Não tinha terminado de contar tudo, quando o mar rugiu

E dele emergiu um monstro. Ela soltou um grito de pavor. Seus pais Estavam a um palmo de distância, ambos lamentando [...]

Isso chocou Perseu Profundamente. [...] ele lhes disse,

Eu, Perseu, filho de Júpiter e Dane, [...]

Se eu conseguir salvá-la, ela será minha?” O que mais eles poderiam responder além de Sim? Prometeram também lhe dar

Um reino como seu dote. Como uma embarcação

Que oscila, mesmo com o esforço dos remadores

Tentando empurrá-la para o seu curso, assim aproximou-se o monstro, levantando grandes ondas,

Uma funda do rochedo poderia facilmente atingi-lo, Quando Perseu subiu até as nuvens e sua sombra Pairou sobre a superfície da água, e o monstro, vendo Aquela sombra, avançou contra ela. Como uma águia Enxerga em campo aberto uma cobra serpenteando Pelo mato e mergulha para apanhá-la, e

Finca suas garras atrás de sua cabeça, para evitar ser atacada pelo veneno armazenado nas presas mortais,

Assim Perseu mergulhou dos céus em direção ao mar e atacou o monstro, Que rugiu quando o ombro direito foi atingido pela

Espada. O ferimento parecia doer muito, e a besta marinha

Contorceu-se, esticou-se, mergulhou, voltou à superfície várias vezes. De novo Perseu alçou vôo e atacou, o monstro vociferava, tentando se desviar dos golpes, com sua cauda de peixe.

Seu vômito era uma mistura de sangue e água salgada. As sandálias aladas ficaram pesadas com aquela gosma, e Perseu achou que seria melhor

Não depender mais delas. Encontrou uma rocha Que se projetava no mar e para lá ele voou, e de lá Atacou de novo e de novo. Sua espada cravou fundo Nas vísceras do monstro e as praias ecoaram Para o céu os seus aplausos. Pai e mãe

Rejubilaram-se, saudaram seu genro, o salvador

De sua descendência (ibidem, pp. 91-92, passim). Enquanto Fineo olhava, em dúvida, para um e outro, Pensando qual deles deveria ser poupado, até que, Com toda a força que a raiva lhe dava,

Lançou a arma na direção de Perseu, mas ela, Desgovernada, cravou-se no assento de uma poltrona, E Perseu, guerreiro, a arrancou dali

E a arremeteu de volta, e o teria matado,

Se Fineo não tivesse se encolhido para se esconder atrás do altar Em busca de abrigo. Com isso, a lança encontrou

Outra vítima; cravou-se na testa de Rhoetu, Alguém tentou arrancá-la, e Rhoetu prostrou-se, Espirrando sangue no chão e nas mesas.

Nada mais poderia detê-los agora: todos pegaram suas armas. Alguém disse que Cefeo deveria morrer com Perseu,

Mas Cefeo tinha ido embora, para bem longe do palácio, Para chamar Justiça, Fé e todos os deuses

Que protegem os anfitriões e os convidados, para que testemunhassem Que ele havia tentado dar um basta naquilo, em toda aquela loucura. [...]

Havia um jovem, ali, Atis, da Índia, Cuja mãe era uma ninfa de rio, Limnaee. [...]

Ele era um exímio arremessador de dardos e teria Usado de suas habilidades naquele momento, Mas Perseu, arrancando do altar

Um estilete em brasa, usou-o como porrete e golpeou O rosto do rapaz, deixando os ossos à mostra. [...]

Erito, filho de Actor, tinha um machado, E Perseu não usou a cimitarra contra ele, Mas sim um grande alguidar que atingiu

Em cheio seu rosto. O sangue vermelho esguichou para todo lado, A cabeça bateu no chão em convulsões mortais.

E então Perseu avançou contra os outros, Polidemon, Liceto, Abaris, Hélices, Filégias,

Clito, e pisoteando nos quadris das vítimas moribundas. [...]

Percebendo que sua força falharia

Diante daqueles intermináveis oponentes, Perseu exclama:

“Já que vocês pediram, chamarei meu inimigo para me ajudar. Se algum amigo aqui estiver” – e levantou bem alto

A cabeça de Gorgone – “Se algum amigo aqui estiver,

Que vire seu rosto para outro lado!” E Tescelo respondeu: “Procure outra pessoa para atemorizar com sua magia!”

E empunhou seu dardo, e na hora foi transformado em estátua. O seguinte foi Ampix,

Que empunhava uma espada quando sentiu a mão direita pesar, E os punhos ficarem rígidos. [...]

[Fineo] Junta as mãos, implorando:

“[...] era pela minha noiva que eu lutava.

Sua exigência foi mais meritória que a minha. Eu admito, e não peço por mais nada,

A não ser pela minha vida: que todo o resto seja seu!” [...]

Perseu respondeu:

“[...] você não vai morrer; você vai durar séculos,

Ser visto por séculos, na casa de seu irmão

[...]”. E balançou aquela cabeça,

De modo que Fineo a olhasse, e como ele se esforçasse Para desviar o olhar, seu pescoço endureceu. (ibidem, pp. 96-100, passim)

Hércules, como já foi dito, enfrentou, desde criança, os obstáculos que Juno pôs em seu

caminho. Durante sua vida, teve de servir, a mando da mulher de Júpiter, a Euristeus (filho do

rei de Argos, Estênelo, e de Nicipe, a filha de Pélope, descendente de Perseu), que o obrigou a

realizar doze difìceis tarefas, conhecidas como “Os Doze Trabalhos de Hércules

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”. A seguir,

Benzer Belgeler