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İŞYERİ KAZA VE MESLEK HASTALIĞI BİLDİRİM FORMU

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A sua autoridade parece exercer-se a todos os níveis da vida militar: é o palácio que determina os fornecimentos de armas, o equipamento dos carros, os recrutamentos de soldados, o enquadramento, a composição e o movimento das unidades. Mas a competência do rei não se limita apenas ao plano da guerra,

contabilizado, reveste também a forma de uma responsabilidade administrativa: vemos que o basileus vigia a distribuição dos fornecimentos em bronze destinados aos ferreiros que, no seu território, trabalham para o Palácio. E, evidentemente, ele próprio contribui, juntamente com outros homens ricos da região, para esses fornecimentos em metal, com uma quantidade devidamente estipulada. Junto do basileus, um Conselho de Anciãos, a ke-ro-si-ja (gerusia ) confirma esta relativa autonomia da comunidade rural. Dessa assembleia fazem certamente parte os chefes das casas mais poderosas. Os simples camponeses, homens do damos em sentido estrito, que fornecem ao exército a <<carne para canhão>> e que, para retomar a expressão homérica, contam tanto no Conselho como na guerra, constituem, na melhor das hipóteses, os espectadores, que escutam em silêncio aqueles que têm capacidade para falar, e que só exprimem os seus sentimentos através de murmúrios de aprovação ou de descontentamento (VERNANT, 1987, pp. 33-35, passim).

O mundo homérico já não conhece uma divisão do trabalho comparável à do mundo micénico, nem a utilização a uma tão vasta escala da mão-de-obra servil. Ignora as múltiplas corporações de artífices agrupados nas cercanias do palácio ou colocados nas aldeias para aí executarem as encomendas reais. Com a queda do império micénico o sistema palaciano fica completamente aniquilado; nunca mais voltará a reconstruir-se. O termo anax desaparece do vocabulário propriamente político. É substituído, na sua acepção técnica para designar a função real, pela palavra basileus, cujo significado meramente regional já analisamos, e que, mais do que uma única pessoa que concentra em si todas as formas de poder, designa, quando no plural, uma categoria de Grandes, todos eles situados no topo da hierarquia social. Abolida a autoridade do anax, não voltamos a encontrar vestígios de um controlo organizado pelo rei, de um aparelho administrativo, de uma classe de escribas (ibidem, pp. 38-39).

Poder-se-á afirmar que não existe entre o mundo micénico e o mundo homérico nenhuma continuidade, nenhuma comparação possível? Isso já foi afirmado. Todavia, o quadro de um pequeno reino como Ítaca, com o seu basileus, a sua assembleia, os seus nobres turbulentos, o seu demos silencioso em plano de fundo, prolonga e esclarece manifestamente certos aspectos da realidade micénica. Aspectos provincianos, é certo, e que permanecem à margem do palácio. Mas justamente o desaparecimento do anax parece ter deixado subsistir lado a lado as duas forças sociais com as quais o seu poder devia ter formado um todo: por um lado as comunidades rurais, por outro lado uma aristocracia guerreira, cujas famílias mais importantes detêm igualmente, como privilégio de genos, certos monopólios religiosos (ibidem, pp. 44-45).

Nem na Grécia nem na Jónia, onde uma nova vaga de colonos fugidos da invasão dórica se havia estabelecido, encontramos vestígios de um poder real do tipo micénico. Mesmo se admitirmos que a Liga Jónica do século VI prolonga, sob a forma de um agrupamento de cidades-estados independentes, uma organização mais antiga na qual os reis locais reconhecem a soberania de uma dinastia que reina em Éfeso, tratar-se-ia nesse caso de uma supremacia análoga à que Agamémnon exerce, na Ilíada, sobre reis que são seus pares e cuja dependência se limita ao plano de uma campanha efectuada em comum sob a sua direcção. O que é muito diferente do controlo que é imposto a todo o momento e a todas as pessoas, actividades ou coisas pelo anax micénico, por intermédio do palácio (ibidem, pp. 44-45).

Homero mostra-nos exemplos de genos sedentário quando menciona as numerosas famílias de Príamo, de Nestor, de Aiolos e de Alcínoo. <<O grupo assim formado goza de uma independência completa e não admite nenhum limite à sua soberania. Não conhece outras obrigações a não ser aquelas que lhe são impostas por sua própria religião; não concebe outras virtudes além daquelas que contribuem para

estende-se também ao da economia. O anax é responsável pela vida religiosa; é ele que elabora o seu calendário, zela pelo cumprimento do ritual, pela celebração das festas em honra dos vários deuses, estipula os sacrifícios, as oblações vegetais, o valor das oferendas exigidas a cada um consoante a sua posição social.

sua honra e prosperidade. Tudo o que faz parte do grupo, pessoas, animais e coisas, está unidos pelos elos de uma solidariedade absoluta: é o que se chama philotés, palavra que se deve traduzir, à falta de uma equivalente, por <<amizade>>, mas que designa uma relação mais jurídica que sentimental>>. [...] Para empreendimentos de maior vulto, os genos se associavam em fratrias (fratri/a) e essas, por sua vez, em tribos (fulh/). Tais associações, entretanto, não feriam a soberania de cada genos. A reunião dos genos, das fratrias e das tribos resultaria na criação da polis, <<um agrupamento político, econômico e militar que tem por centro um altar>>. [...] Polìticamente, os gregos evoluíram de um regime patriarcal para um regime oligárquico. Na polis encontramos uma tríplice hierarquia de reis: basileis (basilei=v), basilêuteros (basileu/terov) e, acima de todos, o basilêutatos (basileu/tatov). <<Assim nasceu uma espécie de feudalidade em que os senhores designados todos sob os nomes genéricos de reis, de príncipes (a1naktev) ou de

anciãos (ge/rontev), formavam uma hierarquia de suseranos e vassalos, desde o chefe mais poderoso, possuidor do mais rico e do mais vasto domínio e basileus por excelência, até ao patriarca do mais humilde genos, proprietário – rei de um modesto campo>> (GIORDANI, s/d, v. I, p. 109, passim).

Os poemas homéricos mostram-nos o progresso das atividades agrícolas:

<<Se o pastoreio conserva nos campos homéricos toda a sua importância, limita-se, contudo, a compensar, por usurpação da floresta, as perdas que sofre com o alastrar dos terrenos cultivados. Desde que se estabeleceu em solo da Grécia, a raça helênica pratica a vida sedentária e consagra-se à agricultura. Nos tempos épicos, os gregos inscrevem-se há muito entre os homens <<que comem cevada>> (ibidem, pp. 109- 110).

Não há muita dúvida de que a propriedade territorial, direta ou indireta, fosse o fundamento da riqueza na época em que Homero recitava os seus poemas. Mas ele pouco se refere a ela, preferindo evocar os rebanhos, e não os campos. Eis aí, sem dúvida, um eco do real, na medida em que o conflito entre os criadores e os agricultores tem sido, há muito tempo, quase até os nossos dias, um dos traços dominantes da economia mediterrânea. A criação de animais exige espaços muito mais vastos do que a agricultura ou a jardinagem (VIDAL-NAQUET, 2002, p. 100).

No que diz respeito ao aspecto religioso, Mario Vegetti e Mário Curtis Giordani falaram

Benzer Belgeler