2. Genel Bilgiler
2.19. İLGİLİ ALAN LİTERATÜR BİLGİSİ
Todo o nosso percurso profissional foi concretizado, na aquisição de novas competências que nos permitiram ser elementos chaves desde a conceção/gestão/execução e na supervisão dos cuidados de maior complexidade, refletindo numa dimensão ética e deontológica da profissão. Neste sentido a frequência de um curso de Mestrado, tem como objetivo contribuir para o progresso da profissão, sustentado em estudo de evidência, com contribuição benéfica no desenvolvimento dos saberes teóricos e na prática de enfermagem médico-cirúrgica, ou seja, com o intuito de obter um conhecimento aprofundado no domínio do enfermeiro especialista de Enfermagem Médico-Cirúrgica, nas respostas humanas aos processos de vida, na saúde e/ou na doença, através de tomada de decisão com um julgamento clinico corretamente justificado, planeado e executado (OE, 2007).
Dentro das competências do mestre, pensamos ter atingido o objetivo descrito acima, contribuído com a criação de um projeto, que aprofunda conhecimento e melhor a qualidade da prestação dos cuidados, baseado na evidência, com a metodologia de trabalho de projeto.
Na competência “Demonstre competências clínicas específicas na
concepção, gestão e supervisão clínica dos cuidados de enfermagem”,
penso que demonstramos competência clinica específica, uma vez que trabalho, há 14 anos num SU como chefe de equipa, conhecendo a realidade do serviço e suas necessidades. Dentro do papel de chefe de equipa de enfermagem, uma das unções passa por desenvolver ações e estratégias no sentido de facilitar o trabalho em equipa visando o seu melhor desempenho no tratamento da pessoa em situação critica. Para isso, há que facultar uma correta avaliação da necessidade da pessoa, encaminhar num correto circuito no serviço através de uma tomada de decisão conscienciosa e justificada, permitindo uma resolução mais eficaz à necessidade expressa, que numa situação de urgência, será muitas das vezes complexa.
A supervisão clinica em Enfermagem é considerada como uma ferramenta básica para o sucesso e qualidade dos cuidados (Dias, 2010). Como
intuito de refletir na decisão tomada, ou seja, após identificação dos problemas e análise de resolução, possibilita a revisão das decisões tomadas e dos atos concretizados, com clarificação metodológica (Deodato, 2010).
Ao liderar uma equipa, adota-se um papel de consultor, esclarecedor e com iniciativa para a tomada de decisão. É feita uma avaliação, atribuído um diagnóstico de enfermagem, e suas respetivas intervenções. No SU, o trabalho é muito realizado através de uma equipa multidisciplinar, o que permite uma comunicação entre profissionais que facilita e oferece ao individuo uma qualidade na prestação dos cuidados, neste sentido ao reconhecermos e compreendermos os diferentes e interdependentes papéis e funções, há uma melhor referenciação dos cuidados, quando estes excedem a área de atuação de Enfermagem.
Simultaneamente, no aperfeiçoamento desta competência, a pesquisa bibliográfica realizada relativamente ao tema de emergência multi-vitimas ou catástrofe, foi fundamental para a realização do capítulo “Organização/gestão dos recursos humanos no plano de emergência externo do SU” e na divulgação de situações de catástrofe que possam ocorrer e quais os procedimentos a efetuar, ambos realizados no PAC. Deste modo, todo o desenvolvimento nesta competência tem um papel importantíssimo, na pratica diária como Chefe de Equipa de Enfermagem, com a capacidade de dar uma resposta eficaz em situações inesperadas como por exemplo, na receção de múltiplos politraumatizados no SU.
Na competência “Realiza desenvolvimento autónomo de conhecimentos e competências ao longo da vida e em complemento às
adquiridas”; em relação a esta competência, todo o nosso percurso profissional
foi um desenvolvimento e aquisição para esta competência, uma vez, que foi feito um processo de autoconhecimento que nos permitiu consciencializar das necessidades de aperfeiçoamento e de desenvolvimento profissional autónomo. Para colmatar esta lacuna, investimos profissional e pessoalmente, na frequência do curso de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica, onde pensamos vir a retificar a nossa carência de conhecimento. Na práxis diária, com este novo conhecimento auxilia-nos na tomada de decisão com base num raciocínio crítico fundamentado em premissas de natureza científica, técnica, ética, deontológica e com aquisição de um melhor saber, relacionado com pesquisa bibliográfica
fidedigna, garantindo assim, a qualidade e segurança na prestação de cuidados. Neste sentido, a criação de um guia de transporte inter-hospitalar de doente critico e/ou o capitulo de organização/gestão de recursos humanos no plano de emergência externa do SU, produzidos por fundamentos teóricos baseados em pesquisas bibliográficas com base em evidência cientifica e com aplicação de uma metodologia de trabalho de projeto.
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Na competência “Integra equipas de desenvolvimento multidisciplinar de forma proactiva”, mais uma vez, pensamos que esta competência foi bem adquirida, pois todo o nosso percurso profissional, foi com base neste aspeto, trabalhando num serviço, com múltiplas equipas com categorias profissionais diferentes. O fato de ser responsável por uma equipa de quinze enfermeiros num serviço complexo, como o SU, dá consciência da necessidade de resolução de alguns problemas em contexto ampliado e multidisciplinar.
Com a realização dos projetos realizados em contexto do curso; o guia de transporte inter-hospitalar do doente critico e o capítulo de organização/gestão dos recursos humanos no plano de emergência externa do SU, foi necessário articular com uma série de recursos humanos e unidades institucionais, como por exemplo, elo de ligação à CCI, central de transporte, apoio administrativo, elos de ligação ao plano de emergência externo e ao CA.
A atividade profissional dos enfermeiros desenvolve-se em torno de dois eixos: as atividades autónomas e as interdependentes, sendo estas indissociáveis, pois independentemente do tipo de atividade realizada, o enfermeiro toma a decisão e responsabiliza-se por ela. Por exemplo, numa situação de prescrição médica, esta poderá ser da responsabilidade médica, no entanto é o enfermeiro que assegura a administração da terapêutica, logo ele assume a responsabilidade pelos seus próprios atos e pelas decisões que toma (Nunes, 2007).
Neste sentido o aprofundamento de conhecimentos do enquadramento conceptual, dá-nos características na nossa prática de enfermagem baseadas na escolha de uma teoria que seja mais benéfica para a pessoa, pois fornece uma perspetiva sistemática de raciocínio, com pensamento crítico e tomada de decisão
do PIS direcionado para o tema transporte de doente crítico, foi desenvolvida a teoria de Merle Mishel, Uncertainty in Illness Scale ou TID.
Na competência “Age no desenvolvimento da tomada de decisão e
raciocínio conducentes à construção e aplicação de argumentos rigorosos”,
todos os módulos lecionados durante o curso vieram, de uma maneira ou de outra, coadjuvar nas estratégias e meios mais adequados à resolução de uma determinado problema. De todos os módulos lecionados, houve alguns que nos ajudaram a reforçar a nossa reflexão e análise para decisão, relativamente ao contexto ético, bioético, deontológico, jurídico e cultural.
No módulo Questões Éticas Emergentes em Cuidados Complexos, foram aprofundadas questões éticas decorrentes da prestação de cuidados em ambiente complexo, refletindo na tomada de decisão em análise ética e deontológica. Assim foi feita uma reflexão de um caso em concreto e complexo, do nosso quotidiano, que nos levou a ter que tomar uma decisão relacionada com o processo vida-morte (Apêndice 24).
Outro módulo, a Supervisão de Cuidados, foi uma mais-valia, pois deu- nos uma esquematização de raciocínio científico e de rigor, que nos leva à construção de uma ação, com compreensão de todo o processo de prestação de cuidados em enfermagem médico-cirúrgica. Em ambos os projetos realizados, esta ferramenta orientadora, foi fundamental, nomeadamente na tomada de decisão em cuidados complexos no transporte inter-hospitalar de doente crítico, através de toda a sua fundamentação dos cuidados prestados.
Na competência “Inicia, contribui para e/ou sustenta investigação para promover a prática de enfermagem baseada na evidência”, para atingir esta aptidão, foi concretizado através do ciclo de estudo conducente ao grau de mestre, um trabalho de projeto, original e especialmente realizado para este fim (Decreto-Lei nº230/2009, de 14 de Setembro).
Para realização dos dois projetos propostos, ou seja, o de intervenção no serviço e o de aquisição de competências, a metodologia usada foi a mesma. Foi analisado em conjunto com o serviço a intervir, quais os problemas detetados, passiveis de serem resolvidos.
Ao usar a metodologia de trabalho de projeto, o principal objetivo, é a resolução de problemas e aquisição de competências na resolução dos mesmos, através da ligação entre a teoria e a prática, uma vez, que o seu suporte é teórico e posteriormente colocado em prática (Ferrito & et al, 2010). Assim foi usado um conjunto de técnicas e procedimentos que permitiram prever, orientar e preparar o percurso que ao longo de todo o projeto.
Na conceção destes projetos, na fase de diagnóstico de situação, foram definidos os problemas quantitativamente estabelecendo-se as prioridades de intervenção. De forma a fundamentar e conhecer a opinião da equipa de enfermagem relacionada com a problemática detetada, foi realizado um questionário, onde tivemos em consideração todos os aspetos éticos envolventes, como pedido formal de autorização à instituição pela aplicação dos questionários e o consentimento informado aos participantes. Para uma maior aceitação do projeto, foi realizado uma análise SWOT, ou seja, foi usada uma ferramenta de gestão utilizada para fazer análise de um cenário, evidenciando a oportunidade de investir nesta temática. Nesta fase, foram definidos os objetivos, gerais e específicos, de forma precisa, sem ambiguidades e com perfeita noção da realidade. Desta forma evitou-se problemas e esforços desnecessários na concretização dos mesmos.
Na fase seguinte, ou seja, a do Planeamento, foi elaborado um plano detalhado com cronograma a seguir que calendariza-se todas as atividades. Colocado por escrito todas estratégias a usar para atingir os objetivos propostos, assim como, os recursos humanos e matérias necessários, e por fim, quais os indicadores de avaliação, das atividades delineadas para cumprir os objetivos.
A etapa da Execução, concretiza-se o planeado no semestre anterior. Nesta fase houve algumas alterações, que foram expostas ao longo do relatório, que no entanto, não comprometeram a realização dos objetivos do projeto. Feito um novo cronograma com as alterações relacionadas com a calendarização.
Na fase de avaliação do Projeto, onde foi necessário recorrer aos instrumentos de avaliação, ou seja, foi colocado o guia de transporte inter- hospitalar do doente crítico em uso, assim como, o capítulo de organização/gestão de recursos humanos, foi acrescentado ao plano de emergência externo do SU. Feita uma proposta de avaliação passados 6 meses,
da utilização, do guia. Feita uma análise das ações de formação, pelo questionário o teste avaliativo, de uma simulação em sala de aula.
Todo o projeto realizado, pensamos vir a colmatar a necessidade expressa pelos profissionais envolventes, melhorando a qualidade e a segurança de todo o trabalho prestado, quer na transferência inter-hospitalar do doente crítico, quer na organização e gestão dos recursos humanos, numa situação de exceção. Neste trabalho realizado, pensamos ter feito uma análise crítica de todas as competências adquiridas, assim como, tornamos este projeto útil e necessário, facilitando a uma consulta futura, com o intuito de uma melhor compreensão do tema ou com a possibilidade de criar um projeto semelhante. Finalmente concretizado um artigo e colocado em apêndice (Apêndice 25).