+913 ALINAN TEMİNAT MEKTUBU MUDİ (DOLAR) +920 KIYMETLERİMİZİ TEMİNAT ALANLAR
4.7. İKRAZ ÖDEME İŞLEMLERİ
No último relatório anual disponibilizado pelo Banco Central da África do Sul (South African Reserve Bank, 2013), o destaque na seção acerca do investimento direto externo foi o aumento das entradas do mesmo em dois períodos distintos: entre 2003 e 2007 foram recebidos aproximadamente US$ 13,14 bilhões, enquanto que entre os anos de 2008 e 2012 o
volume de IDE recebido foi de US$ 26,7 bilhões.52
Deve ser dada ênfase para os destinos dos investimentos estrangeiros, que, segundo o
relatório, foram direcionados para o setor financeiro (bancos) – O IDE para bancos trata da
compra de mais de 10% do capital votante de bancos sul-africanos ou investimentos físicos
que comporão a estrutura bancária –, telecomunicações, comércio (atacado e varejo) e
mineração, sem especificar a ordem de importância destes setores.
O relatório anual de 2010 destaca ainda que em tempos de crise os investimentos diretos estrangeiros costumam ser menos voláteis e resistem a flutuações do produto mundial sem maiores percalços, diferentemente do investimento em portfólio (ativos financeiros),
52 O valores registrados no referido relatório estão em Rands (moeda local): 89,5 bilhões de Rands
recebidos entre 2003 e 2007 e 210 bilhões de Rands no período entre 2008 e 2012; para o cálculo em dólares foi utilizada a taxa média de câmbio dos períodos supramencionados, segundo o site Oanda, disponível em: http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/
conforme podemos ver no gráfico 13. Porém, na crise de 2008 houve uma alteração significativa nos fluxos de investimento, atrelando a queda do IDE na África do Sul à crise. Já de acordo com o relatório anual de 2010, os IDEs tiveram maior importância nos setores de telecomunicações, farmacêuticos e nas indústrias extrativas.
Gráfico 13 - Índice trimestral global de IDE em comparação com investimento em portfólio (média trimestral 2005 = 100)
Fonte: UNCTAD
Apesar de os relatórios anuais do Banco Central da África do Sul apontarem para a crescente onda de aumento nos investimentos em telecomunicações, indústria farmacêutica e serviços como lojas de atacado e varejo, cabe a ressalva de que no relatório da UNCTAD que trata do perfil dos investimentos nos países existem pontos mais importantes de destaque.
O primeiro deles é o fato de que, se no ano de 2001 o estoque total de investimentos diretos estrangeiros no setor de mineração era de aproximadamente 33,4%, no ano de 2010, último dado disponibilizado pelo UNCTAD, o estoque de capital nesse mesmo setor
participou com aproximadamente 38,2% do total do estoque de IDE no país.53
Apesar de pequeno em termos absolutos, o setor de infraestrutura, mais especificamente o setor de transportes, armazenagem e comunicações, em 2001 participou com aproximadamente 2,4% do total de estoque de IDE e, ao final do ano de 2010, essa
representatividade saltou para aproximadamente 8,3% do total.54
53UNCTAD – Investment Country Profiles: South Africa 2012. 54Ibid.
Cabe destaque também para a área de finanças, porém pelo motivo inverso: enquanto que no ano de 2001 a sua participação no estoque de IDE era de aproximadamente 35,2% do
total, em 2010 essa participação foi de apenas 23,8%.55
Nesses dez anos de análise realizada pelo UNCTAD, os maiores investidores na África do Sul foram a Europa, a América do Norte, a China, o Japão e a Malásia. A China destacou-se, porque apesar de não apresentar um grande valor absoluto, aumentou sua participação entre os anos de 2001 e 2010. Em 2001, sua participação beirava um valor nulo, participação muito inferior a 1% e, em 2010, a participação chegou a aproximadamente 3,7% do total de investimentos. Em 2010, quase a metade de todo o estoque de IDE na África do Sul era proveniente do Reino Unido, seguido da Holanda, Estados Unidos, Alemanha e Suíça.56
Entre as quinze maiores empresas transacionais presentes no setor primário, duas são da área de agricultura, caça, silvicultura e pesca, pertencendo as outras treze às áreas de mineração, pedreiras e petróleo. No setor secundário, de manufaturas, as maiores transnacionais estão divididas em empresas que produzem madeira, alimentos processados,
metais, produtos químicos e equipamentos elétricos.57
No entanto, retornando às colocações presentes nos relatórios que destacam a importância do IDE em setores diversos, para além dos tradicionais setores primários, quando tratamos de África, percebe-se que em 2011 a China foi o quarto maior país investidor nesses setores quando analisado o fluxo de IDE, perdendo apenas para França, Estados Unidos e
Malásia, que são os primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente.58
Quando analisado o estoque de IDE presente na África, a China vem encontra-se em sexto lugar no ranking, atrás de França, Estados Unidos, Reino Unido, Malásia e África do Sul. Isso mostra um pouco do caráter dos investimentos na África do Sul, que tem na China um parceiro fraco no que diz respeito ao IDE, e essa, por sua vez, é um dos maiores players globais no IDE do continente africano.
No entanto, no que diz respeito ao aumento da participação chinesa na economia sul-
africana – mesmo que em valores absolutos ainda relativamente pequenos se comparados com
os demais investidores – ele pode ser compreendido pela busca de diferentes setores pelos
55Ibid.
56Ibid. 57Ibid.
IDEs chineses, tal como destacou o relatório de IDE dos membros do BRICS que data de 2013. Apesar da passagem fazer referência à África como um todo, ela apresenta a busca por setores diversos e não somente o setor primário, tal como ocorre nos recentes investimentos na África do Sul.
Quando medido em valor, um quarto dos investimentos na região do BRICS está no setor primário, [...] e muitas vezes envolve empresas estatais, como a CNOOC (China) e ONGC (Índia) . O maior número de projetos de investimento realizados por investidores chineses e indianos, no entanto, está nos setores de serviços e de manufatura: 80 % dos investimentos indianos em oito países da África Oriental, por exemplo, são nesses setores. Enquanto os custos do trabalho em África podem não diferir significativamente dos das economias de origem das empresas, o duty-free, o acesso livre de quotas dos países africanos através de iniciativas como a dos Estados Unidos, "Ato para o Crescimento Africano e Oportunidade” (AGOA), da União Europeia, “Tudo Menos Armas” (EBA), e as medidas da China de tarifa zero para países africanos menos desenvolvidos ou países africanos selecionados têm gerado investimento em manufatura ou que busque eficiência. (UNCTAD – Global Investment Trends Monitor: The Rise of BRICs FDI and Africa, p. 8)
Cabe ainda o destaque para o fato de que a África do Sul é o principal destino dos IDEs chineses na África Subsaariana.
887 6.784 1.569 734 798 6.647 -527 5.695 9.209 7.502 3.636 4.243 4.559 8.188 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Elaboração do autor a partir de dados do UNCTAD.
Gráfico 14 - IDE África do Sul Entradas Líquidas 2000 - 2013 (milhões US$)