5.1. Sonuç ve Tartışma
5.1.2. İkinci Alt Problemin Bulgularına Ait Sonuç ve Tartışmalar
S
ÍNTESE DAS ESCALAS UNIDIMENSIONAIS DE AVALIAÇÃO DE DOR UTILIZADAS NA UNIDADE DE DOR NÍVELII
Avaliar a dor é uma tarefa exigente que obriga a desenvolver perícia e a deter conhecimentos específicos por parte do profissional. Sabemos que, quanto melhor for a avaliação da dor mais fácil será adequar o tratamento (Pimenta & Ferreira, 2006). É, no entanto, uma tarefa difícil, mas relevante para o seu controlo.
Segundo a Circular Normativa nº 9 de 14/06/2003 da DGS (2003), uma boa avaliação da dor deve ser efetuada de forma objetiva e continuada pelos profissionais de saúde de forma a obter uma gestão adequada da terapêutica, proporcionar segurança à equipa multidisciplinar e, assim, promover a melhoria da qualidade de vida do doente.
A Ordem dos Enfermeiros (2008) e Ritto et al. (2012), consideram que para se proceder a uma boa avaliação da dor deve ter-se em conta alguns princípios. Em primeiro reconhecer que a pessoa é a melhor avaliadora da sua dor, só ela a vive e conhece pelo que o auto relato deve ser privilegiado, acreditando sempre na pessoa sem fazer juízos de valor. Os instrumentos de avaliação de dor devem ser escolhidos tendo em conta as características da pessoa a avaliar (idade, capacidades cognitivas, capacidade de interpretação e comunicação e situação clínica), e devem ser utilizados com a frequência necessária para compreender se o nível de dor se manteve, diminuiu ou agravou. Para se proceder a esta análise deve ser utilizada por regra a mesma escala nas sucessivas avaliações sendo que em caso de alteração da situação clínica do doente, a mudança de escala deve ser justificada. Importa também que toda a equipa multidisciplinar deva ter formação sobre a escala aplicada ao doente, para que a medição da intensidade da dor seja a mais objetiva possível e o seu registo garanta a transmissão correta da informação avaliação.
Muitos são os instrumentos elaborados com intuito de facilitar a avaliação da dor. Os instrumentos podem ser de auto ou hétero avaliação, unidimensionais ou multidimensionais (Ordem dos Enfermeiros, 2008). As escalas unidimensionais apenas quantificam a intensidade da dor e são usadas em contextos clínicos para obter informações rápidas, sendo especialmente úteis para avaliar a dor aguda. Os instrumentos multidimensionais são utilizados para avaliar e medir as diferentes dimensões da dor (sensorial, afetiva, social...), sendo especialmente importantes na medição da dor crónica (Arantes & Maciel, 2008; Ordem dos Enfermeiros, 2008). Qualquer que seja a característica do instrumento de medição da dor, ele deve ser prático, fidedigno, sensível e válido (Sousa & Silva, 2005).
Uma vez que o tema deste relatório se debruça sobre a problemática da dor aguda, e o projeto que pretendo implementar no BO visa o seu controlo, irei apenas reportar-me as escalas de avaliação unidimensionais, referidas na circular normativa n.º 9 da DGS, mais adequadas à dor aguda. Estas escalas são instrumentos de auto avaliação e dão primazia à avaliação da intensidade da dor, o que na prática hospitalar é o aspeto mais aferido e que muitas vezes determina o tratamento analgésico a realizar (Sallum, Garcia & Sanches, 2012).
Escala Numérica – Escala de autoavaliação, utilizada para população com idade igual ou superior a 6 anos de idade. Consiste numa régua dividida em 11 partes iguais, numerada de 0 a 10, em que 0 corresponde a classificação “Sem Dor” e 10 a classificação “Dor Máxima Insuportável ”, pelo que a pessoa com dor deverá indicar qual o valor numérico correspondente à sua dor, tal como está representado na Figura 1 (DGS, 2003; Ordem dos Enfermeiros, 2008);
Escala Visual Analógica (EVA) – Escala de autoavaliação, utilizada para população com idade igual ou superior a 6 anos de idade. Consiste numa linha horizontal ou vertical, que tem assinalado numa extremidade a classificação “Sem Dor” e noutra, a classificação “Dor Máxima”. A pessoa terá que sinalizar sobre a linha o ponto que representa a intensidade da sua dor como mostra a Figura 2 (DGS, 2003; Ordem dos Enfermeiros, 2008);
Escala Qualitativa – Escala de autoavaliação para população com idade igual ou superior a 4 anos de idade. Pode ser usada sem instrumento físico. Deve pedir-se à Figura 1. Escala Numérica
Fonte: http://margaridasemacao.blogspot.pt/2012/03/dor.html
Figura 2. Escala Visual Analógica
pessoa que classifique a intensidade da sua dor de acordo com os adjetivos em baixo apresentados na Figura 3 (DGS, 2003; Ordem dos Enfermeiros, 2008);
Escala de Faces Wong Baker – Escala de autoavaliação, utilizada para população com idade igual ou superior a 3 anos de idade ou em adultos que não consigam avaliar a sua dor através de outra escala. Para aplicar a escala é solicitado à pessoa que classifique a intensidade da sua dor de acordo com a mímica representada em cada face desenhada, registando-se o número equivalente à face selecionada pelo doente tal como mostra a Figura 4 (DGS, 2003, 2010; Ordem dos Enfermeiros, 2008);
Escala de Faces Revista – Escala de autoavaliação para população com idade igual ou superior a 4 anos de idade. A mímica facial é menos infantilizada e deve pedir-se à pessoa que classifique a intensidade da sua dor de acordo com a mímica representada em cada face desenhada, registando-se o número equivalente à face selecionada pelo doente na escala representada na Figura 5 (DGS, 2003, 2010; Ordem dos Enfermeiros, 2008);
Figura 3. Escala Qualitativa
Fonte: DGS (2003)
Figura 4. Escala de Faces Wong Baker
Fonte: http://www.ib-u-ron.pt/a-dor/
Figura 5. Escala de Faces Revista
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Arantes, A. & Maciel, M. (2008). Avaliação e Tratamento da Dor. In Grupo de Trabalho em Cuidados Paliativos do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Cuidado Paliativo. (p. 370-391). São Paulo: CREMESP, 2008.
Direção Geral da Saúde (2003). Circular Normativa no 09/DGCG - A Dor como 5º sinal
vital. Registo sistemático da intensidade da Dor. Portugal. Disponível em:
http://www.dgs.pt/pagina.aspx?f=1&lws=1&mcna=0&lnc=AAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAA&mid=5005&codigoms=0&codigono=6833683471047367AAAAAAAA Direção Geral da Saúde (2010). Orientaçao da Direção Geral da Saúde n.o 14/2010 -
Orientações técnicas sobre a avaliação da dor nas crianças. Portugal. Disponível em: http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-
informativas/orientacao-n-0142010-de-14122010-pdf.aspx
Ordem dos Enfermeiros. (2008). Dor: guia orientador de boa prática. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros. Disponível em:
http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/cadernosoe-dor.pdf
Pimenta, C. & Ferreira, K. (2006). Dor no doente com câncer. In C. Pimenta, D. Mota, D. Cruz (Ed.). Dor e Cuidados Paliativos: Enfermagem, Medicina e Psicologia. (p. 124- 166) São Paulo: Manole, 2006.
Ritto, C., Rocha, F., Costa, I., Dinis, L., Raposo, M., Pina, P., … Faustino, S. (2012). Manual de Dor Crónica. Lisboa: Grünenthal.
Sallum, A., Garcia, D. & Sanches, M. (2012). Dor aguda e crónica: revisão narrativa da literatura. Acta Paulista de Enfermagem, 25 (Spe1), 150-154. DOI:10.1590/S0103- 2100201200800023
Apêndice IV – Reflexão sobre a prática de uma