Da pesquisa efetuada resultaram 13 artigos, os quais foram sujeitos a uma análise mais detalhada. Todos os artigos encontrados são em língua inglesa. As informações pertinentes de cada artigo foram transcritas em tabela, podendo ser observadas nas Tabelas seguintes, que apresento por ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente.
Quadro 1 – Análise do artigo de Good & Sukhee Ahn (2008) (Artigo n.º 1) AUTOREANO Good & Sukhee Ahn (2008)
TÍTULO Korean and american music reduces pain in Korean women after gynecologic surgery; OBJETIVO Determinar a eficácia da música na redução da dor pós-operatória em doentes coreanos;
Determinar as preferências musicais das mulheres coreanas; TIPODE
ESTUDO Estudo quasi-experimental; INTERVENÇÃO
Aplicação de música no pós-operatório de cirurgia ginecológica: 15 minutos durante a manhã e à tarde nos 2 dias de pós- operatório;
Música Americana ou coreana, selecionada pela doente.
POPULAÇÃO Mulheres entre os 20 e os 70 anos, com indicação para cirurgia ginecológica com incisão abdominal, de etiologias diversas (histerectomia, cesariana, anexectomia, cistectomia, remoção de massa via retroperitoneal); AMOSTRA n=73, com idade média 41 anos, dos quais 34 no grupo com música e 39 no grupo de controlo;
RESULTADOS
A música foi eficaz na redução da dor no pós-operatório (avaliada através da escala visual analógica de avaliação da dor de 100mm), uma vez que o grupo experimental apresenta menos 17% de dor que o grupo de controlo;
91% dos participantes do grupo experimental recomendaram a utilização de música, independentemente do tipo de música aplicada (informação obtida através de entrevista estruturada).
Quadro 2 – Análise do artigo de Hook, Songwatha, Wongchana & Petpichetchian (2008) (Artigo n.º 2) AUTOREANO Hook, Songwatha, Wongchana & Petpichetchian (2008)
TÍTULO Music therapy with female surgical patients: effect on anxiety and pain; OBJETIVO Avaliar o efeito da música na ansiedade e dor pré e pós-cirurgia
TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música, selecionada pelo doente, podendo optar por música ocidental, chinesa ou malaia, durante o peri-operatório, em 8 momentos de 30 minutos: 2 pré-cirúrgicos (no dia anterior e no próprio dia da cirurgia) e 6 pós-cirúrgicos (1 momento após a cirurgia e 2 em cada dia seguinte, durante 3 dias).
A ansiedade foi avaliada através de um inquérito de ansiedade aplicado antes e depois da cirurgia, sendo esta avaliação complementada pela utilização de uma escala visual analógica de ansiedade nos 8 momentos.
A dor foi avaliada através da escala visual analógica nos 8 momentos da intervenção;
A quantidade de analgésicos administrados foi registada em documento próprio elaborado para o efeito.
POPULAÇÃO
Mulheres submetidas a cirurgia num hospital da Malásia que contemplavam os seguintes critérios: Mínimo 18 anos de idade;
Capazes de ler e escrever malaio; Sem dificuldades auditivas;
Capazes de utilizar um leitor de música;
Programas para qualquer tipo de cirurgia eletiva major, sujeita a anestesia geral, excluindo cirurgia endoscópica, da face, olhos ou ouvidos;
ASA I ou II;
Internadas na instituição pelo menos 1 dia antes da cirurgia e 3 dias após;
Orientadas no tempo e no espaço no momento da recolha de dados e sem perturbações mentais tais como depressão, psicose ou dependência de opióides.
AMOSTRA 102 mulheres, com idade média 40,3 anos, sem antecedentes médicos, sem presença de dor antes da cirurgia, sem utilização prévia de qualquer técnica não farmacológica para o alívio da dor ou da ansiedade, submetidas a cirurgia ginecológica de etiologia não- oncológica, sob anestesia geral, com incisão abdominal.
RESULTADOS
Foram efetuados testes ANOVA que permitiram concluir que ouvir música no dia anterior à cirurgia e nos 3 dias depois reduz significativamente a ansiedade e a dor provocados pela cirurgia.
Quadro 3 – Análise do artigo de Nilsson (2008) (Artigo n.º 3) AUTOREANO Nilsson (2008)
TÍTULO The anxiety- and pain-reducing effects of music interventions: a systematic review
OBJETIVO Identificar artigos sobre ensaios clínicos randomizados que demonstrem os efeito da aplicação de música na dor e na ansiedade de doentes no peri-operatório TIPODE
ESTUDO Revisão sistemática da literatura
INTERVENÇÃO Aplicação de música no perioperatório, com 60 a 80 batimentos por minuto.
POPULAÇÃO
Artigos publicados entre Janeiro de 1995 e Janeiro de 2007, disponíveis nas bases de dados AMED, CINAHL e MEDLINE, redigidos em inglês, cuja amostra contemple doentes com mais de 17 anos de idade e que abordem o intra e/ou pós-operatório;
Artigos citados nos artigos identificados nas bases de dados.
AMOSTRA 42 artigos com ensaios clínicos randomizados, com um total de 3936 doentes com idades compreendidas entre os 34 e os 76 anos.
RESULTADOS
Artigos obtidos com cirurgia de diversas etiologias, tais como ginecológicas, abdominais, cardíacas, urológicas, faciais;
Aplicação de música em diversos momentos combinados entre si, consoante o estudo: pré-operatório, intra-operatório e pós-operatório; 50% dos estudos revelaram uma diminuição da ansiedade após a utilização da música (a sua avaliação variou consoante o estudo, através do questionário de ansiedade de Spielberg, de escala numérica de ansiedade, de escala visual analógica de ansiedade, ou pela administração ou não de ansiolíticos). Em três estudos que usaram a administração de ansiolíticos como forma de avaliação da ansiedade, demonstraram que a utilização de música reduz a sua administração;
59% dos estudos revelaram uma diminuição da dor no grupo experimental (avaliada através da escala visual analógica, escala numérica, questionário de McGill).
47% de 15 estudos que analisaram a administração de analgésicos, demonstram que existiu uma redução do consumo destes no grupo experimental;
Quadro 4 – Análise do artigo de Allred, Byers & Sole (2010) (Artigo n.º 4) AUTOREANO Allred, Byers & Sole (2010)
TÍTULO The effect of music on postoperative pain and anxiety
OBJETIVO Avaliar o efeito da música no pós-operatório sobre a dor, ansiedade e sobre os parâmetros fisiológicos (frequência cardíaca, tensão arterial; saturação periférica de oxigénio). TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de 20 minutos de música antes da cirurgia e igual período após. A música apresenta uma melodia harmoniosa, com 60 a 80 batimentos por minuto, sem letra nem ritmos fortes ou precursão, selecionada pelo doente a partir de uma lista criada para o efeito.
Utilizado o questionário de dor de McGill (versão reduzida), a escala visual analógica para avaliação da dor e da ansiedade. Os parâmetros fisiológicos foram avaliados através do monitor Medical Data Electronics Escort Series E100 ICU/CCU.
POPULAÇÃO
Doentes submetidos a cirurgia para colocação de prótese total do joelho, num hospital central da Florida, no ano 2007, que apresentem os critérios de inclusão definidos:
Idade compreendida entre os 45 e os 84 anos; ASA 1 a 3;
Sem alterações de audição e visão, permitindo a utilização da escala visual analógica; Capaz de comunicar em inglês;
Internado no serviço de ortopedia da instituição;
Estar consciente e orientado na pessoa, tempo, no espaço e situação clínica; Ter prescrição de PCA no período pós-operatório.
AMOSTRA 56 doentes de ambos os sexos, com idades entre 46 e 84 anos, distribuídos entre os dois grupos (grupo experimental e grupo de controlo) de forma aleatória (28 em cada grupo).
RESULTADOS
A música reduz a intensidade de dor e a ansiedade no período de pós-operatório;
80% dos doentes a quem foi aplicada a música sentiram-se satisfeitos com a intervenção
Em relação aos parâmetros fisiológicos verificou-se que a música reduziu estatisticamente a pressão arterial média, não influenciando a frequência cardíaca, e a saturação de oxigénio
Quadro 5 – Análise do artigo de Sen, Yanarates, Sizlan, Kilic, Özkan & Dağli (2010) (Artigo n.º 5) AUTOREANO Sen, Yanarates, Sizlan, Kilic, Özkan & Dağli (2010)
TÍTULO The efficiency and duration of the analgesic effects of musical therapy on postoperative pain OBJETIVO Avaliar o efeito da música como analgésico no pós-operatório e determinar a duração do seu efeito
TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música durante 1h após a cirurgia, tendo em consideração a utilização de PCA quando a escala de Aldrete for igual ou superior a 9, recorrendo a uma dose de 20mg de tramadol em intervalos mínimos de 15 minutos a 4 horas, durante 24 horas após a cirurgia. Foi administrado 75mg de diclofenac via intramuscular sempre que a intensidade da dor fosse igual ou superior a 4;
Os registos foram efetuados de 4 em 4 horas, durante 24 horas após a cirurgia, pelo anestesista que desconhecia a que grupo pertencia cada puérpera.
POPULAÇÃO
Mulheres grávidas com, pelo menos, 36 semanas de gestação, com cesariana planeada com incisão Pfannenstiel, sob anestesia geral;
Foram excluídas grávidas com alergia a medicamentos utilizados no estudo, com coagulopatias, asma brônquica, úlcera péptica, doença renal ou hepática, alterações auditivas, consumo abusivo de álcool ou drogas, alterações de memória, incapacidade de utilização de PCA, pré-eclampsia, placenta prévia, restrição de crescimento do feto e outras alterações deste.
AMOSTRA 70 puérperas entre os 20 e 40 anos de idade, distribuídas pelos dois grupos (música e controlo) de forma aleatória (35 em cada grupo).
RESULTADOS
Não houve diferenças significativas na utilização do PCA, no entanto, no registo da 4ª hora há uma diminuição no grupo com música (foi registada a hora de início da anestesia);
Comparativamente entre os grupos, no grupo com música evidenciou-se que: O consumo total de analgésicos foi inferior;
A satisfação dos participantes foi superior (avaliada à sexta hora de pós-operatório, através de uma escala de satisfação de 0 a 10 pontos, de nada satisfeito a totalmente satisfeito);
A intensidade de dor registada foi (avaliada através da escala visual analógica para a dor de 0 a 10 pontos, de sem dor a pior dor imaginável).
Quadro 6 – Análise do artigo de Binns-Turner, Law Wilson, Pryor; Boyd & Prickett (2011) (Artigo n.º 6) AUTOREANO Binns-Turner, Law Wilson, Pryor; Boyd & Prickett (2011)
TÍTULO Perioperative Music and Its Effects on Anxiety, Hemodynamics, and Pain in Women Undergoing Mastectomy
OBJETIVO Determinar os efeitos da aplicação de música no peri-operatório sobre as alterações na pressão arterial média, frequência cardíaca, ansiedade e dor. TIPODE
ESTUDO Estudo quasi-experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música no período peri-operatório de doentes submetidas a mastectomia, durante um período mínimo de tempo de 4h. Os registos foram efetuados em dois momentos: antes da cirurgia (antes do início da aplicação de música) e após a cirurgia.
A tensão arterial média e a frequência cardíaca foram avaliadas recorrendo ao equipamento HPM3000A. A ansiedade foi avaliada através do questionário de ansiedade de 20 itens de Spielberger. A dor foi avaliada recorrendo à escala visual analógica de 100mm.
POPULAÇÃO
Mulheres com diagnóstico de cancro da mama submetidas mastectomia num hospital do Tennessee, tendo sido excluídas do estudo mulheres doentes classificadas em ASA 4 ou 5; diagnóstico e tratamento anterior de cancro da mama; doença pulmonar obstrutiva crónica; doença mental; uso de antipsicóticos ou benzodiazepinas, impossibilidade de ser administrado midazolan, uso de prótese auditiva.
AMOSTRA Selecionada amostra por conveniência, obtendo 30 doentes do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 42 aos 70 anos, distribuídas por grupo de música e grupo de controlo de forma randomizada (15 em cada grupo).
RESULTADOS
Os dados recolhidos após a intervenção de música revelam uma diminuição da tensão arterial média, da ansiedade e da dor no grupo com música;
Os doentes do grupo experimental permaneceram menos tempo na unidade de recuperação pós-anestésica; Não há alterações significativas relativamente à frequência cardíaca;
Quadro 7 – Análise do artigo de Cutshall et al. (2011) (Artigo n.º 7) AUTOREANO Cutshall et al. (2011)
TÍTULO Effect of the Combination of Music and Nature Sounds on Pain and Anxiety in Cardiac Surgical Patients: A Randomized Study OBJETIVO Identificar os efeitos da música na intensidade da dor e nível de ansiedade em doentes de cirurgia cardíaca
TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música em dois períodos de 20 minutos diários (um durante a manhã e outro durante a tarde), nos dois a quatro dias de pós-operatório.
Avaliada a dor, a ansiedade, o relaxamento e a satisfação recorrendo a uma escala visual analógica, antes e depois da aplicação da música.
No grupo de controlo, a ansiedade, a dor e o relaxamento foram avaliados antes e depois de um período de 20 minutos de descanso na cama.
Avaliada a tensão arterial e a frequência cardíaca nos mesmos momentos.
POPULAÇÃO Doentes cardíacos internados no Hospital Saint Marys em Richester, com idade mínima de 18 anos, submetidos a um primeiro bypass da artéria coronária e/ou cirurgia a válvula cardíaca, sendo excluídos os doentes que não falam inglês, que estiveram entubados no segundo dia de pós-operatório, com diagnóstico de dor crónica, com doença psiquiátrica, ou com diminuição da audição.
AMOSTRA 100 doentes com 18 ou mais anos de idade, dos quais 49 no grupo com música e 51 no grupo de controlo
RESULTADOS Os dados revelam uma diminuição significativa da dor após a 2ª sessão (2º dia pós-operatório), assim como um aumento do relaxamento. A música também reduziu a ansiedade e aumentou a satisfação geral, mas estas diferenças não foram estatisticamente significativas.
Quadro 8 – Análise do artigo de Lin, Lin, Huang, Hsu and Lin (2011) (Artigo n.º 8) AUTOREANO Lin, Lin, Huang, Hsu and Lin (2011)
TÍTULO Music therapy for patients receiving spine surgery
OBJETIVO Identificar os efeitos da música sobre a ansiedade, a dor pós-operatória, tensão arterial, frequência cardíaca, e níveis de cortisol na urina, norepinefrina e epinefrina em doentes submetidos a cirurgia da coluna vertebral
TIPODE
ESTUDO Estudo quasi-experimental
INTERVENÇÃO Seleção musical com vários estilos de música com 60 a 72 batimentos por minuto; ambiente calmo, com luz ruido reduzidos. Períodos de 30min de música (no dia anterior à cirurgia, 1h depois da cirurgia e no dia seguinte).
POPULAÇÃO
Doentes submetidos a cirurgia à coluna vertebral num hospital de Taipei, entre abril e julho de 2006.
Os doentes foram divididos por grupo com música e grupo de controlo consoante o dia da cirurgia (os doentes de terça e quinta foram inseridos no grupo com música e os de quarta e sexta foram inseridos no grupo de controlo).
Foram selecionados de acordo com os seguintes critérios de inclusão: Mais de 18 anos de idade;
Sem distúrbios mentais ou alterações de memória; Com capacidade de comunicar.
AMOSTRA Foram selecionados 60 doentes, com idade média de 62,2 anos, dos quais 30 em cada grupo.
RESULTADOS
Ao longo do desenrolar do estudo, verificou-se que o nível de ansiedade, avaliado pela escala visual analógica, diminuiu mais significativamente no grupo com música, no entanto, o inquérito de ansiedade de Speilberg teve resultados semelhantes em ambos os grupos;
Relativamente à média da intensidade de dor entre os grupos, verificou-se quer o grupo com música tinha intensidade inferior após a aplicação da intervenção (intensidade de dor avaliada através de escala visual analógica de 0 a 10 cm);
A tensão arterial sistólica e média foram significativamente inferiores no grupo com música, enquanto a frequência cardíaca e a tensão arterial diastólica não apresentaram diferenças significativas (avaliadas através do equipamento Philip A1 2 em 1);
Os níveis de cortisol, norepinefrina e epinefrina mantiveram-se semelhantes entre os grupos (avaliados na urina colhida, recorrendo a um detetor cromográfico e eletroquímico).
Quadro 9 – Análise do artigo de Vaajoki, Pietilä, Kankkunen & Vehviläinen-Julkunen (2011) (Artigo n.º 9) AUTOREANO Vaajoki, Pietilä, Kankkunen & Vehviläinen-Julkunen (2011)
TÍTULO Effects of listening to music on pain intensity and pain distress after surgery: an intervention
OBJETIVO Avaliar o efeito da música na intensidade da dor e no efeito emocional desagradável que esta provoca no doente no pós-operatório TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música no pós-operatório de cirurgia abdominal major, durante 30 minutos no dia da cirurgia e nos dois dias seguintes. Avaliação da intensidade de dor e do efeito emocional desagradável que esta provoca através de escala visual analógica de 100mm. Os parâmetros foram avaliados em posições diferentes: em repouso deitado na cama, deitado na cama mas enquanto respira
profundamente e quando muda de posição.
No grupo com música, os parâmetros eram avaliados antes e depois da aplicação de música, enquanto que no grupo de controlo, eram avaliados com intervalos de 30 minutos sem aplicação de música.
POPULAÇÃO
Doentes submetidos a cirurgia abdominal eletiva no Hospital Universitário de Kuopio na Finlândia, entre Março de 2007 e Abril de 2009.
Foram excluídos doentes com história de consumo de drogas, doenças psiquiátricas, alterações auditivas, demência ou dor crónica. AMOSTRA 168 doentes dos 21 aos 85 anos de idade, dos quais 83 no grupo de intervenção e 85 no grupo de controlo
RESULTADOS
No pré-operatório, não houve diferenças entre os grupos;
No primeiro dia de pós-operatório, as diferenças entre os grupos não foram significativas;
No segundo dia de pós-operatório, a intensidade de dor e o efeito emocional desagradável que esta provoca foram inferiores no grupo com música.
Quadro 10 – Análise do artigo de Vaajoki, Kankkunen, Pietilä & Vehviläinen-Julkunen (2011) (Artigo n.º 10) AUTOREANO Vaajoki, Kankkunen, Pietilä & Vehviläinen-Julkunen (2011)
TÍTULO Music as a nursing intervention: Effects of music listening on blood pressure, heart rate, and respiratory rate in abdominal surgery patients OBJETIVO Avaliar os efeitos da música sobre a pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, no pós-operatório, em doentes submetidos a cirurgia abdominal.
TIPODE
ESTUDO Estudo quasi-experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de música durante 30 minutos na noite antes da cirurgia, no período pós-operatório no dia da cirurgia, nos dois dias pós- cirúrgicos (num total de 7 momentos).
Foram avaliados os sinais vitais tensão arterial, frequência cardíaca e respiratória antes e depois de cada momento de aplicação de música no grupo experimental.
A frequência cardíaca e a tensão arterial foram avaliadas recorrendo ao equipamento OMRON M5-1 ou M6. A respiração foi avaliada através da observação dos movimentos respiratórios do tórax de cada doente, contabilizados durante 1 minuto.
POPULAÇÃO Doentes submetidos a cirurgia abdominal eletiva no Hospital Universitário de Kuopio na Finlândia, entre Março de 2007 e Abril de 2009. Foram excluídos doentes com história de consumo de drogas, doenças psiquiátricas, alterações auditivas, demência ou dor crónica. AMOSTRA 168 doentes dos 21 aos 85 anos de idade, dos quais 83 no grupo de estudo e 85 no grupo de controlo
RESULTADOS
Nos dois dias seguintes de pós-operatório, verificou-se que o grupo com música apresenta tensão arterial sistólica e frequência respiratória inferiores ao grupo de controlo;
Quadro 11 – Análise do artigo de Ignacio, Chan, Teo, Tsen, Raymond (2012) (Artigo n.º 11) AUTOREANO Ignacio, Chan, Teo, Tsen, Raymond (2012)
TÍTULO The effect of music on pain, anxiety, and analgesic use on adults undergoing an orthopaedic surgery: A pilot study
OBJETIVO Comparar os efeitos da música em doentes, no pós-operatório de cirurgia ortopédica, sobre a dor, a ansiedade e o uso de analgésicos, e identificar a satisfação dos doentes relativamente à música. TIPODE
ESTUDO Estudo experimental
INTERVENÇÃO
Aplicação de períodos de 30 minutos de música nos 2 primeiros dias de pós-operatório.
A dor foi avaliada através da escala visual analógica e a ansiedade foi avaliada através questionário de ansiedade Spielberger. Para contabilização dos analgésicos administrados foram consultados os processos clínicos.
Para identificar a satisfação dos doentes sobre a música, foi realizada essa questão a cada doente.
POPULAÇÃO Doentes com mais de 21 anos com cirurgia ortopédica eletiva, sob anestesia geral, que se espera virem a utilizar PCA após a cirurgia. AMOSTRA 21 doentes distribuídos por dois grupos (12 no grupo com música e 9 no grupo de controlo).
RESULTADOS
Relativamente ao questionário de ansiedade, os resultados foram semelhantes, exceto no segundo dia de pós-operatório, cujo resultado foi inferior no grupo com música;
No que respeita à intensidade de dor, globalmente não houve uma diminuição estatisticamente significativa no grupo com música, no entanto, no primeiro dia, houve um decréscimo acentuado no grupo de estudo;
Globalmente, não existiu discrepância estatisticamente significativa, relativamente ao uso de analgésicos, no entanto a quantidade de morfina, tramadol e arcoxia foi inferior no grupo com música.
Quadro 12 – Análise do artigo de Vaajoki, Kankkunen, Pietilä & Kokki & Vehviläinen-Julkunen (2012) (Artigo n.º 12) AUTOREANO Vaajoki, Kankkunen, Pietilä & Kokki & Vehviläinen-Julkunen (2012)
TÍTULO The Impact of Listening to Music on Analgesic Use and Length of Hospital Stay While Recovering From Laparotomy
OBJETIVO Avaliar o efeito da utilização de música para a utilização de analgésicos, tempo de internamento, e efeitos adversos da recuperação de uma cirurgia abdominal major. TIPODE