1. Giriş ve Amaç
3.2.2. İkinci Aşama: Trephinle Enblok Eksizyon
A cidadania é tida como um conjunto de conquistas que perpassam questões civis, políticas e sociais, podendo-se pressupor que a contextualização do termo esteja relacionada a diversos acontecimentos resultantes da ação de indivíduos, que, por sua vez, estão embasadas em forte trama informacional. Nota-se, todavia, que o que é repassado à sociedade em termos de informação está muito aquém do básico e necessário.
O conceito de cidadania presume a participação do indivíduo na sociedade, sendo que seu exercício se dará de maneira mais efetiva e consciente se ele possuir embasamento crítico acerca dos acontecimentos políticos-sociais, o que lhe é proporcionado, entre outros processos, através do acesso à informação.
Sob tais aspectos, pode-se supor que esse acesso antecede a busca e a identificação de todas as possíveis fontes capazes de sanar determinada necessidade de resposta, podendo alterar uma situação pré-estabelecida. Além disso, o acesso à informação tem a capacidade de gerar no indivíduo a dúvida, permitindo a ele o questionamento e possibilitando sua escolha diante dos fatos ao seu redor. Barreto (2002, p. 8) salienta ainda
que ―quando adequadamente assimilada, [a informação] produz conhecimento e modifica o
estoque mental de saber do indivíduo; traz benefícios para seu desenvolvimento e para o
bem estar da sociedade em que ele vive‖.
Partindo-se do princípio de que cidadão é aquele que age em seu meio social, pode- se afirmar que aquele que tem acesso à informação tem maior possibilidade de transformar o cotidiano social e interagir com o meio porque, ainda de acordo com Barreto (2002, p. 7),
a informação referencia o homem ao seu destino desde antes de seu nascimento [... e] durante sua existência pela capacidade de relacionar suas memórias do passado, com uma perspectiva de futuro e assim estabelecer diretrizes para realizar a sua aventura individual no espaço e no tempo.
Já de acordo com Pinheiro e Nascimento (2001, p. 1), ―a informação surge como
um trunfo indispensável à humanidade na formação de indivíduos culturalmente íntegros e
cônscios de sua responsabilidade social e política‖, sendo o seu maior desafio a
distribuição dessa mesma informação a receptores que dela necessitem para estabelecer
mecanismos de ação junto à sociedade. Para Freire e Araújo (1999, p. 5), ―mais do que
diversos canais de comunicação, de maneira que esse novo fator de produção social possa
estar ao alcance dos seus consumidores potenciais‖.
Para Araújo (2000, p. 2), a informação é imprescindível no surgimento de uma conscientização crítica acerca da realidade ―pois é através do intercâmbio informacional que os sujeitos sociais se comunicam e tomam conhecimento de seus direitos e deveres e, a
partir daí, tomam decisões sobre suas vidas, seja em nível individual ou coletivo‖. Freire e
Araújo (1999, p. 6) complementam, afirmando que ―em seu sentido mais amplo,
informação é aquilo que muda ou transforma [uma estrutura]‖, e podemos concluir que a
transmissão da informação pode promover modificações na forma de olhar e explorar o mundo, sendo caracterizada como propícia a permitir que aconteçam alterações significativas e até mesmo verdadeiras revoluções no âmbito social.
Também a comunidade pode ser beneficiada em face do possível contexto de exclusão social e marginalização, com a atuação e o envolvimento de seus habitantes como agentes vitais e aptos para a ação em prol do bem comum. Dumont e Gattoni (2003, p. 53)
consideram que ―o desafio consiste em saber sintonizar as teorias e as práticas sociais com
as ações informacionais, para que se possa apreender, com o mínimo de distorções, o fazer
e o uso de informações nas sociedades contemporâneas‖. As ações empreendidas pelo uso
da informação é que irão proporcionar os meios para o fortalecimento das comunidades e das práticas democráticas.
Pode-se ressaltar que, de acordo com Araújo (1998, p. 194), o contexto participativo-comunicacional é que irá permitir o alcance às práticas informacionais por ser
capaz de proporcionar ―um processo dinâmico, estruturado por um diálogo informado,
horizontal e equilibrado, no qual os sujeitos [...] participam como emissores e receptores
de todas as práticas de cidadania a serem empreendidas socialmente pela comunidade, partindo-se do princípio de que a disponibilização, acesso à uso da informação são tidos como aliados às questões que envolvem o interesse público, podendo desencadear transformações sociais.
Dessa maneira, têm-se nos meios informacionais, principalmente através das unidades de informação, os requisitos necessários para a oferta e o atendimento a demanda
de usuários em busca de informações. Contudo, ―sabe-se que o não uso acontece‖, como
afirma Dumont (2000, p. 697), em estudo realizado sobre os não-usuários de sistemas de informação.
Algumas das razões para a não utilização de serviços de informação são explicitadas por Jiménez-Denis (1986) apud Dumont (2000, p. 698)
ter acesso a uma outra via efetiva para resolver suas necessidades de informação [...] a negativa de modificar hábitos adquiridos na sua formação ou o acomodamento a um sistema de informação, quando tem ao alcance sua própria memória ou um colega; a falta de preparação ou motivação [...] em relação às reais necessidades dos serviços de informação e de expressar suas necessidades; o sistema de informação ao qual pertence ou conhece e suas experiências na interação com o mesmo: acesso pouco representativo, distância a percorrer da sua casa [...] falta de divulgação.
Para Dumont (Ibidem) ―os não-usuários da informação são os beneficiários potenciais de um sistema de informação [...] para conceber novos produtos, adotar novas
tecnologias, melhorar e ampliar o processo de aprendizagem‖, mas que se acham à
margem desses processos estando, inclusive, subjugados a situações de marginalidade social. Cabe enfatizar que, segundo Dumont (Ibidem, p. 706) o acesso à informação permite que os membros de uma comunidade se aperfeiçoem em determinadas práticas, gerando a ampliação do próprio conhecimento ao processar, reprocessar e comparar tais informações com as experiências já vivenciadas, ampliando seus saberes e oportunidades.
Os sistemas de informação têm dificuldade não apenas de identificar os não- usuários, mas principalmente de atender às necessidades que não são demandadas pelos próprios usuários. Isso porque as necessidades de informação de determinado indivíduo geralmente são mais amplas que as questões apresentadas (ou demandadas) por ele. Essa característica dos sistemas de informação restringe o acesso do usuário atual à ampliada gama de possibilidades do sistema e afasta ainda mais os usuários potenciais que não se vislumbram como pessoas aptas a usufruir os serviços oferecidos pelos sistemas de informação.
Pode-se observar, a título de curiosidade, que as potencialidades das unidades de informação são caracterizadas por Tarapanoff, Araújo Júnior e Cormier (2000, p. 92) como
―instituições voltadas para a aquisição, processamento, armazenamento e disseminação de informações‖. Sob tais aspectos, os telecentros poderiam ser incluídos nessa mesma
vertente? Esses autores afirmam que
as unidades de informação [...] foram e são, tradicionalmente, organizações sociais sem fins lucrativos, cuja característica como unidade de negócio é a prestação de serviços, para os indivíduos e a sociedade, de forma tangível (produtos impressos), ou intangível (prestação de serviços personalizados, pessoais, e hoje, cada vez mais, de forma virtual — em linha, pela Internet). (Ibidem)
A presente pesquisa não possui o propósito de aprofundar e tampouco responder a tal questionamento, mas apenas suscitar essa possibilidade. Contudo, não se pode negar que os usuários de um sistema de informação sejam caracterizados como potenciais cidadãos e membros participantes do complexo contexto da inclusão social, conforme apresentado a seguir.