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Belgede TÜRK CİHADI ALMAN PROTESTANLIĞI (sayfa 145-152)

A estratificação do sistema fonológico proposta por Jakobson (1975[1955]) se deu a partir dos estudos sobre a estruturação dos fonemas e dos traços distintivos que estão à disposição dos falantes da língua.

De acordo com o autor, essa estrutura é estratificada pelos diferentes tipos de traços da função distintiva dos sons da fala, em relação ao articulatório, ao acústico e ao auditivo.

Os tipos de traços fonológicos podem ser de natureza distintiva, configurativa, expressiva e redundante. Por essa via, “os traços distintivos se reúnem em feixes simultâneos chamados fonemas; os fonemas se concatenam em seqüências; o padrão elementar sotoposto a um dado grupo de fonemas é a sílaba” (Op.Cit., p. 75) e a organização estrutural dos fonemas da sílaba é regida por um sistema de regras que se ancora na recorrência regular pelo contraste de traços sucessivos.

Os traços configurativos estão à disposição do falante e funcionam pela “divisão da enunciação em unidades gramaticais”(Op.Cit., 69) numa escala hierárquica e demarcativa. Por essa via, os traços expressivos operam por meio da oposição de diferentes enunciações e os redundantes possibilitam identificar um traço sucessivo.

7 No capítulo sobre a multiestratificação estrutural dos sintomas na linguagem apresentaremos e discorreremos sobre os dois eixos da linguagem e os dois distúrbios afásicos que Jakobson defende.

O funcionamento da estrutura dos traços distintivos tem como princípio o sistema de oposição que “envolve uma escolha entre dois termos de uma oposição que apresenta uma propriedade específica diferencial em divergência com as propriedades de todas as demais oposições” (Op.Cit., p. 66) e o de contrastes entre vogais e consoantes.

A hipótese do autor, assentada sobre a aquisição e o funcionamento sintomático da linguagem do sujeito afásico, pauta-se na idéia de que a linguagem é de uma ordem elementar, fundada na articulação, que opera a sílaba nuclear pela oposição entre vogal e consoante. Nas palavras de Jakobson:

“geralmente a linguagem infantil começa e a dissolução afásica da linguagem, como passo preliminar da sua perda completa, culmina com o que os psicopatologistas denominaram “o estágio labial”. Nesta fase, a criança e o afásico só são capazes de um único tipo de emissão, que usualmente se transcreve como /pa/” (Op.Cit.,p.86).

Nessa perspectiva, os dois elementos constituintes dizem respeito às “configurações polares do tubo vocal” (Op.Cit., p.86), isto quer dizer que, parafraseando Jakobson, os tempos articulatórios da emissão trabalham nos pólos mínimo e máximo de gasto de energia sob a primazia do contraste entre duas unidades sucessivas.

O papel da consoante nasal fundada pela ordem do som é dado pela oposição de oral versus nasal pelas marcas do tubo fechado e tubo aberto – ordem articulatória, presença e ausência – ordem auditiva, na relação da

distinção entre vogal e consoante, que de acordo com o autor pertence tanto à aquisição quanto à regra “mais resistente na afasia e ocorre em todas as línguas do mundo” (Op. Cit, p. 87).

Dessa maneira, o estrato dos dois elementos opositivos labial e dental, segundo Jakobson é o:

“primeiro veiculo semântico nos primeiros estágios da linguagem infantil, em que a criança conserva durante algum tempo um esquema constante de sílaba e cinde os dois constituintes dessa sílaba, primeiro a consoante e depois a vogal, em alternativas distintas” (Op. Cit., 87).

O triângulo primário (figura abaixo), postulado como o estrato pautado pelo atributo básico da altura, atua nas dimensões opositivas de tonalidade grave versus agudo em relação ao predomínio entre os pólos de concentração de energia no espectro das freqüências altas e baixas de contraste:

a

p t

(Jakobson ilustra O Triângulo Primário, p. 88).

Mediante a esquematização da estruturação fonêmica pela tríade primária da cisão da consoante, a oposição de tonalidade também é replicada à vogal e com isso, ocorre “a cisão do triângulo primário em dois triângulos, o consonantal e o vocálico” (Op. Cit., p. 88) e é interessante destacar que a

repartição – consoante e vogal – passa a operar numa ordem linear em que há a emergência de dois eixos próprios de tonalidade, por um lado grave e agudo e pelo eixo vocálico compacto e difuso:

a u i k p t

(Jakobson, A cisão do triângulo primário em consonantal e vocálico, p. 89)

Nas formulações sobre a estruturação dos traços/estratos de ressonância oral, Jakobson nos diz que, para o falante em aquisição e para as falas do sujeito afásico, os traços de oposição do volume, do formato do aparelho ressonador oral e os de tonalidade têm outros modos de funcionamento, produzindo padrões fonêmicos distintos.

Dessa maneira, o autor nos explica que a triangulação em alguns tipos de funcionamento da língua se transforma numa estrutura quadrangular pelos binômios velar e palatal, de um lado e os eixos vocálico e consonantal, por outro. Cabe esclarecer que esta estrutura não é linear e funciona pelo princípio autônomo da relação com outros traços de tonalidade, em outros termos: a antinomia do sistema quadrangular nas palavras de Jakobson:

“... essa alternância se reforça com a variação em

tamanho em um ou ambos os orifícios da cavidade bucal. O estreitamento dos orifícios posterior e anterior, operando com uma cavidade oral expandida e indivisa, serve para abaixar as freqüências na ressonância, ao passo que a ação combinada dos orifícios dilatados de uma cavidade estreitada e

compartimentada torna alta as freqüências. Mas a mudança de tamanho de cada um desses orifícios pode ter autonomia própria e pôr em ação traços secundários de tonalidade (som rebaixado ou som incisivo, ou um e outro)” (Op.Cit, 89,

negritos nossos).

Os traços de sonoridade em relação com a consoante e a vogal ótimas dizem respeito à oposição oclusivas versus constritivas. Sob a luz da hipótese que Jakobson apresenta, na aquisição de linguagem são as oclusivas que emergem primeiramente em relação às constritivas e na dissolução da fala do sujeito afásico são as constritivas que desaparecem primeiro.

Belgede TÜRK CİHADI ALMAN PROTESTANLIĞI (sayfa 145-152)

Benzer Belgeler