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İhaleye katılamayacak olanlar 1. İdarenin ortağı olduğu şirketler:

Madde 17- İsteklilerden 4734 sayılı Kanunun 10 uncu maddenin dördüncü fıkrasına göre istenecek belgeler

17.7. İhaleye katılamayacak olanlar 1. İdarenin ortağı olduğu şirketler:

A primeira atividade proposta no material didático “Aspectos Retóricos do Texto Científico” consistiu em um exercício de revisão das principais seções dos artigos científicos, aplicada com o intuito de verificarmos o que os alunos conheciam sobre a organização estrutural de textos dessa natureza e sobre os conteúdos que frequentemente estão presentes em cada uma das seções, uma vez que a maioria das atividades subsequentes exigiria dos alunos certo grau de compreensão de tais aspectos. Para a elaboração desta atividade, levamos também em conta o fato de que estes alunos já possuíam algum conhecimento sobre a organização dos diversos tipos de textos de natureza científica, uma vez que lhes são oferecidas no primeiro e no segundo semestre do curso, respectivamente, as disciplinas Comunicação e Expressão em Linguagem Científica I (USP, 2011a) e Comunicação e Expressão em Linguagem Científica II (USP, 2011b) cujos conteúdos e estratégias, conforme mencionamos anteriormente, objetivam aprimorar a sua capacidade de escrita, leitura e comunicação oral em linguagem científica.

Para esta primeira atividade, apresentamos aos alunos dez trechos extraídos de distintas seções de artigos científicos de revistas da área de química e solicitamos que identificassem a qual seção cada excerto pertencia, justificando a resposta. A Tabela 5.1 apresenta o percentual de alunos que identificou corretamente a seção correspondente a cada um dos trechos dos artigos.

TABELA 5.1 – Percentual de alunos que identificou corretamente a seção correspondente a cada um dos trechos extraídos de artigos científicos apresentados na Atividade 1.

Nº do trecho

Seção do artigo científico do qual cada trecho foi extraído

Percentual (%) de alunos (n = 40) que identificou corretamente a seção

1 Resultados e Discussão 100,0

2 Resumo 62,5

3 Introdução 100,0

4 Agradecimentos 100,0

5 Conclusão 95,0

6 Parte Experimental (Materiais e Métodos) 100,0

7 Resultados e Discussão 92,5

8 Introdução 92,5

9 Referências Bibliográficas 100,0

As respostas revelaram que a maioria dos alunos correlacionou de forma coerente os trechos analisados com sua seção de origem, reconhecendo as diferenças entre as seções que compõem um artigo científico e identificando as características básicas de cada uma delas.

Os alunos demonstraram compreender aspectos típicos da seção Resultados e Discussão, como, por exemplo, a comparação dos dados obtidos na pesquisa com outros relatados na literatura e a apresentação dos dados na forma de tabela seguida de sua interpretação, conforme revelam, respectivamente, as respostas dos alunos transcritas a seguir:

O trecho 7 foi extraído da seção Resultados e Discussão, pois compara dois resultados (o estudado e o encontrado por Bankova et al).

O trecho foi extraído da seção resultados e discussão pois neste excerto ele apresenta os dados obtidos (em uma tabela) e discute, logo em seguida, quais as prováveis causas desse resultado.

Na identificação do trecho correspondente à seção Materiais e Métodos observamos que alguns alunos conseguiram reconhecer características da mesma como, por exemplo, os tempos verbais empregados, citação de métodos, descrição de materiais e procedimentos – elementos textuais que se assemelham a outros possivelmente percebidos em leituras anteriores. Esse aspecto pode ser observado na resposta transcrita a seguir:

Seção Materiais e Métodos, pois além de apresentar verbos no passado, indica métodos utilizados para a pesquisa com quantidade de regente e procedimento realizado.

Percebe-se, portanto que os estudantes já conheciam algumas características típicas das principais seções que compõem os textos científicos, o que certamente facilitou a identificação de textos de natureza semelhante. Dessa forma, acreditamos, assim como outros autores (CARPENTER; PAPPENFUS, 2009; MASSI et al., 2009; WALCZAK; JACKSON, 2007), que as práticas de leitura e interpretação dos diversos tipos de textos científicos são fundamentais para que os estudantes de ciências se familiarizem com a linguagem empregada pelos cientistas, de tal forma que consigam, dentre outras coisas, perceber as diferenças não somente entre as seções dos textos, mas também entre os diversos tipos de documentos científicos (artigos, projetos, trabalhos de congresso, relatórios) que circulam na academia.

Dentre os dez trechos apresentados aos alunos na Atividade 1, aquele que continha a seção Resumo de um de artigo científico (Figura 5.15), foi o que causou maior incidência de erro: 37,5% dos alunos não conseguiram fazer uma correlação coerente entre o conteúdo apresentado no referido trecho e os elementos que costumam compor um Resumo. Um aspecto que pode ter influenciado na dificuldade enfrentada pelos alunos nesta tarefa é o fato de que a seção Resumo costumar ser apresentada de forma bastante diversificada na literatura científica, uma vez que o autor precisa adequá-la a um número apropriado de palavras, dependendo do tipo de texto (artigo, tese, relatório etc.) ou das regras estabelecidas pela revista ou instituição.

FIGURA 5.15 – Trecho apresentado na Atividade 1 que corresponde a um Resumo de artigo científico.

Assim, o reconhecimento de características tão sutis da escrita científica, como os elementos que em geral constituem um resumo de artigo científico – sobretudo se realizada de forma isolada do trabalho completo, como na atividade aplicada – pode exigir dos alunos uma familiaridade ainda maior com a literatura científica que aquela já adquirida em experiências anteriores. Por esse motivo, consideramos que as práticas de leitura e produção de textos científicos devem ser inseridas no currículo de química por meio da aplicação de atividades dessa natureza nas distintas disciplinas que compõem o curso. Nesse sentido, as atividades desenvolvidas nesta pesquisa, especialmente aquelas relacionadas à leitura e análise de artigos científicos, ofertaram aos alunos novas experiências com a literatura científica.

Quanto aos demais 62,5% dos alunos que identificaram corretamente a seção Resumo na atividade proposta, percebemos em algumas de suas justificativas a capacidade de compreender os conteúdos e os significados próprios de cada frase que constituía o parágrafo analisado, ou seja, de reconhecer as partes que compõem o todo do resumo, conforme demonstra a resposta a seguir:

O propósito deste trabalho foi determinar os parâmetros cinéticos de decomposição térmica para uma amostra de propelente base simples e base dupla. Os dados obtidos pela calorimetria exploratória diferencial foram ajustados para o modelo cinético de pseudo- primeira ordem de Flynn, Wall e Ozawa. Os respectivos parâmetros obtidos foram: BS REX 1200 (Ea) (2,3 ± 0,2) 102 kJ mol-1 e (A) 1,34 1025 min-1; BD-111 (Ea) (1,6 ± 0,1) 102 kJ mol-1 e

(A) 3,31 1017 min-1. O espectro de infravermelho da amostra de propelente base dupla

indicou a presença de salicilato, justificando o comportamento de decomposição observado na respectiva curva térmica (Eclética Química, v.32, n.3, p.45, 2007)

2

Seção Resumo, pois apresenta, de forma concisa, o trabalho realizado, indicando a questão abordada, os métodos utilizados e os principais resultados e conclusões.

Cabe destacar também a correlação que alguns alunos estabeleceram entre o resumo apresentado e a revista da qual este foi extraído (Eclética Química), conforme ilustra a seguinte resposta:

Outra evidência de que este trecho foi retirado da seção Resumo é que este pertence à revista Eclética Química, uma das poucas revistas que apresentam essa seção em português.

O reconhecimento de características próprias da referida revista, evidencia que estes alunos têm certa familiaridade com periódicos nacionais da área de química, o que possivelmente é fruto de suas experiências de leitura e pesquisa bibliográfica realizadas nas disciplinas de Comunicação e Expressão em Linguagem Científica citadas anteriormente, nas quais puderam analisar diversos aspectos da literatura científica.

Após discussão dos tópicos abordados na Atividade 2, solicitamos que os estudantes respondessem à seguinte questão: “No artigo que vocês têm em mãos, identifiquem pelo menos um de cada tipo de aliado do texto científico. Especifiquem quais são os aliados e transcrevam os trechos do artigo nos quais eles estão presentes”. A Tabela 5.2 apresenta os “aliados dos textos científicos” descritos no material didático o número de grupos que identificou corretamente tais elementos nos artigos analisados.

TABELA 5.2 – “Aliados dos textos científicos” descritos na Atividade 2 e o número de grupos que os identificou nos artigos científicos.

Tipos de “aliados dos textos científicos” descritos no material didático

Número de grupos que os identificou nos artigos

Outros autores que estudam o mesmo tema 9

Revistas conceituadas na área 1

Autores reconhecidos na área 4

Instituições que apoiaram a pesquisa 10

Publicações do próprio grupo 4

Aspectos inéditos do trabalho 5

O elemento retórico localizado por todos os alunos nos artigos analisados foi a indicação das instituições que apoiaram a pesquisa, o que, de fato, é uma prática bastante comum nas publicações científicas, uma vez que a apresentação de informações dessa natureza é uma solicitação das agências ou instituições que fornecem auxílio à pesquisa

(CORACINI, 2007). É provável que, para os estudantes, assim como para muitos membros da comunidade científica, a presença de tal elemento nos artigos não represente surpresa alguma, mas, enxergá-lo como um recurso retórico da linguagem científica, pode ser algo pouco comum.

O outro “aliado” identificado com maior frequência pelos estudantes foi a indicação no texto de outros autores que trabalham com o mesmo tema, o que provavelmente não deve ter representado dificuldade para sua localização, uma vez que esse recurso de linguagem é amplamente empregado nos textos científicos - e até mesmo recomendado em manuais de redação científica –, tanto para contextualizar a pesquisa quanto para comparar dados obtidos com outros reportados na literatura (GILPIN; PATCHET- GOLUBEV, 2000; OLIVEIRA; QUEIROZ, 2007b). Além disso, segundo Coracini (2007), a citação de trabalhos de outros pesquisadores com ideias/dados que sejam semelhantes aos do autor é talvez a mais intencional das estratégias retóricas empregadas pelos cientistas. Aspectos como esses foram percebidos pelos alunos na atividade proposta, como revela a seguinte resposta de um dos grupos:

Citação de trabalhos de outros autores que também investigam a mesma temática: “Devido ao grande interesse nos sistemas benzofurônicos, vários grupos de pesquisa têm dedicado esforços na síntese destes compostos...”.

Cabe destacar que a citação de autores que trabalham com mesma temática do autor, embora presente em todos os artigos selecionados para a atividade, não foi corretamente identificada por um dos grupos. Na resposta apresentada por esse grupo foi transcrito um trecho que continha uma citação de um artigo publicado anteriormente por membros do mesmo grupo de pesquisa. Ou seja, tais alunos não conseguiram realizar uma análise mais cuidadosa dos autores listados nas referências bibliográficas e perceber que a citação selecionada não tratava de um trabalho produzido por outro grupo de pesquisa.

Embora com menor frequência, as publicações do próprio grupo e a indicação dos aspectos inéditos da pesquisa – ambos “aliados” presentes em todos os artigos selecionados - também foram localizadas pelos estudantes na atividade proposta, conforme exemplificado, respectivamente, em algumas de suas respostas transcritas a seguir:

Indicação de publicações anteriores do grupo relacionadas ao tema em foco: “Durante os últimos anos temos trabalhado com alcalóides oxaporfínicos da família Annonaceae11...”.

Indicação de que o trabalho é inovador na área: a indicação se encontra no Resumo “...a steroid not yet reported in the Philodendron gender...”. Ou seja, um esteróide não relatado ainda no gênero Philodendron.

Tais exemplos indicam que alguns alunos foram capazes não somente de compreender os aspectos retóricos da linguagem científica, mas também de localizar no corpo do texto as sentenças que caracterizam cada uma desses recursos discutidos anteriormente, manifestando uma visão analítica do texto científico.

Os grupos que mencionaram não existir no texto tais aliados tiveram dificuldade em localizá-los possivelmente pelo fato de que nem sempre estes tipos de recursos retóricos estão bem explícitos, visíveis no texto. Primeiro, porque a revista da qual os artigos foram selecionados utiliza sistema de citação numérico, o que geralmente impossibilita a visualização direta dos nomes dos autores citados no corpo do texto. Além disso, nem sempre o autor indica explicitamente que o trabalho citado é fruto de pesquisas anteriores de seu grupo. Quanto aos aspectos inovadores da pesquisa, estes também nem sempre são descritos de forma direta, com palavras que os ressaltam no texto (novo, original, inédito), fator este que pode ter dificultado sua identificação por parte de alguns estudantes.

No que diz respeito à citação de revistas conceituadas na área, embora todos os artigos selecionados tenham apresentado citações de revistas nacionais e internacionais indexadas em bases de dados e de reconhecida importância dentro da comunidade científica, a maioria dos grupos não forneceu resposta alguma sobre esse aspecto. Acreditamos que reconhecer dentro da literatura científica quais as revistas mais respeitadas entre os pesquisadores de uma determinada área requer uma familiaridade maior com uma certa linha de pesquisa e com os periódicos que veiculam os trabalhos daquela área, o que, para estes alunos (de terceiro semestre) não seria tarefa simples. Em todo caso, consideramos importante incluir no escopo da atividade proposta reflexões sobre tais aspectos da linguagem científica.

Um único grupo indicou ter localizado no artigo científico a citação de revistas conceituadas, conforme mostra a resposta transcrita a seguir:

As referências 1, 7, 8, 21, entre outras, são referências de revistas com grande fator de impacto, sendo algumas delas internacionais.

Essa resposta demonstra que, embora os alunos ainda não tenham experiência o suficiente para conseguir distinguir quais as revistas mais reconhecidas dentro de uma área ou subárea da ciência, eles compreendem que as revistas científicas têm classificações distintas, apontando, por exemplo, um dos critérios empregados pela comunidade científica para avaliar a qualidade de uma revista científica: o seu fator de impacto. Cabe destacar que esse tipo de reflexão provavelmente só foi possível pelo fato desta turma ter participado de disciplinas nas quais questões dessa natureza são colocadas em foco.

Ainda no que diz respeito ao fator de impacto, Pinto e Andrade (1999) apontam para a necessidade de se compreender a importância e as limitações de indicadores desta natureza em avaliações científicas. Os autores destacam que temas como este permitem múltiplas interpretações: se por um lado há aqueles que “estabelecem que um artigo científico só tem valor se for publicado em uma revista com alto fator de impacto”, por outro, há quem acredite que “a adoção da hierarquização de revistas científicas [...] é apenas uma das muitas formas de colonialismo cultural” (p.448). Assim, acreditamos que discussões como estas também devem fazer parte do currículo dos cursos de graduação, uma vez que, tão importante quanto reconhecer o papel do fator de impacto na avaliação das revistas científicas, é compreender as implicações decorrentes de seu uso, ou seja, analisar as disputas e dilemas que fazem parte da prática da ciência.

Na Atividade 2 também solicitamos aos alunos que tentassem localizar outros tipos aliados que o autor utiliza no texto para fortalecer seu trabalho. Quatro grupos indicaram outros elementos que acreditavam ter poder retórico no texto científico, como os citados no trecho da resposta a seguir:

Consideramos também como aliado o comentário sobre a aplicação econômica-social [...]. Comentar sobre excelentes rendimentos no processo desenvolvido por ele também fortalece o trabalho.

Essa resposta sugere também uma importante contribuição da atividade proposta: a superação por parte de alguns estudantes de uma visão bastante tradicional da ciência, a qual, como ressalta Campanario (2004b), representa a busca pela verdade de maneira desinteressada. Assim, reconhecer no discurso científico suas justificativas repletas de interesses que vão além da simples procura pela verdade, contraria, pois, a visão ingênua que frequentemente os estudantes têm da ciência.

Para encerrar a Atividade 2, propomos aos alunos a seguinte reflexão: “Vocês consideram que estes aliados realmente contribuam para fortalecer o texto científico? Façam uma análise crítica”. A questão – um tanto quanto provocativa – intencionava levá-los a refletir sobre os assuntos abordados no material didático de forma crítica.

A maioria dos alunos (nove grupos) manifestou em suas respostas concordância total com a relevância do uso dos “aliados” dos textos científicos como estratégia de linguagem para fortalecê-los, conforme ilustrado a seguir:

Sim, consideramos que tais recursos na escrita de um artigo científico são fundamentais para sua satisfatória repercussão, visto que têm o papel de ‘agregar’ credibilidade ao artigo a partir da sua relação com instituições e pessoas de influência no meio.

Contrariando os demais colegas, um dos grupos questionou a relevância dos aliados para dar credibilidade ao trabalho científico, apresentando a seguinte colocação quanto ao emprego de tais recursos de linguagem:

Não deve ser o principal fator na hora de se elaborar um artigo científico. É mais interessante uma proposta inovadora de forma diferente do que baseado em pesquisas já realizadas, uma vez que os aliados apenas confirmam que o trabalho é uma continuidade de um projeto já feito.

Os argumentos apresentados por este grupo concordam com a perspectiva de Latour (2000) de que o emprego de citações, referências e aliados por si só não é suficiente para que o leitor se convença da relevância de um trabalho relatado: o autor deve buscar reforços na própria pesquisa, ressaltando os aspectos que a valorizam diante da comunidade científica.

As colocações apresentadas revelaram ainda que os alunos foram capazes de se posicionar criticamente diante de um questionamento colocado em pauta – mesmo que suas ideias fossem divergentes daquelas apresentadas pela maioria – e de formular argumentos para sustentar sua decisão. Portanto, a atividade proposta pode ter auxiliado no aprimoramento de habilidades como a tomada de decisão e argumentação crítica, o que certamente é um dos papéis enfatizados na educação atualmente. Corroborando esta perspectiva, Cavéquia, Maciel e Rezende (2010), ressaltam que a escola deve contribuir com formação de sujeitos críticos e autônomos, dando aos alunos espaço à discussão, ao debate e à realização de escolhas conscientes, articuladas com suas experiências prévias, visões de mundo e conteúdos culturais.

Na Atividade 3 solicitamos aos alunos que tentassem localizar nos artigos científicos as “marcas” deixadas pelo autor no texto. A Tabela 5.3 apresenta alguns elementos que demonstam a presença do autor que foram abordados no material didático e o número de grupos que os identificou nos artigos científicos.

TABELA 5.3 – Elementos descritos na Atividade 3 que denotam a presença do autor nos textos científicos e o número de grupos que os identificou nos artigos.

Elementos que mostram a presença do autor nos textos científicos descritos no material didático

Número de grupos que os identificou nos artigos

Quando o autor assume sua pesquisa, justificando a escolha do tema ou do material

7 Quando o autor opina sobre os fatos ou resultados obtidos 5 Quando o autor avalia o trabalho e sugere novas pesquisas 4 Quando o autor faz hipóteses, suposições 5 Quando o autor chama a atenção do seu interlocutor para algum

aspecto ou fato em particular

2 Quando o autor admite limitações na pesquisa ou ignorância sobre

determinado assunto

4 Quando o autor utiliza expressões que denotam dúvidas ou

incertezas sobre os resultados

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Conforme pode ser observado na Tabela 5.3, todos os elementos abordados no material didático que revelam a presença do autor nos textos científicos e que, portanto, evidenciam seu caráter subjetivo, foram localizados pelos alunos, embora com frequência bastante diferenciada em cada categoria. Apresentamos a seguir algumas das respostas dos alunos, as quais indicam sua capacidade em reconhecer na escrita científica as “marcas” de subjetividade deixadas pelo autor:

Na introdução observa-se a justificativa da pesquisa em [...] “pensou-se em contribuir para um maior conhecimento sobre estas substâncias potencialmente ativas”.

Quando o autor avalia o trabalho e sugere novas pesquisas: “Isto nos deixa otimistas quanto ao seu emprego como regulador de crescimento vegetal; embora ensaios complementares de enraizamento caulinar e de embriogênese somática sejam necessários”.

Nessas respostas verificamos que os estudantes perceberam no texto científico algumas questões subjetivas que fazem parte do próprio processo de construção da ciência, como os motivos que desencadeiam o desenvolvimento das pesquisas, as reflexões que os cientistas elaboram a partir dos seus resultados no sentido de buscar

aplicações para eles ou dar continuidade aos estudos por meio de novos ensaios dentro daquela mesma linha de pesquisa. Essa perspectiva, no entanto, não é comum dentro da comunidade científica. Guimarães (2001) chama a atenção para a “relutância dos cientistas