1.2. John Locke’un Bilgi Anlayışı
1.2.2. İdeler
Certamente não sabemos qual o limite da aprendizagem, em termos de leitura e escrita, para um aluno disléxico. Não sabemos o limite da aprendizagem de ninguém, nem mesmo das nossas! Contudo, pelos estudos já realizados, conseguimos, de alguma forma, dizer o que nos é possível, ou nos é mais difícil, o que fazemos sozinhos, ou precisamos da ajuda do outro – Vygotsky, ZDR e ZDP. Igualmente do aluno, precisamos conhecer, desde o momento em que entra para a escola, onde ele se situa em termos de habilidades escolares. Pois bem, quando o aluno chega à escola e começam a surgir algumas dificuldades como as já apresentadas neste estudo, pode-se dizer que é um aluno de risco, ou seja, pode apresentar dislexia. Realizadas todas as avaliações necessárias, também já descritas e, uma vez confirmado o quadro de dislexia, a proposição deste trabalho é que seja realizada a adaptação curricular individualizada com o aluno.
O aluno disléxico, como sabemos, possui dificuldades para a compreensão leitora e escrita. Como exigir deste, mesmo de acordo com a sua série e idade, que faça uma leitura oral apresentando leitura lexical, fluente, bom ritmo e entonação? Como exigir que escreva ortograficamente se ele possui dificuldades para discriminar os fonemas? Claro que essas dificuldades, como podemos ver nos casos em acompanhamento e na literatura existente, podem atenuar, se diferenciam, uns vão se apropriando melhor da compreensão leitora, outros da escrita, ou amenizam ambas, ou ainda permanecem com baixo êxito nas duas. Por isso, a proposta de realizar ACI para esses sujeitos.
Não sabemos onde o disléxico pode chegar em termos de habilidades leitora e escrita, todavia sabemos, através dos estudos feitos, que não atingem fluência na leitura e escrita e, caso venham atingir, é porque não constituía de fato o diagnóstico.
Um aluno disléxico pode almejar/alcançar níveis mais altos de escolarização? Evidente que sim. Não há impeditivos cognitivos para isso. Contudo, se a escola não
propiciar um tipo de avaliação apropriada as suas dificuldades centrais – baixo nível de compreensão leitora e erros ortográficos – este aluno passará ano após ano reprovando e, dificilmente, concluirá o ensino fundamental ou médio. Aqui já estou falando de ACI. É necessário adaptar a avaliação para o aluno disléxico, assim como outras adaptações serão necessárias.
Então, atendendo ao objetivo desse estudo de descrever o desenvolvimento de uma adaptação no currículo escolar para alunos com dislexia, compreendo que, como diz González (2007, p. 31), “as adaptações não são rígidas nem permanentes”, ou seja, podem e devem ser revistas. À medida que a aprendizagem do aluno avança, se modifica, ou até mesmo, quando não se está percebendo que a ACI está beneficiando a sua aprendizagem, esta deve ser reorganizada pelos professores e equipe pedagógica.
A seguir, seguindo os objetivos específicos deste estudo, e ancorando-me nos estudos realizados, recomendo como ACI para o aluno disléxico:
Adaptação nos conteúdos: é importante mencionar que os conteúdos não sofrem reduções na ACI do aluno disléxico. Todo conteúdo pode ser trabalhado. O que precisa ser adaptado é a forma como desenvolvê-los. Adaptação nos objetivos: é coerente não esperar que o aluno disléxico leia
fluentemente ou compreenda textos com facilidade a partir da leitura individualizada ou oral. Pode-se desejar, no entanto, que participe de todas as propostas desenvolvidas em sala de aula. Propostas estas que deverão ser adequadas a sua necessidade, sejam individual ou grupal.
Adaptação na metodologia: aqui temos uma adaptação importante e que deve ser significativa. Já sabemos que todo conteúdo pode ser trabalhado com o aluno disléxico. No entanto, a maneira como desenvolver estes mesmos conteúdos precisa diferenciar-se, isto é, adaptar-se a sua precisão. Algumas adaptações recomendadas:
o trazer fotocópias do material a ser desenvolvido em aula ou, pelo menos, parte dele;
o não exigir que faça cópia de textos extensos; como não apresenta fluência na leitura e escrita, precisa muitas vezes apoiar-se na
sílaba, o que torna a cópia cansativa, levando-o a cometer muitos erros, podendo a letra ficar ilegível; o ideal é solicitar que copie alguns parágrafos, reduzir o texto a ser copiado;
o ajustar o tempo quando for exigido cópias e leituras, propiciar um tempo maior para que realize tais atividades;
o ler para o aluno o material escrito, pois a leitura lenta e fonológica pode exauri-lhe, contribuindo para a dificuldade na compreensão; o não exigir leituras orais perante o grupo quando estas o deixam
constrangido devido a sua dificuldade.
o Ensinar a resumir o que fora explicado/lido e compreendido quando realizar uma leitura, sintetizar o conteúdo.
o Permitir, se necessário, o uso de gravador e calculadora.
Adaptação na avaliação: aqui também a atenção do professor deve ser significativa:
o quando se tratar de avaliação escrita, o material deve ser lido ao aluno e/ou propiciar um tempo maior para a sua realização;
o valorizar as respostas escritas pelo conteúdo, e não pelos erros apontados de ortografia;
o preferencialmente avaliá-lo por argüição oral.
Adaptação no aprendizado de línguas estrangeiras: é muito difícil para o disléxico dominar a escrita e leitura de uma nova língua, visto que, já possui dificuldades para o aprendizado da língua materna. Sugere-se então:
o Enfatizar o aprendizado da escuta e fala da língua estrangeira. Evidentemente acrescenta-se a esta proposta de ACI o que deve ser considerado de cada aluno disléxico, com prioridade ao seu nível de compreensão leitora e escrita. Os casos estudados mostram que os problemas causados nas crianças, pelas dificuldades de leitura, não são todos iguais. Neste momento, de consideração das peculiaridades de cada um, a ACI passa a ser individualizada.
É muito importante destacar que em nenhum momento deixa-se de se investir no aluno disléxico para que alcance, dentro de suas condições, um nível melhor de
leitura e escrita. As sugestões aqui apresentadas constituem uma forma de possibilitar e desenvolver o trabalho escolar com o aluno.