E. DAVA DİLEKÇESİNİN İDARİ YARGILAMA USULÜ KANUNU’NUN
3. İdari Yargılama Usulü Kanunu m.5: Aynı Dilekçe İle Dava Açılabilecek
OBJETIVOS
Sensibilizar os enfermeiros do BOG para a realização da VPO.
Obter o compromisso dos enfermeiros relativamente ao dia em que se vai iniciar a realização da VPO. Elaborar um plano estruturado para a realização da VPO pelas enfermeiras do BOG.
A intervenção cirúrgica tem um enorme peso para o indivíduo que vai ser intervencionado, quer seja por doença grave ou não.
“A sala de operações é um meio enigmático, por ser o local onde se exerce um poder – o poder sobre a vida e sobre a morte”
AESOP, 2006
“Tanto a anestesia como a intervenção cirúrgica são factores geradores de stress” e “esta percepção da anestesia e da intervenção cirúrgica varia de intensidade, segundo as pessoas e a existência de experiências prévias (positivas ou negativas) ”
AESOP, 2006
O enfermeiro perioperatório está em posição privilegiada para ajudar o doente no período pré operatório, detendo os conhecimentos técnicos para fornecer as informações que o doente pretende e as que o enfermeiro tem a perceção de serem úteis à passagem do doente pelo BO.
Começou por ser uma necessidade Paixão de longa data (HDE)
É necessário que o enfermeiro perioperatório se desloque até ao doente, conhecendo-o e detetando as suas necessidades no período pré operatório, de forma a satisfazê-las em tempo útil antes da cirurgia.
Esta intervenção de enfermagem é válida para qualquer tipo de cirurgia e qualquer doente.
É necessário que o enfermeiro perioperatório reflita sobre todas as suas funções, não desconsiderando umas em prol de outras e avaliando prioridades que coloquem sempre o doente e a satisfação imediata das suas necessidades em primeiro lugar.
A VPO é um momento decisivo para o planeamento porque “…é a base para planificar uma ajuda individualizada e estabelecer objectivos de actuação”
AESOP, 2006, citando ATKINSON
Com a prática, o enfermeiro perioperatório adquire competências que o ajudam a interpretar as necessidades imediatas do doente durante a VPO, atuando depois em conformidade satisfazendo essas mesmas necessidades. “Necessidade é definida operacionalmente como um estado de carência do paciente que, quando suprido, alivia ou diminui o seu problema imediato ou aumenta o seu sentido de adequação e bem-estar” Orlando, 1978
O meu percurso no que respeita à realização da VPO, levou a uma estrutura da mesma baseada em princípios que fui observando e aprofundando através de pesquisa bibliográfica.
Garantia da qualidade dos cuidados perioperatórios
Humanização dos cuidados no BO Satisfação das necessidades dos doentes Promoção do nível de desempenho e satisfação do enfermeiro perioperatório ESTRUTURA DA VPO 1. O enfermeiro de anestesia, consulta o programa operatório identificando quais são os doentes que irão ser intervencionados no dia seguinte na sua sala de operações, bem como o tipo de cirurgia a que vão ser submetidos. ESTRUTURA DA VPO 2. Desloca-se ao serviço de internamento e consulta previamente o processo do doente, retendo a informação clínica que já foi alvo de um levantamento de dados por parte de outros profissionais (médicos e enfermeiros)
ESTRUTURA DA VPO 3. Apresenta-se ao doente, tratando-o pelo seu nome e explicando os objectivos da VPO. Enquanto isso, o enfermeiro já deve estar a avaliar o comportamento do doente (verbal e não verbal). ESTRUTURA DA VPO 4. Identifica as necessidades do doente, apresentando uma postura de disponibilidade e começando por ter a percepção dos conhecimentos deste acerca da sua intervenção cirúrgica e respetivos procedimentos perioperatórios.
ESTRUTURA DA VPO 4.1 Um doente no período pré
operatório pode pretender saber tudo sobre a sua cirurgia ou pode ter apenas necessidade de partilhar um sentimento ou preocupação com outro assunto que não esteja relacionado com a sua intervenção cirúrgica
ESTRUTURA DA VPO 4.2 O enfermeiro perioperatório deve ter a flexibilidade e a sensibilidade para realizar este tipo de avaliação e agir de imediato e em conformidade com cada situação.
ESTRUTURA DA VPO 4.3 É expectável que o doente
consiga transmitir as suas necessidades. No entanto, “a investigação confirma que as necessidades frequentemente não são satisfeitas porque a comunicação do paciente é inicialmente inadequada”. Tão importante como satisfazer as necessidades do doente é saber identificá-las. Orlando, 1978 ESTRUTURA DA VPO 5. Satisfazer de imediato as necessidades do doente identificadas, recorrendo à colaboração de outros técnicos de saúde (médico ou outro enfermeiro) se necessário.
ESTRUTURA DA VPO 5.1 A informação acerca dos
procedimentos perioperatórios, correspondendo a um dos objetivos da VPO, deverá ser fornecida sempre que possível e sempre que o doente assim o desejar.
ESTRUTURA DA VPO 6. No final da VPO, o enfermeiro deve obter o feedeback do doente confirmando se as suas necessidades foram satisfeitas.
CONCLUSÃO
O essencial na VPO é que o doente nos transmita verbalmente ou não as suas dúvidas/necessidades/problemas sendo estas esclarecidas /satisfeitas no decorrer da mesma, e que o contributo da enfermeira perioperatória vá além dos procedimentos técnicos de bloco operatório, atingindo a esfera dos sentimentos dos doentes e dos profissionais bem como o suporte psicológico ao doente.
CONCLUSÃO
A enfermagem perioperatória tem como função “identificar as necessidades físicas, psicológicas e sociológicas do indivíduo, pôr em prática um plano de cuidados individualizado que coordene as suas acções, baseado no conhecimento das Ciências Humanas e da Natureza, a fim de restabelecer ou conservar a saúde e o bem-estar do indivíduo antes, durante e depois da cirurgia”
AESOP, 2006, citando a AORN, 1985
CONCLUSÃO
O trabalho de enfermagem só se completa quando estão presentes na sua intervenção os aspetos da técnica e os aspetos psicológicos, contribuindo os últimos, no caso dos doentes cirúrgicos, para a humanização dos procedimentos no BO.
CONCLUSÃO
Com a realização da VPO, a qualidade dos cuidados perioperatórios aumenta substancialmente e a visibilidade da enfermagem perioperatória cresce notoriamente. BIBLIOGRAFIA Orlando, I. J. (1978). O Relacionamento dinâmico Enfermeiro/Paciente. São Paulo: Universidade de São Paulo. Portugueses, A. E. (2006). Enfermagem Perioperatória: Da Filosofia à Prática dos Cuidados. Camarate: Lusodidata.
OBRIGADA PELA VOSSA ATENÇÃO