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İşletmeden İşletmeye E-Ticaret (Business to Business B2B)

2.6. E-TİCARETİN TÜRLERİ

2.6.3. E-Ticarete Konu Olan Taraflara Göre

2.6.3.1. İşletmeden İşletmeye E-Ticaret (Business to Business B2B)

Ao tratar da necessidade do trabalho emancipado, não se pretende a extinção do trabalho, mas resgatá-lo de um contexto opressor e alienante. É a busca pela apropriação coletiva, a descentralização e a participação consciente no processo produtivo, que parte do trabalho mas vai para além dele e permeia a vida em sociedade.

No processo de incubação e desenvolvimento da tecnologia social, o processo educativo diferencia-se por não se pautar apenas em fins instrumentais, mas no processo em si, que é fortalecido pelas relações cotidianas, abertas e participativas. Tratam de dar sentido a uma relação na qual entra a criatividade, a novidade, a incerteza, o entusiasmo, o envolvimento e a entrega pessoal.

É possível averiguar que a inserção de tecnologias desenvolvidas para um sistema de produção verticalizado, onde o ritmo de produção é ditado pela máquina e

onde o trabalhador possui o mínimo de controle possível da produção, ficando este papel a cargo de engenheiros e gerentes de produção, tem se mostrado contrária à autogestão desses grupos - haja vista que a aderência por formas alternativas foi bem recebida pelos grupos. Mas não só a tecnologia alternativa prova a aceitação; também o processo de construção participativo que leva ao sentido de pertencimento.

A prática da incubação realizada pela ITCP/Unicamp tem evidenciado que é necessário o reprojetamento de tecnologias já existentes e o desenvolvimento de novas tecnologias que incorporem interesses e valores dos grupos que farão uso desta técnica. Além da busca por melhor produtividade, tais empreendimentos, que se organizam de forma horizontal, ultrapassam a questão prática do método, aferindo a este modo de trabalho questões importantes como as de gênero, saúde do trabalhador e senso de comunidade. Isto revela um estilo de trabalho e vida alternativo praticado por eles. Estas são questões fundamentais que acabam sendo tratadas a partir de um estímulo anterior: a humanização do trabalho.

Já a relação de preservação dos grupos assessorados possui um teor de dominação disfarçado que não condiz com o discurso aferido, pois é eminente a rejeição das relações postas de cima para baixo. Colocá-los como sujeitos plenos de suas atividades, independentemente de seu grau de instrução ou formação, também propicia a vivência necessária para a reprodução deste modo de trabalho. Formas alternativas, mesmo não partindo das ITCPs, podem ser incorporadas, mesmo porque o discurso de agregar discussões de todos os tipos, carregado pelo coletivo, pode se contradizer.

Há uma concepção filantrópica de solidariedade, mas aqui enfatizamos uma concepção política, onde a ideia de Economia Solidária procura resgatar de forma recriada princípios cooperativistas e autogestionários originalmente estabelecidos por experiências associativas de trabalhadores europeus no século XIX.

Nem todas as iniciativas da ES são de caráter associativo, muitas são individuais ou familiares. Por outro lado, nem todas são de caráter econômico, muitas se organizam para reivindicar direitos básicos, solucionar demandas imediatas ou atender a outros aspectos da manutenção da vida, sejam sociais, culturais ou religiosos, mas não necessariamente econômicos.

Estas formas de organização realizam uma “nova forma de política” (CUNHA, 2003), visto que, em sua maioria, os participantes são pertencentes a setores excluídos da sociedade, mas assumem um papel ativo na reconstrução de espaços políticos onde podem pressionar por políticas de desenvolvimento alternativo.

Neste momento, duas dimensões principais emergem do processo de consolidação de cooperativas e outras formas de economias solidária: uma dimensão econômica, enquanto atividades econômicas que garantam meios de vida aos seus integrantes; e uma dimensão política, enquanto organizações coletivas onde prevaleçam prática democráticas, cooperativas e autogestionárias entre os integrantes. Embora, muitas vezes, apenas uma delas tenda a ser enfatizada, ambas são fundamentais para que espaços democráticos de trabalho de concretizem.

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Benzer Belgeler