İşyeri sayısı Number of workplaces
1.16. İşkollarına ve sendikalara göre işçi ve sendikalı işçi sayıları,Temmuz 2018 (devam)
O assistente social tem sido chamado e reconhecido como capacitado para trabalhar com os mecanismos de controle social, nos quais vem atuando em vários conselhos de gestores, saúde, assistência social, etc.
Essa atuação tem se dado na assessoria, criação, organização e no acompanhamento desses conselhos, na capacitação de conselheiros, ou ainda como pesquisador, representando sua categoria, ou segmento de usuário, ou mesmo como gestor (CORREIA, 2005, p. 228).
Os conselhos têm se mostrado como espaços contraditórios, ambíguos, em que se podem legalizar e legitimar as decisões e políticas de interesse do capital e a mercantilização da saúde, como pode deliberar a favor dos interesses e necessidades dos trabalhadores e da população em geral, no acompanhamento e defesa das despesas com as políticas sociais.
Assim, diz Correia (2005),
com a possibilidade de que o controle social se exerça na perspectiva dos interesses das classes subalternas, o assistente social pode passar de mero executor das políticas previamente estabelecidas a colaborador da efetivação do referido controle (p. 229).
É importante ressaltar o papel de colaborador nessas ações de efetivação do espaço democrático nas etapas de planejamento, execução, avaliação e, principalmente, nas decisões dos gestores públicos com saúde. Especificamente no caso do servidor público, ainda não estão implementados esses espaços, tanto para intervenção do assistente social, quanto para os trabalhadores no serviço público, demarcando o controle que se quer, ou seja, na sua totalidade.
A ação do Serviço Social na participação social sempre existiu, e foi requisitada, ora contribuindo com o Estado no controle sobre a sociedade, ora colaborando com os movimentos sociais no controle das ações do Estado para que políticas sociais atendam às necessidades da coletividade, que pagam impostos direta e indiretamente; portanto, é a população que deve decidir onde e como os recursos devem ser gastos.
Reconheçamos os limites na atual conjuntura, de minimização das políticas sociais, desestímulo da criação dos espaços democráticos de participação dos trabalhadores e da população, em que o controle dos gastos públicos necessita ter mais visibilidade e coletividade, pois ainda está muito concentrado nas mãos dos mandatários do poder.
Diante do exposto, alguns requisitos constituem-se em desafios para essa nova demanda profissional, comprometida com os trabalhadores e as classes subalternas. Na análise de Correia (2005, p. 229), o assistente social, como auxiliar do controle social, denominado de colaborador, para não ser confundido com as atribuições dos profissionais de carreira pública, como são exemplos o auxiliar de enfermagem, auxiliar administrativo, auxiliar de laboratório, etc., e também por considerar uma atividade da prática social, coletiva, não apenas especifica do assistente social, embora reconheça a predominância desse profissional nos conselhos, conforme demonstra Correia (2005), em Alagoas.
Assim essa prática do assistente social, segundo a autora (CORREIA, 2005, p. 229) requer um profissional que, dependendo das exigências da realidade, deve ter capacidades técnica e teórica para exercer o papel de colaborador, e para isso necessita de aporte teórico, que seja referencial para sua prática na compreensão histórica da política social específica na qual atua, observando os determinantes sociais na sua totalidade numa sociedade de classes, articulando às determinações macroestruturais.
Conhecimento dos aspectos legais e jurídicos que regem a política social específica, e capacidade de análise conjuntural constante em todas as estâncias: nacional, estadual e municipal. Compreensão de que os espaços de participação são contraditórios (legitimação do gestor e cooptação dos movimentos ou ampliação da democracia na garantia de direitos e avanços da política especifica). Capacidade de elaborar planos, programas, projetos participativos e de elaborar e intervir nos orçamentos, tornando-os acessíveis à população envolvida.
Além da competência técnica e teórica e política, requer habilidade para exercer o papel de articulador e educador popular, promovendo a capacitação dos conselheiros e da população usuária. Articulação com as demais políticas sociais afins; informação sobre as práticas de outros profissionais que atuam na área para possíveis alianças; habilidade para articular a composição dos conselhos sem a ingerência do gestor. Estar atento para que a representatividade dos membros dos
conselhos não se descole de suas bases e traduza os reais interesses da população.
Competência para capacitar conselheiros e/ou população usuária para o exercício do controle social, como também a consciência dos limites e das possibilidades da participação social em espaços institucionais, na perspectiva do controle social sobre as ações do Estado e sobre o Fundo Social: o novo, nessa prática social, exercida pela participação popular no controle, está no protagonismo do coletivo, na sua totalidade, ou seja, não basta opinar, planejar, tem que decidir, e definir, controlar o fundo social voltado para a política social específica, ou seja, a saúde do trabalhador público independentemente das relações/vínculos estabelecidos com o Estado.
A conjuntura atual continua sendo desfavorável, mas, diante das circunstâncias, o assistente social e os demais profissionais precisam ter lucidez e competência para o desenvolvimento de uma prática coerente, que, no caso do assistente social, está expressa no compromisso ético-político assumido com as necessidades e os interesses das classes subalternas excluídas das políticas sociais.
Correia (2005, p. 231) alerta para que o controle social extrapole os espaços instituídos, a exemplo de alguns conselhos, pois têm se constituído em espaços de gestão da reprodução do capital, que vêm desvirtuando o legalmente assegurado, para que aglutinem forças capazes de se contrapor à ordem vigente do capitalismo, sob a égide do sistema financeiro internacional, que nega a verdadeira liberdade humana e social em detrimento da liberdade do mercado, ou seja, “a guerra de todos contra todos”, destruindo o sentido social do trabalho.
Sobre a atuação do assistente social nos Conselhos de Saúde, Correia mostra o crescimento desse profissional na prática do controle social da população sobre as políticas públicas e dos gastos sobre estes, juntamente com outros profissionais, médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, etc.
3.5.2. Análise da atuação do assistente social em relação às especificidades