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İşçinin İş Sözleşmesini Haklı Olarak Feshetmesi

Belgede İşyerinde psikolojik taciz (sayfa 106-111)

A. İşyerinde Psikolojik Tacizde Mağdur İşçinin Hakları

2. İşçinin İş Sözleşmesini Haklı Olarak Feshetmesi

O esgoto sanitário de São Calos-SP chega à ETE - Monjolinho por meio da ação da gravidade, não havendo, portanto, gastos de energia para este fim. O bombeamento foi adotado apenas para os bairros Cidade Aracy e Jardim Gonzaga, localizados a menor altitude em relação à ETE, a solução mais viável economicamente de acordo com a autarquia.

O tratamento de esgoto sanitário da ETE – Monjolinho é constituído por: tratamento preliminar (gradeamentos grosso e fino, desarenadores e reator para degradação de gorduras e óleos - retirados pelos escumadores dos desarenadores); tratamento biológico com reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASBs); flotação por ar dissolvido para a remoção de sólidos suspensos gerados no processo biológico - precedido de floculação com coagulantes metálicos e polímeros

(para a remoção de fósforo) (CAMPOS, 2013); desinfecção do efluente final com radiação ultravioleta (UV) e por pós-aeração do esgoto tratado em escada hidráulica, antes que este seja lançado ao Rio Monjolinho.

De acordo com Campos (2013), foi implantada uma rede de coleta de gases por exaustão mecânica em diversos pontos da ETE para redução de odor, sendo que os gases coletados são destinados a leitos enterrados. Segundo o autor, estes leitos são constituídos por fragmentos de carvão umedecidos, onde ocorrem processos físicos e biológicos que retêm e degradam compostos responsáveis pelo mau odor.

Antes de chegar à ETE, o esgoto bruto passa por três caixas de dissipação de energia (Figura 7) e é direcionado ao Tratamento Preliminar (Figura 8).

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 7 - Caixas de diminuição de energia na

O esgoto afluente é encaminhado para os gradeamentos grosso e fino mecanizados, para a retenção e remoção de sólidos grosseiros. A grade grossa possui maior espaçamento e retém sólidos maiores, como plásticos, grandes galhos, roupas, animais (roedores, por exemplo), entre outros; já a grade fina, retém e remove sólidos grosseiros de menor tamanho que passam pela grade grossa (Figura 9).

Figura 8 - Tratamento Preliminar. À esquerda, reator para degradação de

gorduras e óleos; à direita, gradeamento e desarenadores.

Os sólidos grosseiros retidos são removidos para esteiras (Figura 10), e seguem para caçambas, onde ficam armazenados até que sejam destinados ao aterro sanitário de Paulínia/SP (Figura 11).

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013). Figura 10 - Esteira condutora de sólidos

do gradeamento para caçambas (Tratamento Preliminar).

Figura 9 - Gradeamentos grosso (esquerda) e fino (direita).

O esgoto gradeado segue então à calha Parshal de entrada, onde recebe dosagem de hidróxido de sódio (NaOH) - alcalinizante importante para o bom funcionamento dos reatores UASB - e a medição do fluxo afluente à ETE (Figura 12).

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 12 - Calha Parshal entre o gradeamento e os

desarenadores.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (202).

Figura 11 - Caçambas para armazenamento de

Após a calha Parshal, o esgoto flui para dois desarenadores, cujas tubulações centrais removem areia, destinando-a a uma canaleta lateral e então para o armazenamento em caçambas, que também são destinadas ao aterro sanitário de Paulínia/SP (Figura 13).

Os raspadores superficiais dos desarenadores retêm e removem escuma, cujo destino é o reator para degradação de gorduras, para a digestão anaeróbia do material flutuante (CAMPOS, 2013). Este é um dos pontos onde há leitos enterrados para o controle de odor. Trata-se de um sistema de filtros biológicos externos, sob os quais existem várias mantas interpostas à terra, para o tratamento de gases provenientes deste reator.

Nas porções finais dos desarenadores, há a adição de cloreto férrico (FeCl3) para atenuar o mau odor de ovo podre, característico de gás sulfídrico (H2S),

que é liberado pelas reações químicas anaeróbias dos reatores UASBs (Upflow Anaerobic Sludge Blanket).

O esgoto preliminar flui então para os reatores UASBs ou Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente (RAFA) (Figura 14). Ao chegar aos reatores, o afluente é distribuído de maneira homogênea por meio de tubulações que se subdividem desde as porções superiores até as inferiores, em um total de 768 tubos.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013).

Os reatores UASB possuem lodo rico em bactérias anaeróbicas, que realizam a degradação de matéria orgânica, sistema lateral de descarte de lodo biológico (Figura 15) para melhor eficiência e um sistema para a coleta de gases produzidos no processo de decomposição do esgoto, em especial, o biogás.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 15 - Sistema lateral de descarte de lodo dos

reatores UASBs.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013). Figura 14 - Reatores UASB.

O lodo biológico segue para uma câmara de armazenamento e o biogás para queimadores do tipo “Flare”, cujas chamas são mantidas sempre acesas por meio de GLP (gás liquefeito de petróleo) (Figura 16).

Dos reatores UASB, o efluente segue para um tanque de mistura rápida, onde recebe polímeros e cloreto férrico (FeCl3), este promovendo

adicionalmente a precipitação de fósforo (Figura 17).

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013). Figura 16 - Queimadores “Flare”.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 17- Tanque de mistura rápida e unidades com polímeros

O esgoto é assim encaminhado a floculadores, onde por meio da mistura lenta, ocorre o processo de coagulação/floculação e, em seguida, ao processo de flotação, mecanismo pelo qual a inserção de ar dissolvido em parcela de esgoto pressurizada e recirculada permite a ascensão das partículas floculadas (Figura 18).

Estas partículas formam um lodo químico nas porções superiores dos flotadores, que é removido por raspadores, destinado a canaletas (Figura 19) e então à mesma câmara para onde seguiu o lodo biológico dos reatores UASB. Todos os dias, é realizado o descarte de fundo dos flotadores para a remoção de pequena parte do lodo que sedimenta.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012). Figura 18 - Flotador da ETE-Monjolinho.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 19 - Canaletas para remoção de lodo no Flotador e amostra evidenciando a qualidade do

O lodo gerado tanto nos reatores UASB quanto nos flotadores é desaguado por uma centrífuga (Figuras 20 e 21) e segue, ainda com cerca de 75% de umidade para o aterro sanitário de Paulínia-SP (Figura 22), como os rejeitos sólidos gradeados e a areia do tratamento preliminar. A porção líquida proveniente do desaguamento do lodo retorna à montante dos reatores UASB.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012).

Figura 20 - Área das centrífugas. Ao fundo, ETA de serviço.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012). Figura 21 - Centrífuga da ETE-Monjolinho.

Segundo Campos (2013), há planos futuros para a implantação de secagem térmica do lodo, sendo que parte do lodo seco será utilizada como combustível na fornalha do secador térmico e o restante será reaproveitado como fertilizante. Do mesmo modo, de acordo com o autor, há a previsão de que o biogás advindo dos reatores UASB também seja reutilizado na fornalha do secador térmico futuramente. O efluente dos flotadores é destinado ao processo de desinfecção, cujos raios UV têm o objetivo de remover organismos patogênicos (Figuras 23 e 24).

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012). Figura 22 - Caçamba com lodo desaguado.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012). Figura 23 - Área de desinfecção por UV.

Há ainda uma Estação de Tratamento de Água de serviço (ETA de serviço) para a filtração e cloração de parte do efluente final (Figura 25), que é direcionada para a caixa d’água na entrada da Estação e fica então disponível para reutilização em serviços gerais da ETE.

Na última etapa do processo, o esgoto tratado é encaminhado para a calha Parshal de saída e flui por uma escada hidráulica para melhorar sua oxigenação antes de desaguar no Rio Monjolinho (Figuras 26, 27 e 28).

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012).

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 28 - Esgoto tratado da ETE segue ao rio Monjolinho.

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2012). Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2013).

Figura 27 - Escada hidráulica. Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2013).

Em meados de 2012, foram realizadas na ETE-Monjolinho obras complementares, que abrangem: a interligação do sistema de coleta dos bairros Cidade Aracy, Jardim Medeiros, Jardim Cruzeiro do Sul e Antenor Garcia com a ETE Monjolinho (Figura 29); o sistema de desinfecção por UV; drenagem interna e externa; pavimentação interna; duplicação do sistema de desaguamento de lodo (instalação de centrífuga adicional); urbanização e paisagismo; sistema de dosagem de produtos; o sistema de exaustão e controle de odores; sistema de coleta de amostras e a impermeabilização das lajes e dos reatores UASB (PMSC, 2013).

A eficiência da ETE foi definida com base na Classe do rio Monjolinho, sua vazão mínima de referência e capacidade de autodepuração. A meta inicial era a de se promover eficiência de remoção de DBO de 90%, remoção elevada de Fósforo e desinfecção com UV, de modo que o Número Mais Provável (NMP) no corpo receptor não ultrapassasse o valor de 1000/100mL (CAMPOS, 2013).

O Monjolinho é um rio Classe quatro e, de acordo com a legislação pertinente, não haveria a necessidade de se realizar a desinfecção do efluente final; este poderia seguir diretamente para o rio. No entanto, considerou-se a realização de um tratamento para um rio Classe três, admitindo-se a possível futura elevação de Classe do rio Monjolinho, que pode chegar a dois quando da implantação dos tanques de aeração após os reatores UASB (CAMPOS, 2013).

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2012).

Figura 29 – Parte da ETE-Monjolinho, concebida nas obras

complementares, para a interligação do sistema de coleta de bairros da cidade.

Os parâmetros analisados relacionados à eficiência da ETE- Monjolinho, exigidos pelo Decreto Nº 8468 da CETESB, estão no Quadro 2.

Quadro 2 - Parâmetros de eficiência da ETE-Monjolinho.

Parâmetros Unidades

DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) mg de O2/ L

DQO (Demanda Química de Oxigênio) mg/L

Série de sólidos (sólidos totais - fixos e voláteis, sólidos

sedimentáveis totais, sólidos suspensos - fixos e voláteis) mg/L

Nitrogênio orgânico mg/L

Nitrogênio amoniacal mg/L

NTK (Nitrogênio total Kjeldahl) mg/L

Fósforo (P) mg/L

pH Escala de 1 a 14

Óleos e graxas mg/L

Alcalinidade mg/L CaCO3

Alcalinidade a ácidos voláteis mg/L

Oxigênio dissolvido mg/L

Coliformes fecais NMP/100 mL

Coliformes totais NMP/100 mL

Fonte: Poliana Arruda Fajardo (2013). Com base em informações da ETE-Monjolinho.

A coleta de amostras é realizada pelos operadores da Estação uma vez por semana ou quando necessário, durante 24 horas, em intervalos de uma em uma hora, para a análise desses parâmetros no esgoto bruto, esgoto tratado e também nos afluentes e efluentes de reatores UASB e flotadores.

Há também mais uma coleta de amostras por semana para análise de parâmetros requeridos pelo PRODES, como: coliformes totais, coliformes fecais, fósforo, DBO e Sólidos Sedimentáveis Totais (SST). Ocorrem em intervalos de uma em uma hora, durante 24 horas, somente com o esgoto bruto e esgoto tratado.

Segundo informações, parâmetros de eficiência descritos no Quadro 2 são analisados também por um laboratório contratado pelo SAAE.

O laboratório da ETE-Monjolinho (Figura 30) também analisa a pureza de substâncias adquiridas para o tratamento do esgoto sanitário, como o FeCl3

(cloreto férrico), NaOH (soda cáustica), PAC (Policloreto de Alumínio) e Polímero catiônico em emulsão.

A administração da Estação pretende instalar no laboratório da ETE- Monjolinho a NBR ISO/IEC 17025:2005, cujo objetivo principal é atestar a confiabilidade de resultados obtidos em laboratório. De acordo com informações, os

planos são para que o processo de instalação inicie-se em dezembro de 2013 e termine em aproximadamente um ano.

Fonte. Poliana Arruda Fajardo (2013). Figura 30 - Laboratório da ETE-Monjolinho.

5METODOLOGIA

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