I- İşçiye İlişkin Geçerli Nedenler
2- İşçinin Davranışlarından Kaynaklanan Geçerli Nedenler
A utilização de nodos e arcos para a representação de conhecimento foi proposta na década de 60 por Quilliam34, que propôs um modelo computacional da memória humana denominado memória semântica. A partir daí as redes semânticas foram sendo desenvolvidas na área de IA como uma forma de capturar o conhecimento de um domínio.
Rezende (2003) define uma rede semântica como um grafo rotulado35 formado por: a)
objetos que podem ser indivíduos, coisas e conceitos de um domínio, também denominados nós e b) um esquema de arcos ou arestas, também denominado links. A Figura 11 mostra um exemplo de uma rede semântica composta de categorias (Mamíferos, Pessoas, Pessoas Femininas e Pessoas Masculinas) e nomes de objetos (Maria e João) representados por elipses e as relações entre eles representadas por arcos rotulados. Russel e Norvig (2004) afirmam que a organização de objetos em categorias é uma atividade importante da representação do conhecimento, pois serve para organizar e simplificar a base de conhecimento por herança. Assim, como na orientação a objetos, as redes semânticas podem produzir dois tipos de relações: “é um” (is a), na qual as relações encontram-se numa taxonomia hierárquica; e “parte-de” (part-of), na qual um objeto é componente de outro.
34 Informação obtida em http://www.das.ufsc.br/gia/softcomp/node27.html
Figura 11 – Uma rede semântica com dois objetos e quatro categorias.
Fonte: adaptado de Russell e Norvig (2004, p.340)
Uma das vantagens desse instrumento de representação de conhecimento, apontada por Rezende (2003), é o poder que os mecanismos de inferência têm de derivar as propriedades de objetos mais gerais para os mais específicos (procedimento esse chamado de herança de propriedades). No exemplo da Figura 11, o objeto Maria recebe as propriedades da categoria Pessoas Femininas da qual faz parte, que por sua vez herda as propriedades das categorias Pessoas e Mamíferos. Russel e Norvig (2004) complementam dizendo que as redes semânticas oferecem gráficos que ajudam na visualização da base de conhecimento e algoritmos eficientes para dedução de propriedades de objetos de acordo com suas categorias. Entretanto, as representações gráficas impõem limitações expressivas pela falta de semântica formal que podem restringir o uso da linguagem (DONINI, LENZERINI e NARDI, 1997; REZENDE, 2003).
Os fundamentos das redes semânticas foram direcionados para alguns modelos que buscam organizar e representar conhecimento como os mapas conceituais (NOVAK e CAÑAS, 2008), que utilizam links para definir relacionamentos entre conceitos (também chamados de unidades semânticas) e a linguagem de modelagem unificada do paradigma orientado a objetos (BOOCH, JACOBSON e RUMBAUGH, 2006), que representa os diagramas de classes e de objetos através de associações semânticas entre eles. Algumas linguagens para descrição de recursos na Web (compõem a arquitetura da Web Semântica) utilizam um modelo de grafo, cuja fundamentação provém das redes semânticas. O modelo descreve os recursos e os objetos como nós e os predicados como arcos que ligam os nós. A modelagem unificada e alguns modelos de representação de conhecimento na Web serão
Mamíferos
Pessoas
Subconjunto de
Pessoas
Femininas Masculinas Pessoas
Maria João
Subconjunto de Subconjunto de
Irmã de
apresentados mais adiante nesse trabalho, tendo em vista a relação dos mesmos com as ontologias.
2.3.1.2 Frames
O conceito de Frames surgiu na década de 70 a partir do aparecimento da teoria dos Frames, uma derivação das redes semânticas, como uma forma de representar o conhecimento de um objeto através da observação visual do mesmo. Segundo Maida (1987)36 e Minsky (1975)37 apud Resende (2003), Frame é um termo usado para designar um
agrupamento de conhecimento relevante a uma coisa, um indivíduo, uma situação ou um conceito. Possui um nome para identificar o conceito por ele definido e um conjunto de atributos denominados slots, que contêm valores ou ponteiros para valores. Um slot também possui um nome e é constituído de atributos, denominados facetas. As informações encontradas nas facetas explicitam os valores que o slot pode assumir ou a maneira de calcular ou deduzir o seu valor através de procedimentos (similar ao método da orientação a objetos). A Tabela 5 apresenta uma representação de um Frame Mobília.
Slots Valores associados (facetas)
Especialização Mobília
Número de cantos Número inteiro (iniciando com 4)
Estilo de base madeira
Número de cadeiras 2, 4 ou 6
Tabela 5 – Representação do Frame Mobília
Fonte: o próprio autor
Uma característica importante nesse tipo de instrumento de representação é a herança de propriedades, na qual uma classe especializada (especialização do frame-pai) pode herdar todas as propriedades da classe geral (generalização do frame-filho), permitindo a distribuição da informação sem duplicação (similar à estrutura hierárquica da orientação a objetos).
Assim como no modelo orientado a objetos, os frames possibilitam a simplificação de código e um sistema de fácil leitura e manutenção, porém não possuem semântica formal capaz de realizar deduções eficientes (BAADER, HORROCKS e SATTLER, 2003). Atualmente, os sistemas utilizam mais a orientação a objetos, entretanto existem muitos
36 MAIDA, A.S. Frame Theory. John Wiley & Sons. 1987
sistemas legados38 utilizando as técnicas de frames (REZENDE, 2003). Algumas linguagens de representação de ontologias também incorporam a teoria dos frames em seus construtores como a Flogic - Frame Logic (KIFER, LAUSEN e WU, 1995), que integra frames com cálculo de predicados de primeira ordem; a RDF – Resource Descrption Framework (LASSILA e SWICK, 1999), que captura o formato e propriedades dos objetos na Web, além de especificar a semântica dos dados através de objetos e relacionamentos; e a OIL – Ontology Interchange Language (FENSEL et al., 2001), que contém as principais construções existentes em frames e em lógica descritiva. Além de linguagens, algumas ferramentas para construção de ontologias como o Protégé – Frames39 utilizam Frames para especificar objetos que irão compor às ontologias.