5. ARAŞTIRMA METODOLOJİSİ
5.2. Araştırma Yöntemi
5.2.1. İçerik Analizi Kategorileri Ve Birim Tanımları
Por mais que as estratégias ambientais passem a surgir nas organizações para suprir uma demanda de um mercado altamente competitivo e globalizado, se faz necessário entender que as estratégias sejam elas deliberadas ou emergentes ao serem formuladas e implementadas nas organizações darão início a um processo de mudanças organizacionais que poderão alterar o modo de operar das mesmas.
Segundo Donaire (1999), nas últimas décadas tem ocorrido uma mudança muito grande no ambiente em que as empresas operam: as empresas que eram vistas apenas como instituições econômicas com responsabilidades referentes a resolver problemas econômicos fundamentais (o que produzir como produzir e para quem produzir) têm presenciado o surgimento de novos papeis que devem ser desempenhados, como resultado das alterações do ambiente em que operam.
Essa mudança pode ser entendida por haver como um pano de fundo um viés econômico, uma vez que, o interesse em desempenhar novos papéis que leve em consideração aspectos ambientais parte do interesse econômico que as organizações têm.
Nesse contexto percebe-se que, mais precisamente do final da década de 90 até os dias de hoje as organizações vem passando por diversas mudanças nos processos produtivos. No que diz respeito à formulação de estratégias que levem em considerações as questões ambientais, isso decorre do entendimento de que a organização passa a ter responsabilidade sobre os danos que ela venha causar ao ambiente.
Ainda de acordo com Donaire (1999), essas mudanças baseiam-se na perspectiva de que apesar do visível sucesso obtido pelo sistema capitalista, em consequência de uma eficiente combinação de tecnologia, ciência e de uma eficaz administração dos recursos, quando confrontamos seus resultados econômicos e monetários com outros resultados sociais, tais como redução da pobreza, degradação de áreas urbanas, controle de poluição, verifica-se que ainda há muito a ser conseguido.
No que diz respeito às questões ambientais somente na última década as organizações passaram a entender um pouco mais o seu papel perante a sociedade para o alcance de um desenvolvimento que possa levar em considerações o meio ambiente em que operam por isso os processos de mudança organizacional nas organizações não são processos que podem
62 iniciar e ser finalizado de maneira definitiva, uma vez que, a dinâmica dos mercados e das demandas da sociedade não permite, fazendo com que esse processo de mudança esteja sempre acessível nas organizações.
Para Fujihara e Lopes (2009), a razão para essas mudanças são várias, porém dois fatores podem ser apontados como importantes nessa mudança de visão: o conceito de “poluição” e o uso de estratégias ambientais para buscar maior legitimidade social perante os seus stakeholders.
Esses conceitos podem ser entendidos como um dos pontos fundamentais para o processo de mudança que as organizações passam para formulação de novas estratégias que contemplem aspectos ambientais. De acordo com Aligleri (2011), na medida em que a empresa envolve-se com um modelo de negócio que avalia as consequências e impactos de suas decisões e ações para além de análises financeiras, comtemplando aspectos sociais e ambientais, ela está comprometida com a sociedade e a sustentabilidade.
No entanto, esse compromisso vai de encontro com o compromisso que a organização tem com ela mesma, ou seja, muitas vezes a sobrevivência da mesma poderá estar ligada a forma pela qual ela atua levando em conta os aspectos ambientais, visto que, isso pode ser um diferencial dos seus concorrentes e caso a organização não haja nesses termos poderá sofrer consequências.
No que se refere ao processo de mudança organizacional em si, Kisil (1998), afirma que um dos grandes marcos do mundo contemporâneo é o fenômeno da mudança. Para o autor as mudanças serão resultados das continuas transformações que se dão nos campos políticos, econômicos, tecnológicos e filosóficos, desta forma a mudança passa a ser palavra de ordem para as organizações.
Entende-se que as estratégias ambientais que podem ser implantadas pelas organizações dão margem a um processo de mudança organizacional, que deve levar em consideração algumas variáveis externas como: política, economia, tecnologia entre outros.
Contudo, esse processo de mudança organizacional via estratégias ambientais deve levar em consideração os aspectos positivos e negativos que irão surgir em meio a esse processo de mudança, visto que, envolvem mudanças relacionadas a pessoas dentro da organização, a sociedade, a economia da região e diversos outros aspectos. Deste modo esse
63 processo nos leva a pensar quem na verdade é beneficiado e por quanto tempo esse processo de mudança será bom.
Uma vez que ao serem inseridas novas estratégias nas organizações, as mesmas tendem a passar por um processo de reorganizações dos seus processos, do capital humano, dos seus recursos e até mesmo das suas capacidades. E esse processo de reorganização ou adaptação quando for o caso irá certamente implicar em mudanças organizacionais.
Para Kisil (1998), o processo de mudança organizacional implica em entender que: 1. Mudar é um processo que envolve pessoas, organizações e sistemas sociais;
2. Requer que se conheça a razão de mudar e as forças desestabilizadoras do atual “status quo”; 3. Conhecer o que se quer mudar;
4. Que se conheça de onde está partindo e aonde se quer chegar; 5. Exige organizar e gerenciar o processo de mudança;
6. Exige de quem tem autoridade a decisão de mudar
Pode-se entender que o processo de mudança organizacional por mais que seja feito de forma coordenada, precisa ser planejado e pensado por parte da organização, uma vez que, há necessidade que tenham consciência que ao formularem novas estratégias passarão por mudanças quando forem implementadas tais estratégias, e necessitam conhecer quais caminhos pretendem seguir, para que assim possam gerenciar o seu processo de mudança.
Ainda de acordo como o autor qualquer que seja a mudança adotada, as organizações estão sempre sujeitas a situações mutáveis, tanto no contexto externo como no contexto interno. Deste modo, quando se trata da formulação de novas estratégias de gestão ambiental as organizações passarão por um processo de mudança organizacional que receberá influências diversas.
Essas influências podem ser percebidas por ser a gestão ambiental empresarial um processo dinâmico e não estático, ou seja, a gestão ambiental é um processo mutável que pode receber as mais diferentes influências advindas da sociedade, de clientes específicos, consumidores e demais stakeholders.
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Figura 7: Processo natural de mudança organizacional Fonte: Adaptada de Kisil (1998).
Pode-se considerar o processo de mudança organizacional, como sendo um fator natural nas organizações, onde as mesmas estarão sujeitas a constantes mudanças de forma natural, e toda e qualquer organização estará sujeita as forças desestabilizadoras para seu status quo.
Especificamente no que se refere ao processo de mudança organizacional a partir da implementação de novas estratégias de gestão ambiental o modelo proposto por Kisil (1998), se adequa quando menciona as forças desestabilizadoras, uma vez que, as estratégias ambientais formuladas pelas organizações podem ser entendidas como frutos de um ambiente dinâmico de constantes mudanças.
Segundo o autor as forças desestabilizadoras que podem interferir no processo de mudança organizacional podem ser encontradas de duas formas: internas e externas. Podem ser entendidos como forças os fatores sociais (valores de meio ambiente não poluído), políticos, econômicos e tecnológicos.
No que diz respeito às forças internas, são exemplos claros os novos métodos de trabalhos inseridos na organização, novos objetivos (metas) organizacionais e os recursos organizacionais excedentes. FORÇAS DESESTABILIZADORAS • Necessidade de mudança organizacional TAREFAS INDIVIDUAIS • Processos organizacionais • Direção estratégica • Cultura organizacional RESULTA EM: • Organização alterada • Houve mudança desejada? • Se sim nova organização.; • se não há necessidade de
65 Nesse contexto, é de fácil percepção entender que todas essas forças desestabilizadoras culminarão em um processo de mudança organizacional, contudo, os resultados dessas forças poderão ser percebidos através de, por exemplo, o desenvolvimento de novos modelos e instrumentos de controle da poluição, como também o surgimento de novos grupos de pressão para maior controle ambiental, que são frutos das forças internas e externas que a organização receberá.
Mas, é importante ressaltar que todo esse processo de mudança organizacional necessita de um gerenciamento, uma vez que, pode acontecer em fases e momentos distintos, já que cada uma dessas forças poderá aparecer em momentos distintos e com intensidades diferentes dependendo da organização e da localidade em que a mesma está inserida.
Para Lewin (1999), o processo de mudança organizacional está divido em três fases, como mostra a figura 05 a seguir apresenta essas fases:
De acordo com a figura 05 o processo de mudança organizacional nas organizações é entendido a partir de três fases, essas fases podem ser entendidas da seguinte forma:
• Descongelamento: fase inicial do processo de mudança, onde as organizações começam a quebrar os seus paradigmas antigos a partir da influência das forças desestabilizadoras, uma vez que essas velhas práticas já não tem mais um efeito positivo e precisam ser incorporados novos métodos.
• Mudança: nesse segundo momento novos modelos, ideias e práticas são incorporados nas organizações de modo a serem exercitadas e aprendidas. Essa fase irá ocorrer quando novos
Descongelamento Mudança Recongelamento
Velhas ideias e práticas são derretidas e desaprendidas Novas ideias e práticas são experimentadas, exercitadas e aprendidas.
Novas ideias e práticas são incorporadas definitivamente ao comportamento da
organização Figura 8:Processo de mudança organizacional.
66 valores, atitudes e comportamentos são descobertos, esse é exatamente o momento de transição que as organizações irão passar. Nesse sentido Chiavenato (1999), afirma que a mudança é a fase em que novas ideias e práticas são aprendidas de modo que as pessoas passam a pensar e a executar de uma nova maneira.
• Recongelamento: fase na qual às novas ideias e práticas encontradas são inseridas de forma concreta ao comportamento, e não mais é uma perspectiva de aprendizagem. Assim, um novo padrão é inserido nos processos da organização.
Nesse contexto entende-se que as organizações passam por todo um processo de mudança quando são inseridas novas estratégia nos seus processos, passando desde a quebra de paradigmas que já não fazem mais parte do contexto em que estão inseridas, até mesmo internalizar tais mudanças dando origem a novos métodos de trabalho nos processos organizacionais.
No que se refere ao envolvimento das empresas com os problemas ambientais Barbieri (2011), entende que esse envolvimento adquire importância estratégica à medida que aumenta o interesse da opinião pública sobre questões ambientais, bem como dos grupos de interessados, como trabalhadores, consumidores, investidores e grupos ambientalistas.
Assim, há uma necessidade das organizações uma vez influenciadas por diversos atores adotarem estratégias de gestão ambiental no âmbito dos seus processos produtivos. A figura 06 contempla alguns fatores que podem ser entendidos como fatores que pressionam as organizações na criação de suas estratégias ambientais, como também as respostas que as organizações podem dar a tais pressões:
67 Figura 9: Fatores de pressão para elaboração de estratégias ambientais nas organizações.
Fonte: Elaboração própria.
Tomando como base a figura 06 acima, pode-se perceber que as indústrias que tendem a implementar novas estratégias, podem ser pressionadas por diversos atores entre eles os exógenos que são as pressões sofridas de fora para dentro da organização (investidores, governo, consumidores e etc), e os endógenos que sãos as pressões sofridas no ambiente interno a organização (cultura, colaboradores, redução de custos) e a resposta dessas pressões são as estratégias de gestão ambiental (P+L, ISO 14001, Ecodesign e outras) mostradas anteriormente na figura acima. Para tanto esse processo de formulação até a implantação poderá ocasionar fortes mudanças organizacionais. Essas estratégias de gestão ambiental serão mais bem detalhadas no capítulo seguinte, que aborda as principais estratégias de gestão ambiental encontradas na literatura vigente.
EMPRESA
P+L; 3R ; ISO 14001; ECODESING; MERCADO DE CRÉDITOS DE CARBONO; REDUÇÃO DE CUSTOS; MELHORIA DA IMAGEM; GESTÃO (CONTROLE DE EMISSÕES, EFLUENTES, RESÍDUIOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS; LOGÍSTICA
REVERSA; EDUCAÇÃO AMBIENTAL; USO DE TECNOLOGIAS LIMPASC)
INTERNOS