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Araştırmanın Takvimi ve Sınırlılıkları

5. ARAŞTIRMA METODOLOJİSİ

5.4. Araştırmanın Takvimi ve Sınırlılıkları

A gestão de resíduos pode ser entendida como a forma pela qual as organizações gerenciam os resíduos provenientes dos seus processos produtivos, ou seja, a maneira mais adequada para disposição final dos resíduos durante todo o ciclo de vida de um produto pensando nos rejeitos gerados desde o início até o final da sua produção.

As estratégias ambientais relacionadas à dimensão gestão de resíduos estarão sempre levando em conta a minimização e gestão dos resíduos gerados nos processos produtivos industriais.

3.1.1 Estratégia- Tratamento de efluentes

De acordo com Dias (2011), nos processos industriais os recursos naturais são empregados com insumos, que devido a ineficiências internas dos processos produtivos geram resíduos de diferentes tipos que contaminam o meio ambiente.

70 Esse processo, além de gerar problemas de contaminação que podem afetar a saúde humana, também pode provocar a escassez de recursos naturais que são utilizados sem uma previsão da sua possibilidade de esgotamento.

Com o intuito de minimizar os danos causados ao ambiente por meio dos seus processos industriais, essa estratégia denominada de tratamento de efluentes diz respeito à maneira pela qual as organizações irão tratar os recursos usados nos seus processos industriais, para que estes não sejam fontes de contaminação e geradores de impactos ambientais.

Para Sanches (2000), um bom gerenciamento por parte das organizações permite a eliminação de efluentes e resíduos, contudo, a gestão rigorosa da eliminação de resíduos e efluentes líquidos e gasosos deve ser feita não somente em respeito à legislação, mas, também utilizando a melhor tecnologia possível e economicamente disponível.

Para Dias (2011), o processo de tratamento de efluentes pelas organizações pode ser realizado de diferentes formas, entre elas, a instalação de tecnologias no final do processo produtivo que retém parte da contaminação antes que saia da área ocupada pela empresa; e também atividades de prevenção de contaminação que incluem o uso mais eficiente dos recursos naturais e da energia utilizados e diminuição sensível dos resíduos.

Essa estratégia contribui de maneira significativa para um melhor desempenho ambiental na organização, uma vez que, além da redução das emissões de contaminantes, as estratégias de tratamento de efluentes podem gerar benefícios para a empresa pela diminuição dos custos de produção e seu melhor posicionamento no mercado, além de garantir uma maior eficiência do processo resultando em uma melhor qualidade do produto.

3.1.2 Estratégia- Inventário de resíduos sólidos

De acordo com a resolução do CONAMA Nº 313 de 29 de outubro de 2002, o Inventário de Resíduos Sólidos pode ser definido com um conjunto de informações sobre a geração, características, armazenamento, transportes, tratamento, reutilização, reciclagem, recuperação e disposição final dos resíduos gerados pelas indústrias.

71 Essa estratégia possibilita à organização, um maior acompanhamento dos resíduos sólidos gerados pelas suas atividades. Esta se diferencia das outras que estão embasadas no ciclo do PDCA ambiental, por tratar especificamente dos resíduos sólidos.

De acordo com o artigo oito da Resolução do CONAMA Nº 313, cada indústria deve registrar mensalmente (e manter na unidade industrial), os dados da geração de resíduos para efeito de obtenção de dados para o Inventário Nacional de Resíduos Industriais.

Nesse contexto, entende-se que essa estratégia influência de maneira significativa na forma pela qual as organizações tratam seus dejetos, uma vez que, a partir da separação e controle destes resíduos a mesma poderá criar novas estratégias, como também um sistema de gerenciamento destes resíduos, para que os mesmo sejam descartados na melhor maneira possível sem acarretar danos ao meio ambiente.

3.1.3 Estratégia- Projeto para o meio ambiente

Segundo Barbieri (2011), o Projeto para o meio ambiente (Desing for Environmental), pode ser definido como um modelo de gestão centrado na fase de concepção dos produtos e de seus respectivos processos de produção, distribuição e utilização.

Essa estratégia contempla as questões ambientais durante todo o desenvolvimento do produto até a sua distribuição. Deste modo, procura integrar um conjunto de atividades e disciplinas que historicamente eram tratadas separadamente, tanto em termos operacionais quanto estratégicos, como saúde e segurança dos trabalhadores e consumidores, conservação dos recursos, prevenção de acidentes e gestão de resíduos.

Ainda de acordo com Barbieri (2011), o Projeto para o meio ambiente, enquanto projeto específico se desdobra em diferentes possibilidades conforme os objetivos ambientais a serem alcançados, tais como: aumentar a quantidade de material reciclado no produto, reduzir o consumo de energia para o cliente, facilitar a manutenção, favorecer a separação de materiais pós-uso.

Nessa estratégia as organizações podem criar projetos para desmontagem de produtos, reciclagem, facilitação do descarte, reutilização de componentes, redução de consumo de

72 energia, redução de riscos crônicos entre outros, mas sempre considerando as questões ambientais.

3.1.4 Estratégia- Reuso

De acordo com Barbieri (2011), reusar significa usar os resíduos da mesma forma em que foram produzidos no próprio estabelecimento que os gerou, como por exemplo, reaproveitar os restos de matérias-primas, utilizar o calor antes de dissipado no ambiente de trabalho para preaquecimento, usar a água servida para esfriar algum equipamento antes de tratá-la entre outros.

Essa estratégia também pode ser entendida no processo de remanufatura de alguns produtos como peças e componentes, ou seja, a reutilização destes, nos mesmos ou em novos equipamentos.

A remanufatura apresenta-se nessa dimensão como um tipo especial de reutilização, uma vez que além de ser pensada como reuso em um processo de produção, pode ser vista como uma estratégia de competitividade que gera um retorno ambiental e financeiro para as organizações.

3.1.5 Estratégia- Ecodesign

De acordo com Manzini et al (2002), o termo Ecodesign indica uma atividade de design voltada para o ponto de encontro daquilo que é tecnicamente possível como o que é ecologicamente necessário, a fim de surgir novas propostas aceitáveis cultural e socialmente.

No entanto, Oliveira (1998) entende essa estratégia como a ideia de se projetar produtos que causem menos impacto ao meio ambiente, focalizando prioritariamente o produto e preocupando-se com seu uso, com os materiais envolvidos (reciclados ou recicláveis), com a embalagem e o marketing.

73 Essa estratégia tem como foco principal o uso e desuso dos produtos, levando em consideração o processo de fabricação dos produtos e também o modo pelo qual estes serão mostrados para os seus consumidores, ou seja, as ações de marketing também estão diretamente ligadas aos objetivos do Ecodesign.

3.1.6 Estratégia- Logística Reversa

Segundo Lambert et al. (2011), a logística reversa pode ser definida como o processo de planejamento, implementação e controle eficiente dos custos de matérias primas, bens acabados e o monitoramento da informação referente ao consumo e origem de tal produto, para que este possa ser recapturado na sua disposição final com a finalidade de recapturar valor ou adequar o seu destino.

Esta estratégia pode ser entendida como a forma pela qual as organizações responsabilizam-se e comprometem-se com o retorno dos bens de pós-venda e de pós- consumo ao processo produtivo ou aos negócios, através de um processo logístico.

O retorno por sua vez, acontece através do monitoramento e levantamento de informações através de vários canais de distribuição, o que agrega valor aos produtos de diversas maneiras, como: ecológico, econômico, logístico, imagem positiva da organização, entre outros.

Segundo Guarnieiri et. al (2006), os resíduos gerados pelas indústrias constituem matérias que podem ser reaproveitadas e reintegradas ao processo produtivo. No entanto, para que isso ocorra de forma eficiente, são necessários sistemas que gerenciem esse fluxo reverso, de maneira similar ao que acontece como no fluxo direto. Segundo o autor muitas vezes o processo logístico reverso requer as mesmas atividades utilizadas no processo logístico direto.

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3.1.7 Estratégia- Reciclagem

Para Barbieri (2011) a reciclagem pode ser entendida como o tratamento de resíduos para torná-los novamente aproveitável na própria fonte produtora, como por exemplo, o tratamento de água residuária. Assim, através da reciclagem externa os resíduos de uma unidade produtiva são utilizados em outras.

Esse processo pode ser benéfico ao meio ambiente à medida que reduz as necessidades de matérias-primas originais, o que beneficia as organizações ao diminuírem o uso de recursos, gerando por usa vez, redução nos seus custos de produção.

Nesse sentido e ainda de acordo com o autor para que a estratégia de reciclagem tenha êxito é necessário que os resíduos gerados sejam acondicionados e estocados em locais adequados até que cheguem a quantidade planejada para o seu transporte até o estabelecimento do reciclador.

3.1.8 Estratégia- Eficiência Energética

De acordo com Santos, et al. (2012), a eficiência energética pode ser pensando a partir de diferentes análises, e pode ser pensada com foco nos processos e critérios que serão analisados. Para o autor uma definição simples de eficiência energética considera a relação de quanta energia é introduzida por uma organização em seus processos produtivos, e quantidade de energia realmente necessária para a sua produção, ou seja, a necessidade real para determinada produção.

A eficiência energética pode ser considerada como um elemento chave para o desenvolvimento sustentável, assim essa estratégia também se configura como um elemento fundamental para a sustentabilidade ambiental. A eficiência energética contribui particularmente na diminuição dos recursos energéticos, além de reduzir os gases de efeito estufa, essa redução colabora para a competitividade organizacional, ao reduzir custos específicos no que se refere aos seus recursos energéticos (Fleiter et al., 2012).

75 Uma importante contribuição no conceito de eficiência energética é mostrada por Santos et al. (2012), o conceito de eficiência energética está associado ao processo de transformação da energia final em energia útil, ou seja, as tecnologias empregadas no uso de energia para que esta seja usada de forma racional preservando os recursos naturais e minimizando os impactos ambientais.

Ainda de acordo com o autor, as políticas de eficiência energética são ferramentas importantes para conter o rápido crescimento do consumo de energia no mundo.

A partir desse contexto, entende-se que as políticas de eficiência energética têm como um dos seus objetivos principais reduzir o consumo de energia requerido para processar determinado produto ou serviço, mas, também, asseguram o nível de qualidade e segurança requerido para tal produção.

A eficiência energética não é apenas estratégia essencial para diminuição dos gases do efeito estufa e melhoramento das políticas de mudanças climáticas. Outros benefícios estão diretamente associados ao uso de energia de forma eficaz, entre eles: redução nos investimentos de infraestrutura de energia, baixa dependência de combustíveis fósseis, aumento na competitividade empresarial e melhoria do bem estar do consumidor (Lopes, Antunes and Martins, 2012).

3.1.9 Estratégia- Consumo de Água

Segundo Seiffert (2011), o uso intensivo dos corpos hídricos, seja para a captação, diluição de efluentes, geração de energia etc., limita o uso da água por outros usuários. No médio e longo prazo pode gerar o comprometimento dos recursos hídricos para gerações futuras e a degradação de ecossistemas dependentes desse recurso.

A partir dessa abordagem, essa estratégia visa analisar e criar meios nas organizações para um consumo consciente, onde os recursos naturais usados nos seus processos produtivos sejam usados da melhor forma possível, mas especificamente os recursos hídricos, visando sempre reduzir a quantidade de água usada na sua produção, como também responsabilizar-se pela forma como será utilizado este recurso.

76 Uma vez que, a má utilização da água pelas indústrias como, por exemplo, o lançamento de seus esgotos em um rio ou lago sem o devido tratamento, poderá acarretar em níveis de poluição que dificultem ou impeçam o uso por outros usuários de um determinado corpo hídrico. Nesse contexto surge a necessidade do comprometimento ambiental nas organizações.

3.1.10 Estratégia- Produção Mais Limpa (P+L)

De acordo com Barbieri (2011), a Produção Mais Limpa (Cleaner Production) é um modelo baseado na abordagem preventiva aplicada a processos, produtos e serviços para minimizar os impactos sobre o meio ambiente.

A UNEP define a Produção Mais Limpa como a aplicação contínua de uma estratégia econômica ambiental e tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas.

A Produção Mais Limpa é definida como uma abordagem de proteção ambiental ampla que considera todas as fases do processo de manufatura ou ciclo de vida do produto, com o objetivo de prevenir e minimizar os riscos para seres humanos e meio ambientes a curto e longo prazo. De acordo com Barbieri (2011), essa abordagem requer ações para minimizar o consumo de energia e matéria-prima e a geração de resíduos e emissões.

Segundo Dias (2011), o conceito de produção mais limpa é diferente dos processos industriais que possuem controle apenas na etapa final, conhecidos como “fim de tubo” (end-

of-pipe). A P+L, pelo contrário, é uma estratégia que busca prevenir a geração da

contaminação na fonte, em vez de controlá-la no fim do processo.

Nessa abordagem as organizações usam as estratégias de produção mais limpa como uma mudança de enfoque na abordagem das questões ambientais, ou seja, o foco que antes era no controle de poluição, passar a ser na prevenção.

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3.1.11 Estratégia- Prevenção e Controle de Poluição

De acordo com a ISO 14001 (2006), a prevenção à poluição está relacionada com o uso de práticas e materiais ou produtos que evitem, reduzam ou controlem a poluição, os quais podem incluir reciclagem, tratamento, mudanças no processo, mecanismos de controle, uso eficiente dos recursos e substituição de materiais.

Essa abordagem similar à abordagem da Produção Mais Limpa tem como objetivo prevenir e controlar a redução dos poluentes gerados durantes os seus processos industriais.

De acordo com Barbieri (2011), esta abordagem procura atuar sobre os produtos e processos produtivos para evitar, reduzir ou modificar a geração de poluição, empreendendo ações com vistas a uma produção mais eficiente, e, portanto poupadora de materiais e energia em diferentes fases do processo de produção e comercialização.

Ainda segundo o autor a prevenção e controle de poluição aumenta a produtividade da empresa, pois a redução de poluentes na fonte significa recursos poupados, o que permite produzir mais bens e serviços com menos insumos.

Nesse sentido, essa estratégia combina duas preocupações ambientais que são básicas: o uso sustentável dos recursos e o controle da poluição.

3.1.12 Estratégia- Minimização de Matéria Prima

De acordo com Barbiere (2011), as boas práticas operacionais objetivam reduzir todo tipo de perdas nas fases de produção. Segundo o autor essas práticas podem ser realizadas através de: procedimentos administrativos e operacionais usuais, como planejamento e programação da produção, gestão de estoques, organização do local de trabalho, manutenção de equipamentos, coleta e separação dos resíduos entre outros.

A estratégia de minimização de matéria prima busca reduzir ao máximo os resíduos gerados durante o processamento da sua produção, fazendo com que estes sejam utilizados da melhor maneira possível, para que não sejam fontes de poluição e degradação ambiental.

78 Essa estratégia assemelha-se a estratégia de produção mais limpa, no entanto, diferencia-se ao tentar otimizar o uso da matéria prima desde o seus processos administrativos, e também ao considerar os controles automatizados da produção para minimizar as perdas.

Ainda de acordo com o autor citado anteriormente, essa estratégia pode ser praticada como uma abordagem combinada com outras estratégias, como por exemplo: ecoeficiência, P+L ou TQEM. Segundo o autor, essa estratégia incorpora a ideia de prevenção da poluição e encaram os problemas ambientais a partir de uma visão mais ampla que pode ser alinhada a estratégia da empresa, para que os materiais usados nos processos sejam repensados e usados de modo sustentável.

Benzer Belgeler