E. Hz. MUHAMMED’İN NÜBÜVVETİ
1. Hz. Muhammed’in (s.a.s.) Nübüvvetinin İspatı
O distrito do Itaim Paulista possui uma população de 212.733 habitantes, numa área de 12 quilômetros quadrados. Nele, formaram-se 38 bairros com origens e nomes os mais variados possível. Todas essas denominações, com certeza, guardam consigo significados de histórias e experiências dos que ali viveram, e dos que ainda vivem. Segundo o IBGE, o distrito possui uma taxa anual de crescimento de 2,06, considerando-se que, anualmente, migram para o distrito 1.764 pessoas que, acredita-se, seja resultado de movimento migratório interno da própria cidade de São Paulo. Sobre a população do distrito, os dados do IBGE indicam que há maior concentração na faixa etária de 0 a 24 anos de idade (52%).
Quadro 1 - Distribuição da população do distrito do Itaim Paulista por faixa etária
Faixa Etária Habitantes (% )
Infância – 0 a 9 anos 44.604 21 De 10 a 14 anos 22.168 De 15 a 19 anos 22.994 Adolescência e Juventude De 20 a 24 anos 20.606 31 Adultos – 25 a 59 anos 91.850 43
Idosos – mais de 60 anos 10.511 05
Total 212.733 100
Fonte: PLAS Regional da Supervisão de SASSMP/IP
Quadro 2 - Características epidemiológicas da população do distrito do Itaim Paulista
Expectativa de vida Taxa de
natalidade de mortalidade Taxa geral Taxa de mortalidade infantil Homens Mulheres Morte no
Trânsito Morte por homicídio Morte por suicídio Morte de causa externa Morte por Aids 27,29 5,45 41.34 65,2 74,7 19 61 7 25 24
Fonte: PLAS Regional das supervisões de SASSMP/IP e PLAS 2002-2003
Das características epidemiológicas da população do distrito, chamam a atenção, particularmente, os dados relativos à taxa de mortalidade infantil e ao número de mortes por homicídio.
O distrito do Itaim Paulista faz fronteira com três municípios da região metropolitana de São Paulo: Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá. A linha que demarca o limite entre o distrito e o município de Itaquaquecetuba é o limite natural do córrego Ribeirão Três Pontes, representado pela avenida de mesmo nome. O limite entre o
distrito e o município de Poá, são as ruas: Abel Marques Nogueira; Bartolomeu Gusmões e Arlindo Correia, região formada por várias chácaras. Já o limite com o município de Ferraz de Vasconcelos se dá pelas ruas: Gilson Antunes; Rosa Germano Ferreira; Dos Estudantes, Itajuíbe41 e o loteamento Santana do Agreste.
O distrito é formado pelos seguintes bairros42: Jardim Miliunas, Jardim Camargo, Jardim Camargo Novo, Jardim Camargo Velho, Jardim Nélia, Fazenda
Itaim, Cidade Kemel I e II, Jardim São Luiz, Encosta Norte, Jardim das Oliveiras, Jardim
Jaraguá, Jardim Bartira, Parque Santa Amélia, Jardim Mabel, Vila Silva Teles, Jardim Tua, Vila Alabama, Jardim Virginia, Vila Nélia, Vila Valdemar, Vila Escolar, Vila Moderna, Jardim Dalmo, Vila Progresso, Vila Claudia, Jardim Silvia, Jardim Laura, Jardim Luciana, Jardim Indaiá, Jardim Mirian, Vila Luzimar, Chácara Dona Olívia, Jardim Elza, Vila Jurema, Nazareth e Jardim Carolina.
Entre esses bairros (negritos) estão os oito territórios (Fazenda Itaim, Encosta Norte, Jardim Nélia, Jardim Mabel, Jardim Miliunas, Jardim Elza, Jardim Camargo Novo e vila Alabama) onde vivem as 22 famílias desse estudo. As moradias das famílias estão identificadas no mapa do distrito. Foram localizadas as ruas e os endereços das famílias43, e assim podemos observar o local de moradia e imaginar a que distâncias esses territórios estão do centro da cidade, além das razões, dos motivos e das circunstâncias que levaram essas famílias a fixar residência em locais tão adversos às condições e necessidades básicas dos seres humanos. Motivos para essa fixação são muitos e variados, como por exemplo: aquisição de terreno para construir a tão sonhada e desejada casa própria; ser proprietário de um imóvel; morar próximo de parentes e conhecidos; ser “expulso” e/ou “obrigado” a abandonar as residências em que viviam em outros bairros por não terem como pagar aluguel, por problemas de violência doméstica e urbana, ou até mesmo buscando outras e novas perspectivas de vida, entre tantos outros motivos.
41
Esta é uma das ruas que compõem o eixo viário do distrito. Ela inicia na avenida Marechal Tito e corta-o diagonalmente até a fronteira com o município de Ferraz de Vasconcelos.
42 Os bairros que estão em negrito são os territórios onde residem as famílias participantes da pesquisa.
43 As ruas onde as famílias moram estão identificadas no mapa. No entanto, para preservar os locais de moradia, os números das casas foram suprimidos nas legendas.
Grande parte das moradias que está referenciada no mapa é própria, mas nenhuma tem o título de propriedade ou escritura definitiva em nome da(o) chefe da família. Umas, porque estão construídas em loteamentos irregulares em áreas públicas (municipal, da Marinha ou da CDHU). Outras, mesmo tendo sido compradas pelas famílias, as imobiliárias ou corretoras de imóveis não emitiram tal certidão. A julgar pelas histórias e informações44 que as famílias me relataram, quem as vendeu são grileiros urbanos, que com a especulação imobiliária vão adquirindo e vendendo terras que, muitas vezes, não são de sua propriedade. Dos falsos proprietários de terras, que vendem loteamentos nessas áreas, consegui saber apenas o nome de um. Este, segundo a família 10, chama-se Mário Guedes, que ninguém sabe informar onde vive atualmente: informam apenas que o processo está correndo na Justiça. As casas e/ou apartamentos (dois entre as 22 moradias) onde moram as famílias, foram adquiridas de forma variada, e mesmo com todo esforço e investimentos feitos por elas, isso não lhes garante conforto e qualidade de vida. O Quadro 3 apresenta dados referentes à forma que essas famílias encontraram para adquirir suas residências.
Quadro 3 – Formas de aquisição das moradias
Moradias Quantidade de
moradias
Próprias – financiadas pela CDHU e Mutirão 03
Próprias – compradas em áreas de ocupação 05
Construídas no quintal de parentes 03
Próprias – construídas em áreas de ocupação 02
Ocupação de apartamento da CDHU 01
Cedidas por familiares ou por conhecidos 05
Alugadas 03
Total 22