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F. KISMİ SÜRELİ ÇALIŞMANIN YILLIK DÜZENLENMESİ

IV. HUKUKSAL SONUÇLARI

Contemplar a beleza do céu não é o bastante para tornar alguém um aficionado pela Astronomia. É necessário fazer outras coisas com as estrelas para descobrir alguns dos seus segredos.

Plínio Fasolo

Ainda muito jovem Fasolo se aventurou a aprender a voar, ou melhor, a pilotar o seu próprio vôo. Descreve, em seu texto intitulado “Pedagogia Navegadora”, as sensações que teve com diferentes vivências, dentre outras, o primeiro vôo sozinho como piloto.

Mais um tempo passou até eu me encontrar dentro de um avião. O primeiro vôo solitário é inesquecível para qualquer piloto. O instrutor desceu do pequeno avião sem que o motor fosse desligado. “Felicidades, guri... não te afastas muito do campo”. De repente o “Piper - J3” parecia ter encompridado. Decolei, sempre estranhando o lugar do instrutor vazio à minha frente. A sensação de liberdade foi fantástica. Tornei-me um pássaro. Mais alguns minutos e a sensação foi se modificando de prazerosa para preocupante. Lembro que passei sobre a cidade sem tirar os olhos do campo de onde eu havia decolado. Era o temor de não saber voltar. Mais alguns vôos e, aos poucos, fui adquirindo confiança na técnica de me utilizar da bússola. Passei então a navegar para locais mais distantes.

Depois de conhecer Fasolo, fica difícil imaginá-lo afastado de grandes emoções. É como se todas as ações que pratica tenham que ser vividas,

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exploradas e saboreadas, mesmo que impliquem relativa angústia pelo desconhecido ou pelo risco que a aventura naturalmente oferece.

Posterior ao relato sobre a experiência de voar, que durante muito tempo facilitava inclusive sua vida familiar, uma vez que se deslocava com a família para o interior do Estado a fim de visitar parentes, Fasolo conta sobre outra grande paixão: velejar, navegar.

Essa atividade é ainda mais intensa na vida de Fasolo, expressa pelo brilho no olhar e pela satisfação com que relata episódios e mostra fotos. Além disso, a navegação permite uma interface entre a pessoa e o profissional, pois Fasolo aproveita muito do que faz por prazer para suas aulas, especialmente nas disciplinas de Astronomia e Metodologia do Ensino de Física.

As primeiras vezes que saí com um veleiro me mantive mais preocupado com o velejar do que com o navegar. Mas em seguida quando entrei na grande “Lagoa dos Patos” e perdi a visão das referências na costa, a navegação passou a ser necessária. A minha experiência com a aviação permitiu que, aplicando os mesmos conhecimentos, não enfrentasse maiores dificuldades no navegar. A utilização de cartas e bússola não era mais novidade para mim. Mesmo assim, o alívio que sentia ao avistar a marca que representava o final de cada trecho correspondia à sensação de um prêmio e merecia ser comemorado como uma grande vitória. Quando chegou a Internet, e com ela a navegação pelo ciberespaço, foi fácil compreender o significado dessa navegação. O que ela possui em comum às outras formas de navegar? - O fato de oferecer ao internauta, a todo o momento, a liberdade para escolher a próxima página. Uma infinidade de opções para o próximo passo. Esta é a essência da navegação. Diferentemente dos que estão sobre uma estrada ou um trilho, a quem só é permitido seguir em frente ou retornar, os navegadores gozam das vantagens de sempre possuírem uma infinidade de opções de diferentes direções para o seu deslocar.

No decorrer do texto já referido, “Pedagogia Navegadora”, publicado em sua página virtual, Fasolo faz analogias entre o sistema de ensino construtivista e a navegação ou, contrário a esse modelo, o deslocamento dos trens através de trilhos que entende que possui certa similitude com o ensino tradicional.

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Os professores que seguem um plano de aula, que estão presos a um programa de conteúdos e a currículos predeterminados, são como trens sobre linhas férreas. Não podem sair dos trilhos. Essa é a principal característica do sistema de ensino tradicional que torna o professor um comunicador dos conhecimentos registrados nos livros e relacionados nos programas; um agente do ensino reprodutor.

É interessante como Fasolo se tornou um profundo conhecedor de Astronomia e, conseqüentemente, um professor dessa área. Para não abrir mão da navegação, teve orientação médica de que deveria evitar a excessiva exposição ao sol, assim, começou a navegar também à noite. Conseqüentemente, teve que fazer novas aprendizagens para não deixar de praticar seu hobby preferido.

“Navegação é a arte do deslocamento fora de estradas”, esta é a definição elaborada por Fasolo em sua trajetória, presente em um dos textos de sua página virtual e citada por seu ex-aluno Marcos Salami para ilustrar a intenção do autor em aproximar os conceitos da realidade. É possível perceber que o conceito de navegação construído por Fasolo deixa nas entrelinhas o quanto lhe é prazeroso “sair das estradas”, já que um de seus grandes prazeres é navegar. Também é possível ler no não-dito sua contrariedade ao ensino tradicional, que caracteriza como um “andar sobre os trilhos”.

Apesar da presença da ousadia e do espírito de aventura, Fasolo mostra claramente sua sensação de tranqüilidade e de alívio ao visualizar o retorno a um porto seguro. A vivência de Fasolo na idade adulta, com incontáveis aprendizagens realizadas no decurso de sua trajetória de vida, não o distancia muito em relação ao sentimento do menino que, ainda aprendendo a andar, se arriscava entre uma cadeira e outra, já ensaiando – ao dar os primeiros passos - sua navegação; ou ainda de menino já um pouco crescido, que se aventurava pelos campos a caçar passarinhos. Nas diversas situações narradas por Fasolo,

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aparece o desejo de arriscar-se e, equilibradamente, a necessidade de abrandar o risco com o retorno ao conhecido.

3.8 A irreverência, os métodos diferenciados, a sistemática de avaliação, a

Benzer Belgeler