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3.3. ARAŞTIRMANIN BULGULARI

3.3.3. Hipotezlerin Test Edilmesi

Mesmo com mecanismos anacrônicos de políticas de Bem-estar Social, os governos federal, estadual e municipal vêm, de maneira desincronizada, fornecendo, cada um a seu modo, programas que incentivam a diminuição do desemprego. Segundo o Ministério do Programa Social e Combate à Fome (2006), os Programas Federais são os seguintes:

O Bolsa Família: unificou todos os benefícios sociais (Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e o Auxílio Gás) em um único Programa cuja transferência de renda é destinada às famílias em situação de pobreza, com renda

per capita de até R$ 100,00 (cem reais) mensais. Foi criado para minimizar a miséria

e a “exclusão social”, e também promover a emancipação das famílias mais pobres. O Programa de Atenção à Pessoa Idosa: dirigido a idosos com 60 anos ou mais, cujo objetivo é promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade.

O Programa de Atenção Integral à Família (PAIF): trata-se de um serviço continuado de proteção social básica desenvolvido para famílias que, em decorrência da pobreza, são privadas de renda e do acesso a serviços públicos, com vínculos afetivos frágeis, discriminadas por questões de gênero, etnia, deficiência, idade, entre outras. Funcionam nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), mais conhecidos como "Casas da Família".

Beneficio de Prestação Continuada (BPC): é um benefício de um

salário mínimo mensal pago às pessoas idosas com 65 (sessenta e cinco) anos de idade ou mais, portadoras de deficiência, incapacitadas para o trabalho e para a vida independente.

Atenção às Pessoas Portadoras de Deficiência: voltado às pessoas

com deficiência, vulnerabilizadas pela situação de pobreza ou de risco pessoal e social.

Atenção à Criança de 0 a 6 anos: apoio técnico e financeiro a

programas e projetos para crianças na faixa etária de 0 a 6 anos de idade que, em decorrência da pobreza, estão vulneráveis, privadas de renda e do acesso a serviços públicos, com vínculos familiares e afetivos frágeis, discriminadas por questões de gênero, etnia, deficiência, idade, entre outras, bem como suas famílias. Deve ser priorizado o atendimento de crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, executados por Estados, Municípios, Distrito Federal e entidades sociais, destinados ao atendimento de crianças vulnerabilizadas pela pobreza e suas famílias.

Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI): é um

crianças na faixa etária dos 7 aos 15 anos e adolescentes, envolvidos no trabalho precoce.

Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano: ação

de assistência social destinada a jovens entre 15 e 17 anos, visando ao desenvolvimento pessoal, social e comunitário. Proporciona capacitação teórica e prática, por meio de atividades, preparando-os para futuras inserções no mercado. Concede, também, diretamente ao jovem, uma bolsa durante os 12 meses em que ele estiver inserido no programa e atuando em sua comunidade.

Segundo a Secretária Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo (2006), são os seguintes Programas Sociais de Estado, de transferência de renda:

O Programa Renda Cidadã: tem por objetivo atender famílias de baixa renda com o apoio financeiro temporário de R$ 60,00 (sessenta reais). Abrange todos os municípios do Estado de São Paulo, com foco em locais de extrema vulnerabilidade social.

O Projeto Ação Jovem: promove o retorno à escola de jovens, de 15 a 24 anos, para completar a escolaridade básica. É um auxílio para criar estímulos àqueles que não puderam freqüentar a escola na idade apropriada, a fim de que completem agora seus estudos.

A Secretária Municipal do Trabalho (2006) possui os seguintes

Programas Sociais Municipais:

O Renda Mínima: é um recurso em dinheiro pago pela Prefeitura de São Paulo às famílias de baixa renda para crianças de 7 a 15 anos que devem freqüentar a escola. As famílias recebem uma bolsa de até R$ 220,00 (hoje, em média, R$ 120,00). Atualmente, 186 mil famílias estão incluídas neste programa. Têm direito ao benefício, as famílias com renda mensal por pessoa da família de até meio salário, hoje R$ 100,00.

Inclusão Eficiente: O objetivo principal é fazer a intermediação de

serve como base para que as duas secretarias saibam quais e quantas vagas são necessárias na promoção de cursos de capacitação profissional.

O Programa Capacitação Ocupacional e Utilidade Coletiva

(PCOUC): visa a dar atenção ao trabalhador desempregado ou em situação de risco

de desemprego, bem como o subempregado, proporcionando-lhe a oportunidade de valorizar habilidades vocacionais e desenvolver novas habilidades ocupacionais. Promove cursos voltados para a demanda do mercado.

O Capacita Sampa: é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Trabalho, que oferece cursos gratuitos de capacitação profissional para jovens de baixa renda com o intuito de facilitar a sua entrada no mercado de trabalho.

PLANTEQ: fornece cursos de qualificação profissional, orientados

para suprir a demanda de mercado, voltados para o modelo estratégico e o fortalecimento da gestão de resultados, e o Plano Territorial de Qualificação do Município de São Paulo, por meio de cursos.

INSTITUTO CRIAR: Para jovens entre 16 e 20 anos, estudante de

escola pública (ou ter bolsa em escola particular). Requisitos: estar no mínimo na 7.a série ou já ter terminado o ensino médio, ter o compromisso de freqüentar o curso e o horário vespertino livre para as aulas. São 10 oficinas que vão encaminhar os jovens a estágios nas principais empresas de audiovisual de São Paulo.

O Programa Operação Trabalho (POT): foi criado para oferecer

oportunidade de colocação profissional para desempregados com baixa escolaridade, por meio de ações municipais integradas e articuladas, com diversas parcerias do poder público municipal e com a sociedade civil.

A São Paulo Confia: é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que oferece crédito a pessoas de baixa renda que não conseguem acesso a financiamento no sistema bancário tradicional, por terem restrições cadastrais.

Apesar de o governo investir em alguns Programas Sociais, como já se comentou no início deste trabalho, eles não estão solucionando os problemas da

pobreza. Não se quer com isto dizer, que nada se deva fazer. No entanto, são necessárias políticas sociais que levem os indivíduos à sua autonomia e independência mínima, desenvolvimento humano, equidade, qualidade de vida a serem buscados (Sposati, 1996), e não a cultura de antitrabalho como está ocorrendo na França. É necessário diminuir as desigualdades, sem de outro lado produzir uma profunda dependência em relação ao Estado. É o que podemos verificar na reportagem da revista eletrônica: Com Ciência. O Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa (UNIEMP) e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em um estudo que analisa a totalidade dos boletins de ocorrência registrados no período entre outubro de 2000 a setembro de 2003, apontam para o alto índice de desemprego e a diminuição de renda, refletindo no aumento do número de roubos e furtos na cidade de São Paulo. O crime passa a ser uma alternativa possível para a sobrevivência pela falta de perspectivas de se recolocar no mercado de trabalho ou conseguir um emprego informal, atrelados à insuficiência dos mecanismos de proteção social.