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BÖLÜM 3: ÜST KURULLARIN DENETĐMĐ

3.2. Hesap Verilebilirlik

Instrumento de apoio à pesquisa: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

(Apêndice A): documento com um breve resumo da pesquisa e de suas etapas a ser assinado pelo participante e pela pesquisadora. Neste, o participante declara por escrito que aceita colaborar com todas as etapas da pesquisa. Em contrapartida, o pesquisador declara por

escrito que garantirá o seguimento de questões éticas, tais como o sigilo da identidade dos participantes. Este termo está de acordo com a Resolução 466/2012.

Primeiramente, com o intuito de auxiliar na compreensão dos instrumentos de avaliação utilizados no presente estudo, será apresentado um quadro descritivo das variáveis de interesse da pesquisa, dos instrumentos utilizados para avaliá-las, do informante requerido e do tempo de aplicação para cada instrumento. Em seguida, cada instrumento será apresentado detalhadamente.

Tabela 1 - Variáveis de interesse, instrumentos utilizados para avaliá-las, do informante

requerido e do tempo de aplicação para cada instrumento da presente pesquisa.

Variáveis de interesse Instrumentos/Autores Informante

requerido

Tempo de aplicação

Fatores de risco e de proteção relacionados a práticas parentais

1) Histórico de Saúde da Criança (pesquisadora)

2) Inventário de Autoavaliação para Adultos de 18 a 59 anos (Achenbach & Rescorla, 2003)

Pais e/ou cuidadores 1) 20 minutos 2) 25 minutos Problemas de comportamento infantil Inventário de Comportamentos para Crianças entre 1 ½ e 5 Anos (Achenbach & Rescorla, 2003)

Pais e/ou cuidadores 25 minutos Problemas de comportamento dos cuidadores

Inventário de Autoavaliação para Adultos de 18 a 59 anos (Achenbach & Rescorla, 2003)

Pais e/ou cuidadores 25 minutos Habilidades Sociais Educativas e Práticas Parentais

Roteiro de Entrevista de Habilida- des Sociais Educativas Parentais (Bolsoni-Silva, Loureiro & Marturano, 2011)

Pais e/ou cuidadores

60 minutos

Instrumentos de avaliação

A) Ficha de Dados Sociodemográficos dos Participantes (Apêndice B): ficha elaborada

pela pesquisadora em que são solicitados dados de caracterização sociodemográfica da amostra, tais como sexo, idade, escolaridade, religião, estado civil, profissão, local de residência, dentre outros.

B) Histórico de Saúde da Criança (Apêndice C): instrumento elaborado pela

pesquisadora, no qual são solicitadas informações aos cuidadores acerca da saúde da criança, tais como o local no qual a criança é atendida pela equipe de saúde, uso de medicações, hospitalizações, frequência dos episódios de sibilância.

C) Inventário de Autoavaliação para Adultos de 18 a 59 anos - versão brasileira do Adult Self-Report (ASR; Achenbach & Rescorla, 2003): deve ser respondido por adultos com

idade entre 18-59 anos. É um instrumento derivado do Sistema de Avaliação Empiricamente Baseado de Achenbach. O estudo sobre as propriedades psicométricas do ASR teve bons resultados. O modelo fatorial do instrumento foi confirmado, a consistência interna para a amostra foi 0,872 (amostra não encaminhada) e os escores da população encaminhada foram superiores ao da não-encaminhada para serviços de saúde mental (Silvares, 2013).O questionário é dividido em três partes: (1) funcionamento adaptativo, dividido nas escalas Amigos, Parceiro/Cônjuge (quando se aplica), Família, Trabalhos e Educação; (2) problemas de comportamento: Escala de Internalização: ansiedade/depressão, retraimento, queixas somáticas; Escala de Externalização: problemas de atenção, comportamento agressivo, violação de regras e comportamento intrusivo; Problemas com o Pensamento e (3) abuso de substâncias. Os escores brutos, derivados da soma da pontuação fornecida para cada um dos itens que compõem a escala, foram transformados em escores T para verificar se os escores obtidos nas diferentes escalas do instrumento atingiram a faixa normal, clínica ou limítrofe estabelecida para a amostra normativa americana (escore T ≥ 60). Escores na faixa clínica discriminam os adultos que devem ser encaminhados para serviços de saúde mental, sem que tal instrumento tenha pretensões diagnósticas. Na presente pesquisa foram apresentados os dados referentes aos valores do T escore, sendo que, de acordo com o manual do inventário, os casos considerados como limítrofes podem ser incluídos na categoria clínica para fins de pesquisa.

D) Inventário de Comportamentos para Crianças entre 1 ½ e 5 anos - versão brasileira

do Child Behavior Checklist (CBCL 1 ½ a 5; Achenbach & Rescorla, 2003): inventário integrante do Sistema de Avaliação Empiricamente Baseado de Achenbach, que avalia os comportamentos infantis na perspectiva de seus pais/cuidadores. A versão brasileira foi traduzida por Linhares, Santa Maria-Mengel, Silvares e Rocha (2010), retrotraduzida por um tradutor bilíngue e aprovada pelos autores do inventário. Pires, Silvares, Rafihi-Ferreira, Rocha, Fernandes e Melo (2014) evidenciaram a estabilidade e consistência interna da versão brasileira e Mota (2015) indicou a sensibilidade do instrumento para identificação de casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O inventário contém descrição de problemas e aspectos da criança que preocupam os pais/cuidadores ou o que eles mais apreciam sobre ela. O instrumento se propõe a avaliar o funcionamento psicossocial da criança e identificar indícios de problemas de comportamento na infância. Os informantes dos dados sobre a criança devem ser os pais ou cuidadores. O inventário CBCL 1 ½ a 5 anos é composto de 100

itens para descrição dos comportamentos de crianças com a referida faixa etária, e, nele, os pais comparam os comportamentos do filho com os comportamentos de crianças da mesma idade, nos quesitos desempenho e tempo despendido em cada atividade, apontando como abaixo da média, dentro da média ou acima da média, respondendo aos itens em escores com os valores: 0 (“não é verdadeira”), 1 (“um pouco verdadeira ou às vezes verdadeira”) e 2 (“muito verdadeira ou frequentemente verdadeira”). O CBCL 1 ½ a 5 anos avalia as síndromes reatividade emocional, ansiedade/depressão, queixas somáticas, problemas de atenção, comportamento agressivo e problemas de sono. Os escores brutos, derivados da soma da pontuação fornecida para cada um dos itens que compõem a escala, foram transformados em escores T para verificar se os escores obtidos nas diferentes escalas do instrumento atingiram a faixa normal, clínica ou limítrofe estabelecida para a amostra normativa americana (escore T ≥ 60). Com os escores obtidos, a criança pode ser incluída nas faixas clínica, limítrofe ou normal, em relação ao seu “funcionamento global” e nos perfis “internalizante” e “externalizante”. Para indicar o perfil internalizante, os itens avaliados são isolamento, queixas somáticas, ansiedade/depressão. Para o externalizante, consideram-se os itens violação de regras e comportamento agressivo. Na presente pesquisa foram apresentados os dados referentes aos valores do T escore, sendo que, de acordo com o manual do inventário, os casos considerados como limítrofes podem ser incluídos na categoria clínica para fins de pesquisa.

E) Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais Educativas Parentais / RE-HSE-P

(Bolsoni-Silva, Loureiro & Marturano, 2011): instrumento com validação nacional para avaliar a qualidade e frequência das habilidades sociais educativas empregadas pelos cuidadores na educação de suas crianças. É uma entrevista clínica semiestruturada, que possui 13 conjuntos de perguntas e, destas, cinco preveem a avaliação da frequência comportamental (perguntas fechadas). Focaliza as seguintes habilidades sociais educativas: comunicação (iniciar e manter conversação, fazer perguntas, conversar acerca de sexualidade); expressividade (expressão de sentimentos positivos e negativos, expressão de opiniões); consistência (concordar com o cônjuge e cumprir promessas); demonstrar carinho; brincar com o filho; estabelecer limites; autoavaliação quanto a “erros” na forma de educar; discriminar e consequenciar comportamentos adequados dos filhos. Cada tópico é introduzido com uma questão aberta. Para cada opção de resposta à questão aberta (habilidades sociais educativas parentais, práticas educativas negativas, contexto, problemas

de comportamento e habilidades sociais) são solicitadas informações adicionais, as variáveis contextuais, havendo para cada uma delas alternativas de respostas.

As habilidades e as práticas parentais avaliadas são: habilidades sociais educativas parentais (HSE-P); habilidades sociais da criança (HS); variáveis de contexto (CONT); práticas negativas (PR NEG) e problemas de comportamento infantis (PROBL). Estas habilidades e práticas parentais são analisadas em termos de conteúdo, ou seja, comportamentos referentes a esta classe de habilidades ou práticas que são apresentados pelos participantes na educação infantil ou são estimulados por estes na interação com seus filhos; e, em termos de frequência, qual a periodicidade da ocorrência destas classes de habilidades e práticas. O Total Positivo (TPOS) engloba a somatória dos itens de conteúdo e frequência das habilidades sociais educativas parentais (HSE-P), habilidades sociais da criança (HS), e variáveis de contexto (CONT); e o Total Negativo (TNEG) engloba a somatória dos itens de conteúdo e frequência das práticas negativas (PR NEG) e problemas de comportamento infantis (PROBL). Após a realização da entrevista, as respostas são classificadas em categorias comportamentais clínico, limítrofe e não clinico. Na presente pesquisa, os casos considerados como limítrofes foram incluídos na categoria clínica para fins de pesquisa.

Benzer Belgeler