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Üst Kurulların Hukuki Yapıları

BÖLÜM 2: TÜRKĐYE’DE ÜST KURULLAR

2.2. Üst Kurulların Hukuki Yapıları

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é a instituição responsável por zelar/cuidar da saúde de todos os brasileiros. No que tange à infância, o SUS se propõe a atuar, de maneira simultânea e integrada, com base no conjunto de doenças de maior prevalência nesta fase de desenvolvimento, almejando uma abordagem sistematizada à saúde da criança que integre ações curativas com medidas preventivas e de promoção à saúde. De acordo com esta perspectiva, objetiva e preconiza o acompanhamento de crianças que já possuem diagnóstico de asma ou que apresentam problemas respiratórios que podem evoluir para asma ou outra DRC, tal como as crianças que apresentam crises de sibilância em idade precoce.

O SUS foi instituído em 1988 pela Constituição da República que assegurou o acesso à saúde para todos os brasileiros. Tem como objetivo primordial assistir a saúde de todos os cidadãos no Brasil, e seus princípios são a universalidade (atender a todos, sem distinções ou restrições, gratuitamente), integralidade (cuidado integral; atenção focada no indivíduo, na

família e na comunidade e não em um recorte de ações e enfermidades), equidade (atendimento igual para todos contemplando as necessidades diferentes de cada um) e participação popular (Daneluci, 2010; Paim, Travassos, Almeida, Bahia, & Macinko, 2011). De acordo com Junqueira (2001, p. 10):

Os serviços do SUS devem traduzir na prática do dia a dia os princípios da universalidade, integralidade e equidade. Fazem isto prestando atendimento de caráter integral com garantia de acesso universal e igualitário, enfatizando as ações de promoção da saúde e prevenção das doenças e agravos, sem descuidar da assistência, isto é, da cura e da reabilitação.

O SUS é composto por uma rede hierarquizada de assistência à saúde em três níveis de atenção e complexidade:

1) atenção primária: é composta pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo Programa Saúde da Família. É a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. Segundo o Ministério da Saúde (2012, p. 19):

A atenção básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.

É neste nível de atenção que o SUS pretende intervir com maior intensidade no que se refere à saúde infantil. São orquestradas estratégias com foco na diminuição da incidência das doenças mais prevalentes na infância, desenvolvidas medidas para orientar as famílias e a equipe de saúde se organiza para tratar e acompanhar as crianças que apresentam tais enfermidades. São promovidas também ações para estimular o aleitamento materno, o bem-estar social e afetivo da criança e para garantir que as crianças sejam vacinadas de acordo com o calendário recomendado de vacinação (Ministério da Saúde, 2002; Paranhos, Pina & Mello, 2011).

2) atenção secundária (média complexidade): são os ambulatórios de diversas especialidades médicas e de outras áreas da saúde, tais como fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição, dentre outras. Neste nível de atenção, os usuários são encaminhados para profissionais especializados em determinadas áreas da medicina, recebem atendimento mais focado em seus problemas de saúde e são encaminhados para centros diagnósticos a fim de realizar exames e procedimentos médicos simples, além de receberem tratamento e serem acompanhados para sanar os problemas de saúde. É neste nível de atenção que

muitas crianças que apresentam DRC, por exemplo, são tratadas e acompanhadas pelas especialidades médicas de pneumologia, imunologia e otorrinolaringologia (Daneluci, 2010). 3) atenção terciária (alta complexidade): fazem parte deste nível de atenção os hospitais e os procedimentos médicos de alta complexidade, tais como cirurgias e transplantes. Os serviços de pronto-atendimento e urgência fazem parte deste nível de atenção à saúde e muitas crianças são levadas por seus cuidadores para estes locais a fim de receber ajuda e tratamento para problemas de saúde. É frequente a procura destes locais de assistência por crianças que apresentam DRC, pois, em muitos casos, a hospitalização é necessária para o tratamento (Paim et al., 2011).

É importante ressaltar que nos três níveis de atenção à saúde disponibilizados pelo SUS há uma equipe de profissionais que trabalham neste setor, composta por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, cujo objetivo comum é oferecer um atendimento integral e multidisciplinar aos cidadãos brasileiros (Ministério da Saúde, 2012).

Outra ressalva é que quando se trata da saúde das crianças, a equipe de profissionais da saúde lida diretamente com dois “pacientes”: a criança, que está enferma ou em acompanhamento para manutenção de sua saúde, e sua família/seus cuidadores, pessoas responsáveis pela promoção da saúde e bem-estar infantil e que estão diretamente implicados na execução das orientações dadas pela equipe. Portanto, a especificidade da saúde infantil é um processo amplo, complexo e que contempla algumas condições muito particulares, que não estão presentes no tratamento dos adultos, implicando em medidas promocionais, preventivas, terapêuticas e de interações com a criança, a família, os serviços de saúde e outros setores sociais (Barros & Santos, 1999; Paranhos, Pina & Mello, 2011).

De acordo com diretrizes do SUS, no que tange a saúde infantil, a equipe de saúde deve acolher a criança e seus responsáveis, compreender a extensão do problema que os preocupa e propor procedimentos de fácil aplicação e comprovada eficácia. Para tal finalidade é fundamental o estabelecimento de um canal de comunicação com as famílias, de modo que apreendam as recomendações referentes ao tratamento e aos cuidados a serem prestados em casa, bem como fiquem atentos aos sinais indicativos de gravidade que exigem o retorno imediato da criança ao serviço de saúde. Tais recomendações e estratégias acerca da saúde infantil são implementadas, particularmente, pelo nível de atenção primária (Ministério da Saúde, 2012; Paranhos, Pina & Mello, 2011).

Considerando o exposto até então, é importante que as equipes de saúde no nível de atenção primária acompanhem crianças que apresentem sintomas, especialmente crises de sibilância, e orientem os cuidadores a comparecerem às UBSs regularmente, a fim de tratar tais sintomas e acompanhar estas crianças para observar a evolução desta condição. Ademais, estes profissionais também têm o papel de encaminhar casos de maior gravidade para a rede de assistência à saúde e facilitar o acesso da família a estes serviços. De acordo com Medeiros et al. (2011): “Faz-se necessário o acompanhamento dessas crianças para comprovar se estes fatores de risco (crises de sibilância) [itálicos nossos] persistirão para o diagnóstico de asma no futuro” (p. 1557).

O diagnóstico precoce e, consequentemente, o tratamento da asma na infância têm implicações diretas sobre a morbimortalidade, função pulmonar e incidência de comorbidades. Logo, crianças menores de cinco anos que apresentam crises de sibilância demandam mais atenção do sistema de saúde e requerem um atendimento interdisciplinar e focado na prevenção para seu adequado manejo. E os cuidadores destas crianças também procuram mais os serviços de saúde para socorrer as crianças no momento da crise, para receber e administrar medicações prescritas e para receber orientações acerca do manejo desta condição (Bianca et al., 2010; Solé, 2008; Telles Filho, 2012).

2.5 PROBLEMAS DE SAÚDE CRÔNICOS NA INFÂNCIA E PROBLEMAS DE

Benzer Belgeler