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2.3. Çevre nedir?

2.3.3. Çevre Kirliliği ve Çeşitleri

2.3.3.1. Hava Kirliliği

De acordo com Roche (1969, p. 179), São Lourenço do Sul “representa uma ilha agrícola numa mancha florestal, no meio de uma zona luso-brasileira de pecuária, na planície”.

Em 15 de janeiro de 1858 iniciou-se oficialmente o empreendimento colonizatório e no dia 18 de janeiro, portanto, três dias depois, chegaram à Colônia a primeira leva de imigrantes alemães com 88 indivíduos, data que marca a fundação da colônia de São Lourenço. O perfil desse imigrante era formado basicamente por trabalhadores rurais que estavam com dificuldades de conseguir terras para trabalhar na Europa, por conta do processo de industrialização no continente europeu. Grande parte dos alemães que vieram para São Lourenço do Sul era de origem pomerana85.

84 “Jacob Rheingantz era natural da Renânia, migrou para o Brasil na década de 40 (séc. XIX),

estabelecendo-se na cidade de Rio Grande – RS, onde trabalhou como comerciante, na casa do também migrante alemão Guilherme Ziegenbein. Anos mais tarde, casou-se com a enteada de Ziegenbein, assumindo uma sociedade com o antigo patrão. Rheingantz começou a trabalhar na construção da colônia em 1855, mas a primeira leva de imigrantes somente partiu, de Hamburgo, em outubro de 1857, juntamente com os pais e as irmãs solteiras de Rheingantz, pois seus irmãos já trabalhavam na colônia. Rheingantz administrou o núcleo até seu falecimento em 1877. Sua família continuou como proprietária da colônia até 1893, quando vendeu São Lourenço para outro empresário”. (BOSENBECKER, 2012, p. 59).

85“Na formação do povo pomerano estão os povos eslavos e germânicos, isto é, os pomeranos têm na

sua origem os eslavos (wenden), mas um processo de germanização atingiu-os profundamente, tornando-os ‘germanos’. Os pomeranos habitavam uma região, no norte da Europa, ao longo do mar

Cabe destacar, ainda, que apesar da maioria dos imigrantes serem de origem pomerana, cerca de oitenta por cento, vieram nesse processo imigratório também povos de outras regiões da Alemanha. Dentre esses povos cerca de onze por cento eram formados por pessoas da Renânia e do Hunsrück. Relata-se ainda a presença de pessoas que vieram de Hamburgo, de Baden, da Baviera, da Silésia (MALTZAHN, 2011).

O próprio colono era responsável pelo transporte da produção agrícola. Através de carroças ou carros de boi, o colono levava a sua produção até o porto de São Lourenço, onde era vendida a comerciantes donos de casas de exportação, que possuíam uma frota de barcos mercantes que abastecia regiões próximas de São Lourenço. Os produtos coloniais eram escoados nos centros de Pelotas e Rio Grande, que eram os seus principais consumidores.

Esses comerciantes faziam parte da classe dos “exponenciais”, que formaram, então, uma classe social distinta:

Era uma sociedade que se comportava verdadeiramente como transplantada da Alemanha. A língua dominante era o alemão, os assuntos que não fossem os negócios da colônia e do povoado, de um modo geral giravam sempre em torno da vida social, política e econômica da Alemanha. A escola que havia no povoado era particular, ensinava matemática, história, geografia, religião e ciências naturais, mas o idioma era o alemão. (COSTA, 2007, p. 356, apud MALTZAHN, 2011, p. 97).

A respeito do caso particular da colônia, destaca-se que “os primeiros anos de formação da colônia de São Lourenço foram difíceis, pois sabemos que plantações frustradas, enfermidades e infraestrutura precária fizeram parte da vida do colono nessa época” (MALTZAHN, 2011, p. 99). Assim como em outras colônias de imigração contemporâneas, o governo imperial e/ou provincial não cumpriu muitas das promessas feitas aos imigrantes, ficando sob responsabilidade dos administradores das colônias algumas necessidades básicas, como educação, religião, saúde, transporte.

Mesmo com a responsabilidade atribuída aos administradores das colônias, coube aos imigrantes a iniciativa para que essas necessidades fossem solucionadas

Báltico e entre os rios Oder e Vístula, chamada Pomerânia, palavra originada de pomorje que, na língua eslava (wende), significa terra próxima ao mar. Os povos germânicos já haviam habitado durante muitos séculos essa região, que mais tarde ficou conhecida como Pomerânia, no entanto, na época das migrações dos povos, eles se deslocaram do norte e leste mais para o sul e oeste da Europa, deixando essas terras praticamente desabitadas” (MALTZAHN, 2011, p. 83-84).

na prática. Destacam-se mutirões comunitários para a abertura de picadas e estradas, a fim de facilitar o transporte da produção agrícola e, em especial, iniciativas voltadas para a religião e a educação:

Os colonos demonstraram, no entanto, desde os primeiros tempos da colonização um acentuado interesse pela escola e igreja. A educação formal e a fé religiosa foram elementos essenciais por um longo período da história de vida do imigrante. A primeira escola foi criada em 1862 na Picada Moinhos. No ano de 1877 havia 16 escolas particulares e uma pública, que não funcionava por falta de professores.

A maioria evangélico-luterana criou sua primeira comunidade em 1863 na

Picada Moinhos e realizava os cultos em casas “escolas-igreja”, atendidas por um pastor leigo, isto é, sem formação teológica, mas que possuía autorização do Governo Provincial para o ofício. Ao lado da “igreja” ficava o cemitério, pelo qual os evangélicos tinham um cuidado especial, pois nele, preservavam a memória da comunidade. A primeira capela foi fundada em 1867 pela minoria católica da Colônia também na Picada Moinhos. Os católicos eram atendidos esporadicamente por missionários alemães que visitavam a Colônia até 1900, quando a presença de padres católicos se tornou mais efetiva. (MALTZAHN, 2011, p. 100, grifo nosso).

O destaque para a maioria de imigrantes serem evangélicos será analisado a posteriori, pois se considera esse fato de suma importância para a compreensão da tendência política partidária ligada aos políticos do PL.

São Lourenço do Sul apresentou, também, um aspecto bastante peculiar:

A colônia não possuía uma autoridade civil e policial que registrasse os nascimentos, casamentos e óbitos e mantivesse a ordem pública. Para isso foi instituído, através de eleições, pelos próprios colonos o cargo de inspetor de picada no ano de 1862. Além disso, o colono sofreu discriminação ou até mesmo exploração, decorrente talvez de sua deficiência linguística, por parte de outros grupos étnicos da região. (MALTZAHN, 2011, p. 101).

Com essa assertiva, Maltzahn (2011) conduz a reflexão de que a colônia de São Lourenço constituiu-se por muito tempo em uma comunidade “fechada”. Devido a esse isolamento “social”, esses imigrantes mantiveram seus hábitos, costumes e tradições como forma de conseguir vencer as adversidades através do espirito de solidariedade étnica.

O crescimento da colônia de imigrantes chamou a atenção das autoridades políticas locais, porque elas tinham como intuito estabelecer um maior controle sobre esse novo grupo social, que já estava em processo de crescimento e diversificação da economia local. Desse modo, em 1861, apenas três anos após a fundação da

Colônia de São Lourenço, aconteceu a primeira de inúmeras transferências da sede da Freguesia do Boqueirão para o Porto de São Lourenço.

Outra questão relacionada ao processo de expansão da colônia gerou um forte conflito entre os colonos alemães e o administrador da colônia, Jacob Rheingatantz. Caso esse que adquiriu uma dimensão tão significativa a ponto de o poder provincial ter que intervir para chegar a uma solução.

4.4.2 O Conflito entre Jacob Rheingatantz e os colonos alemães em São