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Hasta Dosyaları Arşivinin Yönetim ve Organizasyonu

Belgede Tıbbi arşiv yönetmeliği (sayfa 15-20)

1. HASTA DOSYALARI ARŞİVİ

1.3. Hasta Dosyaları Arşivinin Yönetim ve Organizasyonu

Assim como a hipótese tributária nos fornece critérios para identificação do comportamento passível de ser tributado, o prescritor tributário, conseqüente da norma de incidência geral e abstrata, também é composto de critérios, aqui identificadores do vínculo jurídico que se instaurará quando constituído o fato jurídico-tributário.

Neste primeiro processo de “desformalização” da estrutura lógica da norma, o conseqüente na regra-matriz de incidência tributária será composto por três critérios, dadas as premissas deste trabalho: qualitativo, pessoal e quantitativo.

II.4.3.1 Critério qualitativo

Este primeiro critério é tratado por LUÍS CESAR SOUZA DE QUEIROZ

como um “subcritério” que, ao lado de outro “subcritério”, o quantitativo, comporia o critério material do prescritor da norma tributária strictu sensu.

Embora aqui esteja sendo tratado como critério autônomo, ao lado dos critérios pessoal e quantitativo, será utilizado com a mesma acepção do referido autor, isto é, para indicar o imprescindível modal deôntico “O”, acompanhado da conduta de entregar, que integra, necessariamente, o vínculo entre o sujeito passivo e o sujeito ativo nas relações jurídico-tributárias em sentido estrito. Em outras palavras, denota a obrigação de entregar a parcela de riqueza identificada no critério material da hipótese tributária.

De fato, o conseqüente tem a função de prescrever a conduta que decerá ser seguida em decorrência da realização do antecedente. No caso do prescritor da regra-matriz de incidência tributária, sempre estará prevista, de

forma abstrata, a obrigação tributária: quem deve pagar e a quem se deve pagar (critério pessoal), além do quanto se deve pagar (critério quantitativo).

II.4.3.2 Critério pessoal

O critério pessoal será representado pelas indicações dos sujeitos ativo e passivo, em relação intersubjetiva onde “uma das partes, o titular da riqueza (sujeito passivo), estará obrigada a entregar (Op) parcela desta riqueza ao Estado (sujeito ativo)”51.

Nas palavras de PAULO DE BARROS CARVALHO, “o sujeito ativo […], no

direito tributário brasileiro pode ser uma pessoa jurídica pública ou privada, mas não visualizamos óbices que impeçam venha a ser pessoa física”52.

Segundo artigo 40, da Lei n. 10.406/02 (Código Civil), “as pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado”, sendo que, conforme redações dos artigos 41 e 44 são, respectivamente, pessoas jurídicas de direito público interno: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, além das autarquias (inclusive as associações públicas) e das demais entidades de caráter público criadas por lei; pessoas jurídicas de direito privado: associações, sociedades, fundações, organizações religiosas e partidos políticos.

No caso do direito tributário, o sujeito ativo é, comumente, pessoa jurídica de direito público interno, portadora do direito subjetivo de exigir, do sujeito passivo, o cumprimento da obrigação tributária.

No caso das pessoas jurídicas de direito público (interno), podem figurar no polo ativo da relação tributária, tanto “aquelas investidas de capacidade política […] dotadas de poder legislativo e habilitadas, por isso

51 Luís Cesar Souza de Queiroz (2002, p. 173). 52 Paulo de Barros Carvalho (2004, p. 297).

mesmo, a inovar a organização jurídica, editando normas”53, como aquelas “sem competência tributária, mas credenciadas à titularidade de direito subjetivos, como integrantes de relações jurídicas obrigacionais”54.

Assim, podem ser sujeito ativo da relação jurídico-tributária, tanto os entes federativos titulares do direito de instituir e majorar tributos (como a União), quanto a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por exemplo, órgão da administração pública direta55, subordinado ao Ministério da Fazenda (também orgão da administração federal direta56).

O sujeito passivo, por sua vez, será aquele obrigado ao pagamento do tributo em razão da realização do antecedente normativo, isto é, em decorrência da constituição do fato jurídico-tributário no qual figura como titular da riqueza denotada.

II.4.3.3 Critério quantitativo

O critério quantitativo mensura a obrigação tributária, sendo dela objeto, e determina a base para o cálculo do tributo bem como a alíquota aplicável sobre esta.

É o critério quantitativo (base de cálculo e alíquota) que diferencia a regra-matriz de incidência tributária de outras eventuais normas jurídicas gerais e abstratas, já que todas estas terão, sempre, os três critérios mínimos do antecedente (descrição de fato de possível ocorrência, com coordenadas de tempo e espaço, que lhe são inerentes) e a relação jurídica modalizada entre dois sujeitos. O objeto desta última é que variável de acordo com o tipo de

53 Cf. Paulo de Barros Carvalho (2004, p. 297) 54 Cf. Paulo de Barros Carvalho (2004, p. 297) 55 Cf. artigo 1º, da Lei n. 11.457/07.

obrigação, permissão ou proibição, embora continue funcionando como estrutura abstrata.

No caso na norma de incidência tributária, sempre existirá a obrigação de pagamento de tributo, geralmente quantificada pela aplicação de determinada alíquota sobre base de cálculo especificada, o que torna sua estrutura, ainda que abstrata e genérica, peculiar em relação a outras normas jurídicas.

Por compor o quanto a ser pago a título de tributo, a base de cálculo está intimamente ligada aos efeitos do fato jurídico a ser tributado. O fato que se pretende tributar deve ser economicamente avaliável e, nesse sentido, pode-se dizer que a primeira função da base de cálculo é a mensuradora, ou seja, de “medir as proporções reais do fato”57.

Se o fato recortado pela hipótese tributária é “auferir receita”, seu efeito será o pagamento da COFINS, à União, por um valor determinado a partir da aplicação da alíquota de 3% sobre a parcela da receita auferida, por exemplo.

Ou seja, a hipótese precisa ser delineada de forma possibilitar a atribuição de conteúdo econômico passível de ser objeto de obrigação tributária.

Neste sentido, pode-se também dizer que a base de cálculo possui função comparativa, ou seja, diante da sua relação com o critério material da hipótese tributária, pode afirmar, infirmar ou confirmar o fato para o qual se dirige. Caso essa relação esteja evidente, dizemos que a base de cálculo confirmou a hipótese tributária. Caso essa relação esteja em descompasso, dada a preocupação do legislador com a base de cálculo e sua função de medir o fato, dizemos que esta infirma a hipótese tributária. Nesta condição, deve-

se reconstituir o critério material da hipótese, identificando-se, com isso, a natureza jurídico-tributária e efetiva espécie tributária de que se estará tratando. Por fim, caso essa relação esteja obscura, dizemos que a base de calculo afirma a hipótese tributária, esclarecendo o critério material58.

Por último, com o fim de se auferir a quantia a ser paga efetivamente pelo sujeito passivo, a base de cálculo tem uma função meramente objetiva, de compor a determinação do débito59.

Ao lado da base de cálculo em sua função meramente objetiva, está a alíquota, com idêntico papel. Conforme anota PAULO DE BARROS CARVALHO,

as alíquotas podem assumir duas feições: a) um valor monetário fixo, ou variável em função de escalas progressivas da base de cálculo (p. ex.: $1,20 por metro linear, até 100 metros; $2,40 por metro linear, de 100 a 300 metros e assim por diante); ou b) uma fração, percentual ou não, da base de cálculo (que neste caso será representada por quantia monetária) [...] Especulamos, nesse discurso, a função objetiva da alíquota, como elemento compositor, ao lado da nase de cálculo, do quantum debeatur60.

58 Cf. Paulo de Barros Carvalho (2004, p. 330-332). 59 Cf. Paulo de Barros Carvalho (2004, p. 329-330). 60 2004, p. 339.

III DEFINIÇÕES DE “FATURAMENTO”, “RECEITA” E “RECEITA BRUTA”: PROBLEMAS SEMÂNTICOS NO PERCURSO GERADOR DE SENTIDO

O percurso para a investigação dos significados dos termos faturamento, receita e receita bruta é essencial para a delimitação do critério material do antecedente das regras-matrizes de incidência tributária da COFINS, previstas nas legislações infraconstitucionais aqui analisadas.

Antes de investigarmos os significados das referidas palavras na Constituição (de onde provém a competência tributária para a instituição da COFINS, conforme redação atual do artigo 195, I, “b”) e nas legislações infraconstitucionais em questão, importante descrever sobre (i) as utilizações na linguagem natural; (ii) os critérios trazidos pela legislação não-tributária61, (iii) a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal aos termos e, além disso, (iv) construir uma análise lingüística que identifique eventuais vaguezas e ambigüidades, dado imprescindível para a estruturação de definições.

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