1.4. Bahşiş, Müjde, Ödül
1.4.4. Halk Hikâyelerinde Bahşiş, Müjde, Ödül
As crianças precisam de espaço em que aprendam com as suas próprias ações, espaço em que se possam movimentar, em que possam construir, escolher, criar, espalhar, edificar, experimentar, fingir, trabalhar com os amigos, trabalhar sozinhas e em pequenos e grandes grupos. Hohmann, Banet e Weikart (1987) Segundo Hohmann, Banet e Weikart (1987), a organização do espaço da sala de atividades afeta tudo o que a criança faz. Assim sendo, estes autores recomendam que este espaço seja estimulante e organizado e esteja dividido em áreas de trabalho bem definidas. Salientam, também, que em cada área de trabalho os materiais devem estar organizados com lógica e identificados com clareza, para que a criança atue com o máximo de autonomia possível.
A Sala Verde situava-se no piso zero do Anexo da Azinhaga. De forma geral, era uma sala ampla e com boas condições de iluminação, devido à existência de várias janelas e de uma porta envidraçada que ligava a sala ao espaço ao exterior. Quer as janelas, quer a porta envidraçada encontravam-se cobertas, quando necessário, por grandes cortinados verdes.
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Relativamente à organização desta sala, é de referir que a mesma se encontrava organizada em sete áreas, que podem ser observadas na Figura 4. Além destas, é possível referir, ainda, o tapete, espaço em que as crianças se reuniam em grande grupo para realizar algumas atividades orientadas e que também se destinava à realização de jogos e de construções.
Figura 4: Planta da Sala Verde.
Em relação à Área de Iniciação à Escrita (Figura 5), esta continha algum material de escrita: lápis de carvão, borrachas, marcadores, réguas e folhas brancas, bem como 25 cartões, cada um com o nome de uma das 25 crianças da Sala Verde, em caixa alta. Estes eram utilizados pelas crianças que ainda não conseguiam escrever o seu nome autonomamente. As atividades desta área eram realizadas numa mesa quadrada, com oito lugares, que se encontrava próximo desta área.
No que diz respeito à Área da Biblioteca (Figura 5), que se situava à esquerda da Área de Iniciação à Escrita, é possível referir a pequena dimensão da mesma. Esta era constituída
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por uma pequena mesa de vimes e por quatro cadeiras, bem como por alguns livros infantis e algumas revistas, jornais e panfletos publicitários que se encontravam dispostos numa estante, que também servia para arrumar o material da Área de Iniciação à Escrita. É de referir, ainda, que próximo da mesa de vimes, existia um espelho e dois armários de arrumação, que continham material de apoio às educadoras e os portefólios das crianças.
Figura 5: Área da Biblioteca e Área de Iniciação à Escrita (esq.) e Área do Conhecimento do
Mundo e Área da Matemática (dir.).
Relativamente à Área da Matemática (Figura 5), esta continha alguns materiais e jogos, nomeadamente duas caixas com Barras de Cuisenaire, um Tangram, um Jogo do “4 em linha” e um Dominó, que poderiam ser realizados por duas crianças simultaneamente. À esquerda desta área, estava disposta a Área do Conhecimento do Mundo (Figura 5). Os materiais que a constituiam encontravam-se organizados num carrinho de arrumação, em que se podia encontrar, por exemplo, alguns projetos dos anos anteriores, enciclopédias, um globo, um manequim humano e um pau-de-chuva, entre outros.
Em relação à Área da Casinha (Figura 6), esta era composta por diversos brinquedos, bonecas e “bebés-chorões” e um carrinho de bebé, bem como algum mobiliário, sobretudo de cozinha. Na parede próxima a esta área, existia uma pequena prateleira destinada à arrumação de material.
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Figura 6: Área da Casinha (esq.) e Área das Expressões (dir.).
À esquerda da Área da Casinha situava-se a Área das Expressões (Figura 6), que as crianças no início do ano letivo decidiram apelidar de “Canto dos Artistas”. Os diversos materiais destinados à Expressão Plástica, que constituíam esta área, encontravam-se dispostos numa estante, em dois carrinhos móveis e em duas caixas de arrumação. Quanto aos dois carrinhos de arrumação, é de salientar que cada uma das oitos gavetas que os constituíam se encontravam organizadas de forma a facilitar o trabalho autónomo das crianças, pelo que cada gaveta continha pouco material e algumas delas encontravam-se identificadas com palavras e imagens. É de referir, ainda, a existência de um placar de cortiça, que estava disposto por cima do referido mobiliário e que servia para afixar cartazes alusivos à estação do ano que se vivenciava.
Por sua vez, à esquerda da Área das Expressões era possível encontrar a Área dos Jogos
e Construções (Figura 7). Os vários jogos e materiais que permitiam realizar construções
encontravam-se arrumados em duas estantes e podiam ser realizados no tapete ou nas mesas que se encontravam próximas. No cimo de uma das estantes estavam dispostos um rádio e uma aparelhagem e, também, alguns CD’s. Já no cimo de outra existiam 25 “gavetas”, destinadas a cada uma das crianças e identificadas com o nome e com a fotografia das mesmas, em que estas poderiam arrumar autonomamente os seus trabalhos mais recentes. É de referir, ainda, o quadro dos aniversários, que estava afixado na parede superior ao mobiliário desta área.
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Figura 7: Área dos Jogos e Construções.
Próximo da Área dos Jogos e Construções estava o tapete, um placar de cortiça e uma prateleira com capas para arrumação e diversas caixas destinadas à arrumação de material diverso, devidamente identificadas. Em relação ao tapete é de salientar que este não era suficientemente grande para que as 25 crianças se sentassem todas em “U”, pelo que no centro do mesmo se sentavam quatro delas. À esquerda do tapete, existia uma mesa redonda com cinco lugares e um placar de cortiça com alguns quadros orientadores, nomeadamente um calendário e um quadro do tempo mensais, bem como um quadro de tarefas, chamado “Hoje sou responsável por:”. Este servia para escolher os dois chefes do dia, ou seja, um menino e uma menina.
Por fim, próximo da porta principal localizava-se um outro armário de arrumação, uma secretária com um computador em que as crianças podiam realizar alguns jogos e, também, o quadro negro. É de salientar, ainda, que no centro da sala estava disposta uma grande mesa retangular com dez lugares e que fora da sala existiam cabides, diferenciados com o nome das crianças, que se destinam a arrumar o vestuário, bem como as mochilas das crianças.
Na decoração da sala era possível verificar a existência de alguns trabalhos realizados pelas crianças que se dispunham maioritariamente num grande placar de cortiça (número 16 da Figura 4) e alguns quadros orientadores, que foram referidos neste subcapítulo.