III. AraĢtırmanın Kapsamı ve Literatürü
2. Yahudilikte Kutsal Zamanlar
2.2. Haftalık Kutlanan Bayram (ġabat)
A pesquisa cientifica é como qualquer tipo de pesquisa, som ent e deve ser m ais rigorosa e cuidadosam ent e realizada. Segundo Oates [ 107] , a pesquisa científica é um tipo de pesquisa sistem ática, controlada e crítica, de proposições hipotéticas sobre as relações entr e fenômenos. É sistem ática, pois deve existir um a disciplina constant e no processo de pesquisa. É controlada, pois im plica na necessidade do pesquisador de t er um controle mínimo sobre o processo de pesquisa. E é crítica, pois se deve utilizar um a abordagem obj etiva eliminando viés de preferência e juízo de valor. Em linhas gerais, a pesquisa pode produzir novos conhecim entos ou teoria ( pesquisa básica) ou resolver problemas pr áticos ( pesquisa aplicada) . Sam pieri et al [ 136] dest aca que a pesquisa é um processo, o que im plica em algo dinâm ico, em const ant e mudança e contínuo. Este processo é com posto de um a série de atividades ( Tabela 14) , que devem ser seguidas sem om itir ou alterar su a ordem , sob pena de invalidar os resultados obtidos. Yin [ 154] dest aca que um projeto de pesquisa é a seqüência lógica que conect a os dados em píricos às questões de pesquisa iniciais do estudo e, em última análise, às suas conclusões.
Segundo Sampieri et al [ 136] as atividades do processo de pesquisa est ão assim organizadas:
Tabe la 1 4 . At ivida de s do pr oce sso de pe squisa se gund o Sa m pie ri e t a l [ 1 3 6 ]
At ividade De scriçã o
1 Conceber a idéia do obj et o de investigação 2 I dent ificar o problem a de pesquisa 3 Elabor ar a base t eór ica
4 Definir a est rat égia e tipo de pesquisa 5 Estabelecer as hipót eses da pesquisa
6 Definir o desen ho de pesquisa e os m étodos a ser em utilizados 7 Det erm inação dos participantes
8 Coleta de Dados 9 Análise dos Dados
10 Apr esentação dos r esult ados
Atividade 1: A origem de um processo de pesquisa é um a idéia relativa ao que ser á pesquisado. Sam pieri et al [ 136] destacam que as idéias iniciais são vagas e requerem um a an álise cuidadosa par a que sej a tr ansform ada em um m aterial m ais organizado e preciso. Para isto é fundam ent al aprofundar- se no tem a de pesquisa. Ao identificar- se o tem a da pesquisa faz- se necessário buscar conhecer estudos e trabalhos ant eriores nest a ár ea. Muitas vezes um a boa idéia não é necessariam ent e nova, m as vista sobre um a nova perspectiva, ou aplicada em um diferente contexto. A idéia para a pesquisa document ada nest a t ese surgiu a part ir de um problem a prático, docum ent ado em Evaristo et al [ 54] e Avritchir et al [ 10] .
Atividade 2: A definição do problema de pesquisa som ent e ocorre após o pesquisador haver concebido as idéias de pesquisa e aprofundado o tem a de pesquisa. Sob est a perspectiva, o problem a de pesquisa é o refinam ento da idéia de pesquisa. O tem po decorrido entre a idéia de pesquisa e a formulação do problema de pesquisa é det erm inado pelo grau de conhecim ento que o pesquisador t em do assunto, a profundidade da r evisão t eórica r ealizada, a com plexidade da idéia em si, a capacidade do pesquisador, a exist ência de estudos ant eriores, entre outros. Ger almente, a definição do problema de pesquisa envolve: a quest ão de pesquisa, os obj etivos da pesquisa e a justificativa do estudo. A form ulação da quest ão de pesquisa, na forma de um a pergunta, tem a vant agem de apr esent ar de form a clar a e direta o problema de pesquisa. Muitas vezes, ao longo do processo de pesquisa, surge a necessidade de m odificar a( s) quest ão ( ões) de pesquisa, sendo m enos com um do que a m odificação dos objetivos. Por sua vez, os objet ivos est abelecem o que pretende a pesquisa Os objetivos devem ser form ulados de form a clar a e precisa, com o um a ação, em dois níveis: o objetivo geral e os objetivos específicos. Durante o processo de pesquisa podem surgir novos obj etivos ou a necessidade de alterar algum objetivo definido inicialm ente. Finalm ent e, é necessário justificar o estudo e expor suas r azões de sustent ação. Nest a t ese, o problem a de pesquisa est á docum ent ado brevem ent e no Capítulo 1 e de form a det alhada nest e capítulo, na seção 3.1.
Atividade 3: Um a vez identificado o problem a de pesquisa e t endo se concluído pela possibilidade de aprofundar est udos no sentido de dar continuidade à pesquisa, deve- se buscar a sust ent ação teórica da pesquisa proposta. Como resultado se obtém a base teórica do estudo. A base t eórica envolve as t eorias, enfoques teóricos, estudos e ant ecedent es em ger al que se relacionam com o problem a de pesquisa. A revisão da literatura t em por base um estudo profundo da bibliografia e outras fontes de consulta sobre o t em a e em estudo, consistindo na identificação das fontes m ais adequadas ( livros, artigos, revistas, et c.), obt enção, consulta, seleção e compilação da inform ação relevant e e necessária ao estudo em desenvolvim ento. A busca e seleção são aspectos críticos da revisão da literatura. Um a sólida e atual base t eórica se constituirá em fator critico para o sucesso da pesquisa. Nest a t ese, a revisão de literatura est á documentada no Capítulo 2.
Atividade 4: Um a vez realizada a revisão da literatura e t er sido decidido pela continuidade da pesquisa, deve-se escolher o tipo e estr at égia de pesquisa. Podemos identificar quatro tipos de pesquisa: exploratória, descritiva, correlacional e explicativo, e duas estr at égias genéricas de pesquisa: quantitativa e qualitativa. A definição do tipo de pesquisa irá definir a estr at égia de pesquisa. A definição do tipo de pesquisa é det erm inante da continuidade do processo de investigação, represent ado no desenho de pesquisa. Diferentes tipos de pesquisa vão gerar desen hos de pesquisa diferentes. Sampieri et al [ 136] dest aca que os estudos exploratórios ser vem par a prepar ar o terr eno e norm almente ant ecedem os outros três tipos. Os estudos descritivos normalm ente fundam entam as pesquisas correlacionais que por sua vez ger am inform ação para levar a frente estudos explicat ivos. Uma pesquisa pode com eçar com o explorat ória, depois passar par a um a fase descritiva e correlacional e, finalm ente, ter m inar com o explicativa. A definição do tipo de pesquisa depende de dois fatores: o nível do conhecim ento na área de pesquisa e o enfoque que se pret ende dar ao assunto. Nest a t ese, adotou- se a pesquisa exploratória que, segundo Yin [ 154] , tem com o principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, com vist as à form ulação de novas t eorias, modelos e hipóteses pesquisáveis em estudos posteriores. Em relação à estr atégia de pesquisa, a pesquisa quantitativa est a relacionada com a quantificação das relações entre dois ou m ais grupos, norm alm ente buscando est abelecer relações de causa- efeito [ 153] . Normalm ente os estudos quantitativos são conduzidos na form a de experimentos controlados, de laboratório, uso em larga escala de sim ulação ou por meio da coleta de dados em estudos de caso. Estudos quantitativos são apropriados quando tem os por obj etivo test ar o efeito de algumas m anipulações ou atividades, utilizando dados quantitativos para prom over a com par ação e a análise est atística. Pesquisa qu alitativa t em sido definida de diversas form as e possui diferentes significados par a diferentes pessoas. De um m odo geral, as diversas visões da pesquisa qualit ativa
convergem no sentido de adotar um a abordagem interpret ativa para o assunt o em análise ( subjetivism o) e um a an álise do processo em estudo que não é m edido em ter m os de quantidade, intensidade e freqüência est atística. Wohlin et al [ 153] dest aca que a pesquisa qualitativa estuda o obj eto de analise em seu ambiente natural. O pesquisador deve aceitar que exist em diferentes form as de interpret ação dos fatos observados. Nest a t ese adotou- se a estr at égia de pesquisa qualitativa.
Atividade 5: Após a definição do problem a de pesquisa, da base teórica, do tipo e estr at égia de pesquisa, deve-se est abelecer as hipóteses do problem a de pesquisa. Em um a pesquisa pode- se t er um a, várias ou nenhuma hipótese. As hipóteses indicam o que est amos buscando ou tentando provar e podem ser definidas como tent ativas de explicações do fenôm eno pesquisado e são form uladas como proposições. Existem pesquisas onde não se podem formular hipóteses porque o fenôm eno estudado é desconhecido ou faltam inform ações par a se est abelecer às hipóteses. Est a situação som ente ocorre nos estudos exploratórios e em alguns est udos descritivos. Este é o caso dest a t ese.
Atividade 6: A concepção do desenho de pesquisa é a m aneira prática ( processo) pela qual se r esponderá ao problema de pesquisa. O desenho de pesquisa se refer e ao plano concebido para r esponder ao problem a de pesquisa, onde apar ecem os métodos a ser em utilizados e a identificação das grandes et apas do processo de pesquisa. Segundo Oat es [ 107] , os m étodos m ais utilizados em pesquisas em píricas na ár ea de ES são quase experim entos ( experiment al) , survey e est udos de caso ( não experim ent al) . Segundo Yin [ 154] há alguns anos atr ás havia um entendim ento equivocado de que os estudos de caso er am apropriados soment e a estudos explorat órios, os levant am entos de dados ( surveys) er am apropriados som ent e a estudos descritivos e os experim entos er am o m eio de se fazer pesquisa explanatória ou causal. Mas atualm ent e é necessária um a visão m ais pluralista sobre est es tipos de pesquisa, sendo que cada um a delas pode se utilizar em diferent es fases ( tipos) de um a pesquisa. Naturalmente existe um a m aior adequabilidade de cada m étodo, m as não um a exclusividade de seu uso em cada tipo de pesquisa. Além disso, se o desenho est á bem concebido, aum entam as chances dos resultados ser em válidos. Geralm ente, o uso de um método é determ inado por um conjunto fatores r elacionado ao tipo de quest ão de pesquisa, à extensão de controle que o pesquisador desej a e ao grau de enfoque em acontecim entos históricos em oposição aos acontecim entos contem porâneos. Nest a t ese utilizou- se um estudo qualitat ivo em retrospect iva inspirado no m odelo de Yin [ 154] de estudo de caso, e o desenho de pesquisa é apr esent ado na seção 3.2. Mais informações sobre desenho e m étodos de pesquisa podem ser encontradas em Yin [ 154] , Creswell [ 33] , Oat es [ 107] e Shull et al [ 142] .
Atividade 7: Dependendo do m ét odo de pesquisa adot ado (definido na atividade anterior) deve- se selecionar a am ostr a ou selecionar os participantes que irão participar do estudo. I ndependente do m étodo a ser utilizado, a seleção dos par ticipantes part e de um a visão clara da unidade de an álise ( quem vai ser m edido) , delimitação da população com base nos obj etivos do estudo e as car act erísticas do conteúdo, lugar e tem po do estudo. A seleção dos participantes pode ser probabilística ou não probabilística ( dirigida ou por conveniência). I sto vai depender dos objetivos do estudo e do desenho de pesquisa, bem com o dos recursos disponíveis para a realização da pesquisa ( financeiros, tem po) . Quando se utiliza uma amost ra por conveniência, o pesquisador deve t er m uito cuidado na definição dos critérios ( que devem ser explicitados no estudo) par a selecionar os participantes, t anto em um estudo de caso com o em um experim ento ( de cam po ou de laboratório) . Nest a t ese, os participantes foram selecionados por conveniência, seguindo critérios definidos posteriorm ente.
Atividade 8: A coleta de dados est á geralm ent e dividida no desenvolvim ento de um instrum ento de coleta de dados, a aplicação do instrum ento e a prepar ação par a análise das r espost as coletadas. Todo o instrum ento de coleta de dados deve ser desenvolvido seguindo os objetivos definidos par a a pesquisa, indicando como os dados serão codificados. Além disso, o instrum ento deve ser r evisado por especialistas ( validação de face e conteúdo) , bem com o passar por um pr é- t est e ( aplicação com um a população semelhante à da am ostr a ou população obj etivo da pesquisa) . I sto visa gar antir a correta com preensão das questões e se o instrumento funciona na prática. Nest a tese, todos os instrum entos de colet a de dados utilizados passaram por validação de face e conteúdo e pré-t ese. Ambos ser ão explicados posteriorm ente.
Atividade 9: A análise dos dados envolve a apresentação das contribuições do estudo. No caso do uso de m étodos de pesquisa com o Estudo de Caso, Experimento ou
Survey, na analise de dados e apr esenta os r esultados obtidos e desenvolve-se a analise
critica com relação a est es r esult ados. A partir dest a análise, event ualment e, busca- se desenvolver um m odelo, processo ou guia proposto ( dependendo dos objetivos da pesquisa) . Nest e caso, o estudo deve m ostr ar claram ente de onde vem todo o resultado ( modelos propostos ou analises r ealizadas) . O t exto deve ser estruturado de t al form a ao levar o leit or a visualizar claram ente de onde saíram às contribuições que levaram às propostas apresentadas. Quando isto é obtido, o conjunto da pesquisa demonstra um a coerência adequada. I ndependente do m étodo utilizado, a análise de dados se torna m ais robust a na m edida em que os dados obtidos são triangulados com dados de outras fontes ( norm almente dados secundários, tais como documentação de projetos, t extos de normas e padrões de desenvolvim ento, entre outros) . Nest a tese utilizou- se principalm ente a t écnica de análise de dados conhecida por análise de conteúdo. A análise de conteúdo é um a t écnica para estudar e analisar a comunicação de uma form a
objetiva, sist em ática e quantitativa, perm itindo fazer inferências validas e confiáveis de dados com r espeit o a seu contexto. Basicam ent e a analise de conteúdo obj etiva identificar um conjunto de cat egorias que resum am o texto escrito ou a comunicação oral analisada. Dois test es im portantes na analise de conteúdo são os de r eplicabilidade ( diferentes pesquisadores analisando o mesmo conteúdo para ver se obt ém as m esm as cat egorias) e de est abilidade ( o m esm o pesquisador analisando o conteúdo em momentos diferentes par a ver se obtém as m esm as cat egorias) , que visam gar antir m aior confiabilidade ao estudo. Existem softwares que auxiliam no processo de analise de conteúdo ( Sphinx, At las TI ) . Krippendorf [ 84] apresent a com m aiores det alhes as diversas car act erísticas da análise de conteúdo.
Atividade 10: A apresent ação dos resultados envolve com pilar todos os resultados em um t exto e apr esent ar par a a com unidade acadêm ica. I sto é feito por meio de um docum ento, onde se descr eve o estudo realizado, dest acando que pesquisa foi desenvolvida, com o foi realizada, que resultado e contribuições foram apr esent ados.