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2.3. Ġkinci Nesil Panel Veri Analizi

2.3.3. Hadri ve Kurozumi (2012) Panel Birim Kök Testi

Para o caso “homogêneo” ( ), as simulações mostram que houve uma concentração de indústrias maior no estado que deu incentivo do que nos demais estados, , corroborando o previsto na Equação 42. Foram feitas 50 simulações com 1.000 passos de Monte Carlo cada. Na tabela 1 constam os resultados médios destas simulações para diversos conjuntos de parâmetros.

ifusp

41

Tabela 1: Resultados dos valores médios de 50 simulações com 1.000 passos de Monte Carlo cada, realizadas com os parâmetros descritos na tabela

𝒆 ) e comparação com o valor analítico obtido na Equação 44.Pode-se perceber que a medida que 𝝆 cresce, a diferença da utilidade dos

estados em relação ao 𝒔 diminui, porém aumenta a diferença entre as arrecadações. Extraindo o custo do incentivo do Estado , podemos verificar que nem sempre há vantagem em fazer este tipo de ação. A influência do parâmetro α também é notado por esta tabela, para 𝜶 próximo de há

Figura 6: Gráficos com os resultados das simulações do modelo homogêneo

6A: A utilidade reduz a medida que a densidade inicial cresce por conta da superpopulação nos Estados. 6B: Os agentes que optaram por mudar para o Estado com incentivo acabam com uma utilidade menor do que

os agentes que ficaram no Estado em que estava.

6C: O lucro total das industrias nos Estados com incentivo é que nos demais Estados por conta da alta

densidade de agentes.

6D: A alíquota de imposto necessária para o Estado que deu incentivo ter alguma arrecadação é da ordem de

33% e para que este Estado arrecade igual aos demais é muitas vezes maior que 100%.

A partir dos dados, vemos que os agentes começam a ocupar o Estado para aumentar sua utilidade, mas por conta do acúmulo de outros agentes com este mesmo comportamento, a utilidade deste Estado acaba por ficar menor do que nos demais, o que indica que a satisfação dos indivíduos que optaram por mudar para o Estado é menor que a satisfação dos demais indivíduos (comparação entre as colunas e ). Nota-se que a satisfação no Estado só é maior nos casos ou (simulações 31 a 36). Por conta da sua alta densidade de indústrias o lucro total no Estado é maior que nos demais Estados (coluna ), mas deve-se levar em consideração o custo do incentivo (Equação 49) que este Estado tem para atrair indústrias para si (coluna ). Por conta deste custo, a ação só não será negativa para o Estado se a alíquota de imposto cobrada sobre a arrecadação for muito grande, entre 14% e 33% (coluna ).

Quando comparamos a utilidade global do modelo desordenado com a utilidade global do modelo uniforme vemos que há um ligeiro aumento quando o valor de ( ), que podemos interpretar da seguinte maneira; o governo possui o controle do imposto e este imposto obriga os agentes a pensarem no cenário global na hora de

tomar suas decisões. À medida que aumenta mais os agentes ficarão inibidos em tomar decisões unilaterais, portanto os agentes só se mudarão para o Estado com incentivo fiscal se este movimento melhorar a situação do país. A única maneira de imaginar uma situação como esta seria se o governo federal bancasse os custos deste Estado durante um período, pois, por mais que o Estado tenha uma arrecadação menor do que os demais Estados, a nação se beneficiará com estas ações (verificar os valores que devem ter a alíquota para que todos os Estados ocupados tenham o mesmo rendimento).

Numa extrapolação do modelo, fizemos simulações para a situação onde mais de um Estado possui o incentivo fiscal, com foco no caso . Simulamos situações de 1 a 12 Estados com parâmetro para analisar quais as variações nos resultados. A tabela 2 mostra uma relação entre a redução do valor da alíquota ( ) cobrada e o aumento da utilidade global ( ) com a quantidade de Estados adeptos da guerra. Isto ocorre porque os Estados dando incentivo atraem mais agentes para si, reduzindo o número de agentes nos Estados com parâmetro e por consequência aumentando sua utilidade. Esta situação não muda o fato dos Estados com incentivos terem um rendimento menor que os demais Estados ocupados. Pode-se perceber que o valor de necessário para que estes Estados arrecadem o mesmo valor que os Estados sem incentivos é em média 4 vezes maior do que .

A simplicidade deste modelo nos leva a inferir que, caso o número de indústrias seja suficientemente grande, ter mais Estados concedendo incentivos fiscais não é prejudicial ao país, pelo contrário, aumentaria a satisfação de toda a nação.

Figura 7: Situação em equilíbrio das indústrias

para o caso homogêneo

Parâmetros 𝝆 = 0,60, 𝜶=0,60,

𝒆 . Nota-se maior densidade naquele Estado com o parâmetro (em vermelho).

Tabela 2: Valores médios de 50 simulações com 1.000 passos de Monte Carlo da cada da extrapolação do

modelo para a situação de mais de um estado com incentivo fiscal – A carga da alíquota dos estados diferentes diminuem a medida que aumenta o numero de estados iguais a ele (maior partilha das indústrias) e consequentemente a arrecadação da nação aumenta com este movimento.

Podemos imaginar agora como se comportariam as indústrias nos demais Estados, aqueles que não aderiram à guerra fiscal.

Figura 8: Gráficos com os resultados do caso homogêneo

quando mais de um Estado adere à guerra fiscal.

8A: Aumento da utilidade global normalizada em função da

quantidade de estados com incentivo fiscal.

8E: Situação em equilíbrio da distribuição das indústrias nos

Estados. Aqueles adeptos ao incentivo fiscal terão mais indústrias e arrecadação maior que os demais (em vermelho).

Podemos fazer a hipótese de que a densidade inicial das indústrias agora nesses Estados não é mais e sim um e que . As indústrias passam a ignorar a existência do Estado com parâmetro , ou seja (novamente para apenas 1 estado diferente), a nação se comporta como se não houvesse mais 36 estados mas sim 35 .

Confirmando a expectativa, os resultados da tabela 3 mostram que as densidades são exatamente as mesmas obtidas no modelo uniforme de Grauwin, portanto podemos afirmar que isolar o estado com incentivo fiscal é o mesmo que de trabalhar em um sistema onde este Estado não exista e que possua uma densidade menor que .

Tabela 3: Resultados das simulações realizadas considerando um para o modelo uniforme de Grauwin. O efeito de isolar um dos estados é exatamente o mesmo que simular uma situação onde não se permite troca de indústrias entre o estado com incentivo e os demais.

Com os resultados que obtivemos podemos afirmar que se houver um número de indústrias suficientes instaladas no país, mesmo com a prática de guerra fiscal entre as unidades da federação, a dinâmica não resultaria numa redução significativa da arrecadação de um país. E se cada vez mais Estados aderirem à disputa, a guerra fiscal vai perdendo sua a força e o cenário vai se aproximando da situação uniforme, como esperado.