31.12.2020 Bağımsız Denetim Raporu
Not 1 – Grup’un Organizasyonu ve Faaliyet Konusu
Foram realizados Analises de Variância (ANOVA) para Medidas Repetidas (General Linear Model) para saber se (1) havia diferença entre à atribuição de adjetivos positivos para os nordestinos e para os sulistas em função da pertença regional, (2) para saber se havia diferença entre a atribuição de adjetivos negativos para os nordestinos e sulistas em função da pertença regional, e (3) para saber de havia diferença entre a avaliação global (positivos – negativos) para os nordestinos e sulistas em função da pertença regional.
No que se refere à atribuição de adjetivos positivos para os nordestinos e para os sulistas, foi demonstrado que houve uma diferença estatisticamente significativa entre as médias dos participantes para os dois grupos [F (1, 115) = 12,400, p =0,001]. Deste modo, pode-se afirmar que foram atribuídos mais adjetivos positivos para os sulistas (M= 3,51) do que para os nordestinos (M=2,97). Não obstante, também foi observado o efeito de interação entre as atribuições positivas e à pertença regional [F (2, 115) = 10,033, p = 0,000], conforme pode ser visto na Tabela 14.
Tabela 14. Médias de atribuição de adjetivos positivos para os nordestinos e para os sulistas de acordo com a pertença regional
Nordeste Sul Centro Oeste Total Positivos para nordestinos 3,61a (1,12) N= 46 2,18b (1,43) N= 22 3,12a (1,17) N= 50 2,97 N= 118 Positivos para sulistas 3,24c (1,21) N= 46 3,36d (1,56) N=22 3,94c (1,09) N=50 3,51 N=118
Total 3,42e 2,77f 3,53e
Nota. Desvio padrão é apresentado entre parênteses. Para a atribuição de adjetivos positivos,
médias que não compartilham o mesmo subscrito diferem uma da outra de acordo com Bonferroni, p < ,05.
Efeito de interação (Região vs grupos): F (1, 115) = 12,400, p = 0,001. Efeito principal (grupos): F (2, 115) = 10,033, p =0,000.
A análise de variância mostrou que na comparação entre regiões, as médias dos para atribuição de adjetivos positivos para os nordestinos e para os sulistas no Nordeste (M=3,61 e M=3,24, respectivamente) não se diferenciaram em relação às respostas dadas pelos participantes no Centro Oeste (M= 3,12; M= 3,94), mas sim em função das médias dos participantes no Sul (M=2,18; M=3,36) Essas diferenças podem ser melhores observadas na Figura 2.
Figura 2: Representação gráfica das distancias das médias para atribuição de adjetivos positivos para nordestinos e sulistas em função da pertença regional
Através da observação das distâncias, na Figura 2, pode-se perceber que as médias dos participantes para atribuição de adjetivos positivos para nordestinos e sulistas no Nordeste e no Centro Oeste se diferenciam das médias dos participantes do Sul. Confirmando esses resultados com os pressupostos da hipótese 2.1, a maior média para atribuição de adjetivos positivos para os nordestinos encontra-se no Nordeste
(M=3,61), no entanto, as médias de atribuição de adjetivos positivos para os sulistas encontram-se no Centro Oeste (M=3,94) e não no Sul (M=3,36).
No que se refere à atribuição de adjetivos negativos para os nordestinos e para os sulistas foi demonstrado que não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias para os grupos [F (1, 115) = 0,542, p = 0.463], de modo que as médias atribuídas para os nordestinos (M=1,24) e para os sulistas (M=1,13) não apresentaram diferença estatística. No que se refere à interação entre as médias para os adjetivos negativos e a região de pertença dos participantes, foi observado inicialmente uma diferença estatisticamente significativa [F (2,115) =8,871, p=0,000], entretanto esta desapareceu após o ajustamento para comparações múltiplas Bonferroni. Em outras palavras, significa dizer que para esta amostra, os nordestinos e os sulistas foram avaliados em termos de adjetivos negativos de forma semelhante, e que também não houve diferença entre a atribuição de adjetivos negativos entre os participantes do Nordeste, do Sul e do Centro Oeste.
Deste modo, as diferenças entre as médias para os adjetivos negativos atribuídos aos nordestinos entre os participantes no Nordeste (M=0,76, DP=0,98), no Sul (M= 1,68; DP=1,36) e no Centro Oeste (M=1,28, DP=1,16) e para os sulistas entre os participantes do Nordeste (M=1,50, DP=1,31), no Sul (M=0,86, DP=0,94) e no Centro Oeste (M=1,02, DP=1,06) não se revelou significativa (p> 0,05). Esse resultado infirma outro aspecto de nossa hipótese 2.1, de que haveria maior atribuição de adjetivos negativos para os nordestinos na região Sul.
Sobre a avaliação global sobre os nordestinos e sulistas, realizada através da diferença entre a avaliação positiva e a negativa para cada grupo, foram observadas inicialmente diferenças estatisticamente significativas entre a avaliação geral do nordestino e do sulista [F (1, 115) = 4,835, p = 0,030]. Deste modo, as medias de
avaliação geral, atribuídas aos nordestinos (M=1,73) e aos sulistas (M=2,39) foram estatisticamente significativas e os sulistas foram avaliados mais positivamente.
Também foi observado o efeito de interação da avaliação geral com a região de pertença dos participantes, [F (2, 115)= 9,988, p = 0,000]. Todavia, após o post hoc de Bonferroni as diferenças encontradas não se revelaram significativas. Assim, as médias de avaliação sobre os nordestinos entre os participantes no Nordeste (M=2,85, DP=1,95), no Sul (M= 0.50; DP=2,32) e no Centro Oeste (M=1,84, DP=2,27) e a avaliação sobre os sulistas no Nordeste (M=1,74, DP=2,48), no Sul (M= 2,50; DP=2,17) e no Centro Oeste (M=2,92, DP=2,14) não apresentaram diferenças significativas.
Conclui-se então, que, de uma maneira geral, a descrição dos grupos da temática regional pela lista de adjetivos revelou similitudes em relação à forma como os participantes nas três regiões percebem os brasileiros e os nordestinos. A máxima de Euclides da Cunha de que o povo nordestino “é um forte” e os ditos populares sobre o povo brasileiro é aquele que “não desiste nunca”, parece se traduzir na imputação a ambos de adjetivos como “trabalhadores” e “batalhadores”, este último não referido aos sulistas. A análise de variância com medidas repetidas demonstrou que os sulistas são avaliados mais positivamente, quando comparados aos nordestinos, embora não haja diferenças em relação à avaliação negativa entre os dois grupos.
Entre as regiões, foram os nordestinos que perceberam menos diferenças em relação à atribuição de adjetivos positivos entre eles e os sulistas, enquanto nas outras regiões, as diferenças entre nordestinos e sulistas foram claramente percebidas. Vasconcelos (2006) atenta para o fato de que sempre existiu a distinção entre as regiões Norte e Sul do Brasil, sobre chancela da ideia de um Brasil “ideal”, moderno, rico e industrial, formado por brancos e imigrantes europeus, e um Brasil “real”, atrasado,
pobre, rural e escurecido. Portanto, o conflito entre as regiões Sul e Nordeste no Brasil parece ser aqui representado por contornos sutis. A atribuição de desenvolvimento econômico atrelado ao desenvolvimento do povo foi percebida através da atribuição de características essencialistas distintas para um e para outro, também observados em outros estudos (Alencar, 1985; Azevedo & Pessoa, 2005; Blake, 2011; Lobo, 2006, Rodrigues, 2009; Silva, 2010, Vasconcelos, 2006).
RESULTADOS
E
3.1.3.1. Descrição da frequência da lista de adjetivos para a temática étnica