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2. BIÇIMLENDIRICI DEĞERLENDIRMEDE KULLANILABILEN ARAÇ VE TEKNIKLER

2.8. Öz, akran ve grup değerlendirme

2.8.3. Grup değerlendirme

Pode-se recorrer ao artigo 2º da LDB para responder a essa questão:

a educação... tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Mas os Parâmetros Curriculares Nacionais serão um pouco mais específicos:

Além das referências à organização e às relações políticas, envolvidas nos conceitos de Estado e de cidadania, presentes neste documento, cabe ainda desenvolver algumas noções de Direito, tais como o entendimento das leis, códigos, processos jurídicos e acordos internacionais, como regras concebidas para regular o convívio entre os indivíduos e os Estados, assegurando direitos e deveres individuais e coletivos. O desenvolvimento de competências de leitura e interpretação de documentos legais, a compreensão de conceitos neles expressos e a contextualização da produção jurídica constitui um dado importante para o exercício da cidadania plena.104

Desses dispositivos acima e da noção de cidadania apresentada anteriormente, pode-se deduzir que são indispensáveis os estudos de Direito Constitucional, no que concerne a princípios e fundamentos do Estado, Direitos individuais e sociais além de competências e atribuições dos agentes políticos, visto que essas matérias são o sustentáculo da atuação estatal e da árvore jurídica como um todo; Direito Eleitoral, pois o conhecimento do processo eleitoral é fundamental em uma democracia e os jovens já podem votar a partir dos 16 anos; Direito do Consumidor, pois a sociedade ocidental é capitalista e dificilmente passa um dia sem que qualquer um tenha celebrado uma relação de consumo; Direito trabalhista, visto que é propósito da educação a formação para o trabalho; e de Direito Ambiental, pois a sociedade se insere num ambiente que precisa ser zelado por todos os membros.

Parece desnecessário adentrar em aspectos excessivamente técnicos de natureza processual, mas deve ser contemplada uma noção superficial de processo e das hipóteses em que seria possível peticionar sem advogado. Pode-se pensar ainda em incluir uma exposição dos tipos penais, a fim de demonstrar além dos direitos, os deveres do cidadão em sociedade.

Na verdade, essas são apenas sugestões, o mais acertado seria a criação de órgãos técnicos para construir uma base nacional comum que contemple o conteúdo jurídico, de maneira objetiva, discriminando carga horária para cada assunto. Com isso seria possível uma discussão acerca do conteúdo a ser lecionado na escola e ele poderia ser construído de maneira dialógica, uma vez que toda a sociedade contribuiria opinando e criticando.

104BRASIL. Ministério da Educação. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DO ENSINO MÉDIO.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se dizer então que, atualmente, existe previsão constitucional e infraconstitucional para que a educação jurídica básica seja instituída efetivamente, no currículo do ensino médio. Mesmo instrumentos normativos infralegais, como portarias e regulamentos do Ministério da Educação, discriminam a necessidade de trabalhar, em sala de aula, com a formação ética dos educandos e com a instrução de direitos e deveres, estrutura do Estado, direitos da criança e do adolescente e etc.

Ou seja, a Constituição Federal e a LDB já definiram que a educação escolar deve contemplar uma formação voltada para o exercício da cidadania, em seu sentido lato. Na discussão acerca da pertinência desse conteúdo dever ser ou não visto no ensino básico, o legislador já tomou sua posição, se convenceu e decidiu que sim. Apesar disso, os mesmos dispositivos infralegais do MEC, mencionados anteriormente, transferem às instituições de ensino a tarefa de definir livremente a matéria a ser vista, a carga horária a ela dedicada e a forma como será abordada. Vê-se então que, em certa medida, a decisão tomada pelo legislador não vincula as instituições de ensino, pois a educação jurídica básica só será incluída nas escolas se os sujeitos incumbidos de elaborar os currículos tiverem a mesma opinião que o legislador.

A insuficiência do ensino regulado pelo Estado, no que diz respeito ao estudo de direitos e deveres, é atentatória ao acesso à justiça e, consequentemente, à dignidade humana. Se a garantia desta depende também de uma atuação dos indivíduos que têm seus direitos ameaçados, conclui-se que esses indivíduos precisam ter consciência ao menos da existência desses direitos para pugnar pela sua observância.

Não basta, portanto, que o governo disponibilize a informação 105, deve tentar efetivamente levar esse conhecimento aos indivíduos potencialmente afetados, tendo em vista que, hoje, se reclama uma postura positiva de atuação estatal e está superado o modelo de Estado inerte concebido pelos cânones do liberalismo.

Restou comprovado também, através de exemplos, que a regra do artigo 3º da LINDB não tem caráter absoluto, apesar de não poder ser de todo afastada.

Em uma sistemática democrática e moderna, a falta de noções jurídicas da população em geral põe em xeque a validade e exigibilidade do direito, pois não vigoram mais as concepções arcaicas de Estado, nas quais o Leviatã se impunha aos indivíduos de

modo tirânico. O Direito evoluiu, não se trata mais de um mero sistema de regras impostas aos indivíduos por uma máquina impessoal, chamada Estado. A soberania popular e o próprio conceito de democracia impulsionaram essa evolução, pois é do povo que emana o poder, e seu exercício demanda sua participação.

Nessa esteira, não se pode admitir que o Direito se imponha aos indivíduos sem que se lhes apresente primeiro. Ou, ao menos, que haja uma tentativa de apresentação. Ademais, esse conteúdo se mostra indispensável para uma prática inclusiva, emancipatória e transformadora da sociedade. Por essa razão, apresenta-se urgente a demanda pelo ensino jurídico básico no ensino médio.

Esse ensino não pode ficar adstrito aos operadores do Direito, mesmo que em pequena escala, todo cidadão deve estar munido desse conhecimento. Para que essas informações cheguem aos cidadãos, a educação institucionalmente regulada pelo Estado se mostra a melhor ferramenta, e para que os currículos escolares sigam os padrões desejados pelo governo e corporificados na constituição e na LDB, basta que sejam incluídas no ENEM questões de conteúdo jurídico. Assim, os currículos escolares se adaptarão automaticamente.

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