• Sonuç bulunamadı

Grid Generation and Independence Study

3. MATERIAL AND METHODS

3.3. Design Of Air Channel By Means Of CFD

3.3.2. CFD Analysis Studies

3.3.2.3. Grid Generation and Independence Study

jurídico e a definição da linha filosófica - 2.5 Considerações sobre o desenvolvimento de uma teoria.

2.1 Considerações iniciais

Neste capítulo se busca identificar a Jurisprudência como ciência social, através da identificação do método, do objeto e da sistematização científica, a fim de apontar os elementos que indicam o caráter científico daquela ciência, extensiveis ao Direito Processual Penal.

Compreender toda a dimensão do Direito auxilia no desenvolvimento científico de qualquer dos ramos da Jurisprudência, pelo método e definição do objeto de estudo, além conferir uma certa dinâmica ao sistema jurídico.

Qualificar um trabalho como teoria exige o preenchimento de certos requisitos. Neste capítulo, são delineadas as premissas básicas para que uma disciplina proponha uma teoria à sociedade científica na qual faz parte.

A presente pesquisa não tem como propósito esgotar, tampouco, aprofundar as controvérsias entre os naturalistas e positivistas, pois corre-se o risco de disvirtuar-se dos objetivos traçados.

2.2 Ciência

A ciência deriva do latim scientia e possui diversos significados.1 Importam para a presente pesquisa aqueles relacionados à formação e organização de conhecimentos alcançados pela observação humana, por meio da razão e de métodos, para explicar fenômenos e fatos, bem como às disciplinas voltadas a esses conhecimentos.

Segundo o dicionário de filosofia, a ciência diz respeito ao conhecimento que garante a própria validade “em qualquer forma ou medida”. Essa definição visa a se conformar com a ciência moderna, superando o conceito tradicional que exigia a garantia absoluta de validade (“grau máximo de certeza”).2

As diversas concepções de ciência se distinguem conforme a atribuição da garantia de validade consistente na demonstração, na descrição e na

corrigibilidade.

1 O Dicionário da língua portuguesa traz inúmeros significados para o termo ciência: “1 conhecimento atento e aprofundado de alguma coisa” (...) “1.1 esse conhecimento como informação, noção precisa; consciência <c. do bem, do mal>” (...) 1.2 conhecimento amplo adquirido via reflexão ou experiência <a c. do bom convívio> (...) 2 processo racional us. pelo homem para se relacionar com a natureza e assim obter resultados que lhe sejam úteis <a c. da

pesca> 3 corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são formulados metódica e racionalmente <homem de c.> <dedicar-se à c.> <os progressos da c.> <as leis da c.> 4 p.met. atividade, disciplina ou estudo voltado para qualquer desses ramos do conhecimento <a

c. da biologia> <c. do direito> (...) 5 p.ext. conjunto de conhecimentos teóricos, práticos ou técnicos voltados para determinado ramo de atividades; talento; mestria <há c. em conceber um

programa de computação> <a c. da gastronomia> <a pouca c. do futebolista> 6 p.ext. erudição, saber <ser um poço de c.> 7 conhecimento puro independente da aplicação 8 FIL conhecimento que, em constante interrogação de seu método, suas origens e seus fins, procura obedecer a princípios válidos e rigorosos, almejando esp. coerência interna e sistematicidade - p.opos. a

opinião 8.1 na metafísica grega ou no hegelianismo moderno, conhecimento filosófico racional, absoluto e sistemático a respeito da essência do real, culminância de todos os saberes particulares e específicos 8.2 FIL cada um dos inúmeros ramos particulares e específicos do conhecimento, caracterizados por sua natureza empírica, lógica e sistemática, baseada em provas, princípios, argumentações ou demonstrações que garantam ou legitimem a sua validade [Menos importante na filosofia grega, tal sentido da palavra tornou-se hegemônico no decorrer do pensamento filosófico moderno.] - ciências s.f.pl. 9 conhecimentos ou disciplinas que mantêm articulações, semelhanças ou conexões sistemáticas, tendo em vista o estudo de determinado tema <c. econômicas> <c. naturais> 10 disciplinas voltadas para o estudo sistemático da natureza ou para o cálculo matemático <no ensino secundário, formavam-se bacharéis em c. e letras> (Antônio Houaiss; Mauro de Salles Villar, Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Versão 2.0. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006).

2 Nicola Abbagnano, Dicionário de filosofia. 4. ed. Trad. Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 136.

A demonstração das afirmações como garantia de validade da ciência interliga-se no sistema unitário onde nenhuma delas pode ser retirada ou alterada, caracterizado o ideal da ciência clássica. A ciência moderna não abalou esse ideal, pois a ciência tende a formar uma totalidade organizada com proposições (compatíveis entre si e não contraditórias). Isto é menos rigoroso do que a unidade sistêmica absoluta. Na linguagem cientifica a exigência sistematica foi reduzida para à decompatibilidade.3

Com o iluminismo, os filosofos Baicon e Newton começaram a formar a ciência descritiva. Newton a conceitua ao contrapor o metodo de análise ao método de síntese. Com isso, supera a fase de mera demonstração por experiências e observações que conduzem a conclusões gerais, para ingressar na fase das causas descobertas como principos e explicações dos fenômenos.4

A falibilidade do conhecimento humano ensejou uma nova concepção para reconhecer como garantia de validade da ciência a autocorrigibilidade. Essa concepção ainda não se desenvoveu como as anteriores, mas é muito significativa por superar a pretensão de garantia absoluta e por possibilitar novas perpesctivas sobre o estudo analitico. A autocorrigibilidade garante uma exigência de validade da ciência menos dogmática e permite a análise mais imparcial dos instrumentos de verificação e controle cientifico. 5

Embora existam as referidas concepções sobre a garantia de validade da ciência, uma não é a negação da outra. Essas concepções coexistem simultaneamente. É comum entre os pesquisadores definir a ciência como a organização ou sistematização de conhecimentos, estruturada em proposições correlacionadas logicamente com o comportamento de determinados fenômenos do objeto de estudo. 6

3 Idem, ibidem, p. 136-138. 4 Ibidem, p. 138.

5 Ibidem, p. 139-140.

6Marina de Andrade Marconi; Eva Maria Lakatos, Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006. p. 80.

As infinitas manifestações dos fenômenos, a complexidade do universo, a necessidade humana de explica-los interpreta-los e estuda-los exigem a estruturação de ramos científicos. 7 Com isso, foi desenvolvida uma classificação das ciências, dividindo-as em grupos conforme a afinidade de seus objetos ou de instrumentos de pesquisa.8

2.3 Ciências sociais

O renascimento marca o redescobrimento de textos antigos e o prazer de investigar sem a influência religiosa e metafísica. No século XIX, as ciências sociais se desenvolvem, especialemente a sociologia (a ciência da sociedade).9

Isso ocorre pela necessidade de entender a organização da sociedade e as bases da vida humana inseridas nessa, através da construção de um modelo de pensamento para observar, controlar e explicar os fenômenos sociais.10

A razão humana trilha a busca pela verdade e possibilita a antecipação e o controle dos fatos sociais, “fazendo uso de mecanismos eficientes de intervenção”.11

Entre as ciências sociais, destacam-se a antropologia cultural, a economia, a sociologia e o direito.

A antropologia “é o estudo do homem, ontem, hoje e no futuro”. A antropologia cultural ou Etnologia estuda o “homem através de sua evolução cultural”.12 A economia estuda “a formação e o funcionamento dos sucessivos

7 Idem, ibidem, p. 81.

8 Nicola Abbagnano, Dicionário de filosofia, cit., p. 140.

9 Cristina Costa, Sociologia: Introdução à Ciência da sociedade. cit, p. 18. 10 Idem, ibidem.

11 Ibidem.

12 José Manuel de Sacadura Rocha, Antropologia jurídica: por uma filosofia antropológica do Direito. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008, p. 9.

modos de produção, vista como a ordem econômica da qual dependem o desenvolvimento de um país e suas relações sociais”.13 A sociologia se desenvolve porque a sociedade deve ser conhecida pelos seres humanos que nela convivem para que seus objetivos sejam alcançados. Todos os setores da vida social necessitam dos conhecimentos sistematizados pela sociologia, a fim de praticar condutas com segurança. Para isso, há necessidade de planejamento, pesquisa e método.14

Vale ressaltar que as ciências sociais não são auxiliares, mas complementares, “pois não há hierarquia entre os ramos da ciência, prevalecendo, em determinadas circunstâncias, um ou outro enfoque como o principal.”15

2.4 Epistemologia jurídica (filosofia do direito) relativa ao caráter científico