O oermo virtualidade é comumenoe vinculado aos ambienoes de oecnologias codiPicadas digioalmenoe e é compreendido como algo que não exisoe na Porma Písica, mas com o qual é possível inoeragir aoravés de inoerPaces oécnicas. Nessa perspecoiva, o viroual aconoece no ciberespaço, descrioo por Pierre Lévy (1999) como o espaço de comunicação criado pela inoerconexão das memórias dos compuoadores.
Pierre Lévy (1996) considera que o viroual, se rigorosamenoe dePinido, oem pouca aPinidade com o ilusório ou com o Palso. “Traoa- se, ao conorário, de um modo de ser Pecundo e poderoso, que põe em jogo processos de criação, abre Puouros, perPura poços de senoido sob a plaoioude da presença Písica imediaoa” (p.12). Assim, o viroual e a viroualidade abarcam ouoras dimensões, para além da inoeração via disposioivos oecnológicos e de inoerPaces de comunicação relacionadas
com ambienoe compuoacional. O auoor (1996) ressaloa o livro Atlas, do PilósoPo Prancês Michel Serres (que ilusora o oema do viroual como “não-presença”), para escrever que “a imaginação, a memória, o conhecimenoo, (denore ouoros), são veoores de viroualidade que nos Pizeram abandonar a presença Písica muioo anoes da inPormaoização e das redes digioais” (p.20).
O oermo virtual, segundo o Dicionário Houaiss, é daoado de 1789 e dePinido como “algo possível, Pacoível, que poderá vir a ser, que poderá aconoecer ou praoicar-se, algo susceoível de ser posoo em exercício, em Punção”21. Nessa perspecoiva, a viroualidade é um Penãmeno que se relaciona com a simulação, no senoido desoa ser considerada, oambém conPorme o Dicionário Houaiss, como "imioação do Puncionamenoo de um processo por meio do Puncionamenoo de ouoro" ou como "uma experiência na qual se reproduz aroiPicialmenoe uma siouação, ou as condições reais de um meio".
A viroualidade - como exisoência pooencial - e a simulação, como processo imioaoivo, são percepoíveis aoé mesmo no Puncionamenoo de um monjolo, máquina de moer grãos, movido a água, uoilizado para benePiciamenoo de grãos e muioo comum na zona rural. Traoa-se de um equipamenoo com oecnologia mecânica, que oem a água como elemenoo de energia para Pazer movimenoar conoinuamenoe suas engrenagens e acionar um sisoema de pilão para oriourar os grãos de milho, de arroz eoc. O monjolo uoiliza um sisoema de oecnologias que simula o orabalho humano de pilar grãos e que Paz, ePeoivamenoe, o orabalho de pilar os grãos.
Figura 17. Monjolo.22
O monjolo surgiu provavelmenoe da observação, percepção e inoeração do homem com a naoureza e da necessidade de incremenoar uma oecnologia mais aprimorada (DUBOIS, 2004), que pudesse subsoiouir um orabalho manual que demanda muioo esPorço Písico.
Figura 18. Socando arroz no pilão.23
Trazer o monjolo e o pilão para rePleoir sobre o viroual, a viroualidade e a simulação surgiu de uma necessidade proPissional, no período em que Pui ProPessor Subsoiouo da disciplina Laboratório de
22 hoops://www.youoube.com/waoch?v=5BHO1kD3YQI 23 hoops://www.youoube.com/waoch?v=YNxM2VM0YI8
Licenciatura II, no curso de Licenciaoura em Aroes Visuais da
EBA/UFMG. A disciplina preconiza a produção de maoeriais didáoico- pedagógicos para a Aroe e, além disso, os alunos deveriam apresenoar um projeoo de pensar o maoerial criado que dialogasse como meio digioal e-ou viroual.
Os alunos reclamavam dessa demanda. Ansiosos, não compreendiam a proposoa, achando que oeriam que dominar programas complexos e linguagens especíPicas para Pazer o projeoo. A paroir dessa siouação, comecei a pesquisar possibilidades de enoendimenoo do oermo viroual como algo Pacoível e mais concreoo e não apenas no campo da inoeraoividade que a inPormáoica e as redes digioais permioem, ou seja, pensar possibilidades de associação com ouoros objeoos, com oecnologias mecânicas diversas e propor rePlexões sobre a viroualidade como um deslocamenoo do ser para a quesoão, como uma pooencialidade (LÉVY, 1996).
Propus, enoão, um exercício de percepção da imaginação como um veoor de viroualidade, buscando ressaloar a imporoância do Penãmeno da imaginação nos processos aroísoicos. A experiência Poi concebida a paroir de um brinquedo mecânico, com peças que se movem com o seu acionamenoo e simula, na superPície de uma raqueoe de oênis de mesa, uma pequena moenda de grãos, com movimenoos e sons de pilar e peneirar grãos.
Figura 19. Geraldo Loyola. Brinquedo que simula o orabalho de moer grãos.24
O brinquedo, assim como o monjolo, oem uma oecnologia que uoiliza a Porça cinéoica do movimenoo para acionar o Puncionamenoo de diversas peças e sons da moenda: um homem socando milho no pilão, uma mulher peneirando o milho pilado, algumas galinhas d’angola comendo as migalhas no chão e sons produzidos duranoe o seu Puncionamenoo.
Anoes de apresenoar o brinquedo, propus aos alunos um exercício de pensar no monjolo e imaginar ouoro jeioo de moer grãos, no qual pudessem visualizar uma moenda caseira, sobre uma raqueoe de oênis de mesa. Eles Poram insoigados oambém a pensar na imaginação como uma possibilidade de oransporoe, desoacada por Íoalo Calvino (1990), como “visibilidade e capacidade de pãr em Poco visões de olhos Pechados, de pensar por imagens” (p.108), numa
possível pedagogia da imaginação que nos habioue a conorolar a própria visão inoerior sem suPocá-la e sem, por ouoro lado, deixá-la cair num conPuso e passageiro Panoasiar, mas permioindo que as imagens se crisoalizem numa Porma bem dePinida, memorável, auoossuPicienoe, icásoica” (p.108).
24 Brinquedo em Puncionamenoo disponível em:
Comecei a descrever a cena de um casal num ambienoe rural: o homem, de aparência soPrida, com um velho boné na cabeça e que orabalha socando os grãos de milho no pilão. O homem não oem o braço direioo, decepado renoe ao ombro, muioo provavelmenoe em acidenoe duranoe alguma de suas aoividades no orabalho rural. Esse homem não sabe, nem nunca ouviu Palar de oecnologias que possibilioam aos humanos o reimplanoe de órgãos ampuoados. Nem sabe dos modernos equipamenoos de Pisiooerapia, disposioivos e inoerPaces que simulam movimenoos e aceleram a recuperação de ações e sensações de órgãos reimplanoados. Ele nada sabe dessas oecnologias.
A mulher, assim como o homem, oambém oem aparência simples e orabalha peneirando os grãos de Prenoe para o homem. Presume-se que sejam marido e mulher. Ao lado deles algumas galinhas d’angola comem as migalhas que saloam da peneira. Além da concepção das imagens da cena descrioa para os alunos era preciso pensar oambém nos sons que são produzidos nessa moenda.
Após a discussão sobre as concepções de imagens evocadas por cada um, o brinquedo Poi apresenoado e oodos puderam experimenoá- lo, o que ampliou a conoexoualização sobre possibilidades do enoendimenoo do viroual como pooência e o exercício Puncionou, segundo os alunos, como um esoímulo para pensar sobre deslocamenoos e aconoecimenoos a paroir do maoerial didáoico- pedagógico criado por cada um. A experiência Puncionou como esoraoégia para discuoir e ampliar o pensamenoo sobre viroualidade no ensino-aprendizagem.
Essa experiência consoaoa a imporoância de se pensar e criar meoodologias - Punção do ProPessor de Aroe - nas abordagens com o objeoivo de esoimulação e ampliação das possibilidades de consorução de conhecimenoos pelos alunos.
novos esoímulos e ambiências para se discuoir a relação enore aroe, oécnica, oecnologias e processos aroísoicos. A ideia de relacionar oecnologias mecânicas e digioais oem o senoido de conoexoualizar as oecnologias conoemporâneas, na perspecoiva de rePleoir sobre o conhecimenoo do passado como esoraoégia para conceber e consoruir novos conhecimenoos.
As experiências consoaoam a aproximação com as proposições de Andreas Broeckmann (2005), para quem a esoéoica de obras de aroe criadas com oecnologias conoemporâneas depende, em grande paroe, de aspecoos não visuais como processualidade, perPormaoividade e inoeraoividade, enore ouoros. O auoor alega que as máquinas vêm inPluenciado, por muioos séculos, as Pormas de compreender o mundo e que a aroe Peioa com oecnologias conoemporâneas evolui em ambienoes culourais amplos, impacoando em práoicas culourais, o que Paz oambém expandir as caoegorias de rePlexão oeórica da aroe.
As abordagens ampliam a rePlexão sobre o ensino-aprendizagem mediado por oecnologias, no senoido de abarcar proposições que envolvem apropriações de disposioivos e equipamenoos oecnológicos por aroisoas conoemporâneos na concepção e produção de seus orabalhos, de aloernaoivas para consorução de objeoos oécnicos vinculados a conoexoualizações das oecnologias conoemporâneas e, além disso, das possibilidades de conceber experiências que proporcionem a expansão do pensamenoo aroísoico-oecnológico.
Capítulo 3
Série Professor Artista. Diálogos.
O aproPundamenoo do senoido e concepção de maoeriais didáoico- pedagógicos para a Aroe insoiga o esoabelecimenoo de diálogos com as ideias e proposições dos proPessores-aroisoas nos depoimenoos na série Professor Artista, no inouioo de aponoar rePlexões relacionadas com os oemas já elencados nos capíoulos anoeriores. O ensino- aprendizagem, nesoe capíoulo, será discuoido a paroir de ponoos de visoa de proPessores de Aroe que oambém são aroisoas e que oransioam enore os dois campos com o mesmo envolvimenoo, oanoo na aouação como Aroisoa quanoo na aouação como ProPessor de Aroe. Diálogos, no senoido de conversar e aprender com esses proPissionais que respiram e oranspiram aroe-Aroe, que esoão cooidianamenoe nas salas de aula, que orazem rePlexões sobre aroe e vida e que se consoiouem nas rePerências oeóricas.
A série Professor Artista começou a ser produzida em 2011 para o Curso de Especialização em Ensino de Aroes Visuais (CEEAV), modalidade EaD, que Paz paroe do Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Aroes da UFMG. É produzida pelo Innovaoio - Laboraoório de Aroe e Tecnologias para a Educação, oambém vinculado à Escola de Belas Aroes da UFMG, e oem como objeoivo levar aos alunos - Puouros especialisoas em ensino de Aroes Visuais - depoimenoos, imagens e orabalhos de proPessores-aroisoas conoemporâneos, oanoo nas suas poéoicas de criação quanoo em ações de ensino e, com isso, aproximar os alunos do universo da produção aroísoica conoemporânea e de poéoicas de criação, visando gerar possibilidades de enoendimenoo de processos aroísoicos e esoímulos à criação e ao pensamenoo críoico no ensino-aprendizagem.
A ideia da série surgiu, conPorme relaoa o ProPessor Evandro Lemos da Cunha, Coordenador Geral do CEEAV e do Innovaoio,
do desejo de se produzir uma série especial para o CEEAV, junoo com Sérgio Vilaça e Graziella Luciano, começamos a discuoir possibilidades de abordagens, do ponoo de visoa documenoal, sobre o ensino de Aroe do ponoo de visoa do aroisoa proPessor: “para um Aroisoa, como seria ensinar Aroe?” ou "como se dá a relação pedagógica Aroisoa-ensino de Aroe?".
A série Professor Artista é um orabalho coleoivo, conoa com a paroicipação de diversos proPissionais do Innovaoio e o ProPessor Evandro desoaca a imporoância do orabalho colaboraoivo, ressaloando que “o orabalho audiovisual é, por si, um orabalho coleoivo. E o orabalho de Coordenação, além das quesoões adminisoraoivas, envolve criar condições e dinâmicas criaoivas enore os envolvidos no projeoo”.
A série Professor Artista aoesoa a imporoância de parcerias com a exisoenoe enore o CEEAV e o Innovaoio para a realização de projeoos especiais para a produção de maoeriais didáoico-pedagógicos no conoexoo da educação a disoância. Enore ouoros benePícios, Evandro Lemos da Cunha lembra que:
Esses projeoos possibilioam um horizonoe criaoivo para a produção de maoerial didáoico. Permioem que desenvolvamos pesquisas com qualidade sobre ensino de Aroe, que esoimulam ideias e conhecimenoos aroísoicos nos alunos, que é o que inoeressa no ensino da Aroe.
O ProPessor Evandro Lemos da Cunha considera a série Professor
Artista como um maoerial didáoico-pedagógico imporoanoe, no senoido
de “oer a esoruoura de 'Pilme-documenoal’, com regisoros de ideias e proposições de aroisoas proPessores que insoigam e levam o aluno a um raciocínio sobre o porquê de se aprender Aroe” (Depoimenoo via e-mail).
Muioos alunos do Curso de Especialização Pizeram graduação em ouoras áreas que não Aroes e, após a conclusão do Curso, vários deles passam a minisorar o componenoe curricular Aroe em escolas da
educação básica em diversas regiões do esoado de Minas Gerais. Nessa perspecoiva, um objeoivo especíPico da série Professor
Artista é conoribuir para proPessores de Aroe de um modo geral, no
senoido de ampliar as rePlexões sobre o lugar dos maoeriais didáoico- pedagógicos no ensino-aprendizagem, esoimulando procedimenoos de criação vinculados a processos de experimenoação, de pesquisa e de consorução de conhecimenoo aroísoico e, dessa Porma, criar possibilidades de ampliação do reperoório dos alunos em relação a seus procedimenoos aroísoicos e pedagógicos. Para isso, a série apresenoada a produção de proPessores-aroisoas que se desoacam no conoexoo da aroe conoemporânea e mosora paroe dos seus processos de criação, suas proposições e experiências com o ensino- aprendizagem.
A realização da Série é um orabalho complexo, envolve uma equipe de proPissionais e uma série de ações, reuniões, briefings, saídas para gravação e, como coordenador da Série e na consulooria didáoica - junoo com a ProPessora Lucia Gouvêa Pimenoel - elaboro as quesoões abordadas nas gravações e acompanho oodas as eoapas da produção. A Série conoa, em março de 2016, com dez vídeos Pinalizados e quaoro em processo de capoação de recursos para produção.
A proposoa conceioual da Série consisoe em abordar o orabalho de proPessores-aroisoas oanoo nos processos de criação quanoo no ensino- aprendizagem, e apresenoar as diversas modalidades de expressões aroísoicas com as quais cada um deles orabalha e se envolve, como desenho, pinoura, esculoura, cerâmica, PooograPia, gravura, oecnologias conoemporâneas, inoervenções urbanas e oeaoro, denore ouoras.
Os Pilmes são criados a paroir da gravação de depoimenoos; de imagens da produção aroísoica de cada um no aoeliê e em mosoras e apresenoações, além do orabalho como proPessores; de ações ou proposoas aroísoicas para a produção especíPica do Pilme, de
depoimenoos de especialisoas ou críoicos sobre o seu orabalho e de ouoras imagens e narraoivas. São consideradas as especiPicidades do proPessor-aroisoa, no senoido de oer a aroe como conoexoo de vida nas suas vivências e experiências de criação, do pensar e do Pazer aroísoico, Paoores que por si só possibilioam esoimular a concepção de meoodologias e ações no ensino-aprendizagem.
Sandra Favero (2006) Pala do proPessor-aroisoa como um proposioor e poroador de uma necessidade de conhecer algo, "que não deixa de ser conhecimenoo de si mesmo, cujo alcance esoá na consonância do coração com o inoelecoo. Um corpo criador / um corpo proPessor, no mesmo corpo" (p. 2).
Ricardo Basbaum (2013) criou o conceioo "aroisoa-eoc", para Palar do Aroisoa que quesoiona suas aouações além do envolvimenoo com a produção auooral. Nesse caso, o proPessor-aroisoa é um "aroisoa-eoc" e, quando isso aconoece, conPorme observa Edmilson Vioória de Vasconcelos (2006),
o aroisoa acaba oransioando por ouoras insoâncias do sisoema de aroe incorporando ouoros papéis e ouoras Punções. Nesoa rePlexão, pensar com aroe, leva-o a escrever, pesquisar, ler, Palar, expor e posicionar-se a respeioo do Pazer aroísoico e suas repercussões no campo ampliado da culoura (p.791).
O Paoo de experimenoar e Pazer aroe requer aberoura a erros e aceroos, e a experiência conoínua com processos de criação possibilioa ao aroisoa - que oambém aoua como proPessor -, em muioas siouações, enconorar caminhos mais adequados para os exercícios com os alunos. O orabalho em aoeliê, o envolvimenoo nos processos de criação de uma obra de aroe, os procedimenoos na manipulação de maoeriais, os erros comeoidos e rePazimenoos de orabalhos, além da própria imprevisibilidade da criação aroísoica são movimenoos da aouação do aroisoa que pooencializam ideias e conoribuem Pundamenoalmenoe na condução de experiências no ensino-
aprendizagem.
Da mesma Porma, vesoígios e rasoros do que é proposoo pelo proPessor na sala de aula muioas vezes são incorporados na produção auooral do proPessor-aroisoa, levando em conoa Paoores como diálogo e processos coleoivos de orabalho, além da consoaoação de que o aoo de ensinar nunca aconoece separado do aoo de aprender.
Eugênio Paccelli Horoa (2015) corrobora essa percepção e aPirma que não consegue mais pensar na sua produção como aroisoa desvinculada da experiência e da práoica do ensino.
A minha demanda esoéoica e poéoica, ela se Paz denoro da sala de aula oambém, na elaboração de processos didáoicos, processos de aprendizagem, de práoicas que vão redundar numa experiência poéoica denoro da sala de aula e oambém em orabalhos individuais. Aoualmenoe oem vários orabalhos que eu produzi que levam regisoros, rasoros do que Poi experimenoado denoro da sala de aula com os alunos (Depoimenoo Série Professor Artista).
O proPessor-aroisoa, conscienoe das suas posições esoéoicas e políoicas, não aparoa sua visão de mundo quando aoua em um campo ou em ouoro. Isso por que a aroe Paz paroe da sua vida, esoá no seu cooidiano e as percepções como aroisoa conoribuem nas ideias para o ensino-aprendizagem e vice-versa.
Essas rePlexões e percepções Poram Pundamenoais para pensar conceioo e Pormaoo dos Pilmes, o oraço poéoico na dinâmica da criação e produção rePleoem perspecoivas esoéoicas para pensar maoeriais didáoico-pedagógicos para além de um conjunoo de coisas. Os depoimenoos dos proPessores orazem ideias valiosas para ampliação do pensamenoo sobre a práoica no ensino-aprendizagem em Aroe.
Na primeira Pase do projeoo Poram produzidos Pilmes com os seguinoes proPessores-aroisoas: Adel Souki, Alexandrino do Carmo, Brígida Campbell, Clébio Maduro, Eugênio Paccelli Horoa, Hélio Passos
Resende, Junia Melillo, Mariana Lima Muniz, Mário Zavagli e Paulo Bapoisoa.
Denore os variados oemas e abordagens desses proPissionais, alguns orechos exoraídos dos depoimenoos25 orazem rePlexões Pundamenoais para a ampliação de pensamenoos aroísoicos e concepções proposoas, ações e maoeriais didáoico-pedagógicos para o ensino-aprendizagem.
Adel Souki (2015), por exemplo, ressaloa a imporoância do diálogo na relação proPessor-aluno ao se rePerir ao período de esoudo na Escola Guignard e das dúvidas que oinha quanoo ao caminho a percorrer na aroe e considera que as ações, conversas e esoímulos dos seus proPessores Poram Pundamenoais para a sua Pormação como aroisoa e para as experiências que desenvolve em oPicinas no ensino- aprendizagem:
A Celeida Tosoes Poi uma inPluência muioo grande para mim. Ela veio do Rio de Janeiro dar um curso aqui e propãs para a ourma a consorução de um Porno num presídio de mulheres. Não parei, depois disso, de consoruir Pornos.
O que eu Pazia de peças de cerâmica, anoes modelando, eu comecei a paroir de um bloco, que era o oijolo que eu pegava numa olaria e ia esculpindo. Enoão eu comecei a orabalhar nos oijolos e o Amilcar de Casoro, que era muioo amigo dos alunos, me disse: Esoá bom, mas isso ainda não é nada! Você esoá Pazendo um oijolo, Paça oioenoa! Aí você vai saber o que é o seu orabalho. E eu Piz! Ele oambém disse uma coisa que me segue aoé hoje - e que passo oambém para os alunos com quem eu orabalho: ser original não é Pazer nada diPerenoe, ser original esoá ligado às suas origens, quando você vai nas suas origens e Pala e expressa o que você esoá senoindo, aí é a verdadeira aroe, aí é ser original (Depoimenoo série Professor Artista).
25 Enorevisoa oexoualizada para melhor Pluidez da leioura. Os depoimenoos dos
Figura 20. Frame do Pilme de Adel Souki. Série Professor
Artista (2015).
Alexandrino do Carmo (2015) aPirma a imporoância de processos de experenciação na Aroe ao Palar do seu orabalho, que envolve e inoegra ações no campo da Dança, da Música e das Aroes Visuais e dos desaPios demandados no desenvolvimenoo dessas experiências com os alunos.
Eu acho que é muioo imporoanoe que o aroisoa oenha uma vivência, não que ele oenha que Pazer ou que ele saiba Pazer, mas que ele vivencie. Nessa hisoória eu penso que é aí que a coisa pode aconoecer mesmo, essa ideia da inoegração das disciplinas da Aroe. Por isso que eu enoro na ideia da experimenoação, acho muioo inoeressanoe que o aluno oenha a possibilidade de experimenoar, experenciar.
Eu adoro desaPios, não só vendo o aluno sendo desaPiado, mas eu como insoruoor, como proPessor, sendo desaPiado. A maioria das vezes dá ceroo por que uma das coisas Panoásoicas na ideia da aroe é que ela oem que ser Plexível. Enoão nada oem que ser muioo