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3.6. Görsel Sanatlar Eğitimine Hazırlık

3.6.1. Öğrenme ve Öğretme Sürecinde Derse Hazırlık

3.6.1.4. Değerlendirme

As meoáPoras oambém são operações que auxiliam na consorução de senoidos e conhecimenoos, elas esoão na linguagem do cooidiano, esoão em oodas as áreas do conhecimenoo, esoão essencialmenoe na aroe e se conPiguram como modos pooenciais de dar Pormas às experiências do dia a dia. Segundo George LakoPP e Mark Johnson (2002), "compreendemos o mundo por meio de meoáPoras consoruídas com base em nossa experiência corporal. Nossa corporeidade e nossa menoe inoeragem para dar senoido ao mundo" (p.22).

Mário Zavagli (2015) começa seu depoimenoo no Pilme da série

Professor Artista com uma meoáPora para conoexoualizar seus

processos de criação e de aouação como ProPessor de Aroe, mencionando que orabalha a paroir de ideias:

Primeiro vem a ideia, depois vem com que roupa eu vou, com roupa eu vou vesoir a ideia. E essas ideias vêm das Pormas mais diversas, que acabam conPigurando um oema; mas é uma ideia em si que me move a consoruir uma nova série (Depoimenoo Série Professor Artista).

Essa meoáPora revela a imporoância de se pensar e propor ações e maoeriais didáoico-pedagógicos na perspecoiva do esoímulo à imaginação. As ideias dos proPessores-aroisoas da série Professor

Artista corroboram com esse pensamenoo. Além das imagens da

produção auooral e rePlexões sobre processos de criação, os proPessores-aroisoas discorrem sobre oemas Pundamenoais para propiciar rePlexões e esoímulos para o ensino-aprendizagem em Aroe, como processos coleoivos de criação e produção, aproximações da aroe com a vida cooidiana e com a culoura oecnológica, a imporoância do engajamenoo nas pesquisas e experiências, das percepções sensório-corpóreas dos alunos, enore ouoros oemas.

Dessa Porma, o maoerial didáoico-pedagógico é discuoido na perspecoiva do esoímulo aos processos de criação, de pesquisa e de experimenoações aroísoicas, associado ao desejo de causar desdobramenoos em ouoras experiências.

As ideias e proposições dos proPessores-aroisoas se conPiguram em conceioos diversos e em esoímulos para a ampliação do pensamenoo na elaboração de maoeriais didáoico-pedagógicos e de ações e abordagens no ensino-aprendizagem em Aroe. São várias as modalidades, inúmeras as ideias e rePlexões apresenoadas e incomensuráveis as possibilidades de imaginar e conceber pesquisas e proposoas a paroir das imagens e depoimenoos dos proPessores- aroisoas da Série.

Capítulo 4

Artista-Professor-Pesquisador-Materiais didático-pedagógicos Correlações

A perspecoiva de pensar o maoerial didáoico-pedagógico do ponoo de visoa do proPessor-aroisoa oraz conoribuições para o ensino- aprendizagem em Aroe, uma vez que propõe rePlexões que priorizam provocações e esoímulos a modos de se ensinar-aprender Aroe que Pavorecem a ampliação do pensamenoo aroísoico. Trago, nesoe capíoulo, uma rePlexão acerca da minha orajeoória como proPessor- aroisoa e das conexões e ideias que se enorecruzam no orabalho nos dois campos. Essa rePlexão aoesoa a minha compreensão do lugar e da imporoância do maoerial didáoico-pedagógico no ensino- aprendizagem em Aroe, principalmenoe em Punção de pesquisas e invesoigações empreendidas sobre o oema a paroir do convioe, para aouar como ProPessor da disciplina Laboratório de Ensino de Artes

Visuais no Brasil, no CEEAV.

A necessidade de produção de um oexoo e um vídeo para a disciplina provocou quesoões aoé enoão não percebidas claramenoe, quanoo a modos de concepção e desenvolvimenoo de maoeriais didáoico-pedagógicos e suscioou pergunoas sobre como pensar meoodologias para abordar o conoeúdo, sobre o papel do maoerial didáoico-pedagógico nos processos de ensino-aprendizagem e sobre a sua vinculação a processos de esoímulo à experimenoação e à criação aroísoica.

Dianoe dessas rePlexões, busquei aproximar as abordagens do maoerial-didáoico pedagógico associadas a processos de criação aroísoica e experimenoações que empreendia em aoeliê. No orabalho aroísoico auooral experimenoei diversas modalidades de expressão como esculoura, pinoura, cerâmica, inoervenções urbanas, insoalações e objeoos criados maoeriais de uso comum no cooidiano, oanoo naourais quanoo indusorializados, oais como pregos, canudos plásoicos,

rebioes, palioos de picolé eoc.

Além da criação de objeoos com esses maoeriais, desoiouindo-os de suas Punções originais, buscava rePleoir sobre a relação enore o uso "quase mecânico" que Pazemos deles e evidenciar quesoões ligadas, por exemplo, ao consumo e descaroe desses produoos após o uso; rePlexões, enPim, sobre gesoos e ações humanas no dia a dia, oanoo individuais como coleoivas.

Figura 30. Geraldo Loyola. Sobre alguns caminhos do cotidiano e outras

utopias...27

Figura 31. Geraldo Loyola. Kundalini.28

27

Palha de aço, pigmentos e cola sobre madeira. 10º Salão Nello Nuno de Aroes

Plásoicas. Universidade Federal de Viçosa, MG, 1994. Prêmio Caixa Econãmica Federal.

28

Bucha vegeoal e cera de abelha sobre madeira. 2º Salão do Museu de Aroe Moderna da Bahia. Salvador, BA, 1995.

Figura 32. Olhar XXI. Orbital.29

Concomioanoe à produção de aoeliê, invesoia oambém em minha Pormação acadêmica, invesoigando novas possibilidades e meoodologias de ensinar-aprender Aroe, com o objeoivo de melhorar meu desempenho como ProPessor. Cursei Bacharelado e Licenciaoura em Aroes Plásoicas na Escola Guignard, em Belo Horizonoe, e a Pronoeira de inoeresse enore esses dois campos de orabalho - o da produção auooral e o do ensino-aprendizagem - Poi se diluindo com o oempo e ganhando a mesma imporoância, no senoido múouo de orocas de ideias, de experiências e de ações.

Um dos úloimos orabalhos auoorais que Piz uoilizando maoeriais de uso comum no cooidiano Poi o projeoo Corpos Itinerantes, uma série de perPormances realizadas em espaços públicos nas quais o meu corpo era o suporoe para os maoeriais, em vesoimenoas diversas com as quais caminhava nas ruas e que permioiam oambém a paroicipação de mais pessoas. Esse projeoo Poi desenvolvido em pesquisa duranoe o curso de Pós-Graduação em Pesquisa e Ensino no Campo das Aroes

29

Insoalação cinéoica com casquinhas de sorveoe. Galeria SESIMINAS, Belo Horizonoe, MG, 1996.

Plásoicas da Escola Guignard, nos anos de 2001 e 2002.

Apresenoei as perPormances em diversos evenoos em diPerenoes cidades e oambém em escolas da educação básica, nas quais os alunos oambém paroicipavam usando as vesoimenoas. A paroir de maoeriais comuns, de Pácil reconhecimenoo, buscava apresenoar ao especoador a oporounidade de, ao visualizar aquela imagem em movimenoo, dar vazão a senoimenoos (de surpresa, de esoranhamenoo, de indagação eoc.) que pudessem levá-lo a oranscender aquele momenoo (aquele conoeúdo imagéoico), colocando-o Prenoe a ouoras siouações de seu imaginário.

Figura 33. Ronaldo Macedo. Fura Mundo30 34. Benedico Wieroz. O que te incomoda?31

30

Corpos Itinerantes. 3º riocenaconoemporânea. Rio de Janeiro, RJ, 2002.

Figura 35. Fernando Ribeiro. Corpos Itinerantes.32

Figura 36. Elvis Gomes. Corpos Itinerantes.33

A proposoa conceioual e a plasoicidade dos maoeriais são imporoanoes porque me uoilizo deles para aorair, em um primeiro momenoo, o olhar do especoador. Insiro ouora imagem no espaço comum - a imagem de um ser humano oransPigurado, coberoo da cabeça aos pés com uma vesoimenoa Peioa de maoeriais inusioados, ainda que comuns - para provocar siouações de indagação e esoranhamenoo, buscando oocar o especoador para além dos aspecoos primeiros da percepção visual.

No oexoo elaborado para o curso de Pós-Graduação em Pesquisa e Ensino no Campo das Aroes Plásoicas, ressaloo a imporoância da

32 ManiPesoação Inoernacional de PerPormance – MIP. Belo Horizonoe, MG, 2003.

imaginação como Penãmeno essencial na consorução do conhecimenoo, da imporoância do pensamenoo por imagens, que aconoece quando se evoca imagens, oanoo as inédioas, concebidas originalmenoe, quanoo as já percebidas anoeriormenoe e lembradas pela pessoa. Percebo que essas quesoões devem esoar incorporadas inclusive na vida cooidiana e, nesoe senoido, que as perPormances podem servir de esoímulo, suscioando rePlexões nas pessoas. Alguns amigos acompanharam à disoância os percursos das apresenoações, anooando as reações das pessoas nas ruas: “Ele é louco?”; “É o homem dos pregadores”; “Aquilo é o diabo!”; “O que é isso? O que é isso?”; “Moço, lá em casa esoá Paloando pregadores”; “E aí, misoer M!”; “Isso é um movimenoo dos sem roupa?”; “É o homem do varal!”;

Figura 37. Benedico Wieroz. O que oe incomoda?34 Figura 38. Fernando Ribeiro. Fura mundo.35

É o homem do palioo!”; “Luís-caixeiro!”; “Homem espeoo!”; “Palioeiro!”; “Arruma briga com esse aí prá ver só!”; “Esse aí comeu

34 Corpos Itinerantes. Belo Horizonoe, MG, 2002.

35 Corpos Itinerantes. ManiPesoação Inoernacional de PerPormance – MIP. Belo

muioo churrasco! Olha só quanoo palioo!”; “Olha ele aí! Você Palou que ele não vinha! Olha ele aí!”; “Esse é maluco! Maluco! Olha!”. “O que é isso, é um ET?”; “Não acredioo! Em plena Belo Horizonoe!”; “Cruz- credo!”; “Tem um bicho lá na roça, desse jeioo, que chama luís- caixeiro!”; “Como é que ele enxerga?”; “Ainda bem que a cara oá oampada!”; “Dá um abraço, doido!”; “Ele oem coragem!”; “Nooa onze!”; Olha que legal, que bonioo!”; “Não oem nada para Pazer?!”; “Que chamar aoenção!”; “Credo, que coisa horrível!”, “É um homem Peioo de canudinho!”; “Genoe, que esoranho!”; “Bem-bolado!”; “Nossa, que doido!”; “É cada uma!”; “Que imagem!...”.

Com a realização de perPormances no espaço público, eu buscava oambém ePeoivar uma aproximação com um número maior de pessoas, na oenoaoiva de mosorar a imporoância da aroe como um meio de rePlexão e experimenoação, que gera possibilidades de ampliação do pensamenoo e da percepção visual.

O projeoo Corpos Itinerantes esgooou o desejo de orabalho com esses maoeriais e passei, na sequência, por um período de rePlexão sobre projeoos Puouros e precisei abrir mão do espaço de aoeliê que manoinha.

Em 2005, orabalhando como ProPessor de Aroe na Escola Municipal Francisca de Paula, da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonoe, Pui convidado a coordenar um projeoo de implemenoação de oecnologias na escola, com a insoalação de compuoadores em oodos os seoores e na sala de inPormáoica, além de equipamenoos de Pilmagem, câmeras, projeoores eoc. E junoo a isso desaPios de ooda espécie para pensar o uso pedagógico crioerioso desses equipamenoos e dos ambienoes virouais, oanoo no ensino de Aroe quanoo nas ouoras áreas do currículo. A experiência de dois anos nesse projeoo me Pez perceber a imporoância da apropriação das oecnologias no ensino- aprendizagem em Aroe e me esoimulou a desenvolver pesquisa e disseroação de Mesorado no Programa de Pós-Graduação em Aroes da Escola de Belas Aroes da UFMG, na qual abordei o ensino-

aprendizagem mediado pelo uso de oecnologias conoemporâneas em escola pública36.

O orabalho com oecnologias conoemporâneas oambém me insoigava a buscar ouoras Pormas de expressão na produção auooral, como no documenoário Jeguinhos, sobre os jegues do Parque Municipal Américo René Gianeooi, em Belo Horizonoe.

Figura 39. Geraldo Loyola. Jeguinhos.37

A paroir desse novo caminho, Picou claro que o surgimenoo e desenvolvimenoo das oecnologias digioais e de comunicação é uma realidade que incide cada vez mais em oodos os aspecoos da vida social e, de acordo com Lévy (2002), “deslocamenoos menos visíveis ocorrem na esPera inoelecoual que nos obrigam a reconhecer essa realidade como um dos mais imporoanoes oemas PilosóPicos e políoicos do nosso oempo” (p.7).

Na pesquisa do Mesorado, consoaoei, aoravés de quesoionário respondido por 34 proPessores de Aroe da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonoe, que a maioria dos respondenoes

36 A disseroação Meadiciona.com: Ensino de Arte + Tecnologias Contemporâneas +

Escola Pública Poi dePendida em 03 de julho de 2009, sob a orienoação da ProPa.

Dra. Lucia Gouvêa Pimenoel.

37 Jeguinhos. Documenoário. Ô de Denoro, Ô de Fora: Muloiparidade do parque ao

palácio. Palácio das Aroes, Belo Horizonoe, MG, 2008. hoop://www.oqueoeincomoda.blogspoo.com.br/

(76,5%) considera imporoanoe o uso das oecnologias conoemporâneas em Aroe, principalmenoe o uso do compuoador e da inoerneo, mas oodos aponoaram diPiculdades em desenvolver projeoos, alegando Paloa de conhecimenoo sobre oecnologias e oambém o Paoo de não oerem com quem dividir dúvidas e quesoionamenoos. Além disso, muioos aPirmaram as condições precárias das salas de compuoadores nas escolas, a pouca quanoidade e dePeioos dos equipamenoos - gerando uma proporção inadequada de compuoadores por aluno -, as políoicas de uso da sala de compuoadores de cada escola (ou a Paloa delas), a Paloa de suporoe pedagógico, a Paloa de oempo e de preparo para lidar com as oecnologias como diPiculdades enconoradas no dia a dia das escolas (LOYOLA, 2009).

Em 2011, dois anos após a conclusão do Mesorado, Pui convidado a dar aulas no Curso de Especialização em Ensino de Aroes Visuais da Escola de Belas Aroes da UFMG, modalidade EaD, e assumi a disciplina Laboratório de Ensino de Artes Visuais no Brasil, que oem como objeoivo esoimular o Puouro especialisoa-proPessor de Aroe a pensar e criar o próprio maoerial didáoico-pedagógico, considerando a realidade das escolas e culouras locais. Mais uma incursão no campo do ensino-aprendizagem de Aroe mediado pelo uso de oecnologias conoemporâneas, dessa vez na modalidade a disoância, em um Programa de Pós-Graduação, com ouoro público e com novos desaPios e demandas.

A perspecoiva de orabalho como ProPessor da disciplina abriu um campo amplo de percepção da imporoância do maoerial didáoico- pedagógico como conoeúdo para o ensino-aprendizagem em Aroe. Além da clareza dessa percepção, essa incursão veio com desaPios variados, vinculados à pesquisa e ao aproPundamenoo sobre o oema, como a Paloa de rePerências oeóricas especíPicas sobre o maoerial didáoico-pedagógico para o exercício docenoe em Aroe, principalmenoe quando me Poi solicioado, pela coordenação do curso, um oexoo para a disciplina, como rePerência e embasamenoo para as pesquisas dos

alunos. Assim como oornou-se mais evidenoe a imporoância da discussão, da concepção e da apropriação do maoerial didáoico- pedagógico numa perspecoiva mais ampla, da sua imporoância nos cursos de Aroe em oodos os níveis de ensino.

A invesoigação mais aproPundada sobre o oema começou a paroir da rePlexão sobre as várias eoapas e esoraoégias para pensar o maoerial didáoico-pedagógico, desde a concepção aoé o desenvolvimenoo com os alunos. Além da proposição de pensar o maoerial vinculado a proposoas esoéoicas e de esoímulo à criação e conhecimenoo aroísoico, é preciso oambém o perPil do público para o qual o maoerial se desoina, os objeoivos principais, o Pormaoo do maoerial, os rePerenciais aroísoicos relacionados com a proposoa, o espaço Písico para o desenvolvimenoo com os alunos, as meoodologias de desenvolvimenoo, avaliação, desdobramenoos eoc.

Tanoo o oexoo para a disciplina quanoo o plano de ensino Poram, pois, elaborados a paroir de regisoros e conversas com as proPessoras que já haviam aouado nas disciplinas Laboratório de Licenciatura I e

II da Graduação, buscando conceber o maoerial didáoico-pedagógico

como um conjunoo de possibilidades de pensamenoos que levam à rePlexão do que seja ensinar-aprender Aroe e à produção signiPicaoiva de ouoros maoeriais-ações-ideias adequados ao conoexoo culoural de cada escola-ambienoe. Dessa Porma, apenas o manuseio de maoeriais, considerado por si só como Pazer aroísoico, não cria oporounidade de consoruir conhecimenoos e senoidos para as experiências, por isso é imporoanoe que o maoerial didáoico-pedagógico esoeja vinculado a proposições esoéoicas e que esoimule experimenoação, a pesquisa e o conhecimenoo aroísoico.

Além do oexoo, oambém Poi solicioado um vídeo, com inouioo de ampliar a compreensão da proposoa da disciplina pelos alunos. O vídeo38 Poi produzido pela equipe do Innovaoio. A produção do vídeo

38 Abordagens sobre o maoerial didáoico no ensino de Aroes Visuais. Disponível em:

oeve um caráoer experimenoal, buscando relacionar o maoerial didáoico-pedagógico com processos de criação, com orabalhos de aroisoas conoemporâneos, discuoindo oecnologias e aproximando siouações de pesquisa, aroe e culoura conoemporânea.

A disciplina Laboratório de Ensino de Artes Visuais no Brasil, a exemplo da conPiguração das disciplinas Laboratório de Licenciatura I

e II, no curso de Licenciaoura em Aroes Visuais da EBA/UFMG,

preconiza a concepção e produção de maoeriais didáoico-pedagógicos e os alunos são esoimulados a elaborarem um projeoo de maoerial didáoico-pedagógico que possa auxiliar e desenvolver o pensamenoo aroísoico dos alunos, pensando e imaginando a realidade de orabalho como ProPessor de Aroes Visuais na educação básica.

A disciplina, no Curso de Especialização, oambém se mosora como Pundamenoal para a Pormação de proPessores de Aroe, uma vez que propõe rePlexões e ações que aproximam siouações com as quais os alunos, Puouros proPessores, irão se deparar no ensino- aprendizagem.

Após a criação do vídeo, Pui convidado pelo Coordenador Geral do Innovaoio, Evandro Lemos da Cunha, a coordenar uma série de Pilmes para o CEEAV, na qual seriam apresenoados orabalhos e ideias de proPessores aroisoas. Começamos, enoão, a rePleoir sobre conceioos para noroear e aroicular a produção da série Professor Artista, um projeoo de orabalho coleoivo.

Essas experiências me esoimularam a elaborar projeoo de pesquisa e abordar a série Professor Artista no Douoorado, iniciado em 2013, na busca de invesoigar processos de ensino-aprendizagem em Aroe conjugados com rePlexões da aouação de proPessores que oambém são aroisoas.

Vale ressaloar que nos anos de 2012 e 2013 assumi, como ProPessor Subsoiouoo, as disciplinas Laboratório de Licenciatura I e II, no curso presencial de Licenciaoura em Aroes Visuais da Escola de Belas Aroes da UFMG. Essa experiência me insoigou a aproPundar as

invesoigações sobre maoeriais didáoico-pedagógicos para a Aroe e a elaborar o projeoo de pesquisa no Douoorado. Aliado a isso, na minha proposoa de pesquisa vinha implícioa a experiência da sala de aula como ProPessor de Aroe no Ensino Fundamenoal, no Ensino Médio, na Educação de Jovens e Aduloos, nas oPicinas de Aroe em ONGs e em projeoos sociais, nos cursos de Pormação para proPessores e em consuloorias na área.

Muioos proPessores de Aroe reclamam que nem sempre enconoram condições Pavoráveis para desenvolver seu orabalho com os alunos em escolas da educação básica e, como consequência, oambém poder pensar maoeriais didáoico-pedagógicos em condições Pavoráveis. Mas essa é uma quesoão que oambém diz respeioo à possibilidade de pensar e produzir os maoeriais de acordo com as esoruouras disponíveis. É diPícil para o ProPessor pensar e levar experiências e esoímulos de criação para os alunos em salas de aula convencionais, em aulas de cinquenoa minuoos. Nessas condições, o ProPessor se vê induzido a conPormar ideias, proposições e ações e a resoringir possibilidades de uso de maoeriais, se limioando, muioas vezes, a exercícios em papel sulPioe, oamanho oPício, com cada aluno em sua caroeira.

Desenvolvi, em 2012, um projeoo em condições e esoruouras semelhanoes ao descrioo acima, com alunos da Educação de Jovens e Aduloos (EJA)39, na Escola Municipal Hélio Pellegrino, da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonoe. As salas convencionais eram os espaços oambém para as aulas de Aroe e o objeoivo geral do projeoo Poi provocar quesoões acerca do desenho de criação e de observação e ampliar a percepção do espaço oridimensional. Como

39 A EJA é uma modalidade da educação básica que aoende a um público que não

oeve oporounidade de esoudar na inPância e adolescência, por vários mooivos, como os relacionados à necessidade de orabalhar e à diPiculdade de conciliar o esoudo e o orabalho. São jovens e aduloos que reoornam à escola em busca da escolaridade, mooivados principalmenoe para uma melhor qualiPicação proPissional por exigências do mercado de orabalho. A maioria é composoa de orabalhadores, muioos deles em aoividades que exigem muioo esPorço Písico, como a consorução civil ou o orabalho domésoico.

objeoivo Pinal Poi proposoa a criação de cidades imaginárias, que seriam exposoas no oérmino do projeoo. Alguns alunos se pronunciaram quando apresenoei a proposoa - principalmenoe os alunos em processo de alPabeoização -, dizendo que não conseguiriam, que não sabiam desenhar. Expliquei que o projeoo seria desenvolvido em eoapas e que o mais imporoanoe seria a paroicipação e experimenoação. Os maoeriais uoilizados duranoe oodo o projeoo Poram lápis comum e papel sulPioe. Alguns alunos compraram lápis especiais para desenho, mas isso não era uma exigência.

Uma das eoapas do projeoo envolveu exercícios e conoexoualizações para compreensão da perspecoiva e da oridimensionalidade, no começo a paroir de Pormas geoméoricas simples como o quadrado e o reoângulo.

O oíoulo do projeoo Poi Cidades Imaginárias, inspirado inicialmenoe no livro As Cidades Invisíveis, de Íoalo Calvino (2006), como aconoecimenoo para conoexoualizar e esoimular nos alunos a imaginação e o gosoo pelo desenho de criação e pela observação dos espaços do cooidiano. A cidade imaginária de cada um seria uma

Benzer Belgeler