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GENİŞLETİLMİŞ ÖZET

Vildan APAYDIN CIRIK 1 , Bahar AKSOY 2

GENİŞLETİLMİŞ ÖZET

Abordaremos agora alguns aspectos do Plano de Ação Ambiental elaborado, em 2008, pelo INCRA cujo objetivo geral é orientar as ações ambientais das suas respectivas Superintendências Regionais. No contexto deste plano estão previstas “[...] ações para licenciar e dar regularidade ambiental aos Projetos de Assentamentos de Reforma Agrária, criados e a criar no território nacional” (BRASIL, 2008b, p.1). De acordo com a

Coordenadoria Geral de Meio Ambiente e Recursos Renováveis do INCRA, o objetivo específico do Plano de Ação Ambiental é:

Efetivar a gestão ambiental integrada dos projetos de assentamento de reforma agrária, utilizando-se o licenciamento ambiental como um instrumento de desenvolvimento, defesa e conservação do meio ambiente, respeitadas as diretrizes, as regras e os critérios estabelecidos em leis e em resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA (BRASIL, 2008b, p.3).

Para atingir este objetivo, o INCRA definiu quatro eixos estratégicos, a saber: primeiro, o Licenciamento Ambiental, cuja meta principal é a regularização da situação ambiental no que se refere ao licenciamento ambiental de áreas de futuros assentamentos, bem como, daqueles assentamentos já implantados. Uma das ações necessárias para consolidar este primeiro eixo é firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) perante os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (OEMAs). Um desses termos de ajustamento está sendo negociado entre a Superintendência do INCRA em São Paulo, a Secretária Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e a Associação dos Assentados ECOOVALE30. Este TAC visa regularizar o

licenciamento ambiental do PDS Luiz David Macedo que está localizado no município de Apiaí, região Sul do Estado de São Paulo. Importante ressaltar que o referido PDS teve, em 2008, o seu pedido de licença ambiental prévia (LP) negado pela Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo (BRASIL, 2008b, p.42).

O segundo eixo é denominado Recuperação Ambiental de Assentamentos. A principal proposta deste eixo é desenvolver ações de recuperação ambiental em áreas protegidas dos assentamentos de reforma agrária, especialmente aquelas voltadas ao atendimento das condicionantes do licenciamento ambiental. O terceiro eixo, refere-se ao Monitoramento Ambiental. Este eixo foi definido como estratégia para acompanhar, analisar e monitorar a apropriação dos recursos naturais e as transformações ocorridas no uso da terra visando à gestão ambiental nos assentamentos de reforma agrária.

O quarto e último eixo chama-se: Promoção da Gestão Ambiental dos Assentamentos. Com a definição deste eixo, o INCRA espera promover articulações para o desenvolvimento de metodologias e introdução de sistemas produtivos voltados para o uso dos recursos

30 No Estado de São Paulo, além deste TAC, o INCRA também já assinou o TAC do Assentamento Sepé Tiarajú, localizado entre os municípios de Serrana e Serra Azul, na região de Ribeirão Preto; com relação ao TAC do Assentamento Mário Lago, esclarecemos que este será objeto de análise no terceiro capítulo deste

naturais disponíveis, capazes de maximizar a combinação de fatores, proporcionando o aumento da renda e a conservação do patrimônio natural. Um dos objetivos estratégicos deste eixo é realizar a transição dos modelos de produção tradicional para o sistema agroecológico (BRASIL, 2008b, p.14).

Um exemplo efetivo deste eixo de ação pode ser percebido na parceria estabelecida entre o INCRA e a Embrapa Meio Ambiente para o desenvolvimento do Projeto Assentamentos Sustentáveis. Este projeto vem sendo desenvolvido em três regiões do Estado de São Paulo, especificamente nas regiões de Andradina, Itapeva e Ribeirão Preto. De acordo com o coordenador deste projeto, seu objetivo “[...] é criar alternativas de produção mais sustentáveis, adequadas à realidade local e regional dos assentamentos rurais [...]” (CANUTO, 2009, p. 1).

A partir da elaboração do Plano de Ação Ambiental, o INCRA realizou várias oficinas de trabalho para que os técnicos das Superintendências Regionais pudessem conhecer melhor os múltiplos aspectos do plano. Os principais problemas com relação às questões ambientais nos assentamentos de reforma agrária e as respectivas propostas discutidas pelos técnicos da Superintendência do INCRA em São Paulo estão sintetizados no quadro abaixo.

Quadro 04 - Resultado dos trabalhos de grupo realizados pelo INCRA São Paulo.

Problemas Proposta

Não priorização da Reforma Agrária pelos órgãos estaduais de meio ambiente do Estado (OEMA).

Estrutura específica nos órgãos ambientais para a Reforma Agrária.

Dificuldades de recursos humanos e

financeiros no INCRA e nos OEMA. Aumento da dotação orçamentária. Comunicação ineficiente entre o INCRA,

OEMA e outros órgãos ambientais.

Criação de um grupo de trabalho interinstitucional.

Entraves existentes na própria Resolução CONAMA 387/06; certidão da prefeitura; LP; LIO e prazos não realistas.

Elaborar proposta de revisão da Resolução CONAMA 387/06.

Dificuldades na regularização dos assentamentos já implantados.

Elaboração de um TAC. Fonte: BRASIL (2008b).

Além do Plano de Ação Ambiental, o INCRA publicou, em 2006, um manual sobre procedimentos necessários para o acesso aos recursos financeiros disponíveis para o

desenvolvimento de projetos de recuperação e conservação de recursos naturais nos assentamentos de reforma agrária. Neste manual, uma das orientações do INCRA é a de que, sempre que as Superintendências Regionais elaborarem projetos ambientais para a recuperação e conservação dos recursos naturais dos assentamentos rurais, estas o façam buscando o apoio dos OEMAs, bem como, do Ministério Público Estadual. Segundo o INCRA, esta estratégia visa facilitar a obtenção e/ou a manutenção do licenciamento ambiental dos assentamentos que estão sob sua responsabilidade (BRASIL, 2006b). Atendendo a esta orientação, a Superintendência do órgão no Estado de São Paulo tem realizado algumas iniciativas. Por exemplo.

A Superintendência Regional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em São Paulo promoveu um curso de capacitação para vinte técnicos da equipe de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates), que atua nos assentamentos das diversas regiões do Estado. O treinamento foi realizado no dia 19/02 [2008], no auditório do Ministério Público em Ribeirão Preto e no dia 20/02 [2008] no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Sepé Tiarajú. O objetivo deste curso foi capacitar a equipe técnica na aplicação da legislação ambiental, o que contribui para o desenvolvimento sustentável do assentamento. A capacitação insere-se na concepção de que o desenvolvimento não passa apenas pelas questões econômicas e de aumento de renda, mas também envolve a recuperação da biodiversidade (BRASIL, 2008b) (grifos meu).