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4. Tek Avrupa Senedi ve Avrupa iç Pazarının Oluşması.................................... ll

5.2. Maastricht Antiaşması ile Getirilen Düzenlemeler ve Genel

5.2.6. Genişleme

A questão ambiental traspassa os setores privado e público. Para Matias-Pereira (2010, p. 218),

[...] as transformações e as novas realidades no final da primeira década do século XXI estão exigindo um novo processo de análise da relação que existe entre crescimento, meio ambiente, setor privado, terceiro setor, sociedade e administração pública. Assim, a questão da preservação ambiental decorre da constatação que é necessário oferecer à população futura as mesmas condições e recursos naturais disponíveis na atualidade.

Fazendo referência ao modelo apresentado pelo Clube de Roma (1972), reunem-se os cinco grandes temas de preocupação global: aceleração da industrialização; aumento dos indicadores de desnutrição; rápido crescimento populacional; deploração dos recursos naturais não renováveis; e, deterioração do meio ambiente (MATIAS-PEREIRA, 2010, p. 218).

Com isso, busca-se assegurar, a longo prazo, a sobrevivência das gerações futuras mediante debates orientados para o caráter sustentável do desenvolvimento, alertando a sociedade mundial para inúmeros problemas, em particular, a poluição e degradação do meio ambiente, que afetam diretamente a qualidade de vida em todo o Planeta. (MATIAS- PEREIRA, 2010, p. 219)

Qualquer concepção de desenvolvimento econômico, político, humano e social deve resultar do crescimento econômico acompanhado de melhoria de qualidade de vida. Assim, o desenvolvimento deve incluir as alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos distintos setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social – pobreza, desemprego, desigualdade, condições de saúde, alimentação, educação e moradia.

O Texto Constitucional brasileiro atribui competências comuns para União, Estados, Distrito Federal e Municípios, dispostas no artigo 23, ressaltando-se os que promovem a qualidade de vida:

I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;

II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;

III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;

V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;

VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;

XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;

XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.

Desta feita, é possível observar que devem fazer parte das ações dos governos atividades voltadas para a preservação dos recursos naturais, caracterizando-se como matéria tipicamente de interesse da coletividade, chamados interesses difusos, o que justifica a atuação comum de todos os entes da Federação, caracterizando-se como competência administrativa comum, paralela ou cumulativa (PAULO; ALEXANDRINO, 2008, p. 316).

Com relação ao direito fundamental constitucional ao meio ambiente equilibrado, a proibição do retrocesso ambiental, ou seja, negligenciar a proteção ao meio ambiente e o direito difuso ao ambiente equilibrado, vem invocada ao lado da essencialidade do meio ambiente à vida digna, da necessidade de se manter um nível elevado de sua proteção, que nada mais seria do que a maximização do direito fundamental ao meio ambiente, e da progressiva implantação do direito ao equilíbrio ecológico por parte do Estado (MELLO, 2014, p. 99).

A ideia de afastar o retrocesso ambiental justifica-se no fato de a Constituição Federal de 1988 assegurar a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, consagrando-o como bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Assim sendo, confirma e fortalece a ideia de que a defesa e preservação do meio ambiente é dever do Poder Público e da coletividade, cabendo, inclusive, à iniciativa privada ações relativas aos temas da gestão ambiental, gestão socioambiental, sustentabilidade empresarial (ALIGLERI; ALIGLERI; KRUGLIANKAS, 2009).

Corroborando a concepção de que a Carta Magna garante o equilíbrio ambiental, Teixeira e Azevedo (2009, p. 151), acentuam que a Constituição brasileira desempenha importante papel na proteção ambiental e que o Estado é o fomentador da legislação ambiental.

A estratégia promocional de equidade em qualidade de vida como concretização dos direitos sociais, que devem ser o principal objeto de resposta por parte dos entes que têm a seu cargo a função pública, respondendo de maneira universal, suficiente, equitativa e permanente

às causas e determinantes que provoquem sua negação ou defeito, identifica o aspecto ambiental que adquire um sentido em torno da sustentabilidade como elemento central de todo o processo em sua relação com o meio ambiente e com sua capacidade de ensejar outro tipo de orientação dentro da sociedade (BRASIL, 2013).

A Administração Pública deve iniciar sua responsabilidade socioambiental dentro do seu ambiente organizacional, como é institucionalizada a A3P, já mencionada, e que tem como eixos temáticos: gestão de resíduos, licitação sustentável, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização de capacitação dos servidores, uso racional dos recursos e construções sustentáveis.

Para a operacionalização e monitoramento do A3P, o Ministério do Meio Ambiente segue o Plano de Logística Sustentável, que tem como objetivos: promover a boa gestão de recursos e eficiência do gasto público, considerando atributos de sustentabilidade, reduzindo custos e combatendo desperdícios; aprimorar estruturas e sistemas de serviços das edificações construídas, reformadas e utilizadas pelo MMA; estruturar o sistema de licitações para consecução da melhor contratação (aquisição de bens e contratação de serviços) para o serviço público e para a sociedade, conforme o interesse pelo “desenvolvimento nacional sustentável” expresso na Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública (Lei nº 8.666/1993).

Para tanto, as seguintes diretrizes e práticas de sustentabilidade deverão ser observadas na gestão e iniciativas de logística: atendimento ao princípio dos 5 R’s (Repensar, Reduzir, Recusar, Reutilizar e Reciclar); promoção e adoção de práticas de consumo sustentável e do pensamento em ciclo de vida; atendimento às normas ligadas à sustentabilidade e aos sistemas de gestão socioambiental; e opção pela ação que melhor se adeque aos requisitos de sustentabilidade.

Todos os projetos estão delineados no Plano de Logística Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e do Serviço Florestal Brasileiro (PLS-MMA, 2013).

Para que haja, no entanto, a proteção efetiva ao meio ambiente, faz-se necessário o envolvimento de diversos agentes inseridos no contexto político, administrativo e social brasileiro, no sentido de debater uma política ambiental adequada e consistente.

Segundo Teixeira e Azevedo (2009, p. 138), no tocante à Política Ambiental, no Brasil, emergiram e consolidaram-se importantes movimentos e mudanças no campo da proteção ao meio ambiente, ressaltando-se, principalmente, a obrigatoriedade de estudos de impacto ambiental em empreendimentos potencialmente poluidores; o fortalecimento do quadro legal e do aparelho institucional de proteção do meio ambiente; maior eficácia do

Ministério Público, do Poder Judiciário, dos órgãos públicos e das organizações civis no licenciamento e na fiscalização de empreendimentos que permitem o controle social e embargos frequentes de estudos, instalações e operação de empreendimentos por ação judicial ou mobilização de segmentos da sociedade.

Dessa forma, mediante da participação de outras esferas do Poder Público, como o Ministério Público, cuja competência de assegurar que a legislação seja cumprida lhe é atribuída, fez com que a proteção ao meio ambiente tivesse maior eficácia.