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3. MATERYAL VE METOT

3.2. Genetik Algoritma (GA)

3.2.1. Genetik Algoritmanın ÇalıĢması

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelo setor da construção de OAE para incrementar rotinas para a qualidade aos seus processos está na definição da forma de contratação de serviços de engenharia, incluídos projeto e execução. Significa que, o critério mais comum de contração baseado no menor preço em detrimento à melhor solução, negligencia aspectos relevantes como capacitação técnica, criatividade da solução, impacto ambiental, harmonia e fatores estéticos, manutenção e vida útil, dentre outros.

Ressalta-se que, o considerado aqui como “melhor solução” não significa, necessariamente, uma opção de custo mais elevado. Ao contrário, esta quase sempre se transforma também na solução mais econômica quando o empreendimento é visto dentro de um sistema que abrange todo o seu ciclo de vida e outros fatores associados direta ou indiretamente à sua utilização. Um projeto poderá deixar de ser mais econômico se o seu prazo de execução for muito maior do que uma segunda alternativa mais cara, a princípio. Analogamente, uma ponte ou viaduto que, devido às suas características geométricas, cause muitos acidentes, não seja capaz de dar fluência ao trânsito, tenha sua vida útil abreviada ou exija manutenção freqüente devido ao dimensionamento incompatível com as cargas de trabalho, certamente cobrará um valor bem maior se comparado à “economia” obtida no curto prazo ou numa escala local.

As contratações de bens e serviços pelo poder público no Brasil são regidas pela Lei 8.666/93, que estabelece as modalidades de licitação em concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão e pregão, conforme a natureza da operação e valores financeiros envolvidos. São previstos também os critérios de julgamento por preço,

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preço e técnica, melhor técnica. Pelo que determina a lei, as modalidades de leilão e pregão são restritas à compra de “bens e serviços comuns”, categoria na qual não se enquadram os serviços de engenharia, apesar das controvérsias e confusões que cercam esse conceito.

No entanto, a forte concorrência verificada no setor da construção pelo grande número de empresas, aliada ao desmantelamento da estrutura técnica e organizacional dos órgãos públicos responsáveis pela contratação e fiscalização de obras, são as principais causas pela diminuição da capacidade de avaliação crítica dos projetos. Com isso, na prática, projetos e obras de engenharia são julgados com base apenas no menor preço, o que tem sido defendido por alguns, inclusive, como instrumento de combate à corrupção e abreviação dos prazos dos processos de licitação e contratação.

Além disso, encontra-se em análise pelo Poder Legislativo alterações na Lei 8.666/93 que, dentre outras, institui o pregão para serviços de engenharia e permite, ao contrário do que ocorre atualmente, a análise da proposta comercial antes da fase de habilitação, que inclui a verificação de toda a documentação legal e também os critérios técnicos propostos por cada concorrente. Assim, invertendo a ordem do processo atual, somente a proposta de menor preço teria sua documentação analisada, passando à segunda colocada em caso de não aceitação da primeira. Ou seja, qualquer proposta que não seja a vencedora pelo critério preço, por mais vantajosa que possa ser, ficará alijada do processo.

Considerando especificamente o setor de projetos, o efeito imediato do critério de menor preço para a contratação desse tipo serviço, tende a se tornar mais um obstáculo à sua valorização. A preocupação que a questão suscita, está no fato de ser esta a alternativa que se apresenta como ideal (a valorização dos projetos) para se buscar qualidade e produtividade sem grandes impactos no custo total. Como já se viu, é nesta fase dos empreendimentos de construção que os custos são reconhecidamente menores tanto para investimento na agregação de informação, quanto na implementação de modificações.

O critério de julgamento baseado apenas no menor preço age como barreira para o desenvolvimento do setor como um todo, uma vez que a competição nesses moldes coloca empresas e profissionais com diferentes níveis de qualificação e competência em um mesmo patamar.

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Para Tisaka (2007a), o critério de contração por menor preço para projetos e consultoria, pode levar a soluções simplistas ou tecnicamente inconsistentes, o que representaria custos substancialmente mais elevados no futuro. O autor defende a distinção de bens e serviços comuns em relação aos serviços técnicos de engenharia pelos motivos a seguir:

Por ser uma atividade regulamentada, somente empresas e profissionais que atendam a atribuições específicas podem ser contratados;

Os serviços são iniciados após a contratação e a mensuração do desempenho e qualidade não pode ser feita antecipadamente;

Os serviços são altamente especializados, estando sujeitos a inúmeros fatores de variabilidade até a entrega do produto e diferenciando-se dos bens manufaturados produzidos em larga escala por não estarem disponíveis para avaliação por simples comparação;

Cada contrato é um serviço técnico único e dependente da capacitação e experiência dos profissionais envolvidos, de valores subjetivos e das características próprias do empreendimento (TISAKA, 2007b).

A busca pelo menor preço em qualquer transação comercial é legítima e até salutar, quando funciona como um fator indutor do desenvolvimento tecnológico e da melhoria de produtividade. Há, contudo, a necessidade de distinguir se, ao contrário, este critério está levando à deterioração da qualidade e da técnica, resultando na realização de custos muito maiores no cômputo geral. Descartando totalmente qualquer argumento de natureza corporativista, essa deve ser uma análise a ser considerada no processo para melhoria da qualidade através da valorização dos projetos de OAE, onde os critérios de contratação desempenham papel de relevância por estarem atrelados a diversos fatores de desempenho.

Os serviços de engenharia são crescentemente exigidos com relação à qualidade, proteção ambiental e segurança no trabalho, fatores que têm elevado os custos em treinamento, equipamentos e planejamento da produção. O setor privado, embora utilize sistematicamente o critério de menor preço, demonstra uma maior flexibilidade e discernimento na consideração de outros parâmetros igualmente relevantes na contratação de serviços de engenharia. Isso se verifica em alguns casos, por

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exemplo, através da manutenção de cadastros atualizados com medidas de desempenho das empresas contratadas, servindo de referência para novos processos de contratação.

O construtor envolvido nesse estudo de caso pode ser um exemplo para essa realidade quando são analisados os últimos contratos estabelecidos com clientes públicos e privados, conforme a TABELA 2. Sobre os dados apresentados, considera- se que os contratos da coluna “Emergencial” também levam em conta capacidade técnica e confiabilidade como critérios de contratação. Há que se ressaltar, contudo, que mesmo nos casos de consideração do fator competência, o preço não deixou de ser relevante e decisivo no processo de contratação.

TABELA 2 – Critérios de contratação

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Uma outra tendência atual é a contratação pelo regime de empreitada global, ou seja, o valor estipulado na proposta será aquele efetivamente pago ao final dos serviços, independente das quantidades executadas de cada serviço. Por um lado este sistema representa um risco maior para o construtor porque as informações do projeto preliminar geralmente são incompletas e não permitem uma quantificação exata. Por outro lado, quando o cliente permite soluções alternativas, existe a possibilidade de se obter melhores resultados que privilegiam a criatividade e um projeto afinado com o método executivo.

Essa tem sido uma das posições assumidas pela empresa que representa a parte do construtor nesse estudo ao procurar o caminho da especialização em atividades mais complexas ou criação de soluções não convencionais como um diferencial competitivo. Para que tal estratégia seja bem sucedida, tem sido almejada uma condição de referência no mercado através do domínio técnico, investimento em

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planejamento e projeto que possam ser percebidos como excelência em qualidade e vantagens para o cliente.

O processo de contratação do empreendimento do viaduto objeto desse estudo de caso, reflete algumas das implicações relacionadas à contratação de serviços de engenharia por um órgão público e também aspectos do posicionamento estratégico do construtor responsável pela execução.

A empresa A, detentora do contrato com o DNIT e do problema da insuficiência de recursos financeiros para a construção do viaduto, esteve envolvida no processo comum de contratação com o órgão público. Ou seja, as OAE são licitadas sem um estudo mínimo por representarem uma pequena parte do serviço em contratação e os preços são aprovados pelo menor valor apresentado pelo proponente, com base na planilha do órgão.

Diante da inviabilidade econômica, a empresa B, construtora especialista em OAE, entrou no processo para apresentar uma solução alternativa. O seu reconhecimento como especialista mostra uma consolidação de sua estratégia competitiva e mostrou- se fundamental para sua participação nessa consulta preliminar. Desde o princípio, foi descartado o projeto original por entender-se que o modelo estrutural proposto não poderia levar à redução de custo desejada. Assim, buscou-se o projetista estrutural para a concepção de um novo projeto que deveria se concentrar na redução do prazo de execução e no detalhamento vinculado às particularidades do sistema construtivo.

Levando-se em consideração que, nesse estudo de caso, a associação de entre construtor e projetista redunda no aparecimento de um único agente responsável pelas atividades de projeto e construção, mostra-se oportuno fazer um paralelo com a aplicação do Design-build como alternativa aos problemas relacionados à contratação.

O modelo tradicional de contratação vigente no setor da construção, além da separação entre a atividade projetual e a execução, é caracterizada por uma relação conflitante onde “o projetista enfoca a qualidade do produto”, enquanto, “o construtor, selecionado por preço, focaliza a racionalização e a economia” (GRILO; MELHADO, 2003b). Acima disso, está o contratante que deve gerenciar o sistema contratual, geralmente lento e oneroso, e que exige um grande esforço de coordenação devido à complexidade crescente dos empreendimentos e à pressão por menores custos e prazos.

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Para Grilo e Melhado op. cit., o grande trunfo do Desing-buid está no apelo comercial, certamente o argumento mais poderoso em qualquer proposta de mudança de paradigma. Capaz de proporcionar custo global inferior, concepção e execução rápidas, a concentração das responsabilidades em uma única entidade também representa para o cliente comodidade e simplificação na gestão do empreendimento.

A aplicação do Design-build na contratação de projetos de OAE parece ser bastante conveniente, considerando o estudo de caso realizado frente a algumas barreiras levantadas pelos autores para a difusão desse sistema. A primeira necessidade é a definição do escopo e o levantamento de custo antes do término do projeto.

No caso do projeto do viaduto em análise, as informações básicas fornecidas no início do processo definem de maneira satisfatória o escopo do projeto (pouco sujeito a alterações profundas), possibilitando assim, uma estimativa de custo real para a nova condição. Porém, um fator imprescindível deve ser enfatizado na composição do custo desse e de outros projetos similares: a escolha do construtor especializado no segmento de OAE, traduzida em domínio da técnica construtiva e adequação aos requisitos do empreendimento.

Nas situações em que as informações preliminares forem insuficientes para a composição do custo real, podem ser previstos dispositivos que possam flexibilizar alguns critérios de contração. Por exemplo, em um processo de contratação por preço global onde não tenham sido realizadas sondagens do terreno para a determinação do tipo de fundação (um fator essencial em projetos de OAE), pode-se incluir a execução das sondagens no escopo do serviço e permitir o critério de preço unitário apenas para a fundação.

Friedlander (1998) e o Building Services (1995) apud Grilo e Melhado (2003b), defendem o emprego do Design-build, respectivamente, em projetos onde não haja um grande apelo da estética e que não exijam inovações técnicas. Para o segmento de OAE, como se constata nesse estudo, não foram encontradas dificuldades nesse sentido e que pudessem desaconselhar a adoção do Design-build. A estética, embora seja um fator de grande importância para as OAE, na maioria dos projetos fica condicionada ao modelo estrutural mais adequado para cada situação, e não o contrário. A inovação técnica foi um fator determinante na concepção do projeto alternativo, e que deve ser vista de acordo com os efeitos e potencialidades sobre cada empreendimento.

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Assim, outros aspectos do Desing-build podem ser revistos para os projetos de OAE, tendo sido sua principal característica, o fator essencial para o sucesso do empreendimento abordado no estudo de caso, ou seja, o processo de contratação composto pelo cliente e o construtor (associado ao projetista) como os dois agentes primários e as etapas de projeto e produção desenvolvidas simultaneamente.

Benzer Belgeler