I. BÖLÜM
3. Geleneksel Din Bağlamında MÜSİAD’ın Küreselleşmeye Bakışı
Para se obter as dosagens definitivas, foram testadas algumas dosagens auxiliares, com o intuito de analisar alguns parâmetros e realizar alguns ajustes necessários. A seguir apresentam-se alguns destes concretos auxiliares, cujas suas composições estão indicadas no apêndice A.1.
As avaliações compararam dosagens com consumo de cimento CP V-ARI entre 199,2 e 368,3 kg/m³ (CAUX1 a CAUX10), empregando a composição de adições minerais e o aditivo proposto, Adiment Super MC®.
Em relação ao consumo de cimento estabeleceu-se ainda a proporção de sílica ativa para cada dosagem. Baseado nos resultados de Melo (2000) e Pereira (2010), foram adotados valores de até 15% de sílica ativa correspondente aos consumos de cimento pré-estabelecidos, exceto nas dosagens CAUX3 e CAUX7 devido ao baixo consumo de cimento apresentado. De acordo com os mesmos autores, a proporção de até 15% de sílica ativa é capaz de contribuir, com boa relação custo/benefício, principalmente em idades avançadas, com o incremento de resistência. Os resultados (Figura 5.11) mostram, além das altas resistências, o desempenho adequado obtido em termos de baixo consumo relativo em algumas dosagens.
Figura 5.11– Resistência à compressão aos 28 dias e consumos relativos de cimento e aglomerantes para os concretos auxiliares CAUX1 a CAUX10
Fonte: Autor (2015).
Boa parte desses resultados estão abaixo inclusive do melhor resultado (4,3 kg/m³/MPa) 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 278,6 278,6 199,2 368,3 260 278 200 270 270 260 C onsumo re lat ivo (kg/m ³/ MPa ) R es ist ênci a à com pres são (MP a) Consumo de cimento (kg/m³) Resitência à compressão Consumo relativo do cimento Consumo relativo do aglomerante
detectado pelo levantamento de Damineli et al. (2010). Nota-se que os melhores desempenhos ocorrem com baixo teor de cimento, abaixo dos 300 kg/m³, onde o resultado do empacotamento é mais eficiente. Com consumos maiores de aglomerantes, o maior volume de pasta acaba distanciando as partículas de agregados, reduzindo a efetividade do empacotamento.
Estes resultados, obtidos com concretos autoadensáveis sem apresentar exsudação e sem retardamento de pega considerável, representam o primeiro indicativo da viabilidade de execução de concretos autoadensáveis e com baixo consumo de cimento. Apesar do alto empacotamento e baixo consumo de cimento de pasta, considerou-se que a trabalhabilidade obtida pode ser adequada para aplicação do concreto em estruturas reais.
A busca por um empacotamento adequado exige a utilização de maior diversidade de materiais.
Na produção em ambiente de laboratório esta diversidade não apresenta nenhuma dificuldade, mas na aplicação em grande escala no canteiro de obra, interfere na produtividade e choca nas limitações dos equipamentos dosadores, além de propiciar o risco de erros nas medidas dos diversos materiais. Sendo assim, testou-se algumas dosagens adicionais (CAUX04 à CAUX10) para analisar a viabilidade de redução de 8 para 7 materiais (Figura 5.12), eliminando uma das areias (areia muito fina). A areia muito fina foi substituída por proporções de areia fina de modo a proporcionar menor índice de vazios em ensaio de empacotamento realizado. Portanto, pensando nesses aspectos, foram utilizados apenas oito tipos de materiais para elaboração dos concretos auxiliares e definitivos, sendo eles, brita 0, areia fina, Fíler de calcário, cimento, sílica ativa, água e aditivo.
Figura 5.12– Materiais utilizados na dosagem dos concretos de baixo consumo de cimento
Fonte: Autor (2015). Areia Fina Cimento Pó de Calcário Água Sílica Ativa Brita 0 Aditivo
Os resultados obtidos com estas dosagens foram equivalentes aos obtidos com os CAUX1, CAUX2 e CAUX3, mostrando que há possibilidade de ajustes no proporcionamento de materiais sem grandes interferências no desempenho.
Uma tentativa adicional, aumentando apenas o consumo de Fíler e reduzindo o consumo de areia muito fina, resultou no traço CAUX2. Em relação ao CAUX1 observou-se aumento de aproximadamente 27%, permanecendo o mesmo consumo de cimento e o consumo de aditivo. Um teste anda mais dramático em termos de consumo de cimento, foi avaliado na dosagem CAUX3. Desenvolvido a partir da dosagem CAUX2, adotando um consumo e relação água/cimento fora dos valores toleráveis pela NBR 12655:2015 (ABNT, 2015). Manteve-se os consumos de agregados graúdos e miúdos e aumentou-se o consumo de adições minerais, no entanto, a dosagem, além de perder muita coesão, exigiu consumo de água bem maior, com a relação água/cimento passando de 0,53 a 0,80. Com isso a queda de resistência foi considerável, de 51,96 MPa para 46,59 MPa. Conclui-se que uma relação água/cimento alta compromete diretamente o comportamento mecânico do concreto.
Um teste que avaliou consumo maior de adições minerais, a dosagem CAUX7, não apresentou melhor desempenho de resistência em relação ao consumo de aglomerantes. Comparado com a dosagem CAUX3, que possui quase o mesmo consumo total de aglomerantes, a resistência aos 28 dias foi bem próxima. O aumento da adição, portanto, não se mostrou viável, principalmente do ponto de vista econômico.
Testou-se ainda uma variável na ordem de mistura dos materiais. Na dosagem CAUX8 o aditivo foi adicionado antes de inserir a areia e de finalizar toda a mistura. Na dosagem CAUX9, repetiu-se a dosagem CAUX8, porém formando primeiramente a pasta (aglomerantes e Fíler) com o aditivo e somente posteriormente adicionado os agregados miúdos e graúdos. O objetivo era avaliar se o direcionamento do aditivo para os materiais finos, que são os que realmente precisam ser dispersos, é mais eficiente que a adição com os agregados miúdos presentes, que poderiam desviar assim maior parte do aditivo. Esta sequência também disponibiliza mais água para a pasta. Isto é interessante em função dos baixos consumos de
água. A resistência obtida foi superior, porém bem próxima, partindo de 56,60 MPa a 57,95 MPa. Considerou-se o processo de mistura mais fácil, resultando mais homogeneidade,
e o concreto apresentou abatimento um pouco maior, mesmo com consumo de água um pouco menor.